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domingo, 3 de junho de 2012

Consumo responsável


A população mundial gasta o equivalente a 30 trilhões de dólares em produtos e serviços por ano, de acordo com a Ong ambientalista Worldwatch Institute.
Neste mundo capitalista e globalizado, a má distribuição de renda gera uma imensa desigualdade em relação ao consumo. A partir dos gastos com bens e serviços, as 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo são responsáveis pela emissão de cerca de 50% dos gases que intensificam as Mudanças Climáticas. Os três bilhões mais pobres emitem apenas 6% do total. A ONU afirma que cerca de 1 bilhão de habitantes do Planeta passam fome. O filósofo Luiz Felipe Pondé nos ajuda a refletir sobre consumo, consumismo e impactos ambientais.
“O consumo está diretamente ligado ao desejo. E o desejo me parece uma estrutura básica do ser humano. Não tem como eliminar o desejo, porque ele é o próprio motor da vida. Escolas antigas gregas, eles colocavam o desejo como um problema: tem que controlar o desejo, se não você não consegue controlar a si mesmo. Já da Grécia para cá muitos filósofos como Aristóteles apontam que para você desenvolver o caráter, as virtudes, você tem que domar o desejo”.
Gino Giacomini Filho, professor da USP e autor de "Meio Ambiente e Consumismo" traz o conceito de Consumerismo, que seria uma resposta do próprio consumidor e de algumas instituições ao consumo baseado na propaganda enganosa e no desrespeito à direitos básicos. No Brasil ele está ligado ao surgimento do Procon nos anos 70.
“Como o consumerismo se relaciona com o Meio Ambiente ou como um consumo mais responsável afeta o Meio Ambiente? Vamos dizer que o consumidor quer é qualidade de vida. Não adianta ele ter um guarda sol que funciona bem, ter um filtro solar eficiente se a praia é poluída. Não adianta ter um carro bonito, uma casa bonita, se a água que ele tá consumindo é escassa ou está contaminada. Da mesma forma que não adiante ter uma educação de alta qualidade se o entorno dele está comprometido com barulho, com poluição, porque isso vai se reverter em doenças depois de uma certa idade" conclui.
O consumo responsável envolve a compra de produtos que foram fabricados sem explorar seres humanos ou animais e tentando minimizar os impactos sobre o meio ambiente. A compra acontece quando há uma necessidade real. Nada daquela história de 'ah, eu tô estressado ou tô triste e vou fazer umas comprinhas para espairecer".
“Uma coisa é entender o consumo como: eu quero consumir um carro novo a cada ano. Outra coisa é entender consumo como parte da necessidade natural do ser humano. Eu não sei até que ponto facilita a conversa se a gente entender que beber água é consumir água, que comprar roupa é consumir roupa. Consumo quase que degenera na idéia de consumismo: você já não sabe mais quais são as necessidades naturais ou o que não é mas vira. E aí entra o tema do consumo contemporâneo. Ter uma escola para o filho não é consumo. Mas como a ser à medida em que a escola se transforma num bem que não basta ter escola. 

Autor:
Editora-chefe:Vera Diegoli.Reportagem: Cláudia Tavares. Edição de Texto: Mylene Parisi. Pauta:Marici Arruda.

sábado, 15 de outubro de 2011

Dia do Consumo Consciente tem atividades para estimular preservação ambiental


 O Ministério do Meio Ambiente promove hoje (15) o Dia do Consumo Consciente. Uma série de atividades para estimular o uso da sacola retornável e reduzir o consumo de sacos plásticos que prejudicam o meio ambiente. A ideia é recusar, durante as 24h do dia, as tão famosas sacolinhas. O objetivo é despertar a consciência do público para os problemas sociais, econômicos, ambientais e políticos causados por padrões de produção, consumo excessivo e insustentáveis praticados.
“Um consumidor consciente é aquele que faz escolhas inteligentes para sua qualidade de vida, para respeitar os limites do planeta e para respeitar as outras pessoas”, disse a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Samira Crespo.
  O ministério está promovendo uma campanha em quatro cidades brasileiras: Brasília, São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em parceria com o Metrô, estão sendo colocados contêineres e coletores em estações definidas. Do dia 14 até o dia 26 de outubro, serão coletados todos os materiais eletroeletrônicos que os consumidores quiserem descartar. A meta é coletar 50 toneladas de lixo eletrônico. O material recolhido será reaproveitado ou descartado de forma correta, sem danos para o meio ambiente.
“Tudo que a gente joga fora hoje pode voltar para economia, pode ter uma utilidade, tem valor econômico. Não tem mais nada na nossa sociedade que a gente possa desperdiçar”, disse Samira Crespo em entrevista ao programa Revista Brasil. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, 17,5% da população brasileira têm lixo eletrônico em casa.
  O Instituto Akatu (organização não governamental que trabalha pela conscientização e mobilização da sociedade para o consumo consciente) quer comemorar o Dia do Consumo Consciente de uma forma diferente, ocupando praças e parques em todo o país no domingo (16), com um convite para realizar piqueniques.
 
Agência Brasil