quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
O fóssil de 52 milhões de anos que pode dar pistas sobre a origem das batatas, dos pimentões e dos tomates
O fóssil
de um fruto "incrivelmente incomum", que existiu há 52 milhões de anos.
Assim o cientista Peter Wilf descreveu a descoberta, feita na Patagônia
argentina, do que parece ser um ancestral das batatas, dos pimentões e
dos tomates.
A origem do achado é desconhecida: até agora só haviam sido encontradas algumas sementes.
Os cientistas, no entanto, acreditam que o fruto é mais antigo do que se pensava até agora.
O exemplar é do gênero botânico Physalis, pertencente à família
botânica das Solanaceae, e foi encontrado em uma floresta fossilizada na
Patagônia.
No Brasil, há 32 gêneros e 350 espécies de Solanaceae. A família é
importante para a alimentação humana e inclui a berinjela, o pepino, a
batata, o tomate, a pimenta, o tabaco e flores como a petúnia, entre
outros.
Incomuns e delicados
Além de chefiar a equipe que descobriu o fóssil do fruto, Peter Wilf é
professor de Geociências na Universidade da Pensilvânia, nos Estados
Unidos.
"É o único fóssil de fruta encontrado que pertence a este grupo de
plantas, agora com mais de duas mil espécies", explicou à BBC.
"Muito da história evolutiva, especialmente das plantas, é em grande
parte desconhecida porque é raro encontrá-las como fósseis", afirmou.
"Agora temos a descoberta destes fósseis incrivelmente raros e delicados. É incomum que algo assim tenha sido fossilizado."
Pistas da evolução
A fruta descoberta na Argentina é um parente muito próximo dos tomates mexicanos e das fisális.
A casca envolve um fruto pequeno, carnoso, de sementes múltiplas e comestíveis.
Acreditava-se que os tomates mexicanos e a fisális haviam evoluído mais
recentemente, coincidindo com o período do surgimento da Cordilheira
dos Andes.
Cinquenta milhões de anos atrás, a América do Sul estava mais próxima
da Antártida e da Austrália do que está hoje, e a temperatura do planeta
também era muito mais alta.
Os cientistas acreditam que vão descobrir mais fósseis de plantas na região.
"As descobertas na Patagônia provavelmente vão revolucionar algumas
visões tradicionais sobre a origem e a evolução do reino vegetal", disse
Rubén Cuneo, pesquisador do Museu Palentológico Egidio Ferulgio, em
Chubut, na Patagônia argentina.
G1 Natureza
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Campo Grande ganha lei que obriga escolas públicas a terem hortas educativas
O prefeito de Campo Grande, sancionou no último mês, a
lei 5.769, que institui o “Programa Hortas Escolares”, nas escolas da
Rede Municipal de Ensino (Reme), cujos produtos serão destinados à
complementação da merenda escolar oferecida aos alunos do respectivo
estabelecimento de ensino.
Esta Lei será regulamentada no prazo de 60 (sessenta dias), que deve
coincidir com o início do período letivo de 2017. As hortas serão
cultivadas com a participação dos alunos, sob supervisão direta da
direção e dos professores da escola. As entidades educacionais poderão
receber doações de produtos da comunidade, bem como o município poderá
celebrar convênios com entidades para a execução da lei.
Conforme determinado pela legislação, as ações a serem implementadas
no ambiente escolar deverão incluir: estratégias que incentivem e
envolvam a comunidade nas atividades escolares, sensibilização e
capacitação dos profissionais envolvidos com a alimentação nas escolas e
estratégias de informação às famílias, para mostrar a importância de
trabalhar em conjunto em prol da educação nutricional dos alunos.
As escolas devem passar por modificações para receberem tanto o
cultivo de alimentos, como adequação para os locais em que as refeições
são feitas. O intuito do projeto é aumentar a disponibilidade de
alimentos saudáveis aos alunos, incluindo frutas, legumes e verduras, ao
mesmo tempo em que promove o intercâmbio de informações e vivências
entre as escolas e comunidades do município.
Conforme informado pela prefeitura de Campo Grande, a implementação
do Programa Hortas Escolares será contínuo de educação nutricional e de
promoção de hábitos alimentares saudáveis, considerando-se o
monitoramento do estado nutricional do aluno e o controle e a prevenção
dos distúrbios relacionados à nutrição.
Ciclo Vivo
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Justiça federal nega pedido de suspensão do Enem 2016
A Justiça Federal no Ceará negou nesta quinta-feira o pedido de liminar
feito pelo Ministério Público Federal (MPF) para suspender a realização
do Enem, que acontece neste fim de semana, dias 5 e 6 de novembro,
quando cerca de 8,7 milhões de candidatos são esperados em locais de
prova de todo o país.
O pedido de suspensão do exame foi protocolado nesta quarta-feira
pelo procurador Oscar Costa Filho, do MPF no Ceará, motivado pelo
adiamento da avaliação para cerca de 191 mil participantes, que terão de
fazer a prova nos dias 3 e 4 de dezembro devido a ocupações de
estudantes em 303 escolas que seriam locais do Enem neste fim de semana.
Costa Filho sustentava que não deve haver provas diferentes de redação
num mesmo ano, já que, segundo ele, não se pode garantir que uma prova
não será mais difícil que a outra.
Contudo, a juíza Elise Avesque Frota, substituta da 8ª Vara Federal
do Ceará, afirmou, na decisão, que a isonomia do exame está garantida na
correção das provas e não no tema da redação, como defendia o
procurador.
“Apesar da diversidade de temas que inafastavelmente ocorrerá com a
aplicação de provas de redação distintas, verifica-se que a garantia da
isonomia decorre dos critérios de correção previamente estabelecidos, em
que há ênfase na avaliação do domínio da língua e de outras
competências que não têm "o tema" como ponto central”, diz a juíza.
A magistrada também considerou que a ocupação das escolas era uma
situação imprevisível à época do lançamento do edital do exame, em abril
e por isso a decisão de de alterar as datas de realização de provas dos
estudantes afetados pelas ocupações de locais de prova tem
justificativa.
Acionada pelo Ministério da Educação (MEC) para defender a realização
do Enem conforme o previsto, a Advocacia-Geral da União (AGU) havia
informado à Justiça Federal do Ceará que uma eventual suspensão do exame
geraria prejuízo de R$ 776 milhões aos cofres públicos. Além disso, a
alteração atrasaria a divulgação dos resultados, prevista para a segunda
semana de janeiro.
Está mantido, assim, o adiamento da prova apenas para os candidatos
que fariam o exame em escolas que estão ocupadas pelo movimento contra a
PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos, e contra a
Medida Provisória que reforma o ensino médio, divulgada pelo governo
federal em setembro deste ano.
Os estados com maior número de locais de prova ocupados são o Paraná,
com 74 escolas e 41.168 candidatos afetados, e Minas Gerais, com 59
ocupações e 42.671 participantes que farão o exame nos dias 3 e 4 de
dezembro. No estado do Rio, são dez escolas e 7.232 alunos prejudicados.
O ministro da Educação, Mendonça Filho usou o Twitter para comentar a
decisão judicial. "A Justiça Federal decidiu manter a realização do
Enem no próximo final de semana, negando liminar pedida pelo procurador
do Ceará", anunciou ele em seu perfil pessoal no Twitter.
"Tranquilizamos a todos os estudantes que o Enem está mantido para o
próximo final de semana para aqueles [que] farão exame em locais não
ocupados", diz outra publicação divulgada no perfil.
O ministro descartou a troca dos locais de realização de prova, nos casos das escolas ocupadas.
— Quando você fala, por exemplo, na realocação para a realização de
eleições, você está falando de uma urna eletrônica e de um sistema muito
mais simples. A saída mais segura para a preservação do Enem foi a
divisão em duas etapas. Foi a decisão mais segura e acertada possível —
afirmou Mendonça Filho, em entrevista à Globo News.
O ministro da Educação afirmou ainda que o Inep não tinha tempo hábil
de encontrar outros locais de prova para os 191 mil estudantes
afetados, e que os custos extras do adiamento parcial será de R$ 12
milhões.
O GLOBO
sábado, 23 de julho de 2016
Escola pública usa horta para revitalizar espaço vazio
“Quem sabe no futuro nós não tenhamos crianças que saiam daqui para
se tornarem engenheiros agrônomos, ou que façam cursos relacionados à
sustentabilidade”. A frase de Eliane Ribeiro da Costa da Silva, diretora
da E.E. Professora Maria da Conceição Oliveira Costa, resume bem a
satisfação da unidade de ensino de Anos Iniciais com a sua horta
sustentável.
O projeto, que contou com a parceria da ONG Cidades sem Fome,
transformou o hábito alimentar dos pequenos estudantes do Ensino
Fundamental e aguçou o interesse das crianças pelo tema. “Essa atividade
acrescentou muita coisa no aprendizado de nossos alunos. Ao mesmo tempo
que eles aprendem a ter o contato com a terra, água e o plantio, eles
desenvolvem sua capacidade na leitura e escrita”, revela a diretora.
No espaço, que antes era considerado ocioso, os estudantes plantam
alface, almeirão, escarola, repolho, limão, ameixa, entre outros
alimentos, que são levados para casa pelos alunos. A escola também
utiliza o plantio na merenda escolar. “Alguns pais me falam que as
crianças chegam em casa e eles mesmos querem cozinhar os alimentos que
plantaram, tamanha é a curiosidade pela atividade”, conclui Eliane.
A unidade escolar da zona leste da capital não foi a primeira a
receber o projeto. Ao todo, a ONG Cidades sem Fome já implantou 38
hortas em escolas públicas, proporcionando a participação de mais de 14
mil alunos.
“O projeto ‘Hortas Escolares’ deriva de outro projeto que temos há
uns cinco anos, que chama-se ‘Hortas Comunitárias’, no qual usamos os
espaços públicos de São Paulo para realizar esse trabalho com a
população. E nas escolas o nosso foco é a educação ambiental. A ideia é
fazer com que o projeto traga um pouco mais de noção nas crianças sobre
os alimentos que elas consomem diariamente, além de tentar desmistificar
o tabu existente entre as crianças de que legumes e verduras não são
saborosos”, afirma Hans Dieter Temp, fundador e coordenador de projetos
da ONG.
Horta Educativa nas escolas estaduais
Em 2013, a Educação assinou um termo de cooperação entre o Fundo
Social de Solidariedade (Fussesp) e a Secretaria da Agricultura para a
implantação do projeto Horta Educativa. O objetivo é ensinar conceitos
de Educação Ambiental, Nutricional e Valorização do Meio Rural via
Horticultura.
No acordo, o Fussesp coordena a execução do projeto fornecendo
material de apoio como ferramentas, sementes, material pedagógico e
didático para a implantação nas escolas. Já a Secretaria da Agricultura
elabora o estudo de viabilidade das áreas nas quais são implementadas as
“Hortas Educativas”, disponibilizando assistência técnica para assuntos
relacionados ao projeto.
Por fim, cabe a Secretaria da Educação disponibilizar o cuidador da
horta para cada unidade escolar e encaminhar ao Fussesp relatório das
atividades executadas.
Ciclo Vivo e Secretaria de Educação do Estado de São Paulo
sexta-feira, 22 de julho de 2016
Aprenda a fazer uma horta em apenas um metro quadrado
Muitas pessoas que têm pouco espaço em casa acham que não é possível
cultivar seus próprios alimentos. Mas, paisagistas ensinam que mesmo em
pequenos ambientes é possível fazer hortas caseiras.
Em 2011, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), mostrou
que 28% dos vegetais consumidos no Brasil possuem resíduos de
agrotóxicos em níveis inaceitáveis. A alternativa então é cultivar seus
próprios orgânicos, mesmo que o espaço seja pequeno.
Hoje, o CicloVivo separou o sistema do SERPAR (Serviço de Parques de
Lima, no Peru) que ensina a cultivar uma horta quase completa ocupando
apenas um metro quadrado.
Ideal para pequenos espaços, esta horta é cada vez mais popular entre
os jardineiros urbanos. Ela é suficiente para o abastecimento diário de
legumes de uma pessoa por um mês.
Por ocupar um pequeno espaço, a horta permite que o cultivador
alcance toda ela para plantar, regar e colher, sem que precise de muito
esforço. Além disso, é possível trabalhar na horta ao nível da cintura, o
que facilita o cultivo por deficientes físicos.
Este sistema de cultivo é dividido entre quadrados e retângulos menores. Cada espaço tem um legume ou erva diferente.
Veja quais alimentos você pode cultivar e suas categorias:
Plantas pequenas: Rabanete, cenoura, cebola, espinafre, beterraba, alface e salsa.
Plantas grandes: Repolho, brócolis, couve-flor, berinjela e pimentas.
Plantas verticais: Tomate, pepino, vagem, ervilha e feijão.
Na construção da estrutura podem ser usados tubos de ferro ou de PVC
utilizados em alambrados ou também é possível adaptar e reutilizar algum
outro material, como pedaços de madeira.
As plantas maiores ficam nas fileiras de trás e as menores, na
frente, para que todas recebam a luz do sol. As plantas verticais, como
os tomates, devem ser penduradas na estrutura. Amarre-as bem para que
suportem o peso e o vento.
A rotação de cultivos é automática. Por exemplo, um cultivo que leva
mais tempo, como o do tomate, pode ser plantado entre outros cultivos de
colheita rápida e que seriam colhidas antes que a planta precise de
mais espaço.
Redação CicloVivo
quinta-feira, 21 de julho de 2016
Pesquisa comprova que pernilongo também transmite vírus zika
Pesquisa inédita realizada pela Fiocruz detectou a presença do vírus zika em mosquitos Culex quinquefasciatus
(a popular muriçoca ou pernilongo doméstico) coletados na cidade do
Recife. Esse achado confirma a espécie como potencial vetor do vírus
causador da zika, hipótese que, de acordo com a literatura científica,
não havia sido comprovada até o momento.
O Culex quinquefasciatus
é a espécie de mosquito mais abundante no ambiente urbano das áreas
tropicais e subtropicais, onde costuma estar presente numa densidade 20
vezes maior que o Aedes aegypti.
A pesquisa foi
conduzida pela Fiocruz Pernambuco na Região Metropolitana do Recife,
onde a população do Culex é cerca de 20 vezes maior do que a população
de Aedes aegypti. Os resultados preliminares da pesquisa de campo identificaram a presença de Culex quinquefasciatus
infectados naturalmente pelo vírus zika em três dos 80 grupos de
mosquitos analisados até o momento. Em duas dessas amostras, os
mosquitos não estavam alimentados, demonstrando que o vírus estava
disseminado no organismo do inseto e não em uma alimentação recente num
hospedeiro infectado.
A coleta dos mosquitos foi feita com base
nos endereços dos casos relatados de zika nas cidades do Recife e
Arcoverde, obtidos com a Secretaria de Saúde do Estado de Pernambuco
(SES-PE). O número total de mosquitos examinados na pesquisa foi de
aproximadamente 500. O objetivo do projeto é comparar o papel de algumas
espécies de mosquitos do Brasil na transmissão de arboviroses. Foi dada
prioridade ao vírus zika devido a epidemia da doença no Brasil e sua
ligação com a microcefalia.
A partir dos dados obtidos, os
pesquisadores afirmam que serão necessários estudos adicionais para
avaliar o potencial da participação do Culex na disseminação do vírus
zika e seu real papel na epidemia. De acordo com a Fiocruz, o estudo
atual tem grande relevância, uma vez que as medidas de controle de
vetores são diferentes.
Extra.Globo
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