quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Qual o tempo de decomposição dos materiais?


Descartar resíduos incorretamente é um desperdício e uma irresponsabilidade.
 
Desperdício porque todo material reciclável tem valor. Separado, limpo e organizado por tipo, torna a reciclagem um nicho de mercado viável e lucrativo.
 
Irresponsável porque colabora para o aumento do volume de lixo em aterros, criação e manutenção de lixões, empregos em condições degradantes, esgotamento de matérias-primas naturais e por fim, o descarte cria um processo de deseducação. Hoje, com nossos exemplos, ensinamos a jogar fora tudo que não nos interessa mais. Amanhã, estaremos criando pessoas que descartam relações e sentimentos, assim como fazem com objetos.
 
Pesquisando na internet, existem diferenças sobre o tempo de decomposição dos materiais, mas como foi visto acima, isso não é o mais importante. O que precisamos é ter consciência do nosso papel de cidadão e evitar ao máximo que os materiais recicláveis sofram decomposição. Abaixo seguem algumas tabelas e informações variadas sobre o assunto. Acompanhe:
 

 
A diferença entre as informações pode ter vários motivos. Vamos ver o exemplo do papel. Hoje em dia, o tratamento do papel é feito com bactericidas para evitar que estraguem, portanto, podem durar muitos anos estocado, mas também um longo tempo, mesmo que esteja em um lixão. Por isso que o procedimento mais comum nesses locais é queimar o papel para reduzir seu volume, gerando gases tóxicos. Mas vamos imaginar que estamos falando de papel higiênico sujo (eca!). Ele tem todas as condições para se decompor rapidamente, certo? Nem sempre, pois se estiver dentro de um saco plástico, dificilmente isso vai acontecer, levando um longo tempo. Entendeu a complexidade? Então a regra é simples, descarte corretamente seus resíduos e cobre das autoridades que o tratamento do lixo seja adequado.
 
Setor Reciclagem 

Metais Pesados: Um grande risco para a saúde humana


O descarte inadequado das baterias para celulares (e não apenas isto, mas todo e qualquer produto eletrônico) oferece perigos que podem afetar diretamente a saúde dos seres humanos. Os metais pesados mais conhecidos que integram computadores e celulares modernos, produzem diversas doenças cujo grau de risco é considerado bastante elevado. Some-se a isso os prejuízos ao meio-ambiente, por sinal, incalculáveis. Confira a seguir quais efeitos podem ser provocados através da exposição a elementos químicos nocivos.


Mércurio → Metal presente em televisores de tubo, monitores para PC, pilhas e baterias, lâmpadas fluorescentes e até mesmo em componentes de circuito no computador. Esse elemento é capaz de deteriorar o sistema nervoso, causar perturbações motoras e sensitivas, tremores e demência.

Chumbo → Metal presente em celulares e também nos monitores para PC, televisores e nos próprios computadores. Elemento capaz de produzir alterações genéticas no organismo, atacar o sistema nervoso, bem como a medula óssea e os rins, podendo inclusive causar câncer.

Cádmio → Metal que encontra-se presente nos mesmos aparelhos que contenham chumbo. Esse elemento pode provocar câncer de pulmão e de próstata, além de anemia e osteoporose.

Berílio → Metal presente em aparelhos celulares e também computadores, causando câncer de pulmão.

 “Tudo que tem bateria, placa eletrônica e fio possui algum material contaminante”, afirma a especialista em gestão ambiental do Cedir (Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática), pertencente ao CCE (Centro de Computação Eletrônica) da Universidade de São Paulo (USP), Neuci Bicov. Maiores informações podem ser obtidas no site do eCycle cujo endereço na web é: http://www.ecycle.com.br/component/content/article/35/428-mercurio-cadmio-e-chumbo-os-inimigos-intimos-presentes-nos-eletronicos.html


A reciclagem dos aparelhos ou componentes descartados evitaria os problemas acima referidos, dado que segundo estudiosos o contato entre metais pesados e a chuva ácida de grandes metrópoles, promove o espalhamento destes rapidamente pelo solo nos aterros sanitários. Isso pode contribuir para a contaminação da água em lençóis freáticos a nível subterrâneo.

Portal Eletricista 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Seca no semiárido do Nordeste do país, que já dura seis anos, poderá se agravar até abril


A seca no semiárido do Nordeste do país, que já dura seis anos, poderá se agravar até abril: há 75% de probabilidade de as chuvas ficarem na média e abaixo da média climatológicas entre os meses de fevereiro e abril, aponta o último relatório do Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS) do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTI).

As previsões, produzidas com base em modelos climáticos e em diagnósticos atmosféricos e oceânicos, integram a agenda de pesquisa do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para Mudanças Climáticas, apoiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela FAPESP.

As análises para o período que vai de fevereiro a abril de 2017 mostram a persistência de ventos alísios mais fracos que o normal no Atlântico Tropical e o aumento da temperatura da superfície do mar.

“Há 40% de chances de chuva no norte do Nordeste nesse período, mas com grande variabilidade espacial e temporal e abaixo da média histórica”, ressalta José Antonio Marengo, coordenador geral de Pesquisa e Desenvolvimento do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), em Cachoeira Paulista, que integra o Grupo de Trabalho.

A baixa precipitação está associada às temperaturas dos oceanos Atlântico e Pacífico, incluindo a formação do El Niño intenso entre 2015 e 2016, assim como de “perturbações de larga escala” que resultaram no deslocamento da zona de convergência intertropical para o norte.

“Esta zona representa uma banda de nuvens orientada de oeste a leste e que determina chuva na região. Se esta zona fica mais ao norte, então ficará mais afastada do Nordeste e não terá chuva na região”, explica Marengo.

A seca tem sido implacável no leste do Piauí, sul do Ceará, oeste de Pernambuco e centro-norte da Bahia, desde outubro de 2011, onde vivem 2,3 milhões de pessoas. As estimativas do Ministério da Integração dão conta de que as perdas no setor agrícola nordestino em função da seca são da ordem de US$ 6 bilhões, entre 2010 e 2015.

E o quadro poderá se agravar. Marengo sublinha não ser possível fazer previsões climáticas para prazos acima de três meses em razão da “elevada incerteza associada às previsões”, mas as estatísticas indicam que a seca que atinge a região é a mais severa e mais prolongada desde que o Cemaden iniciou o monitoramento da região, em 2013.

“Entre outubro de 2012 e setembro de 2013, quando a seca se intensificou e afetou 53% das áreas de pastagens, o acumulado de precipitação foi de 611 mm. Entre outubro de 2015 e setembro de 2016, o acumulado de precipitação foi ainda mais baixo, de 588 mm”, afirma Marengo.

Se até abril as chuvas atingirem um patamar entre a média histórica – 861 mm no período de 1961 a 2015 – e até 30% abaixo dessa média, a situação hídrica na maioria dos sistemas de abastecimento de água no norte da Região Nordeste não irá se recuperar. “A longo prazo, isso implicará em acentuado risco de esgotamento da água armazenada nos açudes do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte entre novembro de 2017 e fevereiro de 2018”, prevê o meteorologista Marcelo Seluchi, do Cemaden.

Em fevereiro de 2017, por exemplo, os 153 açudes do Ceará, com capacidade total para 18.674,0 hm3, armazenavam 1.168,0 hm3 de água, cerca de 6% da capacidade, de acordo com informações do Portal Hidrológico do Ceará.

Além do Cemaden, integram o GTPCS especialistas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Centro de Ciências do Sistema Terrestre (CCST) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa). Participam como convidados representantes dos Centros Estaduais de Meteorologia e do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).


FAPESP


terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Turismo abre cadastro para artistas que pleiteiam cachês para eventos


Um novo sistema do Ministério do Turismo vai facilitar a avaliação de propostas de apoio a eventos públicos com a participação de artistas reconhecidos regional ou nacionalmente. Aqueles que pretendem se apresentar com cachê custeado pela Pasta devem efetuar o cadastro  no  site www.turismocommusica.turismo.gov.br e anexar os documentos  de identificação do representante legal, em caráter exclusivo, além do portifólio comprobatório referente a sua consagração (portaria nº 16,Portaria MTur nº 16/2017).

“Agora, quando o estado ou a prefeitura solicitarem apoio à realização de eventos, será possível saber, com antecedência e transparência, se o artista - ou banda musical - está cadastrado no Ministério do Turismo. Essa iniciativa comprova a importância que damos ao turismo de eventos e seu papel fundamental na atração de visitantes aos destinos nacionais”, enfatiza o Ministro, Marx Beltrão.

O valor máximo a ser pago é de R$ 200 mil por artista ou banda musical, e os proponentes poderão complementar a quantia, caso planejem um show mais caro. Os recursos serão destinados ao pagamento de cachês musicais, à divulgação do evento (rádio, TV, jornal e revista) e à locação de parte da infraestrutura do evento, como palcos, geradores, tendas e banheiros químicos. O limite para divulgação é de 20% do total do repasse, e para infraestrutura, de 30%.

A verba é restrita a eventos gratuitos, comprovadamente tradicionais e de notório conhecimento popular que sejam realizados por entes públicos. Durante a fase de análise, para obter apoio, estados e municípios precisam apresentar  proposta de preço, juntamente com notas fiscais dos últimos shows realizados com dinheiro público ou privado.

O órgão disponibiliza uma tabela de padronização dos itens de infraestrutura custeados nos eventos.

Ministério do turismo

'Arco-íris de fogo' surpreende moradores de Cingapura


Um raro fenômeno coloriu os céus de Cingapura. A nuvem multicolorida surgiu na tarde de segunda-feira e, por 15 minutos, pôde ser observada por toda a ilha. 

A imprensa informou se tratar provavelmente de um "arco-íris de fogo". O fenômeno ocorre quando a luz do sol é refletida pelos cristais de gelo das nuvens. 

Mas outros afirmaram que poderia ser uma nuvem iridescente, quando a luz contorna um obstáculo, no caso, a nuvem, e acaba se separando em cores (difração). 

Fazidah Mokhtar, que trabalha em uma creche, disse à BBC que observou o fenômeno por volta das 17h10 de segunda-feira (6h10 de Brasília). 


"Começou como um pequeno círculo laranja e então cresceu e cresceu até que todas as cores apareceram...durou cerca de 15 minutos e desapareceu lentamente". 

Ela disse que "todas as crianças da escola, alguns pais e outros funcionários ficaram encantados com o que viam e comentaram que era muito, muito raro ver um arco-íris tão bonito e único". 


Nas redes sociais, usuários fizeram piada com o fenômeno. Muitos o compararam com o Paddle Pop, uma sobremesa congelada muito popular na Austrália e na Ásia que tem a aparência de um arco-íris. 

 G1 Natureza

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Turismo de observação garante preservação ambiental e proteção de espécies ameaçadas


Em Porto de Pedras (AL), o trabalho da Associação Peixe-boi, que realiza atividades e serviços envolvendo a comunidade na proteção do animal e no atendimento a visitantes, colocou o distrito de Tatuamunha, no mapa do turismo alagoano e da proteção da espécie ameaçada de extinção.

O roteiro ecológico faz parte das opções de passeios turísticos da Costa dos Corais, Área de Proteção Ambiental, que vai de Maceió (AL) até Tamandaré (PE), e envolve 13 municípios. São 135 quilômetros de costa rica em capim agulha, alimento do peixe-boi no ambiente marinho preservado.

A comunidade recebe em média 70 visitantes por dia. Durante o passeio de jangada no rio Tatuamunha, o turista acompanha a interação entre os peixes-boi marinho, sua reprodução, alimentação e descanso. O mamífero aquático mais ameaçado de extinção – existem somente 500 na costa brasileira – podem viver até 50 anos e chegam a medir 4 metros e pesar até 600 quilos.

O passeio de contemplação inclui, ainda, a beleza e riqueza da biodiversidade do mangue, considerado o berçário do oceano. O caranguejo Uçá e o Goiamum estão entre as iguarias retiradas do mangue pelos ribeirinhos. A visita de observação ao peixe-boi também beneficia outras atividades como a produção artesanal e o trabalho de pescadores, condutores e remadores.

Assim como em Porto de Pedras, o turismo no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha tem, entre os destaques do roteiro ecológico, a observação de golfinhos rotadores. O arquipélago tem a maior concentração da espécie no mundo. É a região onde os mamíferos aquáticos em vida livre estão mais acessíveis para a população, por meio do turismo. Em 2016, o parque recebeu 91 mil visitantes.

Tamar

O projeto que revolucionou a luta pela preservação das tartarugas marinhas e as belezas naturais fez da praia do Forte, em Mata de São João (BA), um dos principais destinos turísticos do Brasil. O museu do Tamar recebe 600 mil turistas por ano. Além da conservação e pesquisa, o projeto promove a educação ambiental nos ecossistemas marinho e costeiro e o desenvolvimento sustentável comunitário.

O exemplo da praia do Forte se repete em 25 bases de nove estados ao longo de 1,1 mil quilômetros de costa. A observação nos períodos da desova e do nascimento dos filhotes faz parte do roteiro turístico. A visitação se repete nas unidades com potencial turístico. O litoral de Sergipe possui a maior concentração de ninhos de tartaruga no país. Já a base de Florianópolis encerrou 2016 com mais de um milhão de visitantes.

Baleia Jubarte

O turista também encontra na praia do Forte um espaço informativo e interativo sobre a baleia Jubarte (o outro fica em Caravelas, no sul do estado). A costa da Bahia, principalmente o arquipélago de Abrolhos, na divisa com o Espírito Santo, é o maior berçário da espécie. A observação das baleias de perto, pelos turistas, ocorre no período de reprodução, de julho a agosto, e no extremo sul do estado até novembro.

Comportamentos típicos, como a “espiadinha” na superfície e as brincadeiras com as nadadeiras encantam os turistas que se aventuraram em 187 cruzeiros realizados em 2016 para encontrar as ilustres visitantes de 16 metros e 40 toneladas em alto mar. A costa do Brasil chega a receber a visita de 9 mil animais por ano.

A “avistagem” é uma ferramenta eficiente de conservação das baleias, agregando valor econômico à sua proteção. Entre as vantagens do turismo de observação estão impacto ambiental mínimo; caráter educativo; geração de emprego e renda para ambientes remotos e de pouca atividade comercial; incentivo ao setor hoteleiro; contribuição para pesquisa científica e sensibilização da população para o desenvolvimento sustentável.

Outros destinos de observação das baleias jubarte são: Itacaré, Morro de São Paulo e Porto Seguro, todos na Bahia.


Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério do Turismo

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Cientistas identificam novo continente no Hemisfério Sul: a Zelândia


Um novo continente, quase completamente submerso, foi identificado por cientistas no sudoeste do oceano Pacífico e batizado como Zelândia. 

As montanhas mais altas dessa nova região, no entanto, já eram nossas conhecidas e despontam na Nova Zelândia, segundo os geólogos. 

Agora, os cientistas estão empenhados em uma campanha para que o continente seja reconhecido.
Um artigo publicado a publicação científica Geological Society of America's Journal afirma que a Zelândia tem 5 milhões de quilômetros quadrados - quase dois terços do tamanho da vizinha Austrália, que tem 7,6 milhões de quilômetros quadrados. 

Critérios

 

Cerca de 94% desta área estão submersos - há apenas poucas ilhas e três grandes massas de terra visíveis na sua superfície: as ilhas do Norte e do Sul da Nova Zelândia e a Nova Caledônia. 

É comum pensar que é preciso que uma região esteja na superfície para ser considerada um continente. Mas os especialistas levaram em conta outros quatro critérios: elevação maior em relação ao entorno, geologia distinta, área bem definida e crosta mais espessa do que a do fundo do oceano.
Mas sendo assim, quantos continentes temos atualmente, afinal? 

A resposta é que, como vários critérios podem ser adotados, falta consenso entre os especialistas sobre esse número.

Oitavo continente?

 

Embora ainda seja ensinada na escola, a divisão em cinco continentes - América, África, Europa, Ásia e Oceania - é considerada deficiente entre os estudiosos porque não leva em conta critérios geológicos. 

Uma outra divisão mescla critérios geológicos e socioculturais, separando, por exemplo, as Américas do Norte (que inclui a Central) e do Sul. 

Europa e Ásia - que às vezes aparecem como um único continente, a Eurásia - tornam-se dois blocos distintos, respeitando as diferenças culturais entre seus povos. 

Somando África, Oceania e Antártida, teríamos assim sete continentes - a Zelândia viria a ser o oitavo.
O principal autor do artigo, o geólogo neozelandês Nick Mortimer, disse que os cientistas vêm se debruçando sobre as informações há mais de duas décadas para provar que a Zelândia é um novo continente. 

"O valor científico de classificar a Zelândia como um continente vai muito além de apenas ter mais um nome em uma lista", explicaram os pesquisadores. 

"O fato de um continente poder estar tão submerso e ainda não fragmentado" é interessante para a "exploração da coesão e do rompimento da crosta continental". 

Mas como a Zelândia vai entrar na lista de continentes? Os autores de livros didáticos devem ficar tensos novamente? 

Em 2005, Plutão foi rebaixado à categoria de planeta anão pelos astrônomos e saiu da lista de planetas, alterando o que as escolas ensinaram durante 80 anos. 

No entanto, não existe uma organização científica que reconheça formalmente os continentes.
Então, a mudança só vai ocorrer com o tempo - se as futuras pesquisas realmente adotarem a Zelândia como o oitavo deles. 

G1