terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Aprenda a fazer a horta de garrafa PET do “Lar Doce Lar”


O arquiteto Marcelo Rosenbaum, que comandou o quadro “Lar Doce Lar”, no programa Caldeirão do Huck, embarcou de vez na onda da sustentabilidade. Um de seus projetos incluiu a Horta Vertical feita com garrafas PET. A ideia foi tão apreciada pelos internautas que ele explicou, em seu site, passo a passo como fazer um modelo parecido.


A sugestão é ideal para casas que não têm grandes áreas para jardins. Além disso, se torna também uma solução para os resíduos, que deixam de ser descartados e ganham uma utilidade diferente da original.

Para ter uma horta vertical igual à que o Rosenbaum fez para a Família Rodrigues, de São Paulo, são necessários os seguintes materiais: garrafas PET de dois litros (vazias e limpas); tesoura; corda de varal, cordoalha, barbante ou arame; arruelas (somente para quem optar por cordoalhas ou arames); terra e muda de planta.

A primeira tarefa a ser realizada é o corte das garrafas. Todas elas devem ser cortadas da mesma forma, com uma espécie de janela, que será a abertura por onde a planta irá crescer. A distância entre a parte debaixo da garrafa e a abertura pode ser de “três dedos”; na parte de cima pode ser contado um palmo até o corte, conforme mostrado na galeria acima.

Dois furos devem ser feitos na garrafa na região próxima às aberturas, superior e inferior. Será por este espaço que o cordão que segura as garrafas irá passar. O ideal é que todas tenham marcações em distâncias equivalentes, para manter a simetria quando forem penduradas na parede. O fundo de todas as garrafas deve ter um furo, que permita a saída do excesso de água na terra.


Dois fios, que passam pelas extremidades das garrafas, as mantêm presas. Por isso, as arruelas são utilizadas. Quem optar pelo uso dos arames deve colocar as arruelas logo abaixo das garrafas, para servirem como “calço”, para que elas não escorreguem. O barbante e a corda de varal não precisam disso. Nesses casos, basta dar um nó na altura em que a garrafa deverá ficar.


Com as garrafas devidamente presas e alinhadas, basta colocar a terra, a semente e cuidar para que as plantas cresçam saudáveis.



Imagens e informações do Rosenbaum.com.

Redação CicloVivo


2017 e a gestão pública do turismo – por Bayard Do Coutto Boiteux*


A gestão do turismo em nosso país passa por uma falta de políticas publicas notória. São inúmeros projetos e planos lançados sem que metas sejam apresentadas ou sequer medidas. Os cargos são ocupados por qualquer um na verdadeira aceitação do termo, sem que se busque pelo menos nos cargos técnicos , especialistas da área. Há uma confusão nítida entre entretenimento da população e verdadeiros eventos. Prefeituras insistem em realizar shows em praça pública e comemorar aniversários dos municípios, como se fossem eventos turísticos e esquecem providências essenciais para o bem estar dos que nos visitam.

Um dos maiores erros é não ter uma secretaria municipal de turismo com visão de mercado e um plano efetivo de desenvolvimento turístico, com empreendedorismo e formas inusitadas de gestão. O recente anúncio, por exemplo do futuro prefeito do Rio de extinguir a secretaria de turismo do município, mantida desde o Prefeito Jamil Haddad demonstra falta de visão estratégica da vocação do Rio. E a proposta de substituição da mesma por um conselho de notáveis que não são da área não trará nenhum resultado prático para o setor. Os conselhos são vitais como órgãos que assessoram prefeituras quando formados por técnicos e não pendurados no gabinete do Prefeito.

Não se pode esquecer em nenhum momento que o turismo avança em função dos esforços de várias gestões e que cada uma deixa sua marca e projetos de sucesso não deveriam ser descontinuados. Um dos maiores problemas da atualidade é a segurança . Talvez o prefeito Crivella devesse ressuscitar o Conselho de Segurança Turística que criei com o Guinle e que trouxe resultados muito positivos. Precisamos investir em batalhões de policiamento turístico com contingentes reais e não apenas, como forma de marketing. 

É inadmissível vermos policiais sem a devida capacitação trabalhando com turistas. A imagem hoje do Brasil ainda passa pelo Rio, onde a situação é caótica, pelo Estado estar num momento de falência, sem recursos e com constantes problemas de delitos,  que maculam a cada dia nossa imagem. Não culpo os policias, na maior parte homens honrados que apesar de tudo se dedicam a manter a ordem públicas, mas a falta de uma “gestão pensante ” e de um programa nacional de segurança turística. A segurança passa é óbvio pela informação e sinalização. Não se concebe cidades turísticas do porte do Rio, por exemplo, sem sinalização turística bilíngue até hoje.

O grande desafio dos gestores públicos é pensar no turismo em conjunto com a população anfitriã, o trade turístico e aqueles que indiretamente colaboram com o sucesso da atividade indiretamente, como garis, policiais, atendentes do comércio, entre outros. Falta até hoje um grande programa de capacitação turística, que não pare e que forneça treinamentos e reciclagens o tempo inteiro, de forma organizada e sistematizada. Falta vontade administrativa e técnica de se administrar o turismo, que só sobrevive se passar por conceitos de sustentabilidade e do direito da cidade. Novos equipamentos turísticos são criados sem que na sua concepção sejam tratados aspectos vitais, como a capacidade de carga e o treinamento.

Nossa próxima alta estação será de enfraquecimento do turismo receptivo. Estima-se uma diminuição de 15% de turistas internacionais e que a ocupação hoteleira na cidade do Rio não chegue a 70% no Reveillón. Devagar, as operadoras de receptivo vão fechando suas portas ou se fundindo, assim como as empresas organizadoras de eventos. É bom salientar que empresas municipais não são para simplesmente cuidar de eventos mas sobretudo da promoção e da boa acolhida do consumidor. O Rio, por exemplo, evoluiu muito na informação turística e no material promocional, mormente o Guia Riotur, mas deve colocar mais recursos numa promoção diferenciadas, em mercados mais próximos que respondam rapidamente.

São algumas ideias e sugestões para 2017 de um apaixonado pelo Rio que quer ver o turismo triunfar….

*Bayard Do Coutto Boiteux é professor universitário, escritor, dirige o Instituto de Pesquisas e Estudos do Turismo do RJ, gerencia o turismo do Preservale, vice-presidente executivo da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ e presidente do Portal Consultoria em Turismo

DIÁRIO DO TURISMO

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Casos suspeitos de febre amarela em MG sobem para 152, com 47 mortes


O número de casos suspeitos de febre amarela já chega a 152 em Minas Gerais, de acordo com o boletim divulgado nesta segunda-feira pela Secretaria de Estado de Saúde. Entre as notificações, 37 são casos prováveis da doença. Na contagem anterior, divulgada na sexta-feira, eram 133 ocorrências sob suspeita e 20 casos prováveis. O número de mortes que podem estar relacionadas à enfermidade também subiu, de 38 para 47 óbitos, dos quais 22 estão provavelmente relacionados ao vírus.

Já a Secretaria do Estado de Saúde do Espírito Santo informou que investiga os dois primeiros casos suspeitos de febre amarela no estado, ambos em cidades próximas à divisa com Minas Gerais: São Roque do Canaã, a cerca de 80 quilômetros do estado vizinho, e Conceição do Castelo, a 60 quilômetros de distância. A investigação até uma possível confirmação vai durar de 20 a 30 dias.

A cidade mineira mais afetada pelo surto é Ladainha, onde foram notificados 36 casos suspeitos, dos quais oito são prováveis. Há 16 mortes suspeitas da doença no municípios, e, até o momento, oito delas são prováveis. 

Caratinga é o segundo município com maior número de casos. Até o momento, há 23 notificações suspeitas e duas prováveis. Caratinga registrou apenas uma morte que pode estar relacionada à doença, mas ainda não há comprovação dessa relação.

O surto já atinge 26 cidades mineiras, número superior ao divulgado no boletim anterior quando havia 24 municípios com casos suspeitos. Devido a situação, o governo mineiro decretou estado de emergência em saúde pública na área das unidades regionais de saúde de Coronel Fabriciano, Governador Valadares, Manhumirim e Teófilo Otoni, que compreende 152 cidades mineiras. Cerca de 2,4 milhões de pessoas residem na região que fica no leste do estado.

Além de Caratinga e Ladainha, há casos em Entre Folhas, Imbé de Minas, Ipatinga, Inhapim, Piedade de Caratinga, Ubaporanga, São Domingos das Dores, Água Boa, Alpercata, Alvarenga, Itanhomi, São Pedro do Suaçuí, Santa Rita do Itueto, São Sebastião do Maranhão, Ipanema, Simonésia, Frei Gaspar, Itambacuri, Malacacheta, Novo Cruzeiro, Ouro Verde de Minas, Poté, Setubinha e Teófilo Otoni.

O GLOBO

Saiba como fazer comedouros de pássaro reaproveitando latas de alumínio


O som dos pássaros e a alegria que estes pequenos animais trazem ao ambiente são incomparáveis. Para permitir que eles sejam livres, mas estejam sempre por perto, uma dica é instalar comedouros no jardim. O CicloVivo separou uma opção sustentável.

Esta sugestão foi publicada inicialmente no site Mom Eneavors. Além da simplicidade com que este artesanato pode ser feito, ele é uma opção para o reaproveitamento de latas de alumínio e o resultado ainda servirá para trazer mais vida ao ambiente.

Materiais necessários: latas; fitas, lenços ou faixas; tinta esmalte; palito de churrasco; pincel e cola quente.

Como fazer:

O primeiro passo para este artesanato consiste em retirar totalmente o rótulo que, normalmente, envolve a lata de alumínio. Feito isso, limpe bem a superfície para que a tinta possa aderir melhor.

As latas devem ser pintadas com as cores que melhor combinarem com o local em que elas serão instaladas. Lembre-se de usar a tinta esmalte e passe quantas camadas julgar necessário. Caso os dotes artísticos estejam bastante apurados, é possível fazer uma estampa na lata, o que dará um charme ainda maior.

Depois que a tinta estiver totalmente seca, amarre o lenço, faixa ou fita em volta da lata e deixe a sobra no tamanho ideal para fixá-la no local escolhido. Para finalizar, corte o palito de churrasco ao meio ou em três pedaços e cole um deles na abertura da lata, para servir como apoio para os passarinhos, enquanto eles comem o alpiste colocado dentro da lata.

Redação CicloVivo

ONU declara 2017 o Ano Internacional do Turismo Sustentável


A Organização Mundial do Turismo (OMT), agência das Nações Unidas, declarou 2017 como o Ano Internacional do Turismo Sustentável. O principal objetivo é destacar o potencial do turismo para o desenvolvimento econômico sustentável, a geração de empregos, redução da pobreza, proteção ambiental, defesa do patrimônio cultural, entre outras estratégias.


Segundo as Nações Unidas, um em cada 11 empregos no mundo são gerados pelo turismo. Além disso, o setor responde por 7% das exportações mundiais e 10% do Produto Interno Bruto (PIB) global.


Com a declaração, a OMT pretende estimular a adoção de políticas públicas para o setor e promover o avanço da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, que tem o fortalecimento do turismo entre suas metas. O anúncio oficial do Ano Internacional do Turismo Sustentável será no dia 18 de janeiro, durante uma feira em Madri.

Agência Brasil

domingo, 15 de janeiro de 2017

Aprenda a fazer uma horta em apenas um metro quadrado


Muitas pessoas que têm pouco espaço em casa acham que não é possível cultivar seus próprios alimentos. Mas, paisagistas ensinam que mesmo em pequenos ambientes é possível fazer hortas caseiras.

Em 2011, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mostrou que 28% dos vegetais consumidos no Brasil  possuem resíduos de agrotóxicos em níveis inaceitáveis. A alternativa então é cultivar seus próprios orgânicos, mesmo que o espaço seja pequeno.

Hoje, o CicloVivo separou o sistema do SERPAR (Serviço de Parques de Lima, no Peru) que ensina a cultivar uma horta quase completa ocupando apenas um metro quadrado.

Ideal para pequenos espaços, esta horta é cada vez mais popular entre os jardineiros urbanos. Ela é suficiente para o abastecimento diário de legumes de uma pessoa por um mês.

Por ocupar um pequeno espaço, a horta permite que o cultivador alcance toda ela para plantar, regar e colher, sem que precise de muito esforço. Além disso, é possível trabalhar na horta ao nível da cintura, o que facilita o cultivo por deficientes físicos.

Este sistema de cultivo é dividido entre quadrados e retângulos menores. Cada espaço tem um legume ou erva diferente.

Veja quais alimentos você pode cultivar e suas categorias:

Plantas pequenas: Rabanete, cenoura, cebola, espinafre, beterraba, alface e salsa.

Plantas grandes: Repolho, brócolis, couve-flor, berinjela e pimentas.

Plantas verticais: Tomate, pepino, vagem, ervilha e feijão.



Na construção da estrutura podem ser usados tubos de ferro ou de PVC utilizados em alambrados ou também é possível adaptar e reutilizar algum outro material, como pedaços de madeira.

As plantas maiores ficam nas fileiras de trás e as menores, na frente, para que todas recebam a luz do sol. As plantas verticais, como os tomates, devem ser penduradas na estrutura. Amarre-as bem para que suportem o peso e o vento.

A rotação de cultivos é automática. Por exemplo, um cultivo que leva mais tempo, como o do tomate, pode ser plantado entre outros cultivos de colheita rápida e que seriam colhidas antes que a planta precise de mais espaço.


CicloVivo

Estudo alerta que recursos hídricos podem se esgotar em 2050


O uso crescente de água doce na agricultura, na indústria e para o consumo humano pode esgotar os recursos hídricos subterrâneos em várias partes do mundo nas próximas décadas, alertaram especialistas. 

Entre as áreas em risco, os pesquisadores citam a Índia, Argentina, Austrália, Califórnia e o sul da Europa, em um estudo apresentado na conferência anual da União Geofísica Americana, que está sendo realizada nesta semana em San Francisco, na Califórnia. 

"Embora muitos aquíferos permaneçam produtivos, a água subterrânea economicamente explorável já é ou se tornará inacessível em um futuro próximo, especialmente em áreas irrigadas intensivamente nas regiões mais secas do mundo", disse o pesquisador Inge de Graaf, hidrologista da Escola de Minas do Colorado em Golden, Colorado. 


Segundo um novo modelo de computador, a água armazenada na região da bacia do Ganges, na Índia, e no sul da Espanha e da Itália poderia se esgotar entre 2040 e 2060. 

Nos Estados Unidos, os aquíferos nas partes central e sul do estado da Califórnia, atingido pela seca, poderiam escassear na década de 2030. 

Já os estados do Texas, Oklahoma e Novo México dependem de aquíferos que poderiam atingir seus limites entre os anos 2050 e 2070.

Seca pode afetar 1,8 bilhão de pessoas

Nos próximos 34 anos, cerca de 1,8 bilhão de pessoas em todo o mundo poderiam viver em áreas onde os níveis de água subterrânea estarão totalmente ou quase esgotados devido ao bombeamento excessivo de aquíferos para consumo humano e para as culturas agrícolas, segundo o estudo. 

Estudos anteriores baseados em observações de satélite mostraram que vários dos principais aquíferos do mundo estavam perto de se esgotar. Mas essas avaliações não medem o nível de reservas menores, em escala regional, dizem os especialistas. 


A nova abordagem, baseada em modelos de computador, mediu a estrutura dos aquíferos, o volume de bombeamento e as interações entre as águas subterrâneas e as águas circundantes, como rios e lagos. 

De acordo com o estudo, as regiões mais secas com irrigação massiva são as mais ameaçadas. Os autores citam as Grandes Planícies americanas, a bacia do Ganges e partes da Argentina e da Austrália. 

Embora o novo estudo estime os limites das reservas de água subterrânea em uma escala regional, os cientistas ainda não têm dados completos sobre a estrutura geológica ou sobre a capacidade de armazenamento dos aquíferos, que permitiriam avaliar com precisão o volume de água contido em cada um destes reservatórios naturais. 

"Não sabemos quanta água há, quão rápido estamos esgotando os aquíferos, ou por quanto tempo poderemos usar esse recurso antes que ocorram efeitos devastadores, como a secagem de poços ou rios", disse De Graaf. 

G1 Natureza