quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Agência europeia considera dois inseticidas neurotóxicos a humanos


A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar (EFSA) considerou nesta terça-feira (17) que dois inseticidas neonicotinoides - a acetamiprida e a imidacloprida - podem ser neurotóxicos para os humanos e pediu uma redução do limite atual de exposição recomendado.

De acordo com a agência de notícias France Presse, é a primeira vez que a EFSA estabelece uma relação entre a família dos neonicotinoides - dos quais três foram proibidos na UE devido aos riscos para as abelhas - e um risco ao "desenvolvimento do sistema nervoso humano", disse o departamento de imprensa da EFSA.

Estes inseticidas "podem afetar desfavoravelmente o desenvolvimento dos neurônios e das estruturas cerebrais associadas a funções como aprendizagem e memória", explicou a autoridade em um comunicado. A EFSA propôs que "alguns níveis recomendados de exposição aceitável sejam rebaixados" à espera de estudos complementares.

Investigações científicas publicados em periódicos como a “Nature” sugerem que os defensivos neonicotinoides provocam uma intoxicação nas abelhas, um fenômeno chamado de “distúrbio do colapso das colônias”, quando os insetos não retornam às colmeias e morrem fora dela, após o corpo sofrer um "curto-circuito" devido à excessiva exposição aos componentes químicos.

No fim de abril, a UE votou por implantar uma moratória de dois anos, valendo a partir de julho, para este grupo químico de inseticidas. A decisão foi tomada mesmo com manifestações contrárias do setor agrícola, que alega não haver dados suficientes sobre o impacto destes produtos nas populações de abelhas.

Já os Estados Unidos, que também analisam o emprego desses compostos, divulgaram no começo de maio que quase um terço das abelhas de colônias morreu no último inverno (2012-2013) e, nos últimos seis anos, as taxas de mortalidade atingiram 30,5%. A exposição a inseticidas é uma das hipóteses avaliadas pelo Departamento de Agricultura do país.

Situação no Brasil

De acordo com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), apesar de preocupante, a situação do Brasil não é alarmante. Segundo o órgão federal, a possível relação do uso dos neonicotinoides (que tem origem na molécula de nicotina) com as mortes de abelhas começou ser discutida internacionalmente partir de 2008.

Há três anos o instituto investiga o impacto de inseticidas na apicultura nacional. Entre 2010 e 2012, identificou mais de cem casos de mortes em massa de abelhas pelo país e todas elas estariam relacionadas à pulverização de agrotóxicos.

Ainda de acordo com o Ibama, apesar de o Brasil utilizar os mesmos tipos de agrotóxicos empregados na Europa e nos EUA, a decisão de seguir o caminho da União Europeia, vetando de vez os produtos, causaria um impacto muito maior na agricultura brasileira.

Ao G1, Marcio Freitas, coordenador geral de avaliação de substâncias químicas do Ibama, disse que a Europa tem uma quantidade muito menor de insetos e, por isso, a percepção da redução ficou amplificada.

G1 Saúde

Catástrofes naturais e humanas custarão US$ 130 bilhões em 2013


O custo econômico das catástrofes naturais e de origem humana em 2013 alcançará US$ 130 bilhões de dólares, segundo uma estimativa da resseguradora Swiss Re.

O valor é inferior ao de 2012, que foi de US$ 196 bilhões, em especial pela passagem do furacão Sandy e a seca nos Estados Unidos.

No total, 25 mil pessoas morreram no mundo em 2013 em consequência das catástrofes, incluindo o devastador tufão Haiyan nas Filipinas, que matou pelo menos 7 mil pessoas e foi o acontecimento mais grave do ano.

O ano de 2013 também foi marcado por inundações na Europa central e do leste em junho, assim como na província canadense de Alberta, no mesmo mês.

As seguradoras cobrirão danos de US$ 44 bilhões, em sua maior parte relacionados com as inundações, um valor bastante inferior ao de 2012, quando pagaram US$ 81 bilhões.

A Swiss Re publica tradicionalmente em dezembro uma estimativa do custo econômico das catástrofes do ano. A estimativa é seguida em março pela divulgação dos números definitivos.

G1

2013 teve o mês de novembro mais quente desde 1880, diz agência


O mês de novembro foi o mais quente desde que os registros começaram a ser feitos em 1880, informou nesta terça-feira (17) a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA).

A descoberta se baseou em temperaturas terrestres e superficiais calculadas proporcionalmente em todo o mundo no mês passado, anunciou a NOAA em um comunicado.

"A temperatura média combinada nas superfícies da terra e do mar para novembro de 2013 foi a mais alta já registrada em um período de 134 anos", destacou a NOAA.

A temperatura média foi 0,78º C acima da média de 12,9º C do século 20, acrescentou a organização. O mês passado também foi o 37º mês de novembro seguido com temperaturas médias acima da média do século XX.

De fato, os últimos 28 anos foram mais quentes do que o normal, continuou a NOAA. "O último mês de novembro com temperatura global abaixo da média foi o de 1976 e a última temperatura global abaixo da média para qualquer mês ocorreu em fevereiro de 1985", informou a agência.

Muitas partes do mundo tiveram temperaturas mais quentes do que a média no mês passado, enquanto um recorde de calor foi detectado em regiões de Rússia, Índia e Oceano Pacífico.

Não houve partes do mundo com recordes de temperaturas baixas no mês passado, mas temperaturas mais frias do que a média foram registradas em regiões da Austrália e da América do Norte.
  
G1 Natureza

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Chuva deixou cerca de 3 mil desalojados e 200 desabrigados na Baixada Fluminense


A forte chuva que atingiu a região metropolitana do Rio deixou cerca de 3 mil desalojados e 200 desabrigados na Baixada Fluminense. O número foi divulgado pelo secretário estadual de Defesa Civil, coronel Sérgio Simões, que participou de reunião com o governador Sérgio Cabral e dez prefeitos da região, no quartel do Corpo de Bombeiros de Nova Iguaçu.

“Os municípios mais atingidos foram Nova Iguaçu e Queimados, mas Japeri, São João [de Meriti], Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita e Nilópolis também foram afetados”, disse Simões.

O governador ouviu o relato dos prefeitos e disse que os trabalhos serão intensificados com a dragagem e a retirada de moradores de margens de rios. Segundo ele, 15 mil famílias já foram retiradas de áreas de risco e recebem aluguel social, em todo o estado, em decorrência de várias enchentes ocorridas no passado.

“Com as famílias que estão em área de risco, vamos avançar para o [programa] Minha Casa, Minha Vida ou para a compra assistida, que é um método que já usamos na serra e na Baixada [Fluminense], em que se faz a compra de imóveis para essas famílias onde não há condições de se construir [por meio do] Minha Casa, Minha Vida”, explicou Cabral.

Enquanto conversava com os jornalistas, o governador recebeu uma ligação da presidenta Dilma Rousseff, anunciando que o ministro da Integração Nacional, Francisco José Teixeira, estará no estado amanhã (13), para uma reunião no Centro Integrado de Comando e Controle, na região central da capital.

“A conversa com a presidenta foi muito produtiva, confirmando a presença amanhã do ministro da Integração. A presidenta está querendo saber detalhes e vamos apresentar nossas demandas. Do ponto de vista das obras estruturantes, que já fizemos com o governo federal, a ministra [da Casa Civil] Gleisi [Hoffmann] vai ligar para o vice-governador [Luiz Fernando] Pezão, a fim de que ele apresente as necessidades das obras”, disse Cabral.

O governador anunciou também a criação de um gabinete de crise, envolvendo todos os prefeitos da Baixada Fluminense, com objetivo de enfrentar as enchentes e as fortes chuvas que normalmente atingem o estado no verão. Ele comentou ainda a situação na Rodovia Presidente Dutra, que liga o Rio a São Paulo e ontem ficou interrompida pela água por várias horas, deixando os motoristas ilhados e a mercê de assaltantes. Cabral disse que vai levar a situação da rodovia à Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), com objetivo de se encontrar uma solução.

O vice-governador detalhou os trabalhos que vêm sendo feitos nos municípios da região serrana, atingidos pela pior tragédia natural do país, em 2011, quando quase mil pessoas morreram. “Nós estamos hoje com mais de 4,5 mil aluguéis sociais na serra, estamos com 1.250 pessoas indenizadas e pagas", disse Luiz Fernando Pezão. "Vamos entregar até o final deste ano um total de mil moradias”, acrescentou.

Agência Brasil

Estudo sugere que oceanos da Terra vão evaporar por fluxo solar maior


Um fenômeno muito lento, o aumento da luminosidade do Sol, provocará a evaporação dos oceanos e o desaparecimento da água na Terra em um bilhão de anos, aproximadamente, prevê um estudo publicado nesta quarta-feira (11) na revista científica "Nature".

Este modelo, concebido por uma equipe francesa do Laboratório de Meteorologia Dinâmica, reavalia estimativas anteriores que situavam essa transformação na escala "de centenas de milhões de anos", destacou o Centro Nacional de Pesquisa Científica francês (CNRS).

A evolução prevista do clima terrestre na escala de tempo geológica (da ordem de uma centena de milhões de anos) não tem vínculos com o aquecimento global provocado pelo homem.

Neste caso, o responsável é o aumento da radiação solar. As temperaturas terrestres também deverão aumentar nas próximas centenas de milhões de anos, provocando uma intensificação do aquecimento global. Os oceanos começariam a ferver e o efeito estufa seria agravado.

Segundo estimativas dos cientistas, a oscilação deve ocorrer logo que o fluxo solar médio alcançar, em média, 375W/m² contra os 341 W/m² atuais, dentro de um bilhão de anos, aproximadamente. Alguns modelos anteriores tinham previsto que a Terra se tornaria um novo Vênus daqui a apenas 150 milhões de anos.

Estes novos resultados permitem, além disso, indicar o valor da zona 'habitável' em torno do Sol, segundo o CNRS. Eles indicam que um planeta pode se aproximar a menos de 0,95 unidade astronômica de uma estrela equivalente ao Sol atualmente antes de perder toda a sua água, sendo uma unidade astronômica a distância média entre a Terra e o Sol.

Nature - G1

Câncer matou 8,2 milhões de pessoas em 2012, diz OMS


O número global de mortes por câncer subiu para 8,2 milhões em 2012, refletindo principalmente a expansão da doença nos países em desenvolvimento. Os casos de câncer de mama foram os que mais cresceram. Os dados são da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer (Iarc), da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A mortalidade por câncer subiu 8% em relação aos 7,6 milhões da pesquisa anterior, realizada em 2008. O câncer de mama matou 522 mil mulheres no ano passado, alta de 14% no mesmo período.

"O câncer de mama também é uma importante causa de morte nos países menos desenvolvidos do mundo", disse David Forman, diretor do Departamento de Informação sobre o Câncer da Iarc.

Segundo ele, tal expansão "se deve em parte a uma mudança no estilo de vida e em parte porque os avanços clínicos para o combate à doença não estão chegando às mulheres que vivem nessas regiões".

Estima-se que 14,1 milhões de pessoas tenham desenvolvido câncer em 2012, o que é cerca de 1,4 milhão a mais do que em 2008.

Houve 1,7 milhão de diagnósticos de câncer de mama no ano passado, ou 20% a mais do que em 2008.

O relatório da Iarc, chamado Globocan 2012, oferece a mais atualizada estimativa a respeito de 28 tipos de câncer em 184 países. No conjunto da população, os cânceres mais comuns são os de pulmão, mama e colorretal. Os mais letais são os de pulmão, fígado e estômago.

Avanço da doença

A Iarc ainda prevê um "aumento substancial" nos casos mundiais de câncer, podem chegar a 19,3 milhões em 2025, acompanhando a expansão e envelhecimento da população.

Outro fator importante para o avanço da doença é a difusão de estilos de vida antes restritos a países industrializados, o que provoca um aumento nos casos de câncer relacionados à reprodução, dieta e hormônios.

O relatório diz que a incidência do câncer aumenta na maioria das regiões do mundo, mas que há "enormes desigualdades" entre nações ricas e pobres.

Embora o câncer ainda seja mais prevalente nas regiões mais desenvolvidas, a mortalidade é relativamente muito maior nos países menos desenvolvidos, por causa da dificuldade de diagnóstico precoce.

"Uma necessidade urgente para o controle do câncer hoje é desenvolver abordagens eficazes e acessíveis para a detecção precoce, diagnóstico e tratamento do câncer de mama entre mulheres que vivem em países menos desenvolvidos", disse Christopher Wild, diretor do Iarc.

G1 Saúde

Supervulcão de Yellowstone é 2,5 vezes maior que se pensava, diz estudo


Um "supervulcão" que está abaixo do solo no Parque Nacional de Yellowstone, nos Estados Unidos, é muito maior do que se pensava inicialmente, segundo um estudo.

A pesquisa mostra que a câmera de magma é 2,5 vezes maior do que o apontado por um levantamento anterior. A caverna teria 90 quilômetros de largura e algo entre 2 e 15 quilômetros de altura, com 200 a 600 quilômetros cúbicos de rocha fundida.

Os dados foram apresentados durante um encontro da Sociedade Americana de Geofísica, de São Francisco.

"Nós estamos trabalhando lá há muito tempo, e sempre pensamos que ele poderia ser maior. Mas esta descoberta é estarrecedora", diz Bob Smith, pesquisador da Universidade de Utah.

Caso o supervulcão de Yellowstone entrasse em erupção, as consequências poderiam ser catastróficas. Na última vez que isso aconteceu - há 640 mil anos -, ele espalhou cinzas por todo o continente da América do Norte, afetando o clima do planeta.

Próxima erupção

Os cientistas acreditam que, com o novo estudo, passam a ter informações mais precisas sobre o supervulcão.

Eles usaram uma rede de sismógrafos espalhados pelo Parque Nacional para tentar mapear o conteúdo da câmera de magma.

"Nós registramos terremotos no Yellowstone e arredores e medimos as ondas sísmicas na medida em que passam pelo solo. As ondas viajam mais lentamente por material quente e fundido. Assim conseguimos medir o que está abaixo do solo", diz o pesquisador Jamie Farrell, também da Universidade de Utah.

Smith explica que apesar de o tamanho ser muito maior do que o medido em outros estudos, isso não aumenta os riscos para a fauna no Parque Nacional.

Ele disse também que não há forma de prever quando o supervulcão voltará a entrar em erupção.

Alguns acreditam que o vulcão deveria entrar em erupção a cada 700 mil anos, mas Smith acredita que é preciso coletar mais dados para sustentar essa teoria. Até agora, os cientistas só têm informações sobre três erupções passadas do supervulcão, ocorridas há 2,1 milhões, 1,3 milhão e 640 mil anos.

É apenas com base nestes registros que eles estimam esse intervalo de cerca de 700 mil anos entre erupções.

Globo