quinta-feira, 21 de março de 2013

PMJP monitora qualidade da água


PMJP monitora qualidade da água para consumo e preserva rios da Capital A Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) instituiu 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água. Nesta sexta-feira (22), quando se celebra o Dia Mundial da Água, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) tem muito a comemorar – e também a realizar – no sentido de recuperar os rios e monitorar a água consumida na Capital.

As secretarias municipais de Saúde (SMS) e de Meio Ambiente (Semam) trabalham pela água de João Pessoa em duas frentes: monitoramento da qualidade da água que a população consome, realizado por uma equipe da Vigilância Ambiental da SMS; e proteção das nascentes dos 19 rios e bacias hidrográficas que cortam a cidade, por técnicos da Semam.

Por mês, a Coordenação de Fatores Não Biológicos da Vigilância Ambiental (Vigilância da Água) realiza uma média de 50 análises físico-químicas e microbiológicas da água potável em João Pessoa. As amostras são coletadas primeiro em bairros onde falta água com muita constância; depois, em comunidades abastecidas por soluções alternativas (como poços); e, por fim, nos locais atendidos pelo sistema de abastecimento regular (que são a maioria).

Coliformes – A análise das amostras de água é realizada pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), do Governo do Estado, que fornece os frascos de recolhimento. O resultado sai em uma semana.

A coleta é feita por um agente de Saúde, com uso de luvas e máscara. Antes, o agente limpa a torneira com álcool a 70% e deixa a água escorrer por alguns segundos, até recolhê-la em uma bolsa de plástico aberta somente na hora da coleta. Depois, a amostra é acondicionada em caixa isotérmica, com gelo reciclável e de forma adequada, para que não ocorram perdas durante o transporte.

Água potável – Para servir ao consumo humano, a água precisa ser potável – ou seja, deve atender aos parâmetros microbiológicos, físicos, químicos e radioativos previstos na Portaria 2914/2011, do Ministério da Saúde, de maneira que não ofereça riscos à saúde.

Segundo Ivanete, a maioria das doenças transmitidas pela água é causada por micro-organismos presentes em reservatórios de água doce contaminados por fezes humanas ou de animais. “A água contaminada pode provocar doenças como diarreia infecciosa, cólera, leptospirose, hapetite e esquistossomose”, ressaltou.

A transmissão do agente infeccioso por meio da água pode ocorrer pela ingestão, pelo contato com a pele durante o banho, na preparação de alimentos ou pelo consumo de alimentos lavados com água infectada. O consumo de água contaminada por substâncias químicas, como chumbo, arsênico e flúor, também pode levar a doenças.

Bacia hidrográfica – Com área de quase 212 km², segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (2010), o município de João Pessoa, como toda região costeira da Paraíba, encontra-se dentro do domínio de Mata Atlântica, uma área tropical privilegiada pelos recursos hídricos. Dos rios locais, o Jaguaribe, o Gramame, o Cuiá, o Aratu, o Sanhauá, o Jacarapé e o Cabelo são considerados os sete principais do município, sendo a bacia do rio Gramame uma das mais importantes, pois é responsável pelo abastecimento de 60% da água consumida pela população da área urbana da grande João Pessoa.

Para preservar a qualidade da água e garantir a sobrevivência dos rios, a Semam tem promovido uma série de ações, como o cercamento das áreas verdes onde estão as nascentes, o replantio na margem dos rios, reconfigurando a mata ciliar, e a ainda fiscalização, para coibir desmatamento e ocupação irregular. Para o secretário de Meio Ambiente, Edilton Nóbrega, é um esforço cotidiano. “A qualidade da água que abastece nossas casas depende dos rios, que também são responsáveis por manter o clima da cidade mais ameno e servem ainda de refúgio para a fauna silvestre nas matas ciliares, como também possibilitam a sobrevivência das populações ribeirinhas”, disse.

O diretor da Divisão de Estudos e Pesquisas Ambientais da Semam, geógrafo Euzivan Lemos Alves, lembra que, em área urbana, é preciso ter uma proteção das nascentes num raio de até 50 metros. “São espaços onde não se pode construir nem promover ocupação. As ações da Semam para preservação das nascentes fazem parte da estratégia de manutenção do fluxo dos rios”, concluiu.

Preservação – Historicamente, o homem sempre se estabeleceu em locais próximos a rios e mares, para garantir o sustento por meio da pesca e da agricultura. Com o passar dos anos, essa fonte de vida passou a ser poluída e desperdiçada. Por esse motivo, a Organização das Nações Unidas (ONU) criou o Dia Mundial da Água, com o objetivo de chamar a atenção da população para a preservação desse bem.

A preocupação surgiu a partir dos grandes índices de poluição ambiental registrados no planeta, envolvendo a qualidade da água que consumimos. A ONU elaborou um documento com medidas cautelosas a favor desse bem natural, que também consta de informações para garantir a cultura de preservação ambiental e a consciência ecológica em relação à água.

Consumo consciente de água · Não jogar lixo nos rios e lagos;

· Economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc);

· Reutilizar a água sempre que for possível;

· Respeitar as regiões de mananciais e divulgar ideias ecológicas entre amigos, parentes e outras pessoas;

· Não jogar óleo de fritura pelo ralo da pia (além de correr o risco de entupir o encanamento da residência, esta prática polui os rios e dificulta o tratamento da água);

· Usar vassoura para varrer o chão, e não a água da mangueira;

· Lavar o carro com balde. 

PBagora

Outono começa com chuvas em três regiões da Paraíba; previsão é de aumento nas próximas horas


O outono começou nesta quarta-feira (20) trazendo boas expectativas para o paraibano. Choveu durante toda noite e madrugada em vários municípios das regiões do Cariri, Sertão e Vale do Piancó da Paraíba. Segundo boletim da Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba (Aesa), a chuva foi registrada em pelo menos 60 cidades. Nas últimas 24 horas, os maiores índices pluviométricos foram registrados nos municípios de Santana dos Garrotes (146 mm), Pedra Branca (136 mm) e Aguiar (106 mm).

Ainda no final da noite desta terça-feira (19), internautas comemoravam nas redes sociais o início da chuva em cada cidade. O Padre Djacy, pároco da cidade de Pedra Branca, agradeceu a Deus por mandar a chuva neste momento de necessidade.

“A cidade de Pedra Branca, no Vale do Piancó, está submersa. Uma grande chuva esta caindo neste momento. Diante de tanto desespero e tristeza vividos pelos sertanejos, a chuva de hoje é o maior presente que recebo na minha vida”, relatou via twitter.

A meteorologista Carmem Becker alerta que a previsão para esta quarta-feira é de mais chuvas nessas regiões. “Choveu nas regiões do Cariri, Sertão e Vale do Piancó e a previsão é de mais precipitação para esta quarta à noite”, afirmou.

A chuva acontece desde esta terça-feira (19), dia de São José. Considerado o padroeiro dos agricultores, é no dia do santo que os nordestinos fazem a previsão de chuvas para o restante do ano. Caindo nesse dia, vem a certeza de que o inverno vai ser bom. Caso não chova, a estiagem é dada como certa.

Nos municípios de Sousa e Cajazeiras, ambos no Sertão, choveu forte por várias horas com direito a trovões e ruas alagadas. Na cidade de Diamante (distante 450 quilômetros de João Pessoa), no Vale do Piancó, a chuva intensa chegou a 98 mm, uma das maiores dos últimos três anos. Agricultores e donos de terras amanheceram fazendo a retirada de motores que ficam estacionados às margens do Rio Piancó.

 PedraBrancaNews.com

Paraibano pobre têm apenas 3% de chances de ter boa nota no Enem


Na Paraíba, um estudante pobre, com renda familiar de no máximo um salário mínimo, tem apenas 3% de possibilidade de estar no grupo de 10% dos candidatos do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que obtêm as melhores notas.


O dado foi divulgado nesta quinta-feira (21) e integra o primeiro relatório do Núcleo de Estudos em Economia Social (NEES), formado por alunos, pós-graduandos e professores da UFPB.

De acordo com o boletim “Nota do Enem e Background Familiar: Uma Avaliação dos Estudantes Paraibanos”, um estudante considerado rico, com renda a partir de nove salários mínimos, possui a probabilidade de 49% de fazer parte do grupo das melhores notas. Em comparação, um estudante pobre precisa se esforçar 16 vezes mais que um estudante considerado rico.

O relatório aponta ainda que, além da renda familiar, o grau de escolaridade dos pais dos estudantes interfere diretamente no desempenho no Enem. A possibilidade de um estudante filho de mãe analfabeta tirar uma nota superior à média nacional é de aproximadamente 27% contra 69% caso a mãe seja graduada, aponta o estudo.

Por fim, o boletim da NEES ressalta que os resultados apontam um maior grau de desigualdade de oportunidades para Paraíba e para a Região Nordeste, quando comparado à Região Sudeste. O documento sugere inclusive que ser filho de pais analfabeto na Paraíba e na Região Nordeste tem uma influência maior que apresentar as mesmas circunstâncias na Região Sul ou Sudeste. Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 63% da população paraibana com 25 anos ou mais não tem instrução ou não concluiu o Ensino Fundamental.

Formação do NEES

Segundo o professor coordenador do NEES, Herbert Oliveira Rego, o grupo foi formado para que dados e pesquisas acadêmicas sejam divulgadas de maneira acessível a população. “A nossa intenção com o NEES é estreitar a relação da academia com a população. Usar dados oficiais, cruzar com outras informações e chegar a informações novas que ajudem a entender nossa condição”, explica.

O professor de Ciência Política Ítalo Fittipaldi, um dos integrantes do grupo de pesquisa, explica que os boletins podem servir de base para o desenvolvimento de novas políticas públicas. “A importância política deste trabalho concerne justamente na possibilidade do poder público ter um ponto de partida para novas políticas públicas. A nossa intenção é mostrar a situação dos indicadores sociais da Paraíba da maneira mais transparente possível, independente da gestão”, completou. Os relatórios devem ser publicados de maneira trimestral no site do NEES.

 G1 PB

segunda-feira, 18 de março de 2013

Dinheiro de corrupção alimentaria 80 vezes a população faminta


O dinheiro que é roubado por meio da corrupção a cada ano é suficiente para alimentar 80 vezes todas as pessoas que passam fome no mundo. Este foi um dos dados apresentados durante um painel sobre o impacto negativo da corrupção nos direitos humanos que aconteceu em Genebra, na Suíça.

Propinas e roubos aumentam em 40% o custo de projetos para oferecer água potável e saneamento em todo o mundo.

A Chefe de Direitos Humanos da ONU, Navi Pillay, disse que “a corrupção é um enorme obstáculo para a implementação de todos os direitos humanos em todas as esferas: civil, política, econômica, social e cultural.”



Ela lembrou também que, de 2000 a 2009, os países em desenvolvimento perderam 8,44 trilhões de dólares para fluxos financeiros ilícitos – o equivalente a dez vezes a ajuda externa que receberam.

O evento organizado pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) e pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) aconteceu na quinta-feira (13).

Revista ecológico

Vigilância Sanitária fiscaliza linha de produção da Ades em Pouso Alegre


Dois funcionários da Vigilância Sanitária Estadual e Municipal estiveram na fábrica da empresa Unilever, em Pouso Alegre (MG), nesta segunda-feira (18) para fiscalizar uma linha de produção de sucos com soja da Ades. Uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicada no "Diário Oficial da União" desta segunda-feira suspendeu a fabricação, distribuição, venda e consumo de todos os lotes dos produtos com soja da marca Ades, de diferentes sabores, versões e tamanhos de uma das linhas de produção da cidade.

Na quinta-feira (14), a Unilever anunciou recall em um lote do suco de maçã Ades de 1,5 litro por risco de queimadura. Segundo a fabricante, a contaminação com solução de limpeza foi detectada no lote com as iniciais AGB 25, fabricado em 25 de fevereiro, com "cerca de 96 unidades do produto AdeS Maçã 1,5 l".

"Nestas unidades, foi identificada uma alteração no seu conteúdo decorrente de uma falha no processo de higienização, que resultou no envase de embalagens com solução de limpeza da máquina. O consumo do produto nessas condições pode causar queimadura", afirmou a Unilever, em comunicado.

As informações apuradas pelos profissionais da Vigilância Sanitária serão utilizadas para definir se um processo administrativo será aberto e se haverá punição no caso da contaminação dos produtos. A inspeção na empresa teve início nesta segunda-feira, mas ainda não tem data para ser concluída.

Por meio de nota oficial divulgada nesta segunda-feira, a Unilever afirmou que o problema limita-se às 96 unidades de Ades sabor maçã, embalagem com 1,5 litros produzidas em Pouso Alegre, e que desde o dia 13/03/13 nenhum produto fabricado na linha onde foi detectado o problema foi distribuído ao mercado. A linha de produção encontra-se inativa.

Ainda segundo a empresa, a causa do problema já foi identificada e as medidas para correção já foram tomadas pela Unilever. A empresa está cumprindo todas as determinações da Anvisa publicadas nesta segunda-feira, incluindo a retirada do mercado de todas as unidades produzidas na linha onde foi detectada a contaminação.


A Unilever afirma ainda que os demais produtos Ades não correspondentes aos lotes com as iniciais "AG" permanecerão no mercado e se encontram em perfeitas condições para consumo, e que a empresa está colaborando com a Anvisa com todas as informações necessárias para a solução do problema.

Recomendação ao consumidor

Os produtos do lote de maçã com problema foram distribuídos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Segundo a empresa, a falha identificada "já foi solucionada, os produtos existentes na empresa foram retidos e os ainda presentes nos pontos de venda já estão sendo recolhidos".

O consumidor que tiver adquirido o produto não deve consumi-lo. "Em casos de queimaduras ou outro sintomas, procure imediatamente atendimento médico", orienta a Anvisa.

Para realizar a troca ou reembolso do produto, o consumidor deve entrar em contato com o fabricante, a Unilever. A solicitação pode ser feita gratuitamente pelo SAC no 0800 707 0044, das 8h às 20h, ou pelo e-mail sac@ades.com.br.

Em casos de dúvidas, a  Anvisa também dispõe de uma Central de Atendimento: 0800 642 9782.

14 consumidores relataram problemas

Segundo a Unilever, até a manhã desta sexta-feira (15), 14 consumidores tinham entrado em contato com a empresa para relatar problemas com o produto. "Dos 14 atendimentos já realizados pelo SAC, 12 já receberam atenção médica adequada e estão sendo acompanhados, e dois não aceitaram", informou a Unilever.

Segundo a empresa, os clientes atendidos relataram queimaduras na mucosa, enjoo e náusea. Ainda segundo a Unilever, todos já receberam atendimento médico, sem necessidade de internação.
O Procon-SP informou que também está acompanhando o caso. "A empresa deverá apresentar os esclarecimentos que se fizerem necessários, conforme determina o Código de Defesa do Consumidor, inclusive com informações claras e precisas sobre os riscos para o consumidor", afirmou o órgão.

O Procon lembra ainda que os consumidores que já passaram por algum acidente causado pelo defeito apontado poderão solicitar "por meio do Judiciário, reparação por danos morais e patrimoniais, eventualmente sofridos".

G1


Alcoolismo atinge cerca de 5,8 milhões de pessoas no país


Histórico de consumo abusivo de álcool, síndrome de abstinência e manutenção do uso, mesmo com problemas físicos e sociais relacionados, é o tripé que caracteriza a dependência em álcool, segundo a psiquiatra Ana Cecília Marques, professora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
O tratamento da doença, que atinge cerca de 5,8 milhões de pessoas no país, segundo o Levantamento Domiciliar sobre o Uso de Drogas Psicotrópicas no Brasil, de 2005, não é fácil: dura pelo menos um ano e meio em sua fase mais intensiva e tem índice de recaída de cerca de 50% nos primeiros 12 meses.

"Ele precisa preencher os três critérios. Um só não basta para se considerar dependente", destaca a psiquiatra. Ela explica que o consumo contínuo e abusivo leva a uma tolerância cada vez maior do usuário à bebida. "O corpo acostuma-se com o [álcool]. Ele resiste mais e, para obter o efeito que tinha no começo com uma lata de cerveja, precisará tomar cinco". A falta do álcool provoca uma série de sintomas graves, como elevação da pressão arterial, tremores, enjoo, vômito e, em alguns pacientes, até mesmo convulsão. Esse é o quadro da síndrome de abstinência.

O terceiro critério para caracterização da dependência alcoólica está ligado aos problemas de relacionamento e de saúde provocados pelo consumo abusivo. "O indivíduo tem problemas no trabalho por causa da bebida. Ele perde o dia de trabalho mas, mesmo assim, bebe de novo". A professora destaca que, além da questão profissional, devem ser considerados diversos aspectos da vida do paciente, como problemas familiares, afetivos, econômicos, entre outros.

Em relação às outras drogas, a psiquiatra informou que o tratamento da dependência de álcool se diferencia principalmente na primeira fase, que dura em média dois meses. "Cada substância tem uma forma de atuar no cérebro, portanto, vai exigir, principalmente na primeira fase do tratamento, diferentes procedimentos farmacológicos para que a gente consiga promover a estabilização do paciente", explica.

De acordo com a médica, o álcool se enquadra na categoria de substâncias psicotrópicas depressoras, juntamente com os inalantes, o clorofórmio, o éter e os calmantes. Há também as drogas estimulantes, como a cocaína, a cafeína e a nicotina, e as perturbadoras do sistema nervoso central, como a maconha e o LSD.
"Na segunda e terceira fases, o tratamento entra em uma etapa mais semelhante, que é quando você vai se aprofundar no diagnóstico e preparar o individuo para não ter recaída", acrescenta.

A segunda fase do tratamento, a chamada estabilização, quando se trabalha a prevenção da recaída, dura, em média, de oito a dez meses. Nessa etapa, são percebidas e tratadas as doenças correlatas adquiridas pelo consumo do álcool e, então, o paciente é preparado para readquirir o controle sobre droga. "A dependência é a doença da perda do controle sobre o consumo de determinada substância. [É feito um trabalho] para que ele volte a se controlar, a entender esse processo e readquirir a autonomia. Não é mais a droga que manda nele".


A psiquiatra destaca que, nesse processo, a recaída é entendida como algo normal e que não invalida o tratamento. "Ele pode ter uma recaída e não é que o tratamento não esteja no caminho certo ou que ele não queira se tratar. Faz parte da doença, é um episódio de agudização dessa doença crônica que é a dependência do álcool. Faz parte recair", esclarece.

Na terceira etapa, que dura cerca de seis meses, ocorre o "desmame da tutela do tratamento". "Ele está manejando essa nova autonomia. Ele volta para as avaliações com menos frequência". Por fim, o paciente passa a ir ao médico com maiores intervalos entre as consultas. "Ele segue em tratamento como qualquer indivíduo que tem doença crônica. Pelo menos uma vez por ano, ele passa pelo médico. A bem da verdade, [no tratamento dessas] doenças crônicas, a gente não dá alta".

Levantamento feito em 2005 pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), da Unifesp, e pela Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), mostra que o uso do álcool prevalece entre os homens em todas as faixas etárias. Mais de 80% deles declararam fazer uso de álcool. Entre as mulheres, o percentual cai para 68,3%.

No que diz respeito à dependência, eles também estão na frente. O índice de dependentes do sexo masculino (19,5%) é quase três vezes o do sexo feminino (6,9%). A faixa etária de 18 a 24 anos, por sua vez, apresenta os maiores índices, com 27,4% de dependentes entre os homens e 12,1% entre as mulheres.

Agência Brasil

Sobe para 13 total de mortes em Petrópolis por causa das chuvas


Subiu para 13 o número de mortos em Petrópolis, na serra fluminense, vítimas de deslizamentos de encostas em decorrência das chuvas registradas entre a noite de ontem (17) e a madrugada de hoje (18). A Secretaria Estadual de Defesa Civil também contabilizou 20 feridos e três desaparecidos no município.

Os rios Quitandinha e Piabanha transbordaram, mas já voltaram ao nível normal. No entanto, com o solo encharcado e previsão de chuva para todo o dia, há risco permanente de desabamentos. 

As autoridades recomendam que as pessoas deixem as áreas de risco e se abriguem em local seguro.

Agência Brasil