sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Vestibular 2011 - agora é a sua vez



1.    A palavra Dumping é muito utilizada no meio econômico e também em diversos mercados. Dumping significa:

a)      Imposto pago para exportação;
b)      Produto sem certificação;
c)       Mercadoria sem nota fiscal e de procedência duvidosa;
d)      Concorrência desleal de mercado;
e)      Termo usado para mercadoria roubada ou contrabandeada.

2.  O processo de urbanização na América Latina foi bastante complexo. Entre as principais conseqüências que o processo de urbanização trouxe para o Brasil destaca-se:

a)      Aumento do analfabetismo;
b)      O aumento da mão-de-obra qualificada;
c)       A diminuição da mão-de-obra no campo;
d)      O aumento da taxa de natalidade;
e)      O aumento de grandes áreas verdes e urbanas.

3.    Os países considerados emergentes são destaque entre os países subdesenvolvidos. Aponte a alternativa que caracteriza melhor os países emergentes, diferenciando dos demais países em subdesenvolvimento:

a)      Boa participação no comércio internacional;
b)      Baixa taxa de natalidade;
c)       Economia planifica;
d)      Estabilidade política e social;
e)      N.D.R


Questões de Geografia



1. Como os combustíveis energéticos, as tecnologias da informação são, hoje em dia, indispensáveis em todos os setores econômicos. Através delas, um maior número de produtores é capaz de inovar e a obsolescência de bens e serviços se acelera. Longe de estender a vida útil dos equipamentos e a sua capacidade de reparação, o ciclo de vida desses produtos diminui, resultando em maior necessidade de matéria-prima para a fabricação de novos.

GROSSARD, C. Le Monde Diplomatique Brasil. Ano 3, no 36, 2010 (adaptado). 

A postura consumista de nossa sociedade indica a crescente produção de lixo, principalmente nas áreas urbanas, o que, associado a modos incorretos de deposição,

A) provoca a contaminação do solo e do lençol freático, ocasionando assim graves problemas socioambientais, que se adensarão com a continuidade da cultura do consumo desenfreado.
B) produz efeitos perversos nos ecossistemas, que são sanados por cadeias de organismos decompositores que assumem o papel de eliminadores dos resíduos depositados em lixões.
C) multiplica o número de lixões a céu aberto, considerados atualmente a ferramenta capaz de resolver de forma simplificada e barata o problema de deposição de resíduos nas grandes cidades.
D) estimula o empreendedorismo social, visto que um grande número de pessoas, os catadores, têm livre acesso aos lixões, sendo assim incluídos na cadeia produtiva dos resíduos tecnológicos.
E) possibilita a ampliação da quantidade de rejeitos que podem ser destinados a associações e cooperativas de catadores de materiais recicláveis, financiados por instituições da sociedade civil ou pelo poder público.

2. O acidente nuclear de Chernobyl revela brutalmente os limites dos poderes técnico-científicos da humanidade e as ”marchas-à-ré“ que a ”natureza“ nos pode reservar. É evidente que uma gestão mais coletiva se impõe para orientar as ciências e as técnicas em direção a finalidades mais humanas.

GUATTARI, F. As três ecologias. São Paulo: Papirus, 1995 (adaptado). 

O texto trata do aparato técnico-científico e suas consequências para a humanidade, propondo que esse desenvolvimento
A) defina seus projetos a partir dos interesses coletivos.
B) guie-se por interesses econômicos, prescritos pela lógica do mercado.
C) priorize a evolução da tecnologia, se apropriando da natureza.
D) promova a separação entre natureza e sociedade tecnológica.
E) tenha gestão própria, com o objetivo de melhor apropriação da natureza.

3.(UEPB) De acordo com a composição “Triste Partida” de Patativa do Assaré, nas estrofes que dizem

No topo da serra
Oiando pra terra
Seu berço, seu lar
[...]
Aquele nortista
Partido de pena
De longe acena
Adeus meu lugar...

a categoria geográfica “lugar” que aparece no fragmento do texto está empregada

a) com o sentido de paisagem, pois é do topo da serra que o retirante delimita visualmente o que ele denomina como o seu lugar.
b) erroneamente porque ninguém pode ter o sentimento de identidade e de pertencimento a uma terra inóspita que só lhe causa sofrimento. O lugar é para cada pessoa o espaço onde consegue se reproduzir economicamente.
c) com o sentido de território, pois trata-se de um espaço apropriado pelo fazendeiro, o qual exerce sobre o mesmo uma relação de poder.
d) corretamente porque está impregnada de emoções e de afetividade. Há uma identidade de pertencimento para com esta parcela d espaço.
e) com conotação de região natural, pois trata-se do Sertão nordestino de abrangência do clima semi-árido de chuvas escassas e irregulares e da presença da vegetação de caatinga.


sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O PSS tá chegando



1. Considere as seguintes afirmações sobre o espaço físico paraibano.

I. A maior parte do território é constituída por rochas antigas, muito resistentes, que fazem parte do Complexo cristalino do pré-Cambriano.

II. Na frente escarpada oriental da Borborema são freqüentes as chuvas denominadas frontais, resultantes do forte aquecimento diurno que promove intensa evaporação.

III. Em inúmeros trechos do litoral sul paraibano são encontrados altos paredões escarpados ? as falésias ? que sofrem intenso ataque das águas marinhas.

IV. Nas áreas sertanejas, os solos são resultantes de forte intemperismo químico e, em decorrência, muito profundos.

V. Na porção centro-oeste da Paraíba, a vegetação predominante é da caatinga cujo aspecto varia conforme o grau de aridez do clima.

Está correto o que se afirma APENAS em
a)      I, II e III.
b)      I, III e V.
c)       I, IV e V.
d)      II, III e IV.
e)      III, IV e V.

2. No mundo árabe, países governados há décadas por regimes políticos centralizadores contabilizam metade da população com menos de 30 anos; desses, 56% têm acesso à internet. Sentindo-se sem perspectivas de futuro e diante da estagnação da economia, esses jovens incubam vírus sedentos por modernidade e democracia. Em meados de dezembro, um tunisiano de 26 anos, vendedor de frutas, põe fogo no próprio corpo em protesto por trabalho, justiça e liberdade. Uma série de manifestações eclode na Tunísia e, como uma epidemia, o vírus libertário começa a se espalhar pelos países vizinhos, derrubando em seguida o presidente do Egito, Hosni Mubarak. Sites e redes sociais — como o Facebook e o Twitter — ajudaram a mobilizar manifestantes do norte da África a ilhas do Golfo Pérsico.

SEQUEIRA, C. D.; VILLAMÉA, L. A epidemia da Liberdade. IstoÉ Internacional. 2 mar. 2011 (adaptado)
.
Considerando os movimentos políticos mencionados no texto, o acesso à internet permitiu aos jovens árabes

A) reforçar a atuação dos regimes políticos existentes.
B) tomar conhecimento dos fatos sem se envolver.
C) manter o distanciamento necessário à sua segurança.
D) disseminar vírus capazes de destruir programas dos computadores.
E) difundir ideias revolucionárias que mobilizaram a população.

3. O acidente nuclear de Chernobyl revela brutalmente os limites dos poderes técnico-científicos da humanidade e as ”marchas-à-ré“ que a ”natureza“ nos pode reservar. É evidente que uma gestão mais coletiva se impõe para orientar as ciências e as técnicas em direção a finalidades mais humanas.
GUATTARI, F. As três ecologias. São Paulo: Papirus, 1995 (adaptado). 

O texto trata do aparato técnico-científico e suas consequências para a humanidade, propondo que esse desenvolvimento

A) defina seus projetos a partir dos interesses coletivos.
B) guie-se por interesses econômicos, prescritos pela lógica do mercado.
C) priorize a evolução da tecnologia, se apropriando da natureza.
D) promova a separação entre natureza e sociedade tecnológica.
E) tenha gestão própria, com o objetivo de melhor apropriação da natureza.

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Desigualdade social e econômica no Brasil faz IDH diminuir cerca de 30%


A desigualdade na distribuição de renda no Brasil faz com que o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2011 do país fique 27,7% menor. Conforme ranking divulgado hoje (2) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Brasil registrou IDH de 0,718 neste ano, marca que situa o país no grupo dos países com desenvolvimento humano elevado.
O IDH Ajustado à Desigualdade (IDHAD) foi criado pelo Pnud em 2010 para retratar como as desigualdades internas podem limitar o desenvolvimento humano nos países. Enquanto o IDH clássico é um índice potencial, o Idhad retrata melhor a situação real de um país.
“É uma questão de conceito. Não basta viver em uma sociedade que tenha, na média, um bom indicador de saúde, de renda, de educação, mas na qual as pessoas convivam com diferenças no dia a dia. Conceitualmente, é relevante considerar a desigualdade”, explicou o economista do Relatório de Desenvolvimento Humano brasileiro, Rogério Borges de Oliveira.
No Brasil, quando o IDH é ajustado para as desigualdades internas de educação, saúde e renda, cai de 0,718 para 0,519, resultado próximo ao de países como a República Dominicana e o Suriname.
O impacto negativo da desigualdade no IDH do Brasil, de 27,7%, é maior que a média de perda global, de 23%, e a dos países da América Latina, de 26,1%. Os países que mais perdem com a desigualdade são a Namíbia (em que o IDHAD é 43,5% menor que o IDH), Serra Leoa (queda de 41,6%), a República Centro-Africana (queda de 40,6%) e o Haiti ( queda de 40,2%).
Para calcular o IDH ajustado à desigualdade, o Pnud considera as mesmas dimensões utilizadas no IDH original: saúde, conhecimento e renda. No caso brasileiro, o maior responsável pela  perda por causa da desigualdade é o quesito renda.
Segundo Oliveira, o Brasil e os outros países da América Latina têm avançado atualmente na redução das desigualdades. Para ele, o impacto dos programas de transferência de renda deverá refletir-se no índice nos próximos anos. “O IDH não é o melhor instrumento para avaliar políticas públicas no curto prazo. Mas espera-se que, a cada cinco ou dez anos, já tenhamos impacto dessas políticas no índice”.
O Pnud também divulgou hoje o Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), que vai além da renda e avalia privações nas áreas de saúde, educação e padrão de vida para avaliar se uma pessoa é pobre. O índice considera privações em dez indicadores, como nutrição, acesso à água potável, saneamento, acesso à energia e anos mínimos de escolaridade. É considerado multidimensionalmente pobre o indivíduo privado de pelo menos um terço dos indicadores.
No Brasil, segundo o Pnud, 2,7% da população estão nesse tipo de pobreza. São cerca de 5 milhões de pessoas. Outros 7% da população correm o risco de entrar nessa condição, de acordo com o levantamento.

Agência Brasil