segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ONU declara 2017 o Ano Internacional do Turismo Sustentável


A Organização Mundial do Turismo (OMT), agência das Nações Unidas, declarou 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável. O principal objetivo é destacar o potencial do turismo para o desenvolvimento econômico sustentável, a geração de empregos, redução da pobreza, proteção ambiental, defesa do patrimônio cultural, entre outras estratégias.


Segundo as Nações Unidas, um em cada 11 empregos no mundo são gerados pelo turismo. Além disso, o setor responde por 7% das exportações mundiais e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) global.


Com a declaração, a OMT pretende estimular a adoção de políticas públicas para o setor e promover o avanço da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que tem o fortalecimento do turismo entre suas metas. O anúncio oficial do Ano Internacional do Turismo Sustentável será no dia 18 de janeiro, durante uma feira em Madri.

Agência Brasil

domingo, 15 de janeiro de 2017

Aprenda a fazer uma horta em apenas um metro quadrado


Muitas pessoas que têm pouco espaço em casa acham que não é possível cultivar seus próprios alimentos. Mas, paisagistas ensinam que mesmo em pequenos ambientes é possível fazer hortas caseiras.

Em 2011, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mostrou que 28% dos vegetais consumidos no Brasil  possuem resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis. A alternativa então é cultivar seus próprios orgânicos, mesmo que o espaço seja pequeno.

Hoje, o CicloVivo separou o sistema do SERPAR (Serviço de Parques de Lima, no Peru) que ensina a cultivar uma horta quase completa ocupando apenas um metro quadrado.

Ideal para pequenos espaços, esta horta é cada vez mais popular entre os jardineiros urbanos. Ela é suficiente para o abastecimento diário de legumes de uma pessoa por um mês.

Por ocupar um pequeno espaço, a horta permite que o cultivador alcance toda ela para plantar, regar e colher, sem que precise de muito esforço. Além disso, é possível trabalhar na horta ao nível da cintura, o que facilita o cultivo por deficientes físicos.

Este sistema de cultivo é dividido entre quadrados e retângulos menores. Cada espaço tem um legume ou erva diferente.

Veja quais alimentos você pode cultivar e suas categorias:

Plantas pequenas: Rabanete, cenoura, cebola, espinafre, beterraba, alface e salsa.

Plantas grandes: Repolho, brócolis, couve-flor, berinjela e pimentas.

Plantas verticais: Tomate, pepino, vagem, ervilha e feijão.



Na construção da estrutura podem ser usados tubos de ferro ou de PVC utilizados em alambrados ou também é possível adaptar e reutilizar algum outro material, como pedaços de madeira.

As plantas maiores ficam nas fileiras de trás e as menores, na frente, para que todas recebam a luz do sol. As plantas verticais, como os tomates, devem ser penduradas na estrutura. Amarre-as bem para que suportem o peso e o vento.

A rotação de cultivos é automática. Por exemplo, um cultivo que leva mais tempo, como o do tomate, pode ser plantado entre outros cultivos de colheita rápida e que seriam colhidas antes que a planta precise de mais espaço.


CicloVivo

Estudo alerta que recursos hídricos podem se esgotar em 2050


O uso crescente de água doce na agricultura, na indústria e para o consumo humano pode esgotar os recursos hídricos subterrâneos em várias partes do mundo nas próximas décadas, alertaram especialistas. 

Entre as áreas em risco, os pesquisadores citam a Índia, Argentina, Austrália, Califórnia e o sul da Europa, em um estudo apresentado na conferência anual da União Geofísica Americana, que está sendo realizada nesta semana em San Francisco, na Califórnia. 

"Embora muitos aquíferos permaneçam produtivos, a água subterrânea economicamente explorável já é ou se tornará inacessível em um futuro próximo, especialmente em áreas irrigadas intensivamente nas regiões mais secas do mundo", disse o pesquisador Inge de Graaf, hidrologista da Escola de Minas do Colorado em Golden, Colorado. 


Segundo um novo modelo de computador, a água armazenada na região da bacia do Ganges, na Índia, e no sul da Espanha e da Itália poderia se esgotar entre 2040 e 2060. 

Nos Estados Unidos, os aquíferos nas partes central e sul do estado da Califórnia, atingido pela seca, poderiam escassear na década de 2030. 

Já os estados do Texas, Oklahoma e Novo México dependem de aquíferos que poderiam atingir seus limites entre os anos 2050 e 2070.

Seca pode afetar 1,8 bilhão de pessoas

Nos próximos 34 anos, cerca de 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo poderiam viver em áreas onde os níveis de água subterrânea estarão totalmente ou quase esgotados devido ao bombeamento excessivo de aquíferos para consumo humano e para as culturas agrícolas, segundo o estudo. 

Estudos anteriores baseados em observações de satélite mostraram que vários dos principais aquíferos do mundo estavam perto de se esgotar. Mas essas avaliações não medem o nível de reservas menores, em escala regional, dizem os especialistas. 


A nova abordagem, baseada em modelos de computador, mediu a estrutura dos aquíferos, o volume de bombeamento e as interações entre as águas subterrâneas e as águas circundantes, como rios e lagos. 

De acordo com o estudo, as regiões mais secas com irrigação massiva são as mais ameaçadas. Os autores citam as Grandes Planícies americanas, a bacia do Ganges e partes da Argentina e da Austrália. 

Embora o novo estudo estime os limites das reservas de água subterrânea em uma escala regional, os cientistas ainda não têm dados completos sobre a estrutura geológica ou sobre a capacidade de armazenamento dos aquíferos, que permitiriam avaliar com precisão o volume de água contido em cada um destes reservatórios naturais. 

"Não sabemos quanta água há, quão rápido estamos esgotando os aquíferos, ou por quanto tempo poderemos usar esse recurso antes que ocorram efeitos devastadores, como a secagem de poços ou rios", disse De Graaf. 

G1 Natureza

sábado, 14 de janeiro de 2017

Manual ensina a fazer hortas verticais com sistema próprio de irrigação


As hortas verticais são ideais para serem instaladas em pequenos espaços. Elas podem ser facilmente acopladas em sacadas, corredores e qualquer área que receba luminosidade natural. No manual criado por um grupo de estudantes de design durante o Encontro Internacional de Design para o Desenvolvimento Social, é possível ter os detalhes para a construção de dois modelos de hortas verticais com sistema próprio de irrigação.

As duas ideias apresentadas na publicação foram planejadas para serem acessíveis a qualquer pessoa. Por isso, os materiais usados são, em sua maioria, reaproveitados ou de baixo custo. O sistema prova que o plantio de ervas, temperos, verduras e legumes não é caro e pode trazer benefícios à saúde e também ao bolso.

O primeiro modelo ensinado é a “Horta Serpente”. Nela, as garrafas estão na horizontal, mas dispostas em forma vertical na parede, ligadas por uma pequena mangueira. A primeira garrafa da sequência não abrigará o plantio, mas, sim, água. Este é o reservatório que abastecerá toda a horta.


Já a “Horta Cisne” tem as garrafas cortadas ao meio, em posição vertical. Elas devem ser fixadas em uma tábua de madeira, dando origem ao que os criadores chamam de: tábua de vasos. Neste caso, também será usada uma garrafa especial para o reservatório de água.


A diferença é que no primeiro caso, a mangueira passa por dentro da garrafa, em contato direto com a terra. No segundo, é usado um sistema de gotejamento. Então, a mangueira com pequenos furos é fixada na tábua sobre os vasos, liberando pingos de água ao longo do dia.

O manual também dá dicas sobre compostagem e outros cuidados básicos para manter uma horta sempre saudável e bonita.

Clique aqui para acessar o material completo.

Redação CicloVivo

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Doença da "urina preta" é mistério e deixa a Bahia em estado de alerta


Sobe para 52 o número de pessoas infectadas pela Doença misteriosa que provoca dores musculares intensas e deixa a urina preta.

A Secretária de Saúde do Estado da Bahia, confirmou nesta terça-feira (10) o aumento dos casos quem vem sendo acompanhados desde do início de dezembro de 2016.

Até então a misteriosa doença só se manifestou em pessoas no estado baiano, os pacientes foram diagnosticados em Salvador, Lauro de Freitas e Vera Cruz.

De acordo com o portal de notícias online G1, os casos foram registrados entre o dias 14 de dezembro e 5 de janeiro deste ano e vem intrigando os médicos de todo o estado. Saiba mais aqui.

Dores intensas e "urina preta"

Os principais sintomas desta doença misteriosa são as dores musculares intensas relatadas pelos pacientes e a urina preta. Os novos casos da doença ainda sem identificação foram registrados em Salvador, capital baiana.

Os casos estão sendo acompanhados com atenção com a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Divep), os pacientes estão sendo tratados a princípio com medicamentos que são utilizados em aqueles que apresentam o quadro de "mialgia (dor) aguda a esclarecer.

Vale ressaltar que um dos pacientes que ficou em estado mais grave, apresentou o quadro de insuficiência renal.

Entre as muitas suspeitas do que vem provocando a doença da "urina preta", é o consumo de um tipo específico de peixe.

Consumo de peixe pode ser a causa da doença da "urina preta"

O infectologista Antônio Bandeira, que acompanhou 12 casos da doença da "urina preta" em um hospital particular de Salvador, acredita que a infecção pode estar relacionada ao consumo de um certo tipo de peixe.
De acordo com o especialista a doença pode ser causada pela toxina ou por um vírus presente na carne de algumas espécies de peixes de água salgada.

A suspeita surgiu depois que as pessoas que ele acompanhou relataram o consumo de peixes. Vale ressaltar que o consumo de um tipo de peixe no Amazonas, quase uma doença com sintomas semelhantes.

Contudo Antônio também não descarta a possibilidade de ser um outro tipo de vírus, até então desconhecido que anda circulando e poderia causar a enfermidade.

De acordo com Bandeira, a urina preta pode ser causada pela rabdomiólise, isso se deve as graves lesões causadas nos grupos musculares do corpo. "A lesão muscular é tão grande, que sai tanto pigmento do músculo, que é vermelho. O pigmento vermelho vai para o rim e o indivíduo tem a urina escura. Isso demonstra uma dor muscular muito intensa", explica.

Blastingnews

Espécie de morcego começa a se alimentar de sangue humano no Brasil, diz pesquisa


Uma espécie de morcego encontrada no Brasil, até então conhecida por consumir exclusivamente sangue de aves, está se alimentando agora de sangue humano. 

A revelação está em uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiros e publicada em novembro na revista científica "Acta Chiropterologica", a mais importante publicação do mundo voltada à pesquisa de morcegos.
O estudo analisou 70 amostras de fezes da espécie Diphylla ecaudata, popularmente conhecida como morcego-vampiro-de-pernas-peludas. 

Os cientistas conseguiram extrair o DNA de 15 delas - e em três descobriram vestígios de sangue humano, explica Enrico Bernard, professor do Departamento de Zoologia da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) e responsável pela pesquisa. 

O estudo foi conduzido no Parque Nacional do Catimbau, na região de caatinga de Pernambuco, a cerca de 300 km do Recife. 

"Das três espécies de morcegos-vampiros que conhecemos, sabíamos que apenas uma delas se alimentava de sangue humano", conta Bernard, em entrevista à BBC Brasil. 

"Mas nosso estudo mostrou agora que outra espécie, o morcego-vampiro-de-pernas-peludas, que só se alimentava do sangue de aves, também passou a consumir sangue humano", acrescenta o especialista.
Bernard explica que, diferentemente do sangue de aves, rico em gordura, o dos mamíferos é mais espesso e rico em proteína. 

"Sabíamos que essa espécie (morcego-vampiro-de-pernas-peludas) tinha uma adaptação fisiológica para digerir apenas o sangue de aves. Mas isso parece estar mudando, já que ela passou a se alimentar de sangue humano", afirma.

Causas

Na avaliação de Bernard, considerando que o morcego-vampiro-de-pernas-peludas tem fisiologicamente menos tolerância ao sangue de mamíferos, os novos hábitos alimentares da espécie "reforçam um cenário de escassez de presas". 

"Sendo assim, ou o comportamento alimentar desse bicho é muito mais variável do que imaginávamos até hoje, ou há uma restrição significativa de suas presas nativas", diz o especialista. Bernard afirma que os resultados do estudo parecem validar a segunda hipótese. 

"Essa porção da caatinga vem sendo bastante alterada pela presença humana. As presas nativas desse tipo de morcego - aves maiores, em sua maioria - estão desaparecendo e seu habitat sendo ocupado por seres humanos e seus animais domésticos", afirma. 

"Nosso estudo mostrou, por exemplo, a presença de sangue de galinha em algumas das amostras que coletamos."

Impacto

Além da defaunação (diminuição acelerada e drástica de espécies animais), a mudança dos hábitos alimentares do morcego-vampiro-de-pernas-peludas também pode evidenciar um impacto na saúde pública humana. 

"Morcegos transmitem uma série de doenças. Se essa espécie está agora se alimentando de sangue humano, precisaremos lidar com um problema de saúde pública potencial", destaca. 

Relatos de morcegos atacando pessoas, especialmente como resultado de transformações ecológicas provocadas pela presença humana, não são inéditos no Brasil. 

Em 2005, o Maranhão registrou o maior surto de raiva humana transmitida por morcegos da história do país. 

Na ocasião, mais de 20 pessoas morreram vítimas da doença, transmitida por morcegos hematófagos (que se alimentam de sangue).
Causada por vírus, a raiva humana tem sintomas como febre, fotofobia e dificuldades para se alimentar. 

G1 Natureza

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

EUA incluem abelha em lista de espécies ameaçadas pela primeira vez


Autoridades americanas anunciaram a inclusão de uma espécie de abelha que desempenha um papel importante na polinização na lista de espécies em risco de extinção. 

É a primeira vez que uma espécie de abelha é objeto de tal medida no território continental dos Estados Unidos, informou na quarta-feira (12) o Serviço Americano de Pesca e Fauna Selvagem (USFWS). 

A decisão, que entrará em vigor em 10 de fevereiro, prevê medidas de proteção em nível nacional e a elaboração de um plano para fazer com que a população desses insetos cresça, através de fundos federais para os estados que contam com colônias destas abelhas, cujo nome científico é Bombus affinis. 

A população destas abelhas - uma das cinco espécies norte-americanas -, diminuiu 88% desde o ano 2000, coincidindo com uma perda ou degradação de 87% de seu habitat, combinada com os efeitos nocivos dos pesticidas e os patógenos. 

Atualmente, esta espécie está presente em apenas 13 estados do país e na província canadense de Ontário, enquanto que no final da década de 1990 estava em 31 estados americanos e em várias províncias do Canadá, segundo a USFWS, cuja decisão foi publicada no Diário Oficial. 

O Canadá incluiu a Bombus affinis na sua lista de espécies em risco de extinção já em 2012. 

G1