sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pesquisa Indica Filtro de Barro Brasileiro Como Mais Eficiente do Mundo


Nós, brasileiros, temos provavelmente o melhor sistema de filtragem de água nas mãos, a muito tempo, e nem mesmo sabíamos disso. Pesquisas norte americanas apontaram que os filtros tradicionais de barro com câmara de filtragem de cerâmica são muito eficientes na retenção de cloro, pesticidas, ferro, alumínio, chumbo (95% de retenção) e ainda retem 99% de Criptosporidiose, um parasita causador de doenças.

Essas conclusões são baseadas nas pesquisas demonstradas no livro The Drinks Water Book, de Colin Ingram, ótima referência para pesquisas sobre sistemas de filtragem de água.

As pesquisas revelam que s sistemas mais eficientes são baseados na filtragem por gravidade, onde a água lentamente passa pelo filtro e goteja num reservatório inferior, justamente como são os filtros de barro no Brasil. Esse sistema mais ‘calmo’ de filtrar a água garante que microorganismos e sedimentos não passem pelo filtro devido a uma grande pressão exercida pelo fluxo de água.

Essas conclusões levam a crer que quando um filtro de água sofre uma pressão devido ao fluxo da água da torneira ou da tubulação, o processo fica prejudicado, pois a pressão sobre o conjunto faz com que microorganismos, sedimentos ou mesmo elementos químicos como ferro e chumbo passem pelo sistema chegando ao copo do consumidor.

Por fim a pesquisa revela também que muitas das tecnologias que são lançadas no mercado não tem muita utilidade, pois, em geral não impedem que elementos perigosos como o Fluor ou Arsenio passem pelo processo de filtragem, assim sendo suficiente a compra de um filtro simples de gotejamento e cerâmica.

Assim é sempre bom ficarmos atentos na compra de produtos que são importantes a nossa saúde e, sempre analise bem o produto de acordo com a sua real necessidade.

Fonte: MetaEfficient

Médicos encontram quatro rins em jovem inglesa durante cirurgia


Uma jovem de 20 anos deu entrada em um hospital da Inglaterra para tratar de uma suspeita de infecção urinária, mas teve de passar por uma cirurgia em que os médicos encontraram nela quatro rins, em vez de apenas dois. Ainda segundo os especialistas, três órgãos funcionavam perfeitamente.

Jessica Curphey foi levada às pressas ao hospital após sentir uma dor intensa do lado direito do corpo.
Equipamentos de ressonância do Centro Médico St. Helier, no condado de Surrey, detectaram uma anomalia no rim direito e os médicos interpretaram que ali havia um cisto de 17 centímetros de diâmetro.

Mais tarde, outros exames mostraram que se tratava, na verdade, de um rim extra. Durante a cirurgia, outra surpresa: Jessica abrigava, na verdade, três rins do lado direito e um deles estava danificado ao ponto de não cumprir a função de filtrar o sangue para remover resíduos e excesso de água.

Este órgão foi retirado durante a cirurgia e Jessica permaneceu com três rins que, segundo os médicos, funcionam normalmente. De acordo com o médico urologista Robyn Webber, ter três rins em apenas um lado do corpo é extremamente raro. “Há, talvez, menos de cem casos descritos na literatura”, explica.

A mãe de Jessica, Alison, de 45 anos, disse que os especialistas drenaram cerca de dois litros de líquido contaminado que estavam no interior do rim danificado. Atualmente, mãe e filha organizam uma campanha para arrecadar fundos destinados às pesquisas sobre os rins no Reino Unido.

G1

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Energia eólica causa morte de milhares de pássaros, diz pesquisa


Milhares de pássaros, muitos deles protegidos por leis federais, morrem todos os anos nos Estados Unidos vítimas de equipamentos utilizados para produzir energia eólica. Os cata-ventos gigantes instalados em fazendas eólicas causam a morte de 573 mil pássaros, segundo uma pesquisa científica publicada este ano.

Segundo a agência de notícias Associated Press, a administração do presidente Barack Obama está dividida entre apoiar a energia eólica e processar as fazendas – a morte de um pássaro protegido é um crime federal.

Solomon, uma água dourada de 14 anos, é uma das vítimas, segundo tratadores do Centro Natural Sulphur Creek. A ave perdeu parte de sua asa esquerda em 2000, e não consegue mais voar e sobrevive na natureza.

G1 Natureza

Aparição de água-viva rara no litoral norte de SP preocupa ambientalistas


A presença de uma espécie exótica de água-viva em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, preocupa pesquisadores da cidade. A medusa, nativa do oceano pacífico, tem sido encontrada em diversos lugares do mundo e pode causar problemas no ecossistema da região, já que é considerada invasiva na costa brasileira.

A aparição da espécie Phyllorhiza Punctata, conhecida como água-viva australiana manchada, foi constatada no início do mês na praia do Itaguá. “Pescadores e pessoas nos acionaram falando do aumento de águas-vivas. No local, constatamos e identificamos essa espécie. Posteriormente também confirmamos com outros pesquisadores”, disse o oceanógrafo Hugo Gallo, ao G1.

O pesquisador afirmou que a espécie possivelmente tenha aparecido no litoral norte de São Paulo trazida pela água de lastro dos navios. “É importante abrirmos uma discussão nesse sentido com os órgãos ambientais, visto que o porto de São Sebastião pode passar por ampliação e o movimento desses navios deve aumentar consideravelmente”.

Ainda de acordo com o oceanógrafo, a aparição da medusa no litoral norte preocupa os ambientalistas. “Toda espécie exótica causa preocupação. A introdução da espécie inspira cuidados e pode causar problemas ao ecossistema. Ela se alimenta de zooplâncton, ovos e larvas de espécies de peixes nativos, e é considerada invasiva na costa brasileira. O problema é a proliferação massiva”, explicou ao G1.

Além dos problemas ambientais, as águas-vivas podem causar queimaduras em banhistas. Nesses casos, é importante que o banhista não esfregue o local para não espalhar o veneno na pele, enxague com água salgada ou soro fisiológico e procure rapidamente o atendimento médico.

O pesquisador disse ainda que o último registro da espécie na costa brasileira aconteceu em 2006. Em 2000, a ocorrência desta água-viva causou problemas no ecossistema do Golfo do México. Três espécies foram levadas ao Aquário de Ubatuba e estão em exposição ao público. “O objetivo é a gente acompanhar a espécie e analisar também o desenvolvimento em cativeiro”.

G1

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Desmatamento compromete geração de energia, diz estudo


O desmatamento na região amazônica pode reduzir significativamente a quantidade de energia gerada por usinas hidroelétricas na área, segundo um estudo feito por pesquisadores brasileiros e americanos. Os cientistas dizem que a floresta tem um papel fundamental na formação dos rios que irão fazer girar as turbinas.

Se as árvores continuarem a ser derrubadas, a energia produzida por uma das maiores usinas do mundo - a hidroelétrica de Belo Monte, prevista para inciar suas operações em 2019 - pode ser reduzida em um terço. O estudo é destaque na publicação científica "Proceedings of the National Academy of Sciences".

Falando à BBC Brasil, um dos autores do trabalho, o professor Marcos Costa, da Universidade Federal de Viçosa, Minas Gerais, disse que não se trata de vincular florestas à formação de chuva - uma associação que já foi objeto de vários estudos.

"A novidade nesse trabalho foi constatarmos que o desmatamento na Floresta Amazônica como um todo, mesmo fora da bacia do Xingu (onde Belo Monte está sendo construída), pode afetar a geração de energia em Belo Monte". "E nós quantificamos essa relação", ele acrescentou.

Segurança Energética

Muitos países em regiões tropicais estão investindo em usinas hidroelétricas para suprir suas demandas de energia. No Brasil, cerca de 45 novas usinas estão em fase de planejamento. Até o presente, acreditava-se que cortar as árvores nas regiões próximas às represas aumentava a quantidade de água fluindo para elas.

Em seu estudo, no entanto, a equipe investigou de maneira mais ampla as projeções climáticas para a bacia do Amazonas e não apenas os rios onde as represas estão sendo construídas.

Eles concluíram que as florestas tropicais são mais importantes do que se pensava, porque geram a chuva que enche as correntes que, por sua vez, alimentam os rios e as turbinas. "Florestas geram sua própria chuva", disse à BBC Claudia Stickler, pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, IPAM, integrante da equipe.

"Elas sugam água do solo diariamente e mantêm-se verdes e escuras. A principal razão é que estão sempre injetando umidade na atmosfera, o que no final se transforma em chuva e isso é o que alimenta também esses córregos", explicou.

Os cientistas descobriram que, devido ao índice atual de desmatamento na área, índices pluviométricos são de 6 a 7% mais baixos do que seriam se a região estivesse completamente coberta pela mata. Previsões para 2050 indicam uma possível perda de 40% da floresta, o que significaria menos chuva e entre 35 e 40% menos energia elétrica.

O estudo se concentrou em torno da polêmica usina de Belo Monte, tida como o terceiro maior projeto de usina hidrelétrica do mundo. Segundo a equipe, se o desmatamento continuar, a obra vai produzir 30% menos energia do que o previsto hoje.

"Hoje temos fortes evidências de que a habilidade do Brasil de gerar eletricidade depende da conservação da floresta", disse outro dos autores do estudo, Daniel Nepstad, diretor executivo do programa internacional do IPAM, IPAM-IP.

"Esses resultados não são importantes apenas para o Brasil", explicou. "Florestas podem afetar a produção de energia em áreas tropicais úmidas em toda a Amazônia e também na África e Sudeste Asiático".

Para os pesquisadores, o trabalho mostra que as florestas tropicais não apenas são fundamentais para a biodiversidade e armazenamento de carbono, como também na produção de energia.

A equipe elogia as medidas que o Brasil adotou em anos recentes para diminuir o desmatamento, mas diz estar preocupada com a possibilidade de que o desflorestamento tenha voltado a crescer.

"No ano passado, o Brasil fez um progresso tremendo na erradicação do desmatamento, reduzindo os índices de desflorestamento a 24% da média histórica. Mas esses números estão começando a crescer novamente e todos deveriam se preocupar". "Acabar com o desmatamento deveria ser visto como uma questão de segurança energética".

G1 Natureza

Na Paraíba, passageiro que usar som alto em transportes coletivos pode ser multado em R$ 1 mil


Agora é lei. O uso aparelhos sonoros em transportes públicos está proibido na Paraíba. A lei não permite a utilização dos dispositivos no modo ‘alto-falante’ em ônibus, trens e balsas. O passageiro que insistir em ouvir o som alto durante trajeto no coletivo pode pagar multa de R$ 1 mil. A lei foi publicada edição do Diário Oficial do Governo do Estado desta quarta-feira (15). As empresas que permitirem o descumprimento da determinação também podem pagar multa no mesmo valor.

O projeto de lei foi de autoria do deputado estadual Gervásio Maia (PMDB). Ele considera aparelho sonoros os telefones celulares, ipod, tablet, notebook, netbook, rádio, MP3, MP4, minicaixas de som portáteis, tocadores pessoais de música em formato digital, pen drive acoplado a minicaixas de som e similares.

Os passageiros que quiserem escutar músicas no transportes públicos deverão usar fones de ouvido. O Procon estadual e os municipais irão fiscalizar o cumprimento da lei. A polícia também poderá ser acionada em caso de desobediência.

De acordo com o deputado Gervásio Maia , a ideia surgiu a partir das reclamações dos usuários que muitas vezes são obrigados a compartilhar o som alto dos aparelhos sonoros durante o trajeto nos transportes públicos.

"Muitos usuários têm reclamado sobre o incômodo no uso dos transportes, pois algumas pessoas utilizam o som do celular para ouvir música em som alto. Então, o intuito do projeto é fazer com que estes usuários sejam respeitados, pois muitos voltam para casa cansados do trabalho", ressaltou.

Caso não seja cumprida a lei, o infrator poderá ser multado no valor de R$ 1 mil. Porém, a lei prevê advertência quando da primeira infração. “Todo mundo pode denunciar. A obrigação do cumprimento deve acontecer não só pelo passageiro, mas também através da empresa”, disse Gervásio.

O responsável por fiscalizar a aplicação da lei será o Procon estadual e municipais, os órgãos de proteção ao consumidor e secretarias do Meio Ambiente. A polícia também poderá ser acionada em caso de desobediência.

Portal Correio

terça-feira, 14 de maio de 2013

Projetos inovadores combatem efeitos da seca na Paraíba


O mais recente projeto de combate aos efeitos da seca na Paraíba é a construção de um sistema com abastecimento de baixo custo para dez comunidades rurais, assentamentos e quilombolas onde até então havia pouco ou nenhum acesso à água, já beneficiando cerca de 200 famílias. As novas iniciativas, conciliadas a projetos inovadores desenvolvidos por pesquisadores do próprio estado, tentam diminuir a dependência da população rural de açudes, poços artesianos e carros-pipa.

Segundo a gerência de execução de obras da Secretaria de Infraestrutura estadual, o projeto em fase de conclusão já está em funcionamento em todas as localidades e deverá ser ampliado para 44 municípios, financiado pelo Fundo de Combate e Erradicação da Pobreza do Estado da Paraíba (Funcep-PB) com verba orçada em R$ 1,8 milhão.

Cerca de 20 famílias moram em cada comunidade já beneficiada, nas áreas rurais do Jacaré, em Alagoinha; Panelas, em Alcantil; Murici, em Piancó; Santa Mônica, em Pombal; assentamento Santo André, em Paulista; Amarelo, em São Miguel de Taipu; Passagem Rasa, em Sumé; São Gonçalo, em Santa Luzia; Pitombeira, no município de Várzea; e comunidade Pombos, em Tacima.

“Eu moro aqui há oito anos. A gente nunca teve água, só tinha que ir buscar no poço usando baldes, indo de jumento ou boi de carga mesmo. Essa semana os técnicos terminaram o trabalho aqui e virou uma maravilha. A água chega bem direitinho na torneira. É uma coisa fantástica”, contou ao G1 o agricultor Marcos Antônio Rodrigues, da associação São Miguel Arcanjo, na comunidade Passagem Rasa, zona rural de Sumé.

Os moradores do assentamento nunca viram água potável sair da torneira. Nos últimos três meses, técnicos da Secretaria de Infraestrutura estiveram implantando o projeto de abastecimento simples na região, levando água encanada para todas as 16 famílias da comunidade.

“O sistema de abastecimento de água simples funciona com um poço artesiano e um reservatório de água elevado ou apoiado, distribuído nas casas através de uma ligação domiciliar que deixa a ligação na ponta da casa. Perfuramos ou recuperamos um poço abandonado, é feita essa caixa d'água, levado líquido em uma adutora e depois distribuído às casas. Cada comunidade foi avaliada, são assentamentos carentes na zona rural e quilombolas”, explicou o gerente de execução de obras, Francisco Tadeu.

As famílias da comunidade Uruçu, em São João do Cariri, não tinham acesso à água potável. Sobreviviam do que era coletado por meio de cisternas ou do abastecimento por carros-pipa. Um projeto inovador aproveita os rejeitos de água retirada de poços, considerada salobra e imprópria para o consumo, para realizar o cultivo de algas, alface, tomate e criação de peixe.

comunidade dispõe ainda de cinco mil litros de água subterrânea dessalinizada por mês. Os produtos finais destas atividades na comunidade Uruçu podem ser consumidos pelos moradores e ainda geram renda com a comercialização. A iniciativa foi desenvolvida através de pesquisa do laboratório de Engenharia Química da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Após ter acesso, pela primeira vez, à água potável com a instalação de um dessalinizador, a comunidade se dedica à hidroponia – sistema de cultivo dentro de estufas no qual o solo é substituído por uma solução de água com nutrientes – numa produção que atinge mensalmente seis mil pés de alface e cerca de 230 kg de tomate. As famílias têm ainda outra alternativa de renda com a comercialização de tilápias, cuja produção atual chega a cinco mil peixes, e de spirulina, uma microalga de uso farmacêutico e em suplementos alimentares.

“Essa tecnologia de gestão ambiental, econômica e social pode chegar a outras localidades. Só no semi-árido nordestino são mais de três mil dessalinizadores instalados, cujo concentrado não é aproveitado, sendo devolvido ao solo, prejudicando o meio ambiente. Temos mais de 1,5 mil projetos de dessalinizadores no Nordeste e precisamos de incentivo para instalarmos”, disse o pesquisador Kepler França, coordenador do Laboratório de Referência em Dessalinização (Labdes) .

Além do sistema de abastecimento simples, as soluções mais recentes para o combate à estiagem na Paraíba, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura do estado, foram a recuperação de 133 poços artesianos desde outubro do ano passado, somados a outros 353 que ainda passarão por reformas na Paraíba. Atualmente 170 municípios estão sendo atendidos com abastecimento de carros-pipa por decreto de situação emergencial.


G1 PB