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domingo, 28 de julho de 2013

Estudo diz que pesticidas diminuem resistência de abelhas a parasita


Abelhas que polinizam plantações nos EUA estão expostas a uma ampla variedade de defensivos agrícolas, incluindo produtos químicos que diminuem a resistência dos insetos ao parasita Nosema ceranae, que pode ser letal. A conclusão é de um estudo publicado no periódico científico digital “PLoS ONE”, feito pela Universidade de Maryland e o Departamento de Agricultura dos EUA.

Segundo nota da Universidade de Maryland, as conclusões do estudo não podem ser diretamente relacionados à desordem de colapso de colônia, problema que tem causado o desaparecimento em grande escala de enxames pelo mundo, por razões ainda não esclarecidas. No entanto, levanta novos elementos sobre fatores que, em interação, causam estresse às colônias de abelhas. O fungo Nosema ceranae é suspeito de ter ligação com a desordem, já que, em outros estudos, foi encontrado em colmeias afetadas pela mortandade.

Os autores da pesquisa da “PLoS ONE” analisaram quais tipos de pólen as abelhas estavam levando para suas colmeias numa área do nordeste dos EUA. Em seguida, investigaram com que tipos de pesticidas esses pólens estavam contaminados. Depois, deram os mesmos tipos de pólen com pesticidas a insetos saudáveis, cuja resistência ao parasita foi então analisada.

Nos pólens encontrados nos campos, os especialistas identificaram contaminação, em média, com nove tipos de pesticidas. Os mais comuns foram o fungicida chlorothalonil, usado em maçãs e outros tipos de colheitas, e o inseticida fluvalinate, que combate um tipo de ácaro que ataca as colmeias.

No caso do fungicida, os cientistas verificaram que as abelhas saudáveis alimentadas com pólen por ele contaminado, tinham propensão até três vezes maior serem contaminadas pelo Nosema ceranae. O inseticida, por sua vez, também abalava a capacidade de resistência dos insetos.

G1 Natureza

sábado, 9 de março de 2013

Pesticidas presentes na água provocam alergias


Pesticidas encontrados na água corrente podem ter sua parte de responsabilidade no aumento de alergias aos alimentos, segundo recente estudo publicado na revista “Annals of Allergy, Asthma & Immunology”. Os autores do estudo detectaram altos níveis de diclorofenois usados tanto em pesticidas como para clorar a água, os quais, quando presentes no organismo humano, se associam com alergias alimentares. A pesquisa mostra que níveis elevados de diclorofenol podem diminuir a tolerância alimentar em algumas pessoas, causando alergias aos alimentos.

O diclorofenol é uma substância química que se encontra comumente nos pesticidas utilizados por agricultores em inseticidas e produtos de controle de ervas daninhas, como também na água da torneira. Entre os 10.348 participantes do Inquérito Nacional sobre Saúde e Nutrição, dos Estados Unidos, de 2005-2006, 2.548 apresentaram diclorofenois na urina, dos quais 2.211 foram incluídos nesse estudo. Em 411 participantes foi encontrada alergia alimentar, enquanto 1.016 tinham alergia ambiental. Os resultados sugerem que estas duas tendências podem estar vinculadas e que o uso crescente de pesticidas e outros produtos químicos se associam com maior prevalência de alergias aos alimentos.

Embora possa parecer que optar por água engarrafada no lugar de água de torneira poderia ser uma maneira de reduzir o risco de desenvolver uma alergia, existem outras fontes de diclorofenol, como pesticidas para frutas e verduras, que, segundo pesquisas recentes, podem ter papel importante na causa de alergia aos alimentos. Segundo dados dos Centros para Contrôle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, se observou um aumento real de alergia e os alérgenos alimentares mais comuns foram leite, amendoim, ovos, trigo, nozes, soja, pescado e mariscos. Fica o alerta.

WSCOM