sábado, 15 de abril de 2017

Como plantar tomate orgânico em casa


O  tomate  é  um  alimento  típico  do  Continente Americano,  tendo  como  origem  a  região  atual  do  México  e  espalhando-se  pelo resto  do  continente  com  o  passar  do  tempo.  Após  se  consolidar  como  um alimento comum para todas as tribos, despertou o interesse dos colonizadores e então foi levado para a Europa no século XVI.

Atualmente,  o tomate  é  um  alimento  presente  na  maior  parte  das  cozinhas  do mundo,  seja  para  dar  um  sabor  diferenciado  aos  molhos  ou  até  mesmo  para fazer  parte  dos  pratos  principais.  A  versatilidade  da  fruta  faz  com  que  ela  seja um  alimento  essencial  em  todos  os  lares, até porque é  possível  encontrar tomates  de  vários  tipos,  como  o  tomate  salada  longa  vida,  o  tomate redondo, tomate caqui, tomate cereja, entre outros.

Hoje,  o  tomate  que  é  adquirido  em  mercados  convencionais  possui pouco menos da metade dos nutrientes presentes em um tomate de 30 anos atrás, isso se  dá  pelos  métodos  de  agricultura  de  massa  e  pelo  uso  exacerbado  de  agrotóxicos  e  insumos  agrícolas.  Uma  forma  de  combater  tal  dificuldade  é  optar  pelo consumo  de  tomates  orgânicos,  ou  até  mesmo  realizar  o  plantio  domiciliar  de pequenos pés de tomate. Quer saber como plantar essa iguaria em casa?

Espaço


Os   tomates   podem   ser   plantados   em   pequenos   vasos   e   canteiros,   não necessitando  de  grandes  áreas  para  que  a  planta  se  desenvolva  com saúde  e vigor.  No  caso  de  plantação  em  pequenas  hortas,  é  possível  produzir  tomates maiores  e  em  grandes  quantidades,  mas  para  isso  é  preciso  estar  atento  a algumas orientações básicas de como plantar tomate orgânico.

Clima

O  tomate  é  um  alimento  com  origem  em  áreas  quentes,  portanto  não  suporta temperaturas muito frias. A temperatura ideal para cultivar o tomate é entre 20°C a 26°C, a partir dos 15°C já é possível cultivar tomateiros e obter belos frutos e a  temperatura  máxima  não  deve  ultrapassar  dos  35°C.  Em  regiões  que  não atendem  esses  requisitos  térmicos  o  tomate  pode  ser  cultivado  em  estufas.  No caso do produtor urbano, é possível utilizar pequenos vasos, mantê-los na região interna de suas casas e até mesmo construir pequenas estufas, para que o mal tempo não aflija a planta e nem prejudiquem seu desenvolvimento.

Luminosidade

Com relação à incidência de luz, o tomateiro requer um pouco mais de atenção. É  preciso  que  a  planta  seja  exposta  à  alta  luminosidade  e  receba  luz  solar  de maneira direta por no mínimo seis horas todos os dias.

Solo

Para  plantações  em  larga  escala,  recomenda-se  cuidar  do  solo pelo  menos  cinco meses  antes  da  implantação  da  cultura e  que  estas  áreas  não  tenham recebido plantas da família Solanaceae, como batata, jiló, pimentas, pimentão e berinjela. O solo  ideal  para  plantar  tomates  deve  possuir  pH  entre  5,5  a  7,  com boa  drenagem. A  camada  superficial  do  solo  deve  estar  sempre  bem  irrigada  e não  deve  ficar  encharcado  para  evitar  a  proliferação  de  doenças  e  demais pragas.  Um  solo  fértil  faz toda a diferença no desenvolvimento da planta.

Irrigação

Os tomateiros  devem  estar  sempre  bem  irrigados,  no  entanto  a  irrigação em demasia prejudica o desenvolvimento da planta. A irrigação programada   pode   ser   uma boa  alternativa  para  quem  não  consegue  monitorar  a  plantação  em  tempo integral. Como o tomateiro ficará sempre exposto à luz solar, a taxa de evaporação  do  solo  e  de  transpiração  da  água  é  alta   e  o  tomateiro  exige  irrigação constante.

Plantio


Na hora de plantar os tomates é preciso muita atenção por parte do produtor. É recomendado realizar pequenas mudas do tomateiro antes de colocá-lo no solo. Em uma sementeira, coloque de duas a cinco sementes em cada buraco, com cerca de 1cm de profundidade. Caso opte por tomates menores ou do tipo anão, faça o plantio diretamente no vaso ou na jardineira escolhida, nessa situação não há necessidade de transplantio.

Transplante de muda

As mudas estarão prontas  para  o  transplante  quando  estiverem  com  aproximadamente  4 folhas consolidadas  e  após  o  fortalecimento  dos  pequenos  tomateiros  é  necessário transplantar as mudas. O espaçamento irá variar de acordo com a variedade de tomate, sendo que o espaçamento mínimo recomendado entre cada planta é de 50 cm, podendo chegar até 1,6 m. No caso de plantas anãs ou de tomate cereja o espaçamento de 30 cm é suficiente.

Tratos culturais

É possível que conforme os tomateiros cresçam suas folhagens fiquem irregulares  e  as  plantas  comecem  a  perder  seu  vigor.  Nesse  caso,  utiliza-se  a  técnica de Tutoramento, onde estacas são colocadas para que a planta tenha uma orientação  de  crescimento.  Com  isso,  basta  podar  os  galhos  que  estiverem atrapalhando o desenvolvimento e liberar espaço para que ramos novos e saudáveis cresçam no lugar.

Colheita

O período de colheita irá variar de acordo com o tipo de tomate plantado e com sua  forma  de  desenvolvimento.  Tomates  com  crescimento  regular  do  tipo determinado,  que  crescem  em  moitas  e  dão  frutos  em  menos  tempo,  poderão ser  colhidos  entre  7  e  8  semanas.  Já  os  tomates  maiores,  com  crescimento  do tipo indeterminado podem demorar entre 10 e 16 semanas para amadurecerem. A  colheita  dependerá  do  destino  do  tomate.  Caso  o  tomate  seja  revendido  para regiões próximas, é importante colhê-lo já maduro, com uma quantidade maior de   nutrientes.   Mas   caso   o   tomate   precise   percorrer   longas   distâncias, recomenda-se colher o tomate no começo do amadurecimento para que ele não estrague até chegar ao consumidor final.

Por que aprender como plantar tomate orgânico?

Em caso de doenças ou enfraquecimento dos tomateiros, basta buscar métodos orgânicos  de  manutenção,  como  por  exemplo,  adicionar  matéria  orgânica  ao solo  para  que  a  planta  esteja  sempre  bem  nutrida.  Ao  erradicar  o  uso  de produtos químicos você terá uma planta muito mais saudável e nutritiva, estará consumindo saúde e não afetará o meio ambiente. A  forma  orgânica  de  agricultura,  além  de  poder  ser  reproduzida  em  pequenos ambientes,  é  mais  acessível  e  garante  a  aproximação  entre  consumidor  e  seu alimento,    vínculo    esse    indispensável    em    uma    sociedade    de    alimentos industrializados  e  quimicamente  alterados.  Opte  pelo  consumo  orgânico  e descubra uma relação de equilíbrio e gratidão com o meio ambiente. Agora que aprendeu como plantar tomate orgânico, é sua vez de botar a mão na massa e começar a plantar o seu tomate orgânico na sua casa ou propriedade rural.

Ciclo Vivo



sexta-feira, 14 de abril de 2017

Irã, 70°C: os mistérios do deserto de Lut, o lugar mais quente da Terra


Uma expedição de cientistas foi ao lugar mais quente do planeta, o deserto de Lut, no Irã, investigar como é possível existir vida animal ali, mas não vegetação. Na área, declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco, as temperaturas chegam a até 70°C. 

Em persa, a região é chamada Dasht-e-Loot, o que significa algo como "deserto do vazio". Mas apesar desse nome, foram descobertos ali água, insetos, répteis e raposas do deserto. 

"Há espécies de animais que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta", explica à BBC Amir AghaKouchak, professor de Hidrologia da Universidade da Califórnia em Irvine e um dos cientistas a participar da expedição. 

No entanto, curiosamente não há registro de vegetação em nenhum ponto dos 52 mil quilômetros quadrados de deserto, localizado no sudeste do país, próximo às fronteiras do Paquistão e Afeganistão. 

E o que cientistas querem entender é exatamente como existe uma cadeia alimentar numa região tão árida e sem plantas. 

"Nossa maior pergunta é como um ambiente tão inóspito pode manter vida, especialmente se não há vida vegetal. Como as raposas do deserto podem sobreviver nesse ambiente tão hostil? E de onde vem a água", explica o professor sobre a expedição. 

Pássaros como alimento

 

AghaKouchak viajou ao coração do deserto de Lut com um grupo de pesquisadores de diferentes áreas que trabalham nos Estados Unidos, Irã e países europeus. 

Uma das hipóteses dos cientistas é que pássaros que morrem na área são parte importante da cadeia alimentar. 

"Frequentemente avistamos pássaros mortos no deserto. A maioria são aves migratórias que provavelmente se perderam durante seu trajeto e terminaram chegando a Lut." 

Para comprovar ou descartar a teoria, os pesquisadores coletaram amostras das aves mortas durante a expedição.

70°C

 

Imagens de satélite mostraram o recorde de 70,7ºC em 2005. Temperatura que, segundo o pesquisador, não foi um caso isolado - outras observações registraram números semelhantes. 

AghaKouchak explica ainda que a geografia da região é o que provoca temperaturas tão altas - algumas áreas são compostas de rochas vulcânicas, que absorvem calor, e outras, de dunas e vento forte. 

"A combinação dessas circunstâncias, de superfície muito quente e muito vento, é o que provoca o calor extremo. É como ter um secador de cabelo funcionando o tempo todo", compara o cientista.

Apesar de a região parecer pouco atraente, o pesquisador a descreve como um deserto de "dunas elegantes" que ganham "padrões incríveis" criados pelo vento. E que é repleto de "kaluts", formações de rocha criadas pela erosão do vento. 

'Mar escondido'

 

Imagens de satélite também mostraram padrões de umidade no terreno. 

Inicialmente, os pesquisadores não acreditaram nas informações transmitidas - pensaram que as rochas da região estavam enviando sinais distorcidos. 

"Mas quando chegamos ao lugar onde as imagens mostravam umidade, nossos veículos ficaram presos em vários centímetros de lodo", contou o pesquisador.

"Essa foi a confirmação de que existia de fato água ali. E não se trata de um lugar pequeno. Acreditamos que se trata de uma área grande, a qual decidimos chamar de 'o mar escondido de Lut'. Porque a água é salgada", acrescenta. 

O pesquisador sugere que a umidade surge das distantes montanhas que rodeiam a zona plana - as águas das ocasionais chuvas da primavera e do início do outono seriam drenadas até ali.

G1

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Monte um filtro de água com garrafa PET


A dica de hoje do canal “Faça Você Mesmo” parece ter saído de um manual de sobrevivência para situações extremas: usando uma garrafa PET, um pouco de areia e algumas pedras, é possível montar um filtro de água, capaz de retirar até mesmo grandes impurezas do líquido.

Para montar seu filtro sustentável, você vai precisar de:

– 1 garrafa PET
– Algodão
– Areia para aquário
– Pedras pequenas para aquário
– Carvão em pó
– Tesoura

Modo de fazer

Divida a garrafa em duas partes, medindo com cuidado, para que a parte do gargalo tenha, aproximadamente, 20 centímetros.

Corte a parte do gargalo com uma tesoura e coloque um chumaço de algodão no bico. Logo acima do bico da garrafa, forre uma camada de carvão, outra de areia, e, por fim, faça uma camada com as pedrinhas para aquário.

Encaixe a parte das camadas com a outra metade vazia. Assim, a parte que ficou separada dará apoio ao filtro e servirá como um pequeno reservatório da água filtrada.

Faça o filtro funcionar

Depois de pronto, o equipamento já pode ser usado, de preferência com a água da torneira. Isso porque, como a garrafa não suporta grandes quantidades de minerais, como o carvão e as pedras, que filtram a água, não será possível eliminar partículas muito pequenas, como o sal, por exemplo.

Os mais aventureiros podem misturar água e terra dentro da garrafa PET, já que as partículas do barro são maiores e ficam retidas no filtro. Quem fizer esta experiência vai perceber que a água barrenta fica um pouco turva, e pode ser filtrada novamente, até ficar o mais transparente possível.

No entanto, para evitar problemas, o líquido que tinha terra deve ser fervido e misturado com um pouco de hipoclorito de sódio.


Redação CicloVivo

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Concurso da PM-PI abre inscrições com 480 vagas; salário de R$ 3.100


Após alteração no cronograma, o concurso público da Polícia Militar do Piauí abriu nesta segunda-feira (3) as inscrições para o preenchimento de 480 vagas para soldado. Elas podem ser feitas por meio do site do Núcleo de Concursos e Promoção de Eventos (Nucepe). A remuneração inicial é de R$ 3.100 (Confira o edital retificado).

A mudança no cronograma deu-se em virtude de coincidência com as provas do concurso da da Secretaria Estadual de Educação (Seduc), impossibilitando os interessados de inscreverem-se em ambos.

O concurso contará com cinco etapas: prova escrita objetiva, exame de saúde, teste de aptidão, exame pscicológico e investigação social. Todas elas serão realizadas exclusivamente em Teresina, conforme o edital. A aplicação da prova está prevista para o dia 25 de maio e o resultado final do certame para o dia 30 de novembro deste ano.

Do total de vagas, 10% serão destinadas às candidatas do sexo feminino. Os novos policiais serão distribuídos por 10 cidades do interior do Piauí: Parnaíba, Floriano, Picos, São Raimundo Nonato,  Piripiri, Avelino Lopes, Oeiras, Uruçuí e Corrente.

Critérios de Admissão no Concurso CFSD
 
Para ingressar na Polícia Militar do Piauí por meio do Curso de Formação de Soldados, segundo edital recém-lançado do concurso, é preciso ter ensino médio completo, ter idade entre 18 e 30 anos durante o período de inscrição e ter classificação e aptidão em todas as etapas do Concurso (1ª Prova escrita objetiva, 2ª exames de saúde, 3ª teste de aptidão física, 4ª teste psicológico e 5ª investigação social), dentre outros critérios especificados em edital.

Para o secretário de segurança, Fábio Abreu, o objetivo deste edital é contemplar as unidades do interior do Estado, onde há mais necessidade de aumento de efetivo, e ressaltou o trabalho digno de elogios realizado pelos profissionais dessas regiões.

domingo, 2 de abril de 2017

FNDE lança concurso para premiar boas práticas de agricultura familiar


Com o objetivo de incentivar e valorizar experiências exitosas da agricultura familiar no ambiente escolar, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao Ministério da Educação, lança o concurso Boas Práticas de Agricultura Familiar para a Alimentação Escolar. Trata-se de um processo seletivo que vai reconhecer as melhores ações desenvolvidas nos estados e municípios brasileiros.

O concurso, que faz parte das comemorações pelos 62 anos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), vai escolher 25 práticas de sucesso, que farão parte de um caderno especial a ser lançado pelo FNDE em outubro de 2017.

“A expansão da agricultura familiar no âmbito da alimentação escolar é um avanço que deve ser reconhecido e valorizado. Quando as secretarias estaduais e municipais de educação investem em produtos de pequenos produtores, o desenvolvimento econômico da região é estimulado”, afirmou o presidente do FNDE, Silvio Pinheiro, destacando que a partir da Lei nº 11.947/2009, ao menos 30% do valor repassado pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar – PNAE deve ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar.

As inscrições do concurso começam nesta sexta-feira, 31, e vão até o dia 14/5, no site de educação corporativa do FNDE – e-FNDE. As práticas podem ser inscritas por gestores, nutricionistas, agricultores familiares, assistentes técnicos de extensão rural, conselheiros de alimentação escolar, pesquisadores, comunidade acadêmica e demais atores envolvidos na execução do programa em suas regiões.

As 25 entidades executoras responsáveis pelas melhores práticas também serão contempladas com uma placa comemorativa de reconhecimento, e as entidades e os autores dos relatos receberão a autorização para utilizar um selo de premiação nos materiais de divulgação impressa ou eletrônica.
Informações sobre as regras do processo seletivo podem ser obtidas no edital do concurso, disponível na página do Pnae, no site do FNDE.


Portal do FNDE

quinta-feira, 30 de março de 2017

6 plantas que melhoram a qualidade do ar em residências


Cultivar plantas em casa é um grande benefício para seus moradores.

Quem mora nas grandes cidades sofre muito com a poluição urbana. O ar poluído pode afetar até mesmo os que passam mais tempo em casa do que nas ruas. Isso acontece porque o ar que circula nos ambientes internos também pode ser prejudicial à saúde humana.

Neste sentido, não só como item de decoração, cultivar plantas em casa é um grande benefício para seus moradores. Algumas plantas, em especial, podem desempenhar seu papel de forma mais eficaz. Conheça seis delas que melhoram a qualidade do ar.

Azaléia
Eficiente para combater poluentes como COVs (Compostos orgânicos voláteis) e amoníacos (um composto presente em diversos produtos de limpeza). Essa planta é indicada para cozinhas e banheiros. Precisa de rega apenas uma vez por semana e de cinco horas de sol diariamente.


Cacto
Muito útil para barrar as ondas eletromagnéticas. É indicado ter um cacto na sala próximo ao aparelho de TV ou na cozinha, junto ao micro-ondas. Para os supersticiosos, a planta ajuda a tirar o mau olhado nos ambientes.


Gérbera
São indicadas para as residências onde há fumantes, podendo atuar com eficiência contra a fumaça de cigarro. A gérbera gosta de luz e pode ficar em salas e quartos.


Begônia
Também indicada para fumantes, a Begônia precisa ser protegida da luz solar direta.


Crisântemos
Apesar de precisar de muita luz, os crisântemos não suporta sol direto. Elas devem ser expostos nas salas e quartos.


Bromélia
Ajuda na absorção de fumaça, por isso é indicada para cozinha. Para manter essa planta, basta fazer uma rega a cada três dias. Ao contrário da Azaléia que precisa de muito sol, a Bromélia necessita apenas de luz solar indireta.






Ciclo vivo





quarta-feira, 22 de março de 2017

ONG analisa 240 pontos de rios da Mata Atlântica e apenas 2,5% têm água com boa qualidade


Um relatório elaborado pela Fundação SOS Mata Atlântica divulgado nesta quarta-feira (22) mostra que a qualidade da água é considerada boa em apenas seis (2,5%) de 240 pontos analisados nas bacias brasileiras situadas nesse bioma. A Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o 22 de março como o Dia Mundial da Água. 

O documento traz o resultado de 1.607 análises da qualidade da água. São 73 municípios de 11 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo, além do Distrito Federal.

Nenhum ponto monitorado apresentou a água com parâmetros necessários para ser considerada ótima. Em 168 deles, 70% das regiões analisadas, a qualidade é regular. Em 63, ou 26,3%, é ruim. Três pontos - 1,2% - têm o índice classificado como péssimo.

Critérios

As coletas foram feitas mensalmente no período de março de 2016 até fevereiro deste ano. São 16 critérios levados em consideração: temperatura da água, temperatura do ambiente, turbidez, espumas, lixo flutuante, odor, material sedimentável, peixes, larvas e vermes vermelhos, larvas e vermes brancos, coliformes totais, oxigênio dissolvido (OD), demanda bioquímica de oxigênio (DBO), potencial hidrogeniônico (pH), fosfato (PO4) e nitrato (NO3). 

Após a análise das amostras mensais em cada um dos pontos, foi feita a média dos resultados para estabelecer o índice de qualidade. 

“A principal causa da poluição dos rios monitorados é o despejo de esgoto doméstico junto a outras fontes difusas de contaminação, que incluem a gestão inadequada dos resíduos sólidos, o uso de defensivos e insumos agrícolas, o desmatamento e o uso desordenado do solo”, disse Malu Ribeiro, coordenadora de Recursos Hídricos da Fundação SOS Mata Atlântica. 

De acordo com a fundação, em comparação com o ano anterior, 15 pontos apresentaram perda de qualidade da água. Treze deles estão localizados em capitais e em bacias urbanas. Desses, oito estão em São Paulo, na bacia hidrográfica do Rio Tietê; um na cidade do Rio de Janeiro, no Rio Pavuna; três no Recife, no Rio Capibaribe; e três em João Pessoa, nos Rios Jaguaribe e Tambiá. 

Outros 18 trechos analisados apresentaram melhoria em relação ao ano passado - todos estão localizados em regiões que contam com mata nativa e áreas protegidas, e também contam com ações de saneamento básico. 

Desses locais com melhorias, 15 estão na bacia hidrográfica do Rio Tietê, sendo sete deles localizados em São Paulo; um na cidade do Rio de Janeiro, junto ao sistema de pré-tratamento no Rio Carioca; um em Olinda, no Rio Beberibe; e um em Maceió, no Riacho Doce. 

Em 134 pontos analisados não houve alteração significativa da qualidade da água em comparação com o ano passado. Trinta e quatro deles, no entanto, mantiveram os índices de qualidade como ruim ou péssimo.


SOS MATA ATLÂNTICA