segunda-feira, 24 de maio de 2021

Passagem de meteoro na costa do Nordeste é flagrada por câmeras em João Pessoa

 


A passagem de um meteoro no céu do Nordeste brasileiro foi registrada por câmeras da Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) e do Clima ao Vivo, na noite do sábado (22), em João Pessoa. As imagens foram divulgadas nesta segunda-feira (24) e mostram a rápida passagem do meteoro no céu visto a partir do bairro de Brisamar. 

Segundo o astrônomo Marcelo Zurita, membro da Bramon e presidente da Associação Paraibana de Astronomia (APA), o meteoro entrou na atmosfera às 18h59 (horário de Brasília) sobre o Oceano Atlântico, a 99,2 km de altitude e cerca de 110 km da costa leste do Rio Grande do Norte. Em um período de cinco segundos e velocidade média de 64,6 mil km/h ele percorreu uma distância de 89,7 km, desaparecendo a cerca de 36,3 km de altitude, ainda sobre o oceano, e a 53 km de Natal.

“Temos um grupo aqui na Paraíba que pratica astrofotografia (fotos noturnas de astros celestes). Um dos membros alertou que acabara de ver uma bola de fogo esverdeada a nordeste, por volta das 19h. Então eu conferi nas minhas câmeras e havia o registro na câmera 'allsky', que monitora todo o céu”, explica Zurita.

A partir deste registro, com o horário certo da passagem do meteoro, o astrônomo entrou em contato com o Clima ao Vivo para localizar imagens do fenômeno em outras câmeras da rede. Além da câmera “allsky” de Zurita, o registro foi feito ainda em outra câmera dele, instalada por meio de uma parceria entre a Bramon e o Câmera ao Vivo, e também em câmeras instaladas em Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará.



“O meteoro é um fenômeno luminoso formado pela passagem atmosférica de uma rocha espacial, chamada meteoroide. Como essas rochas viajam a uma velocidade muito elevada no espaço, ao atingir a atmosfera da Terra elas aquecem o gás atmosférico à sua frente e o gás aquecido e ionizado forma uma bolha de plasma que brilha intensamente como uma lâmpada”, explica Marcelo Zurita.

 

Segundo o astrônomo, meteoroides do tamanho de um grão de arroz já são capazes de gerar meteoros visíveis, mas normalmente são vaporizados rapidamente pelo calor da passagem atmosférica. Rochas maiores, do tamanho de um melão, por exemplo, resistem ao aquecimento inicial e atingem as camadas mais baixas e densas da atmosfera.

 

“Isso gera uma bola de fogo muito brilhante e que normalmente termina com uma explosão, quando o meteoroide não aguenta mais a pressão da atmosfera. Meteoros assim, muito brilhantes e explosivos, são chamados de bólidos”, completa Zurita.

 


Baseado na luminosidade e na velocidade do meteoro, a Bramon calcula que a rocha espacial que gerou o fenômeno tinha entre 20 e 60 kg de massa, dos quais cerca de 5 kg podem ter resistido à passagem e gerado meteoritos que caíram no mar.

 

Fonte: G1 Paraíba


Mudança climática pode ter impulsionado novo coronavírus

 


Um novo estudo publicado na revista Science of the Total Environment fornece a primeira evidência de um mecanismo pelo qual as mudanças climáticas podem ter desempenhado um papel direto no surgimento do SARS-CoV-2, o vírus que causou a pandemia COVID-19.

O estudo revelou mudanças em grande escala no tipo de vegetação na província de Yunnan, no sul da China, e nas regiões adjacentes em Mianmar e Laos, no último século. Mudanças climáticas, incluindo aumentos de temperatura, luz solar e dióxido de carbono atmosférico – que afetam o crescimento de plantas e árvores – mudaram os habitats naturais de arbustos tropicais para savanas tropicais e florestas decíduas. Isso criou um ambiente adequado para muitas espécies de morcegos que vivem predominantemente em florestas.

O número de coronavírus em uma área está intimamente ligado ao número de diferentes espécies de morcegos presentes. O estudo descobriu que outras 40 espécies de morcegos se mudaram para a província de Yunnan, no sul da China, no século passado, abrigando cerca de 100 outros tipos de coronavírus transmitidos por morcegos. Este “hotspot global” é a região onde os dados genéticos sugerem que o SARS-CoV-2 possa ter surgido.

“As mudanças climáticas no último século tornaram o habitat na província de Yunnan adequado para mais espécies de morcegos”, diz o Dr. Robert Beyer, pesquisador do Departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge e primeiro autor do estudo, que recentemente recebeu uma bolsa de pesquisa europeia no Instituto de Pesquisa de Impacto Climático de Potsdam, na Alemanha. “Entender como a distribuição global de espécies de morcegos mudou como resultado da mudança climática pode ser um passo importante na reconstrução da origem do surto COVID-19”, acrescenta.

Pesquisa

Para obter seus resultados, os pesquisadores criaram um mapa da vegetação do mundo como era há um século, usando registros de temperatura, precipitação e cobertura de nuvens. Em seguida, eles usaram informações sobre os requisitos de vegetação das espécies de morcegos do mundo para calcular a distribuição global de cada espécie no início do século XX. Comparar isso com as distribuições atuais permitiu-lhes ver como a “riqueza de espécies” de morcegos, o número de espécies diferentes, mudou em todo o mundo durante o último século devido às mudanças climáticas.

“À medida que as mudanças climáticas alteraram os habitats, as espécies deixaram algumas áreas e se mudaram para outras – levando seus vírus consigo. Isso não apenas alterou as regiões onde os vírus estão presentes, mas provavelmente permitiu novas interações entre animais e vírus, fazendo com que vírus mais prejudiciais fossem transmitidos ou evoluíssem”, explica Beyer.

Morcegos e Coronavírus

A população de morcegos do mundo carrega cerca de 3.000 tipos diferentes de coronavírus, com cada espécie de morcego abrigando uma média de 2,7 coronavírus – a maioria sem apresentar sintomas. Um aumento no número de espécies de morcegos em uma determinada região, impulsionado pela mudança climática, pode aumentar a probabilidade de que um coronavírus prejudicial aos humanos esteja presente, seja transmitido ou evolua ali.

A maioria dos coronavírus carregados por morcegos não consegue entrar em humanos. Mas é muito provável que vários coronavírus que infectam humanos tenham se originado em morcegos, incluindo três que podem causar mortes em humanos: Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) CoV e Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) CoV-1 e CoV-2.

A região identificada pelo estudo como um hotspot para um aumento impulsionado pelo clima na riqueza de espécies de morcegos também é o lar de pangolins (mamíferos que vivem em zonas tropicais da Ásia e da África), que supostamente agiram como hospedeiros intermediários para SARS-CoV-2. É provável que o vírus tenha saltado dos morcegos para esses animais, que foram então vendidos em um mercado de animais selvagens em Wuhan – onde ocorreu o surto humano inicial.

Os pesquisadores ecoam os apelos de estudos anteriores que estimulam os formuladores de políticas a reconhecer o papel da mudança climática nos surtos de doenças virais e a abordar a mudança climática como parte dos programas de recuperação econômica do COVID-19.

“A pandemia COVID-19 causou enormes danos sociais e econômicos. Os governos devem aproveitar a oportunidade para reduzir os riscos à saúde de doenças infecciosas, tomando medidas decisivas para mitigar as mudanças climáticas ”, afirma a professora Andrea Manica, do Departamento de Zoologia da Universidade de Cambridge, envolvida no estudo.

“O fato de que a mudança climática pode acelerar a transmissão de patógenos da vida selvagem aos humanos deve ser um alerta urgente para reduzir as emissões globais”, acrescenta o professor Camilo Mora da Universidade do Havaí em Manoa.

Os pesquisadores enfatizaram a necessidade de limitar a expansão de áreas urbanas, fazendas e áreas de caça em habitat natural para reduzir o contato entre humanos e animais transmissores de doenças.

O estudo mostrou que, no último século, a mudança climática também gerou aumentos no número de espécies de morcegos em regiões ao redor da África Central e em manchas espalhadas na América do Sul e Central.

Fonte:  Science of the Total Environment.


sexta-feira, 30 de abril de 2021

Fiocruz identifica anticorpos contra o coronavírus em cachorro e gato de rua

 


Um estudo divulgado pela Fiocruz, nesta quinta-feira, identificou anticorpos contra o novo coronavírus em um gato e um cachorro de rua do Rio de Janeiro. Os animais foram expostos ao Sars-CoV-2, desenvolvendo resposta imune contra o vírus.

Os cientistas analisaram amostras de 96 bichos, sendo 49 gatos e 47 cachorros, levados a duas clínicas veterinárias da capital fluminense, entre junho e agosto de 2020. A análise foi feita em animais de estimação que viviam em casas com e sem registros de casos de Covid-19 e animais de rua recém-acolhidos por ONGs.

De acordo com os pesquisadores, anticorpos neutralizantes específicos para Sars-CoV-2 foram detectados no soro dos animais de rua. As amostras foram analisadas por meio de uma metodologia de ensaio sorológico altamente específica, conhecida como PRNT90.

Também foram realizados exames de PCR, que detectam o genoma do Sars-CoV-2, apontando a infecção em curso. Neste caso, os testes foram realizados em amostras de swab orofaríngeo e anal. Porém, nenhum animal apresentou resultado positivo.

Alguns estudos internacionais já apontaram sinais de infecção de animais de rua e em zoológicos. Para os pesquisadores, o resultado do novo trabalho reforça as evidências sobre a exposição de bichos ao novo coronavírus durante a pandemia.



A pesquisa foi publicada na revista científica internacional Plos One e realizada pelos Laboratórios de Imunologia Viral, de Mosquitos Transmissores de Hematozoários, de Morfologia e Morfogênese Viral e de Vírus Respiratórios e do Sarampo do IOC, em parceria com a Universidade Texas A&M, nos Estados Unidos, e a Clínica Veterinária Animal Help, no Rio de Janeiro.

Fonte: O Globo

 

sábado, 6 de março de 2021

Bairro no Distrito Federal terá lixeiras subterrâneas

 


A Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) vai instalar lixeiras subterrâneas no Setor Habitacional Noroeste. Serão instalados 40 coletores para receber resíduos orgânicos e secos.

As lixeiras subterrâneas possuem diversos benefícios para a população e o meio ambiente. A não exposição do lixo evita a proliferação de pragas e vetores, o acesso de animais de rua aos resíduos e a poluição visual, além de reduzir o mau cheiro. Outra vantagem é a diminuição da frequência de coleta, pois os contêineres possuem volume maior que os depósitos de lixo utilizados atualmente.

O equipamento

De forma simples, o recipiente funciona como uma grande lixeira instalada abaixo do nível do chão. Para tanto, será feita a escavação de cavas, que possibilitarão implantar os coletores. Cada contêiner terá a capacidade de armazenamento de 3 mil litros de resíduos.

Nos locais onde os equipamentos estão sendo instalados haverá vários conjuntos de tubos de inox. As tampas serão de fácil manuseio para o depósito do material que, posteriormente, será recolhido pela equipe de coleta do Serviço de Limpeza Urbana (SLU). Os espaços receberão coletores para lixo seco, que pode ser reaproveitado, e outros destinados ao lixo úmido ou orgânico.

Fonte: Terracap e Agência Brasília.

domingo, 17 de janeiro de 2021

Ele não vai ao mercado há 9 meses e ensina a fazer horta em casa

 


Dá sim pra produzir alimentos no quintal de casa, fazer uma horta urbana. O italiano Alessandro Vitale é prova disso. Ele não vai ao mercado há 9 meses e está ensinando as pessoas a fazerem o mesmo.

Inspirado no avô, Alessandro transformou um pequeno espaço nos fundos de casa em horta e parou de comprar verduras e legumes no mercado.

Agora, ele está compartilhando dicas e receitas para quem quiser fazer o mesmo.

O italiano vive em Londres há 6 anos. Ele tem 29 anos, é tatuador e sempre gostou de plantar.

Quando não tinha quintal, ele mantinha uma pimenteira e hortelã em vasos na janela do apartamento.

Como



Mas no ano passado, quando chegou a pandemia ele transformou parte da área de 8 x 5 metros do quintal em uma horta caseira.

Com garrafas de água descartadas, Alessandro criou um jardim vertical para plantar ervas e temperos, instalou canteiros e construiu uma pequena estufa.

Na primeira colheita ele conseguiu 30 tipos diferentes de vegetais, incluindo cenouras, alho, brócolis, repolho, couve-flor, erva-doce e alho-poro.

O tatuador colheu 35kg de tomates e 10kg de pimentas, paixão antiga de Alessandro.

Horta orgânica



A horta caseira é 100% orgânica e ele usa um pesticida natural bem comum: folhas de urtiga, que colhe em um parque próximo.

Para fazer fertilizantes Alessandro usa babosa, também colhida no parque.

Alessandro conta que aprendeu quando era criança, com o avô, que também era apaixonado por jardinagem e por pimentas.

“Me lembro ir com meu avô cuidar da horta. Meu avô importava sementes de várias partes do mundo para plantar pimentas e quando era época de colheita, os olhos se enchiam de lágrimas com o cheiro forte”, lembra.

Ele ensinou os segredos das plantas e a avó italiana ensinou as receitas das comidas que o tatuador faz com as plantas que colhe em casa.

Ele conta que reserva algumas horas do dia para cuidar da horta e cozinhar e isso virou um hobby.

Alessandro também tem um canal no YouTube, o SpicyMoustache. Lá ele ensina e estimula as pessoas a criarem suas hortas domésticas, mesmo que não tenham um quintal em casa.

Fonte: GNN

domingo, 3 de janeiro de 2021

Brasil registra mais de 200 mil focos de queimadas em 2020; número é o maior na década

 


O número de focos de queimadas no Brasil em 2020 subiu 12,73% na comparação com 2019, segundo dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). No total, o país registrou 222.798 focos em 2020, ante 197.632 no ano anterior. Isso representa o maior número de focos em uma década.

O pior aumento foi visto no Pantanal, que registrou 22.116 queimadas em 2020 — mais do que o dobro dos 10.025 registros em 2019. Foi o maior número de focos no bioma desde 1998, ano do início da série histórica.

No ano passado, imagens devastadoras dos incêndios e de animais mortos ou feridos pelo fogo correram o Brasil e o mundo. Estima-se que ao menos 23% do Pantanal foi destruído.


Houve alta também na Amazônia: foram 103.161 focos de queimadas, contra 89.171 registradas em 2019. Isso representa um aumento de 15,68%, e é o maior número observado pelo Inpe desde 2017.



Fonte: G1

domingo, 20 de dezembro de 2020

Mutação do coronavírus está fora de controle, diz ministro britânico


Após dizer em entrevista à BBC que a nova variante do coronavírus está fora de controle no Reino Unido, o ministro da Saúde Matt Hancock disse que as novas restrições impostas no sábado (19) a milhões de pessoas na Inglaterra podem ficar em vigor por vários meses.

Sob críticas por impor um bloqueio efetivo a mais de 16 milhões de pessoas poucos dias antes do Natal, Hancock disse que a decisão de sábado foi tomada rapidamente depois que novas evidências mostraram que a nova mutação era responsável pelo aumento dos casos de covid-19. O novo confinamento pode ficar em vigor até que as vacinas sejam disponibilizadas em todo o Reino Unido, disse o ministro neste domingo (20).

O primeiro-ministro Boris Johnson descartou os planos de flexibilizar restrições durante o período de festas de fim de ano, impondo novos limites de nível 4, o mais rígido.

Hancock sugeriu que as medidas mais duras – que exigem que cerca de um terço da população da Inglaterra permaneça em casa, exceto por razões essenciais, como o trabalho – podem permanecer em vigor até que as vacinas se tornem mais amplamente disponíveis.

“Temos um longo caminho a percorrer para resolver isso”, disse Hancock em entrevista à Sky News.


Sky News