domingo, 15 de janeiro de 2017

Estudo alerta que recursos hídricos podem se esgotar em 2050


O uso crescente de água doce na agricultura, na indústria e para o consumo humano pode esgotar os recursos hídricos subterrâneos em várias partes do mundo nas próximas décadas, alertaram especialistas. 

Entre as áreas em risco, os pesquisadores citam a Índia, Argentina, Austrália, Califórnia e o sul da Europa, em um estudo apresentado na conferência anual da União Geofísica Americana, que está sendo realizada nesta semana em San Francisco, na Califórnia. 

"Embora muitos aquíferos permaneçam produtivos, a água subterrânea economicamente explorável já é ou se tornará inacessível em um futuro próximo, especialmente em áreas irrigadas intensivamente nas regiões mais secas do mundo", disse o pesquisador Inge de Graaf, hidrologista da Escola de Minas do Colorado em Golden, Colorado. 


Segundo um novo modelo de computador, a água armazenada na região da bacia do Ganges, na Índia, e no sul da Espanha e da Itália poderia se esgotar entre 2040 e 2060. 

Nos Estados Unidos, os aquíferos nas partes central e sul do estado da Califórnia, atingido pela seca, poderiam escassear na década de 2030. 

Já os estados do Texas, Oklahoma e Novo México dependem de aquíferos que poderiam atingir seus limites entre os anos 2050 e 2070.

Seca pode afetar 1,8 bilhão de pessoas

Nos próximos 34 anos, cerca de 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo poderiam viver em áreas onde os níveis de água subterrânea estarão totalmente ou quase esgotados devido ao bombeamento excessivo de aquíferos para consumo humano e para as culturas agrícolas, segundo o estudo. 

Estudos anteriores baseados em observações de satélite mostraram que vários dos principais aquíferos do mundo estavam perto de se esgotar. Mas essas avaliações não medem o nível de reservas menores, em escala regional, dizem os especialistas. 


A nova abordagem, baseada em modelos de computador, mediu a estrutura dos aquíferos, o volume de bombeamento e as interações entre as águas subterrâneas e as águas circundantes, como rios e lagos. 

De acordo com o estudo, as regiões mais secas com irrigação massiva são as mais ameaçadas. Os autores citam as Grandes Planícies americanas, a bacia do Ganges e partes da Argentina e da Austrália. 

Embora o novo estudo estime os limites das reservas de água subterrânea em uma escala regional, os cientistas ainda não têm dados completos sobre a estrutura geológica ou sobre a capacidade de armazenamento dos aquíferos, que permitiriam avaliar com precisão o volume de água contido em cada um destes reservatórios naturais. 

"Não sabemos quanta água há, quão rápido estamos esgotando os aquíferos, ou por quanto tempo poderemos usar esse recurso antes que ocorram efeitos devastadores, como a secagem de poços ou rios", disse De Graaf. 

G1 Natureza

sábado, 14 de janeiro de 2017

Manual ensina a fazer hortas verticais com sistema próprio de irrigação


As hortas verticais são ideais para serem instaladas em pequenos espaços. Elas podem ser facilmente acopladas em sacadas, corredores e qualquer área que receba luminosidade natural. No manual criado por um grupo de estudantes de design durante o Encontro Internacional de Design para o Desenvolvimento Social, é possível ter os detalhes para a construção de dois modelos de hortas verticais com sistema próprio de irrigação.

As duas ideias apresentadas na publicação foram planejadas para serem acessíveis a qualquer pessoa. Por isso, os materiais usados são, em sua maioria, reaproveitados ou de baixo custo. O sistema prova que o plantio de ervas, temperos, verduras e legumes não é caro e pode trazer benefícios à saúde e também ao bolso.

O primeiro modelo ensinado é a “Horta Serpente”. Nela, as garrafas estão na horizontal, mas dispostas em forma vertical na parede, ligadas por uma pequena mangueira. A primeira garrafa da sequência não abrigará o plantio, mas, sim, água. Este é o reservatório que abastecerá toda a horta.


Já a “Horta Cisne” tem as garrafas cortadas ao meio, em posição vertical. Elas devem ser fixadas em uma tábua de madeira, dando origem ao que os criadores chamam de: tábua de vasos. Neste caso, também será usada uma garrafa especial para o reservatório de água.


A diferença é que no primeiro caso, a mangueira passa por dentro da garrafa, em contato direto com a terra. No segundo, é usado um sistema de gotejamento. Então, a mangueira com pequenos furos é fixada na tábua sobre os vasos, liberando pingos de água ao longo do dia.

O manual também dá dicas sobre compostagem e outros cuidados básicos para manter uma horta sempre saudável e bonita.

Clique aqui para acessar o material completo.

Redação CicloVivo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Doença da "urina preta" é mistério e deixa a Bahia em estado de alerta


Sobe para 52 o número de pessoas infectadas pela Doença misteriosa que provoca dores musculares intensas e deixa a urina preta.

A Secretária de Saúde do Estado da Bahia, confirmou nesta terça-feira (10) o aumento dos casos quem vem sendo acompanhados desde do início de dezembro de 2016.

Até então a misteriosa doença só se manifestou em pessoas no estado baiano, os pacientes foram diagnosticados em Salvador, Lauro de Freitas e Vera Cruz.

De acordo com o portal de notícias online G1, os casos foram registrados entre o dias 14 de dezembro e 5 de janeiro deste ano e vem intrigando os médicos de todo o estado. Saiba mais aqui.

Dores intensas e "urina preta"

Os principais sintomas desta doença misteriosa são as dores musculares intensas relatadas pelos pacientes e a urina preta. Os novos casos da doença ainda sem identificação foram registrados em Salvador, capital baiana.

Os casos estão sendo acompanhados com atenção com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), os pacientes estão sendo tratados a princípio com medicamentos que são utilizados em aqueles que apresentam o quadro de "mialgia (dor) aguda a esclarecer.

Vale ressaltar que um dos pacientes que ficou em estado mais grave, apresentou o quadro de insuficiência renal.

Entre as muitas suspeitas do que vem provocando a doença da "urina preta", é o consumo de um tipo específico de peixe.

Consumo de peixe pode ser a causa da doença da "urina preta"

O infectologista Antônio Bandeira, que acompanhou 12 casos da doença da "urina preta" em um hospital particular de Salvador, acredita que a infecção pode estar relacionada ao consumo de um certo tipo de peixe.
De acordo com o especialista a doença pode ser causada pela toxina ou por um vírus presente na carne de algumas espécies de peixes de água salgada.

A suspeita surgiu depois que as pessoas que ele acompanhou relataram o consumo de peixes. Vale ressaltar que o consumo de um tipo de peixe no Amazonas, quase uma doença com sintomas semelhantes.

Contudo Antônio também não descarta a possibilidade de ser um outro tipo de vírus, até então desconhecido que anda circulando e poderia causar a enfermidade.

De acordo com Bandeira, a urina preta pode ser causada pela rabdomiólise, isso se deve as graves lesões causadas nos grupos musculares do corpo. "A lesão muscular é tão grande, que sai tanto pigmento do músculo, que é vermelho. O pigmento vermelho vai para o rim e o indivíduo tem a urina escura. Isso demonstra uma dor muscular muito intensa", explica.

Blastingnews

Espécie de morcego começa a se alimentar de sangue humano no Brasil, diz pesquisa


Uma espécie de morcego encontrada no Brasil, até então conhecida por consumir exclusivamente sangue de aves, está se alimentando agora de sangue humano. 

A revelação está em uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiros e publicada em novembro na revista científica "Acta Chiropterologica", a mais importante publicação do mundo voltada à pesquisa de morcegos.
O estudo analisou 70 amostras de fezes da espécie Diphylla ecaudata, popularmente conhecida como morcego-vampiro-de-pernas-peludas. 

Os cientistas conseguiram extrair o DNA de 15 delas - e em três descobriram vestígios de sangue humano, explica Enrico Bernard, professor do Departamento de Zoologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e responsável pela pesquisa. 

O estudo foi conduzido no Parque Nacional do Catimbau, na região de caatinga de Pernambuco, a cerca de 300 km do Recife. 

"Das três espécies de morcegos-vampiros que conhecemos, sabíamos que apenas uma delas se alimentava de sangue humano", conta Bernard, em entrevista à BBC Brasil. 

"Mas nosso estudo mostrou agora que outra espécie, o morcego-vampiro-de-pernas-peludas, que só se alimentava do sangue de aves, também passou a consumir sangue humano", acrescenta o especialista.
Bernard explica que, diferentemente do sangue de aves, rico em gordura, o dos mamíferos é mais espesso e rico em proteína. 

"Sabíamos que essa espécie (morcego-vampiro-de-pernas-peludas) tinha uma adaptação fisiológica para digerir apenas o sangue de aves. Mas isso parece estar mudando, já que ela passou a se alimentar de sangue humano", afirma.

Causas

Na avaliação de Bernard, considerando que o morcego-vampiro-de-pernas-peludas tem fisiologicamente menos tolerância ao sangue de mamíferos, os novos hábitos alimentares da espécie "reforçam um cenário de escassez de presas". 

"Sendo assim, ou o comportamento alimentar desse bicho é muito mais variável do que imaginávamos até hoje, ou há uma restrição significativa de suas presas nativas", diz o especialista. Bernard afirma que os resultados do estudo parecem validar a segunda hipótese. 

"Essa porção da caatinga vem sendo bastante alterada pela presença humana. As presas nativas desse tipo de morcego - aves maiores, em sua maioria - estão desaparecendo e seu habitat sendo ocupado por seres humanos e seus animais domésticos", afirma. 

"Nosso estudo mostrou, por exemplo, a presença de sangue de galinha em algumas das amostras que coletamos."

Impacto

Além da defaunação (diminuição acelerada e drástica de espécies animais), a mudança dos hábitos alimentares do morcego-vampiro-de-pernas-peludas também pode evidenciar um impacto na saúde pública humana. 

"Morcegos transmitem uma série de doenças. Se essa espécie está agora se alimentando de sangue humano, precisaremos lidar com um problema de saúde pública potencial", destaca. 

Relatos de morcegos atacando pessoas, especialmente como resultado de transformações ecológicas provocadas pela presença humana, não são inéditos no Brasil. 

Em 2005, o Maranhão registrou o maior surto de raiva humana transmitida por morcegos da história do país. 

Na ocasião, mais de 20 pessoas morreram vítimas da doença, transmitida por morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue).
Causada por vírus, a raiva humana tem sintomas como febre, fotofobia e dificuldades para se alimentar. 

G1 Natureza

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

EUA incluem abelha em lista de espécies ameaçadas pela primeira vez


Autoridades americanas anunciaram a inclusão de uma espécie de abelha que desempenha um papel importante na polinização na lista de espécies em risco de extinção. 

É a primeira vez que uma espécie de abelha é objeto de tal medida no território continental dos Estados Unidos, informou na quarta-feira (12) o Serviço Americano de Pesca e Fauna Selvagem (USFWS). 

A decisão, que entrará em vigor em 10 de fevereiro, prevê medidas de proteção em nível nacional e a elaboração de um plano para fazer com que a população desses insetos cresça, através de fundos federais para os estados que contam com colônias destas abelhas, cujo nome científico é Bombus affinis. 

A população destas abelhas - uma das cinco espécies norte-americanas -, diminuiu 88% desde o ano 2000, coincidindo com uma perda ou degradação de 87% de seu habitat, combinada com os efeitos nocivos dos pesticidas e os patógenos. 

Atualmente, esta espécie está presente em apenas 13 estados do país e na província canadense de Ontário, enquanto que no final da década de 1990 estava em 31 estados americanos e em várias províncias do Canadá, segundo a USFWS, cuja decisão foi publicada no Diário Oficial. 

O Canadá incluiu a Bombus affinis na sua lista de espécies em risco de extinção já em 2012. 

G1

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

O fóssil de 52 milhões de anos que pode dar pistas sobre a origem das batatas, dos pimentões e dos tomates


O fóssil de um fruto "incrivelmente incomum", que existiu há 52 milhões de anos. Assim o cientista Peter Wilf descreveu a descoberta, feita na Patagônia argentina, do que parece ser um ancestral das batatas, dos pimentões e dos tomates. 

A origem do achado é desconhecida: até agora só haviam sido encontradas algumas sementes. 

Os cientistas, no entanto, acreditam que o fruto é mais antigo do que se pensava até agora. 

O exemplar é do gênero botânico Physalis, pertencente à família botânica das Solanaceae, e foi encontrado em uma floresta fossilizada na Patagônia. 

No Brasil, há 32 gêneros e 350 espécies de Solanaceae. A família é importante para a alimentação humana e inclui a berinjela, o pepino, a batata, o tomate, a pimenta, o tabaco e flores como a petúnia, entre outros.

Incomuns e delicados

Além de chefiar a equipe que descobriu o fóssil do fruto, Peter Wilf é professor de Geociências na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos. 

"É o único fóssil de fruta encontrado que pertence a este grupo de plantas, agora com mais de duas mil espécies", explicou à BBC. 


"Muito da história evolutiva, especialmente das plantas, é em grande parte desconhecida porque é raro encontrá-las como fósseis", afirmou. 

"Agora temos a descoberta destes fósseis incrivelmente raros e delicados. É incomum que algo assim tenha sido fossilizado."

Pistas da evolução

A fruta descoberta na Argentina é um parente muito próximo dos tomates mexicanos e das fisális.
A casca envolve um fruto pequeno, carnoso, de sementes múltiplas e comestíveis. 

Acreditava-se que os tomates mexicanos e a fisális haviam evoluído mais recentemente, coincidindo com o período do surgimento da Cordilheira dos Andes. 

Cinquenta milhões de anos atrás, a América do Sul estava mais próxima da Antártida e da Austrália do que está hoje, e a temperatura do planeta também era muito mais alta. 

Os cientistas acreditam que vão descobrir mais fósseis de plantas na região. 

"As descobertas na Patagônia provavelmente vão revolucionar algumas visões tradicionais sobre a origem e a evolução do reino vegetal", disse Rubén Cuneo, pesquisador do Museu Palentológico Egidio Ferulgio, em Chubut, na Patagônia argentina.

G1 Natureza