sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Conheça as vitaminas aliadas da saúde e onde estão presentes

 


Para prevenir o surgimento de algumas doenças, bem como auxiliar o corpo a reagir aos indesejados vírus e bactérias que fragilizam a capacidade de defesa das pessoas, é importante preservar e fortalecer o sistema imunológico. Por definição, imunidade nada mais é que a “resistência natural ou adquirida de um organismo vivo a um agente infeccioso ou tóxico”. Em outras palavras, é a proteção e defesa da saúde ou do corpo do ser humano a agentes que podem provocar doenças. Com a pandemia, o – até então – pouco conhecido sistema imune tornou-se pauta de inúmeras pesquisas. Segundo o Google Trends Brasil, a busca pela frase “como aumentar sua imunidade” cresceu 136% durante os primeiros meses da crise sanitária e a tendência persistiu em 2021.   

A imunidade pode ser fortalecida com a adoção de um estilo de vida saudável, o que inclui a prática de exercícios físicos, manejo do estresse, alimentação equilibrada, priorizando proteínas, fibras, vitaminas, minerais e compostos bioativos. Tais hábitos soam corriqueiros e triviais, mas sua aplicabilidade no dia a dia do brasileiro não é tão simples.

Segundo estudo de Christ, Lauterbach e Latz em 2019, 80% das mortes em países ocidentais foram causadas por Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como síndrome metabólica associada à obesidade, Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2), esteatose hepática não alcoólica, doenças cardiovasculares, Alzheimer e alguns tipos de câncer. Em pesquisa desenvolvida pela Bloomberg sobre os países mais saudáveis do mundo, o Brasil também não desponta. O país figura em 76.º lugar, atrás de alguns vizinhos sul-americanos como o Chile (33.º), Uruguai (47.º) e Argentina (54.º). 

O que pôr à mesa?



O clássico menu com frutas, proteínas, legumes, verduras, leguminosas, oleaginosas, sementes e cereais integrais deve ser ingerido diariamente para garantir que as necessidades de nutrientes e compostos bioativos sejam supridas.

Em relação às vitaminas e aos minerais, a comunidade científica revelou achados importantes no que se refere à imunidade. O estudo realizado em 2020 e publicado pela Multidisciplinary Digital Publishing Institute (MDPI) mostra que as vitaminas A, B6, B9, B12, C, D e E, assim como os minerais zinco, selênio e magnésio, desempenham papéis fundamentais no suporte do sistema imunológico, e suas deficiências podem aumentar a suscetibilidade do indivíduo.

“Isso porque esses micronutrientes são fundamentais na manutenção da integridade estrutural e funcional de barreiras físicas, como pele e mucosa. E também em atividades que eliminam os patógenos – em outras palavras, organismos capazes de causar doenças, como processos fagocíticos e matadores de neutrófilos e macrófagos. Ou seja, os processos naturais do organismo nos quais as células de defesa do corpo eliminam invasores”, explica a Dra. Karla Maciel, nutricionista e consultora da Jasmine Alimentos.

Além de turbinar o sistema imune, essas vitaminas fornecem energia ao organismo, auxiliam no processo de cura de determinadas doenças e promovem a detoxificação, ou seja, eliminação de substâncias e compostos tóxicos do organismo.

Como consumir as principais vitaminas?

A vitamina A é facilmente adquirida em vegetais amarelos e alaranjados como cenoura, abóbora, damasco, pêssego, além de laticínios derivados do leite integral, gema de ovo e fígado. As vitaminas do complexo B, tais quais a B6, B9 e B12 podem ser ingeridas por meio de sementes de girassol, arroz, avelã, feijão, lentilha, ovos, carnes bovina e suína, e produtos lácteos.



As vitaminas C e D são abundantes em alimentos como acerola, laranja, limão, couve e peixes como salmão, truta e arenque. Por fim e não menos importante, as principais fontes de vitamina E são as oleaginosas como amêndoas, nozes, gérmen de trigo, azeite de oliva e semente de girassol.

“A Jasmine apresenta em seu portfólio uma série de alimentos ricos em magnésio, zinco, ômega 3, vitaminas A e C essenciais para a imunidade. Alguns dos preferidos são Red Berries, Goji Berries, Cranberries, Mix de Sementes, Frutas e Nuts, Aveia, Linhaça, Granolas, Chia e muitos outros”, complementa Melissa Gomide Carpi, gerente de P&D da marca.

4 hábitos para incluir na rotina

  1. Priorize uma alimentação mais natural, com produtos formulados com bons ingredientes, sem aditivos, como corantes artificiais, adoçantes sintéticos, aromatizantes artificiais, etc. Se possível, prefira orgânicos.
  1. Varie a alimentação para conseguir atender as necessidades de vitaminas e minerais. Por exemplo, um dia consuma semente de linhaça dourada, no outro, a chia, no seguinte farelo de aveia, e assim por diante.
  1. Beba bastante água e consuma quantidades adequadas de fibras provenientes de verduras, legumes, frutas (inclusive as desidratadas) e grãos integrais, como quinoa. O bom funcionamento do intestino fortalece a imunidade.
  1. Tenha um estilo de vida saudável: se alimente bem, pratique atividade física, durma bem e cuide do estresse!
Fonte: Ciclo Vivo

quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

O que se sabe sobre a flurona?


Nos últimos dias, uma palavra vem se tornando cada vez mais rotineira nos noticiários: flurona.

Trata-se do termo usado para designar uma infecção simultânea pelo coronavírus e pelo vírus influenza, causador da gripe. A palavra é uma junção de “flu”, que significa gripe em inglês, com corona.

Diferentemente do que muitos possam pensar, o virologista e professor da Universidade de Brasília Bergmann Ribeiro explica que a coinfecção com dois vírus não é incomum na medicina e não indica, necessariamente, que o paciente desenvolverá formas mais graves das doenças.

Os sintomas da covid-19 e da gripe são semelhantes e, por isso, só mesmo exames de laboratório podem confirmar casos de flurona.

“Especialmente na temporada de gripe, a infecção mista é algo que certamente veremos, mas serão casos indetectáveis, a menos que seja feita a busca específica pelo genoma do vírus da gripe”, explica o microbiologista José Antonio López Guerrero, diretor do Departamento de Cultura Científica do Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa e diretor do Grupo de Neurovirologia da Universidade Autônoma de Madri.

Primeiros casos foram registrados em 2020

Apesar de ser um termo relativamente recente para maioria das pessoas, a flurona não chega a ser uma novidade. Ainda em fevereiro de 2020, antes mesmo de ser declarada a pandemia de covid-19, a revista americana The Atlantic relatou o caso de um homem em Nova York diagnosticado simultaneamente com coronavírus e gripe. A esposa e os dois filhos dele também tiveram flurona.

Depois, outros casos foram descobertos durante estudos em hospitais dos Estados Unidos e da China. Apesar disso, ainda se sabe pouco sobre a condição.

Uma coinfecção torna a situação mais grave?


Não necessariamente. Ter dois vírus simultaneamente no corpo humano não significa que eles se somam clinicamente. “Pode ser ocasionalmente mais sério, mas não necessariamente”, afirma Guerrero.

No primeiros caso de flurona em Israel, anunciado na semana passada, uma mulher grávida não vacinada praticamente não apresentava sintomas. Ela só foi diagnostica com flurona porque exames para os dois patógenos foram realizados.

“Os sintomas de uma infecção mista variam, dependendo da carga viral com a qual se está infectado com cada um dos vírus e também da idade, estado imunológico e outras patologias”, enumera Guerrero.

Também pode influenciar o quadro do paciente se a pessoa já teve uma infecção por coronavírus e se foi vacinada contra um ou ambos os vírus.

Por outro lado, Adrian Burrowes, médico da família e professor assistente na University of Central Florida, afirmou que estar infectado simultaneamente com gripe e covid-19 pode ser “catastrófico para o sistema imunológico”. Em entrevista à CNN em setembro, ele disse acreditar que a flurona poderia elevar a taxa de mortalidade na pandemia.

Nadav Davidovitch, diretor da Escola de Saúde Pública da Universidade Ben-Gurion em Israel, disse, também em entrevista à CNN, que ainda não há dados suficientes para afirmar que as taxas de hospitalização são mais altas em pessoas com flurona em relação a aquelas com apenas um dos dois vírus.

Flurona pode agravar a covid-19?

Os vírus da gripe e o que provoca a covid-19 não compartilham informações. Por isso, a proliferação de casos de flurona não aumenta o risco de o coronavírus evoluir para formas mais perigosas.

“São vírus de espécies completamente diferentes, que usam receptores diferentes para infectar, e não há muita interação entre eles”, explica o epidemiologista Abdi Mahamud, da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Qual é a melhor forma de prevenir uma possível coinfecção?

O melhor a fazer é seguir observando as medidas de proteção e higiene que já fazem parte da rotina devido à covid-19: distanciamento, lavar bem as mãos, evitar ficar em locais mal ventilados e, claro, a vacinação – se possível contra as duas doenças (covid-19 e gripe).

Mutações do coronavírus Sars-Cov-2 tendem a ocorrer especialmente em pessoas não vacinadas, nas quais o patógeno tem maior probabilidade de se replicar.

Por isso, o principal objetivo para combater a propagação do coronavírus deve continuar sendo “vacinar todos para que as chances de mutação sejam reduzidas”, explica Mahamud.

Por que há tantos casos de flurona atualmente?

O especialista da OMS considera normal o surgimento de mais casos de flurona do que na estação anterior, devido ao maior relaxamento em muitas sociedades em relação à pandemia e à redução nas vacinações contra a gripe em alguns países.

As medidas de proteção e higiene não ajudam a prevenir apenas o coronavírus, como também várias outras doenças, entre elas, a gripe. E vários países começaram a relaxar as medidas de proteção, por exemplo, eliminando a obrigatoriedade de máscara em vários lugares e permitindo reuniões de grupos maiores de pessoas, além de eventos. A isso, se soma a tradicional temporada de gripe, sobretudo nos países do Hemisfério Norte, onde é inverno.

Para Guerrero, certamente já houve mais casos de flurona do que os noticiados, mas que não foram descobertos. A explicação é simples: se uma pessoa com certos sintomas de gripe é diagnosticada com coronavírus, por exemplo, através de um teste positivo, automaticamente se para de procurar por outros patógenos. Por isso, “as infecções mistas podem ser subdiagnosticadas”, explica o especialista.

Há casos no Brasil?

Sim, e eles existem já há mais de um ano. Em São Paulo, a Secretaria Municipal da Saúde informou que desde 2020, dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica da Gripe indicam 24 registros da dupla infecção.

No Ceará, foram confirmados três casos em dezembro de 2021: um homem de 52 anos, que não precisou ser hospitalizado, e duas crianças de um ano de idade, que já receberam alta.

Casos de pessoas que contraíram covid-19 e gripe ao mesmo tempo estão sendo investigados pelas secretarias de Saúde de vários estados, como no Rio de Janeiro.

O virologista Bergamnn Ribeiro relata que, com as festas de fim de ano e a não obrigatoriedade de uso de máscaras em ambientes externos, o contágio subiu naturalmente. Para ele, a redução do número de vacinados contra a gripe também é uma das causas para o registro de casos de flurona no Brasil.

Fonte: Isto é

domingo, 30 de maio de 2021

Medicina da floresta: pesquisador usa uxi amarelo, unha de gato, marapuama e outras plantas para tratamentos no AM

 


Foi por meio dos relatos dos avós ainda na infância que o pesquisador e doutor em Botânica Econômica Juan Revilla, de 71 anos, começou a se interessar em estudar as plantas medicinais. O peruano hoje desenvolve seu trabalho na Amazônia Brasileira, onde veio estudar e tratar pacientes há mais de quatro décadas .

 

Juan Revilla é pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), onde trabalha há 43 anos. Ao G1, o pesquisador explicou que concentra seus estudos nas plantas nativas já usadas popularmente por moradores da Região Amazônica, como uxi amarelo, unha de Gato, marapuama, entre outras.

 

Revilla explica, por exemplo, que pesquisa sobre problemas de cistos nos ovários, miomas, nódulos nos seios e endometriose com tratamentos a partir do uso dessas ervas.

 

Atualmente, o doutor se divide entre duas cidades para realizar pesquisas. Em Manaus, ele atua no Instituto de Medicina Tradicional e, sempre que pode, viaja ao município de Manaquiri, onde também trabalha com plantas medicinais.

 

Revilla explicou que a primeira frente de sua pesquisa é sobre o levantamento das informações das plantas medicinais da Amazônia. A segunda é a orientação no uso de plantas medicinais pela população.

 


O pesquisador comentou que a Amazônia brasileira possui inúmeras plantas que curam e que poderiam ser vendidas para o mundo, mas apenas se conhece o uso de poucas.

Plantas medicinais da região amazônica

 

Uxi Amarelo: Originada da Amazônia brasileira, possui efeitos anti-inflamatório, antioxidante, diurético e estimulante imunológico. O pesquisador explicou que costuma se vender em forma de casca (retiradas de troncos de árvores). A planta é usada no tratamento de vários problemas de saúde, como no tratamento de miomas; cistos no ovário ou no útero; combate a infecções urinárias; promove a regulação do ciclo menstrual causada pela Síndrome dos Ovário Policísticos, também ajuda no tratamento endometriose.

 


"O Uxi Amarelo corrige os estudos hormonais. Hoje se conhece toda a química dessa planta e sabemos quais os princípios ativos que fazem esse trabalho. Para a indústria farmacêutica, é um fracasso, a dificuldade de fazer sínteses desses compostos. É interessante o extrato seco de Uxi Amarelo. O extrato seco não é a casca moída, é o chá sem água. E que pode se transformar em comprimidos", explicou Revilla.

 

Unha de Gato: Encontrada principalmente na Floresta Amazônica e em outras regiões da América do Sul, começou a ser usada pelos indígenas de forma medicinal para tratamentos inflamatórios e degenerativos. É uma planta que tem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

"A Unha de Gato tem um histórico mundial fantástico. É uma planta que corre na Amazônia Brasileira e nós temos uma quantidade imensa desse produto que precisa ser mapeado e ser estudado no campo para ver a dimensão da produção da unha de gato e poder transformar em medicamento. É também outra planta que estamos trabalhando aqui para transformá-la em comprimidos", contou o pesquisador.

 

Marapuama: Planta medicinal originada na Amazônia. Serve para melhorar a circulação sanguínea, tratar a anemia e disfunções sexuais. "É outra planta que considero muito importante, assim como o Mirantã, a Marapuama trabalha com o sistema nervoso. Essas plantas, nós estamos trabalhando alguns anos, e hoje nós sabemos de alguns componentes químicos", explicou o pesquisador.

 

Clínica de campo para o tratamento de doenças crônicas

 

Com a pandemia, Revilla disse que teve a oportunidade de se dedicar muito mais ao campo, em Manaquiri, no interior do Amazonas. Com recursos próprios e colaboração de outras pessoas, ele conseguiu mais recursos para sustentar colaboradores, que atualmente conta com 15.

Segundo Revilla, os colaboradores preparam os ambientes físicos e paisagísticos do projeto da construção de uma clínica em Manaquiri que conta com três pontos importantes:

 


"O primeiro é o laboratório para a fabricação dos medicamentos, quase concluída esperando alguns equipamentos";

"O segundo é o jardim botânico de plantas de valor econômico, chamada Botânica Econômica Garden. Esse Jardim Botânico tenta mostrar aqui essas plantas com potencial econômico. Hoje nós estamos com mais 1600 plantas já instalada em nosso jardim";

"O terceiro é o trabalho de atendimento. Nós estamos montando uma clínica de campo para o tratamento de doenças crônicas que pode ser inaugurado no fim do ano.

 

Falta de financiamento

 

O pesquisador reclamou da falta de financiamento para desenvolver seu trabalho. Para ele, atualmente, a contribuição das plantas medicinais para a saúde é de grande valia, mas lamentavelmente, a população não sabe muito sobre o Inpa, o instituto de pesquisa em que trabalha.

 

Fonte: G1 Amazonas


sábado, 29 de maio de 2021

Visite o Santuário do Padre Ibiapina

 


O Servo de Deus, Padre Ibiapina faleceu no dia 19 de fevereiro de 1883, na Casa de Caridade em Solânea no Distrito de Santa Sé, no Estado da Paraíba. No lugar onde ele faleceu, foi erguida uma capela que depois tornou-se, um dos maiores centro de romaria e visitação do Nordeste - o Santuário do Padre Ibiapina que todos os meses no dia 19 há uma grande celebração com a presença de fiéis de vários lugares da região Nordeste que vão ao Santuário agradecer as bênçãos e pedir a intercessão do Servo de Deus Padre Ibiapina para as suas vidas.

No ano de 2019, quando celebrou-se 213 anos de nascimento da Padre Ibiapina, os Passionistas da Província Exaltação da Santa Cruz aceitaram o convite do Bispo diocesano de Guarabira-PB, Dom Aldemiro Sena dos Santos, para assumir os trabalhos apostólicos e direção do Santuário-Memorial do Padre Ibiapina.



























sexta-feira, 28 de maio de 2021

Uruguai registra caso de 'fungo negro' em paciente recuperado da Covid-19

 


O Uruguai registrou um caso de mucormicose, doença também conhecida como "fungo negro", em um homem diabético que dias antes havia se recuperado da Covid-19, reproduzindo um quadro que disparou alarmes na Índia.

O paciente, com menos de 50 anos, começou a apresentar necrose (morte de tecido) na área das mucosas cerca de dez dias após o teste positivo para o coronavírus, segundo o jornal El País.

A infectologista Zaida Arteta, referência em micologia, disse que no Uruguai há "alguns casos de vez em quando" relacionados a esse fungo, embora este seja o primeiro associado ao vírus pandêmico.

O que ele faz é invadir alguns tecidos. Principalmente, nesses casos secundários à Covid, nos seios paranasais e no pulmão — explicou em declarações ao canal local 4.


No entanto, esclareceu que, dentro do espectro de fungos que podem atacar pessoas com problemas nas defesas do organismo, doenças debilitantes do sistema imunológico ou lesões, "é um dos menos frequentes".

O caso repercutiu principalmente devido aos alarmes disparados frente a quadros semelhantes na Índia, onde a mucormicose custou centenas de vidas entre convalescentes de Covid-19, segundo a imprensa local.

Antes da segunda onda de coronavírus, que matou 100 mil pessoas na Índia em abril, os casos dessa infecção fúngica eram raros no país.

Os afetados costumavam ser pessoas com diabetes, HIV ou pacientes transplantados com organismos imunossuprimidos.


No entanto, Arteta esclareceu que na Índia as condições de higiene e contaminação ambiental em residências, hospitais e ruas são diferentes das do Uruguai, com mais poeira e esporos deste fungo no país asiático.

— Também é proporcional às infecções. Não esperamos milhares de casos de mucormicose — disse.

A especialista apontou o número de casos de aspergilose associada à Covid como mais preocupante. Desta doença também produzida por fungos "há mais casos" no Uruguai.

— É uma complicação de pessoas com Covid severa, de pessoas que em geral estão em terapia intensiva há muito tempo — explicou.

Fonte: O Globo


quarta-feira, 26 de maio de 2021

Solânea PB - A capital da Serra Paraibana

 


Solânea, município no estado da Paraíba (Brasil), localizado na microrregião do Curimataú Oriental. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2010 sua população era estimada em 26.693 habitantes. Forma uma das poucas conurbações ou sistemas urbanos conurbados do interior e fora das regiões metropolitanas. O sistema urbano Solânea-Bananeiras possui peso demográfico e geopolítico/geoeconômico similar ao de Guarabira (no baixo brejo oriental). A fundação, propriamente dita, é atribuída aos habitantes que povoaram a região, por volta dos anos de 1750-1800. Segundo a história oficial, um dos descendentes dos colonizadores da família Soares Cardoso Moreno, vindo do Ceará, fixou moradia, nas terras planas, com fazenda de gado e engenho.

Com o crescimento da região, alguns pioneiros – tais como Leôncio Costa, Alfredo Pessoa de Lima, e tantos outros – empreenderam esforços no sentido de transformar o pequeno povoado em Distrito de Paz. Isto só veio ocorrer no dia 4 de dezembro de 1926. Assegurado pela Lei nº 637, o pequeno aglomerado passou a ser chamado de Moreno, nome dado em homenagem ao seu fundador.

A partir de 1927, Moreno viveu intensos dias de vida social e cultural, começando a se projetar no cenário comunal. Em 15 de novembro de 1938, sob o Decreto-lei nº 1.164, Moreno eleva-se à categoria de Vila.

A antiga Vila de Moreno, alcançou sua independência e emancipação política, administrativa e social, graças a uma forte reivindicação dos homens de grande visão da época. O projeto de lei encaminhado à Assembleia Legislativa da Paraíba, foi de autoria do então deputado estadual Humberto Coutinho de Lucena. A Lei nº 967 que criou o município de Solânea, datada de 26 de novembro de 1953, foi sancionada pelo então governador do Estado, João Fernandes de Lima, concedendo fórum à cidade e, consequentemente, criando o município e comarca de Solânea. Em homenagem a esta data, construiu-se a principal praça da cidade, em frente à igreja matriz de Santo Antônio, padroeiro do município. O município foi instalado em 30 de dezembro de 1953.

Desde 2001 a cidade realiza umas das maiores festas juninas do estado da Paraíba e do Brasil com uma media de 40.000 pessoas nos últimos dias e em media de 2.000 nos demais que acontece de 12 a 24 de junho.

Fonte: PMS