sexta-feira, 29 de junho de 2012

Brasileiros reconhecem que desperdiçam água e estimam problemas de abastecimento no futuro


Pesquisa divulgada hoje (26) pela organização não governamental WWF-Brasil revela que é grande o desperdício de água entre os brasileiros. “Mais de 80% dos brasileiros consultados em 26 estados da Federação reconheceram que vão ter problemas de abastecimento de água no futuro e, desses, 68% reconheceram que o desperdício de água é a principal causa desse problema”, disse o coordenador do Programa Água para a Vida da WWF-Brasil, Glauco Kimura de Freitas.
A sondagem chama a atenção para o desconhecimento da maioria da população sobre o real consumo de água no Brasil. Na pesquisa, 81% dos entrevistados apontaram a indústria e o setor residencial como os vilões do gasto de água quando, na verdade, o setor agrícola, em especial a irrigação, é o maior consumidor do insumo (69%). A pecuária consome 11% de água; as residências urbanas, também 11%; e a indústria, 7%.
“Como 80% da população brasileira vivem nas cidades, a percepção do cidadão é muito voltada aos problemas da água que ele enfrenta nas metrópoles. Somente 1% das pessoas reconheceu que o problema de água está na zona rural também. Ou seja, que aquela água que sai da torneira dele vem de uma nascente que está, às vezes, a quilômetros da sua casa”, disse Freitas.
De acordo com a pesquisa, só 1% dos consultados admitiu que o desmatamento e a degradação dos sistemas naturais causam problemas de água. “Isso mostra que o cidadão tem uma visão bastante limitada da torneira para frente. Da torneira para trás, há um desconhecimento muito grande”.
O desperdício é elevado nas residências. Cerca de 48% dos entrevistados reconheceram que desperdiçam água em suas casas, o que revela crescimento em relação aos cinco anos anteriores, quando essa parcela atingia 37%. “Mais de 45% reconheceram que não adotam nenhuma medida de economia de água nas suas casas”.
Segundo Freitas, falta coerência entre o discurso e a atitude. Do total de consultados, 30% disseram tomar banhos demorados, de mais de dez minutos. Em 2006, essa parcela era 18%.
Freitas atribuiu costumes como não fechar a torneira enquanto se escova os dentes ou lavar a calçada com mangueira à cultura de abundância que existe, de forma geral, no Brasil, devido à sua dimensão continental e à abundância de florestas e rios. Com isso, a cultura da abundância acaba levando ao desperdício. “Infelizmente, o brasileiro começa a sentir o problema quando ele já está instalado. Ou seja, quando tem racionamento, escassez”.
A sondagem revelou ainda que 67% dos lares pesquisados enfrentam escassez de água. No Nordeste brasileiro, 29% dos domicílios sofrem esse problema. O consumo médio diário de água por brasileiro, da ordem de 185 litros, está próximo ao da União Europeia (200 litros per capita). Segundo Freitas, “a média mascara uma desigualdade”, uma vez que o Semiárido do Brasil apresenta consumo médio de água diário inferior a 100 litros, aproximando-se, portanto, de regiões da África Subsaariana, onde o consumo é abaixo de 50 litros/dia por pessoa.
“O problema no Brasil não é questão de falta d’água. É a má distribuição. Existe um descompasso entre a demanda e a oferta”. Freitas destacou que, no Nordeste, que concentra um grande contingente da população brasileira, já existe escassez de água, enquanto em regiões como o Centro-Oeste e o Norte, que concentram menos de 10% da população, há mais abundância do recurso.
A pesquisa servirá de base para a elaboração de novas campanhas de educação e conscientização dos cidadãos sobre a necessidade de preservação dos mananciais de água na zona rural.

Agência Brasil

sábado, 23 de junho de 2012

ENEM


1. A atmosfera terrestre é composta pelos gases nitrogênio (N2) e oxigênio (O2), que somam cerca de 99%, e por gases traços, entre eles o gás carbônico (CO2), vapor de água (H2O), metano (CH4), ozônio (O3) e o óxido nitroso (N2O), que compõem o restante 1% do ar que respiramos. Os gases traços, por serem constituídos por pelo menos três átomos, conseguem absorver o calor irradiado pela Terra, aquecendo o planeta. Esse fenômeno, que acontece há bilhões de anos, é chamado de efeito estufa. A partir da Revolução Industrial (século XIX), a concentração de gases traços na atmosfera, em particular o CO2, tem aumentado significativamente, o que resultou no aumento da temperatura em escala global. Mais recentemente, outro fator tornou-se diretamente envolvido no aumento da concentração de CO2 na atmosfera: o desmatamento. 

BROWN, I. F.; ALECHANDRE, A. S. Conceitos básicos sobre clima, carbono, florestas e comunidades. A.G. Moreira & S. Schwartzman. As mudanças climáticas globais e os  ecossistemas brasileiros. Brasília: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia, 2000 (adaptado). Considerando o texto, uma alternativa viável para combater o efeito estufa é

a)  reduzir o calor irradiado pela Terra mediante a substituição da produção primária pela industrialização refrigerada.
b) promover a queima da biomassa vegetal, responsável pelo aumento do efeito estufa devido à produção de  CH4.
c) reduzir o desmatamento, mantendo-se, assim, o potencial da vegetação em absorver o CO2 da atmosfera.
d) aumentar a concentração atmosférica de H2O, molécula capaz de absorver grande quantidade de calor.
e) remover moléculas orgânicas polares da atmosfera, diminuindo a capacidade delas de reter calor.

2. Do ponto de vista geopolítico, a Guerra Fria dividiu a Europa em dois blocos. Essa divisão propiciou a formação de alianças antagônicas de caráter militar, como a OTAN, que aglutinava os países do bloco ocidental, e o Pacto de Varsóvia, que concentrava os do bloco oriental. É importante destacar que, na formação da OTAN, estão presentes, além dos países do oeste europeu, os EUA e o Canadá. Essa divisão histórica atingiu igualmente os âmbitos político e econômico que se refletia pela opção entre os modelos capitalista e socialista. Essa divisão europeia ficou conhecida como:

a) Cortina de Ferro.
b) Muro de Berlim.
c) União Européia.
d) Convenção de Ramsar.
e) Conferência de Estocolmo. 

3. A Inglaterra pedia lucros e recebia lucros. Tudo se transformava em lucro. As cidades tinham sua sujeira lucrativa, suas favelas lucrativas, sua fumaça lucrativa, sua desordem lucrativa, sua ignorância lucrativa, seu desespero lucrativo. As novas fábricas e os novos altos-fornos eram como as Pirâmides, mostrando mais a escravização do homem que seu poder. DEANE. P. A Revolução Industrial. Rio de Janeiro: Zahar, 1979 (adaptado).

Qual relação é estabelecida no texto entre os avanços tecnológicos ocorridos no contexto da Revolução Industrial Inglesa e as características das cidades industriais no início do século XIX?

A) A facilidade em se estabelecer relações lucrativas transformava as cidades em espaços privilegiados para a livre iniciativa, característica da nova sociedade capitalista.
B) O desenvolvimento de métodos de planejamento urbano aumentava a eficiência do trabalho industrial.
C) A construção de núcleos urbanos integrados por meios de transporte facilitava o deslocamento dos trabalhadores das periferias até as fábricas.
D) A grandiosidade dos prédios onde se localizavam as fábricas revelava os avanços da engenharia e da arquitetura do período, transformando as cidades em locais de experimentação estética e artística.
E) O alto nível de exploração dos trabalhadores industriais ocasionava o surgimento de aglomerados urbanos marcados por péssimas condições de moradia, saúde e higiene.



Sociedade civil protesta sobre “A Rio+20 que não queremos”


Nem a luta da menina Severn Suzuki, 20 anos depois, fez as negociações avançarem significativamente na Rio+20. A menina, que ficou famosa pelo seu discurso na Eco 92, representando as crianças em defesa do meio ambiente, voltou ao Rio duas décadas depois para seguir na busca por um futuro melhor.

Suzuki esteve reunida, na tarde desta quinta-feira, com líderes e personalidades ligados a organizações não governamentais e sociedade civil para protestar contra o documento fechado na terça-feira na Rio+20.

Pouco compromisso, ações insuficientes e dificuldades de estabalecer objetivos e resultados concretos motivou o grupo a criticar “O futuro que queremos”, texto que está em fase de análise pelos chefes de Estado e deve ser finalizado exatamente como está amanhã, quando se encerram as reuniões da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável.

Na tarde de hoje, no entanto, foi protocolado o texto “A Rio+20 que não queremos”, demonstrando a insatisfação com a lentidão e a burocracia das negociações. Cerca de 50 personalidades estiveram reunidas, entre elas Severn Suzuki, para criticar a falta de ambição nas discussões e a insuficiência das ações propostas para salvar o Planeta até o momento.

“Por todo o lado vejo jovens desesperados, perguntando o que podemos fazer, como podemos salvar o planeta. Precisamos dizer ao mundo que o nosso sistema de governança e representantes falharam em assinar um documento vazio como esse. Não sou mais tão jovem quanto era em 92, mas agora sou mãee pretendo trabalhar o resto da minha vida para buscar que as próximas gerações tenham, de fato, o futuro que queremos”, desabafa Suzuki.

A diretora do IIED – Instituto Internacional para o Desenvolvimento e Meio Ambiente, Camilla Toulmin, também esteve presente na reunião e criticou os últimos acordos. “Todos os desafios que devemos enfrentar sobre o futuro das cidades, do uso da água, economia de energia e a racionalidade de exploração dos recursos naturais foram adiados para serem discutidos em um outro momento”, finaliza.

O documento “O futuro que não queremos” é uma resposta da sociedade civil, portanto, quem estiver interessado pode assinar a petição online.

O ECO

Carta da Caatinga é apresentada por gestores do Nordeste


Mais importante do que a capacidade de mudar o texto da Rio+20 é o estímulo às reflexões sobre as questões locais. Daí, os gestores estaduais de meio ambiente do Nordeste constituíram um fórum, para fortalea governança nas políticas voltadas ao Desenvolvimento Sustentável do bioma Caatinga, com a primeira reunião agendada para o início do segundo semestre em Mossoró (RN).

Esses foram alguns dos destaques na fala de Paulo Henrique Lustosa, presidente do Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente do Estado do Ceará (Conpam), que apresentou, em nome de todos os gestores estaduais de meio ambiente do Nordeste, no fim da tarde de ontem, a Carta da Caatinga, no Parque dos Atletas, ao lado do Riocentro, onde se realiza a Rio + 20.

Em evento paralelo, o Encontro de Secretários de Meio Ambiente dos Estados e Municípios foi promovido pela Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema) e Associação Nacional de Órgãos Municipais de Meio Ambiente (Anamma).

Conferência regional

Coube ao presidente do Conpam sintetizar esse esforço que resultou na Carta da Caatinga, com 56 compromissos firmados e mais os compromissos individuais dos Estados, resultantes da I Conferência Regional de Desenvolvimento Sustentável do Bioma Caatinga - A Caatinga na Rio + 20, realizada nos dias 17 e 18 e maio, na sede do BNB, em Fortaleza.

"Em todos os nove Estados que compõem o bioma Caatinga foram feitas conferências para discussões, não apenas de problemas, mas de vocações, belezas, envolvendo todos os atores interessados em deixar de ser um bioma marginalizado para ser um bioma estratégico", destacou o gerente do Ambiente de Políticas Territoriais, Ambientais e de Inovação do Banco do Nordeste (BNB), Carlos Alberto Pinto Barreto.

Ele enfatizou que o principal compromisso foi o de fomentar as forças por meio de uma proposta de emenda constitucional que transforme a Caatinga em patrimônio nacional e também a aprovação da Política Nacional de Combate e Prevenção à Desertificação e Mitigação dos Efeitos das Secas.

Paulo Henrique Lustosa falou também sobre as belezas e potenciais do bioma e de compromissos com esforços de mitigação dos efeitos da seca, tarefa que considera complexa por estar associada ao desenvolvimento sustentável, "isso vai implicar em necessidade de investimento em medidas para transferência de tecnologias apropriadas, que podemos intercambiar tanto no Brasil quanto em outros países".

Lustosa destacou que esse bioma, historicamente visto como pobre, a cada dia é mais visto por sua riqueza e beleza e são necessárias ações para valorizar isso. "Precisamos atuar no sentido da criação do Fundo Caatinga e de outros fundos verdes que beneficiem o bioma", disse.

Sobre a Rio + 20, afirmou que as discussões são pautadas por conferências anteriores e seus resultados incluem a Convenção de Combate à Desertificação e a Convenção da Biodiversidade, dois caminhos para falar das terras áridas e da proteção da biodiversidade. Lustosa inclui aí a dimensão socioeconômica, inserida na discussão da Economia Verde inclusiva.

"O desafio é encontrar alternativas para promoção do uso sustentável, evitando práticas inadequados que degradam o ambiente", destacou Francisco Campello, coordenador do Departamento de Combate à Desertificação da Secretaria de Extrativismo de Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA).

Outros gestores ambientais do semiárido se manifestaram, como o de Minas Gerais, que anunciou a criação da maior unidade de conservação do Estado, com 500 mil hectares. O da Bahia falou sobre segurança alimentar e hídrica e do programa Água para Todos, que tem cerca de 2 milhões de beneficiados.

A presidente da Fundação Bernardo Feitosa, de Tauá, Sertão dos Inhamuns, Dolores Feitosa, disse, na ocasião, que fica esperançosa, considerando que o bioma Caatinga foi "muito humilhado" no passado. "Quem se interessa pela Caatinga tem que participar para não deixar que as promessas sejam esquecidas".

O ECO

CNBB aponta retrocesso da Rio+20 em relação à conferência anterior


A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, chega ao fim com um retrocesso quando se comparam seus resultados com os avanços obtidos na conferência anterior, a Eco 92. A análise foi feita pelo Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), após dois dias de debates.
Os bispos católicos questionaram principalmente o que classificaram de "desvio" dos dirigentes mundiais no trato da educação como instrumento capaz de resultar em relações novas e éticas com o meio ambiente. O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, disse que a economia verde defendida pelas autoridades  governamentais foge do debate central de desenvolvimento de uma política ambiental que promova o crescimento sustentável.
“A Rio+20 indica uma resposta a essas questões com a chamada economia verde. Se esta, em alguma medida, significa a privatização e a mercantilização dos bens naturais, como a água, os solos, o ar, as energias e a biodiversidade, então ela é eticamente inaceitável”, diz o documento final do conselho.
Dom Leonardo Steiner, que coordenou os trabalhos sobre o tema durante a reunião dos bispos e arcebispos, destacou que a própria medida provisória (MP) do Código Florestal, em análise no Congresso, mostra o “descuido” dos governantes quando o tema em questão é o meio ambiente.
Segundo ele, a MP apresenta pontos de retrocesso na legislação ambiental. Ele citou, por exemplo, o tratamento dado pelo governo à preservação de matas ciliares nas margens de rios, riachos e córregos. “Isso não tem avançado”.
Para o secretário-geral da CNBB, a crise financeira nos Estados Unidos e países europeus pesará na construção de uma agenda mundial de preservação ambiental e desenvolvimento com sustentabilidade.
O bispo defendeu a retirada do documento final da Rio+20 do ponto que tratava do direito reprodutivo da mulher. Para ele, além das questões ambientais, os dirigentes introduziram no texto assuntos que não guardavam relação com o tema em debate. O veto ao direito reprodutivo foi feito pelos representantes do Vaticano na reunião de cúpula.

Agência Brasil

Desenvolvimento sustentável fará parte do currículo nas faculdades brasileiras


A partir do ano que vem, a sustentabilidade deve ser incluída no currículo acadêmico de todas as universidades brasileiras. Esse foi um dos compromissos voluntários anunciados hoje (22), pelo Brasil, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20.
De acordo com o conselheiro do Conselho Nacional de Educação e pró-reitor da Fundação Getulio Vargas, Antônio Freitas Jr., a ideia é que, no futuro, a disciplina seja incorporada também da pré-escola ao ensino médio.
“Não faz sentido ensinar finanças sem ensinar ética ou meio ambiente. Educação superior é o começo, mas tem que ser em todas [as séries]. Incentivo a todos que façam ações. Não é só compromisso financeiro, precisamos de comprometimento dos governos”.
Ele informou que a decisão já foi publicada no Diário Oficial da União na semana passada e que o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, assinou simbolicamente o compromisso durante a Rio+20.
“A sustentabilidade permeia todas as áreas, os enfoques é que são diferentes. Por exemplo, foi descoberto que o gás que sai do motor a diesel causa câncer. Então, um engenheiro mecânico tem que saber muito mais sobre esse assunto. Também tem a ver com economia, pois o assoreamento dos rios tem um custo”, comentou o conselheiro.


Agência Brasil

domingo, 17 de junho de 2012

Greve dos professores federais completa um mês sem previsão de término


A greve dos professores das universidades federais completa um mês hoje (17) sem nenhuma perspectiva para o fim do movimento. O Ministério do Planejamento prometeu apresentar na próxima terça-feira (12) uma proposta para o plano de carreira dos docentes. Contudo, o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) avalia que a greve não será encerrada, mesmo se a proposta for considerada boa.
“Esperamos que o governo pare de enrolar e apresente uma proposta concreta. Esperamos que haja algo objetivo para que, a partir daí, possamos iniciar um processo de negociação. O fim da greve sequer está na nossa pauta”, disse à Agência Brasil o primeiro-vice-presidente da Andes, Luiz Henrique Schuch.
Segundo ele, apesar dos transtornos causados pela greve, o movimento tem recebido apoio da sociedade. “Temos recebido uma resposta de acolhimento por parte da sociedade. Esse é um movimento vitorioso porque a sociedade não se engana mais com discursos vazios. A sociedade está percebendo que a pior crise do país é a da falta de políticas públicas para a educação”, argumentou Schuch.
Na última terça-feira (12), o governo federal chegou a pediu, sem sucesso, uma “trégua” de 20 dias aos professores federais para continuar as negociações. O secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, disse que o governo se comprometeria a apresentar ao fim desse prazo uma proposta para solucionar o impasse em torno da reestruturação da carreira, principal reivindicação dos professores.
Além de não concordar com a “trégua”, os grevistas criticaram a postura do governo. “Estamos, desde o segundo semestre de 2010, esperando propostas concretas do governo para podermos conversar com a categoria e isso não aconteceu. Não deu para acreditar que o governo chegou falando em “trégua”. Foi uma coisa fora da realidade.”
A greve já atinge 55 instituições federais de ensino em todo o país. Também em busca da reestruturação de carreira, os servidores vinculados ao Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) anunciaram greve geral a partir de amanhã (13), entre docentes e técnicos. A paralisação deve atingir 40 mil servidores.

Agência Brasil

sábado, 16 de junho de 2012

Revista britânica diz que salários de servidores no Brasil são roubo ao povo


Reportagem publicada esta semana na revista britânica Economist critica os altos salários pagos a boa parte do funcionalismo público no Brasil e diz que isso é um roubo ao contribuinte. A revista cita como exemplo de abuso o fato de mais de 350 funcionários da prefeitura de São Paulo ganharem mais que o presidente da Câmara, cujo salário líquido é de R$ 7.223.
A publicação compara o salário de uma enfermeira-chefe da prefeitura do município, de R$ 18.300, com a média salarial da iniciativa privada, e conclui que o salário da servidora é 12 vezes mais alto que o pago pelo mercado.
A reportagem lembra que, por lei, nenhum funcionário público pode ganhar mais que R$ 26.700 - a remuneração dos juízes de instâncias federais superiores. Porém, um terço dos ministros e mais de 4 mil servidores federais teriam rendimentos superiores a esse teto. Incluindo o presidente do Senado, José Sarney, cujo salário chegaria a R$ 62 mil, devido a um acúmulo de pensões.
A revista também classifica como um "roubo ao contribuinte" o fato de membros do Congresso receberem 15 salários por ano, enquanto a maioria dos brasileiros recebe 13.

Jornal do Brasil

Ministro anuncia R$ 2 bilhões para projetos voltados para a sustentabilidade


O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, anunciou hoje (15), durante a inauguração da Expo Brasil Sustentável, o lançamento, na próxima semana, do Programa Brasil Sustentável que prevê investimentos de R$ 2 bilhões no desenvolvimento de produtos, processos e serviços inovadores ligados ao conceito de sustentabilidade.
“Esses recursos serão destinados às empresas de grande porte, que terão que promover a inovação tecnológica e se adaptarem às novas modalidades de inovação com sustentabilidade”, disse. Os recursos serão liberados pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
O ministro também informou que parte dos recursos, R$ 500 milhões (25% do total), será destinada “a institutos de ciência e tecnologia para que possam fazer parcerias com as pequenas e médias empresas que não têm condições de [fazer] investimento em sustentabilidade”.
A Expo Brasil Sustentável funcionará de 15 a 21 de junho, no Galpão 3, do Pier Mauá, onde 27 empresas parceiras estarão apresentando projetos sustentáveis que vão desde chuveiro elétrico movido a energia solar, casa de plástico feita a partir de material reciclado e ônibus movido a hidrogênio.
A exposição integra os eventos paralelo à Rio+20. A Finep quer liderar, no país, iniciativas voltadas para o crescimento responsável do ponto de vista ambiental e social. “Neste sentido, este evento é muito importante, pois representa uma nova visão sobre o desenvolvimento do país. É uma visão que harmoniza a questão do desenvolvimento com a inclusão social e a preservação ambiental”, disse o ministro.

Jornal do Brasil

Patriota: Brasil quer erradicação da pobreza como tema central da Rio+20


O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou ao iG que o Brasil, na presidência da Rio+20, pretende colocar a erradicação da pobreza como o tema central da conferência.
É a primeira vez que o Brasil revela qual será o eixo principal de sua atuação na Rio+20, cuja liderança formal assume nesta sexta (15), ainda sem um documento final acordado. Patriota visitou o Riocentro, sede do evento, nesta sexta-feira, assim como seu antecessor e atual ministro da Justiça, Celso Amorim.
"Pretendemos ter a erradicação da pobreza como tema central. O Brasil é a sexta economia do mundo, mas a renda per capita ainda é mais baixa que a dos países desenvolvidos e tem 16 milhões na miséria; a China tem 200 milhões. Não podemos retroceder nisso: colocar a erradicação da pobreza no centro das atenções", afirmou o ministro.
De acordo com Patriota, ter a erradicação da pobreza como foco central da Rio+20 tem relação com dois dos princípios estabelecidos na Rio 92. O princípio número 1 é que "os seres humanos estão no centro das preocupações com o desenvolvimento sustentável" e outro - muito polêmico - o das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, para cada país.
"O resultado da Rio+20 tem de apelar para a responsabilidade coletiva, com todos assumindo sua parcela de responsabilidade. O Brasil pretende inspirar filosoficamente esse debate, e já o faz,naturalmente, com a liderança pelo exemplo e com o relacionamento com todos os países-membros da ONU. É isso o que vamos fazer nos próximos dias", disse Patriota.

IG

Conheça o histórico das conferências ambientais da ONU


Foram necessários quase 30 anos após a criação da Organização das Nações Unidas, em 1945, para que ocorresse a primeira Conferência Mundial sobre Homem e o Meio Ambiente em 1972. O local escolhido para o encontro foi Estocolmo, na Suécia. O encontro marca a primeira vez na qual se debateu em âmbito global questões como o tamanho da população do mundo, a poluição atmosférica e a o uso de recursos naturais. Nela 113 países e mais de 400 instituições governamentais e não governamentais abordaram temas como a chuva ácida e o controle da poluição do ar.
O resultado da Conferência foi uma declaração relacionada à preservação e uso dos recursos naturais. “A proteção e a melhora do ambiente é uma questão fundamental que afeta o bem estar das pessoas e o desenvolvimento econômico em todo o mundo...”, proclamava o item 2 da Declaração. O encontro ficou marcado também pela discordância entre países desenvolvidos e subdesenvolvidos. De um lado os desenvolvidos queriam diminuir as atividades mundiais de indústria por um tempo para reduzir a poluição. Do outro, os subdesenvolvidos queriam continuar com a industrialização pois dependiam dela para desenvolver o país e e melhorar sua situação socioeconômica.
Foram necessários mais 20 anos até que ocorresse a segunda conferência sobre o tema em 1992, a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, mais conhecida como ECO-92, no Rio de Janeiro. O encontro buscava conciliar desenvolvimento social e econômico com a conservação e proteção do ambiente. O tema, naquele momento, havia entrado na agenda dos principais chefes de Estado do mundo, e a conferência contou com a presença maciça deles. O principal resultado do encontro foi a Agenda 21, um programa de ações para o desenvolvimento sustentável para o século 21 assinado por 179 países. Durante o evento foram aprovados também dois acordos importantes: a Convenção da Biodiversidade que tem como objetivo conservar a biodiversidade, fazer uso sustentável de seus componentes e dividir de forma justa os benefícios gerados com a utilização de recursos genéticos, e a Convenção sobre Mudanças Climáticas que serviu de base para o Protocolo de Kyoto de 1997, que colocou metas de redução de emissão de gases do efeito de estufa.
Em 2002, dez anos após a ECO-92, a ONU realizou a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente e Desenvolvimento Sustentável em Joannesburgo, na África do Sul. Conhecida como Rio+10, o encontro tinha como objetivo rever as metas propostas pela Agenda 21 e trabalhar para implementar o que já estava em andamento. A expectativa era de que houvesse a definição de uma ação global que conciliasse o desenvolvimento econômico e social com a preservação do ambiente. Mas com os recentes atentados do 11 de Setembro, a conferência, no entanto, terminou por debater basicamente problemas de cunho social e frustrou as expectativas.
O quarto encontro mundial da ONU sobre meio ambiente, a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a chamada Rio+20 tem a missão de definir os rumos do desenvolvimento sustentável nas próximas décadas em temas como segurança alimentar, economia verde, acesso à água, uso de energia, além de dar continuidade à agenda ambiental iniciada na Eco-92 há exatos 20 anos. A expectativa é grande.

IG

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Mais de mil cidades nordestinas estão em estado de emergência por causa da seca


O Nordeste tem 1.013 municípios em situação de emergência por causa da estiagem, segundo levantamento do Ministério da Integração Nacional. Com isso, são 4 milhões de pessoas afetadas diretamente pela seca na região. E não há previsão de chuva para o sertão nordestino nos próximos dias. No litoral, chove desde quarta-feira (13).
“Estamos monitorando a parte leste da região, que vai da Bahia ao Rio Grande do Norte. A previsão é chuva forte. Volta e meia, a chuva pode ser moderada. Para o interior, não há previsão”, informou a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Odete Chiesa.
Segundo ela, a temporada de chuvas no interior da Região Nordeste ocorre entre fevereiro e abril, mas, este ano, praticamente não choveu. Geralmente, quando a chuva não vem nessa época, a probabilidade é que não chova mais no restante do ano, informou a meteorologista.
A Bahia é o estado mais afetado pela seca, com 230 cidades em estado de emergência, uma situação que afeta mais de 500 mil pessoas, de acordo com a Defesa Civil do estado. A Paraíba tem 197 cidades na mesma situação, seguida do Rio Grande do Norte, com 139.
Quando um estado ou município está em estado de emergência, além do regime de alerta conduzido pela Defesa Civil, o Poder Público pode contratar serviços e fazer obras sem necessidade de abrir licitação.
O Ministério da Integração Nacional anunciou esta semana que há R$ 2,7 bilhões disponíveis para ações emergenciais de combate à seca, como a contratação de carros-pipa, a instalação de mais de 30 mil cisternas e a recuperação de 2,4 mil poços no âmbito do programa Água para Todos.
A partir de segunda-feira (18), Bahia, Piauí, Pernambuco, Sergipe e Minas Gerais terão acesso ao Bolsa Estiagem, um programa de transferência de renda destinado a minimizar os efeitos da seca sobre a população.

Agência Brasil

Brasil assume comando da Rio+20 decidido a acabar com controvérsias


No comando da Conferência das Nações Unidas sobre Sustentabilidade (Rio+20) que assumirá no final da noite de hoje (15), o Brasil pretende estabelecer uma nova ordem de trabalho para as delegações dos 193 países representados nas reuniões. O objetivo é fechar o documento final até o dia 19 para evitar constrangimentos aos 115 chefes de Estado e de Governo, nos próximos dias 20 a 22.
A estratégia brasileira é esgotar as negociações em busca de consenso até as 23h de hoje. Se a tática não der certo, como tudo indica, segundo os negociadores, foi definido um plano B. A ideia é que os grupos trabalhem, a partir do fim de semana, debruçados sobre os temas-chave que não obtiverem consenso.
Inicialmente, estão programados quatro grandes grupos de trabalho: o que tratará dos meios de implementação, que são as definições de metas para curto, médio e longo prazo; o que vai discriminar as ações para a governança global; o que vai definir as metas relativas ao desenvolvimento sustentável em si, como água e energia, além das propostas relativas à economia verde.
O Brasil deve assumir a Presidência da Rio+20, logo depois do encerramento oficial das reuniões dos comitês preparatórios. Comandarão as negociações os atuais embaixadores André Corrêa do Lago, chefe da delegação brasileira na conferência, e o secretário executivo da delegação brasileira, Luiz Alberto Figueiredo Machado. O comando-geral ficará a cargo do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.
A partir do dia 20 até o dia 22, a presidenta Dilma Rousseff assume o comando nas reuniões plenárias. Paralelamente, os negociadores intensificam as articulações para que o menor número possível de controvérsias seja encaminhado aos líderes políticos nas reuniões de alto nível.
No entanto, os obstáculos vêm se acumulando ao longo do dia. As questões relativas às definições de metas, como compromissos formais no que se refere ao desenvolvimento sustentável, garantias de recursos para a execução das propostas e meios de assegurar transferência de tecnologias limpas dominam os debates.
Os países em desenvolvimento que integram o grupo do G77 divergem dos países desenvolvidos sobre a questão da economia verde. Para o G77, a proposta que predomina, que é a europeia, de fixar um programa mundial com normas e regras sobre a economia verde, não atende aos interesses dos países pobres.
Paralelamente, os negociadores dos países ricos se recusam a aceitar propostas que visam ao aumento de recursos financeiros destinados ao crescimento sustentável. O argumento apresentado por eles é que os impactos da crise econômica internacional os impedem de avançar sobre os temas relacionados a mais recursos. Também há restrições no que se refere à proposta de transferência de tecnologias limpas – que envolvem negociações sobre patentes.

Agência Brasil

sábado, 9 de junho de 2012

Uso indiscriminado de antibióticos aumenta risco de superbactéria


O uso indiscriminado de medicamentos, sobretudo antibióticos, aumenta de forma considerável o risco de casos de superbactérias – microorganismos resistentes à maior parte dos tratamentos disponíveis. O alerta é do diretor da Sociedade Brasileira de Infectologia, Marcos Antonio Cyrillo.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 440 mil casos de tuberculose resistente são registrados no mundo todos os anos, além de cerca de 150 mil mortes decorrentes de infecções por superbactérias.
“Não há hospital livre disso. Lógico que um hospital de grande porte e de alta complexidade ou um hospital universitário com vários leitos de UTI [unidade de terapia intensiva] e que interna pacientes com cirurgias complicadas são o tipo de lugar que pode ter mais bactérias resistentes. Mas nenhum hospital ou casa de repouso com longa permanência está livre disso”, observou Cyrillo.
Para o infectologista, o uso indiscriminado de antibióticos configura, de certa forma, um problema cultural, já que o profissional de saúde se sente mais seguro ao receitar o medicamento. “Ele acha que está fazendo um bem para o paciente, mas vários fatores precisam ser levados em conta na hora de fazer um programa de prevenção e também de orientação para o uso de antibiótico”, reforçou.
Na tentativa de conter os casos de superbactéria no Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que a venda de antibióticos só pode ser feita com a apresentação de duas vias da receita médica. O objetivo, de acordo com a gerente de Vigilância e Monitoramento em Serviços de Saúde, Magda Machado, é restringir a automedicação, já que uma via fica retida pelo estabelecimento.
Ela lembrou que, após os casos da superbactéria KPC (Klebsiella pneumoniae carbapenemase) registrados no país nos últimos anos, a Anvisa editou uma nota técnica que trata da identificação, prevenção e controle de infecções relacionadas a microorganismos multirresistentes. Entre as obrigatoriedades nas unidades de saúde está a higienização das mãos por meio do uso de álcool em gel por profissionais de saúde e visitantes.
Francisca Silva, 52 anos, é representante de laboratório e tem medo de contrair qualquer tipo de infecção resistente a medicamentos. “Tomo certos cuidados com a higiene porque trabalho em hospital e, por isso, estamos suscetíveis a todo tipo de contaminação. Procuro me proteger de qualquer uma delas”, contou.
A dona de casa Andreia Queiroz da Silva, 34 anos, tem lúpus, doença que compromete o sistema imunológico, e também se preocupa em manter hábitos como lavar as mãos com água e sabão quando frequenta unidades de saúde. “Acho que está faltando informação sobre essa superbactéria. Nos hospitais, é comum vermos panfletos com orientações sobre a higienização das mãos, mas muita gente não segue.”
Cleide Teixeira, 39 anos, é enfermeira e trabalha há 19 anos na mesma unidade de saúde. Além da higienização das mãos, ela usa luvas cirúrgicas descartáveis como alternativa para se proteger e proteger os pacientes de microorganismos multirresistentes. “Nós, profissionais de saúde, estamos expostos a qualquer tipo de doenças. Temos a obrigação de evitar que os pacientes sejam contaminados”, avaliou.

Jornal do Brasil

Veja seis alimentos que ajudam na malhação


O que comemos está diretamente ligado à nossa disposição. Uma alimentação adequada melhora o rendimento durante os exercícios e ainda ajuda a queimar calorias com mais facilidade. Por isso, a revista Fitnessreuniu seis dicas de alimentos indicados por Dawn Jackson Blatner, autora de The Flexitarian Diet (sem versão em português), para garantir sua saúde antes durante e depois da malhação. 

Antes 

Passas: Segundo Blatner, estudos mostram que esse alimento funciona como combustível muscular antes de exercícios físicos. Por isso, consuma duas colheres de sopa de passas antes de partir para a malhação.
Chá verde: Pesquisas indicam um composto chamado catequina, presente no chá verde, pode ajudar a queimar gordura mais facilmente durante o exercício. Além disso, a cafeína desse chá é uma forma saudável de obter energia. 

Durante 

Água de coco: Ideal para ser consumida durante exercícios leves e pesados, a água de coco hidrata tão bem como bebidas esportivas. Ela contém todas as substâncias boas que seu corpo precisa como carboidratos e potássio sem adição de adoçantes artificiais.
Água: Ela é a melhor opção de hidratação para quem malha 30 minutos ou menos por dia. Blatner sugere que você se pese antes e depois do exercício para se certificar que está tomando quantidade suficiente de água. Caso seu peso se altere é sinal que perdeu líquido demais. 

Depois

Cerejas: Estudos mostram que cereja pode diminuir dores e inflamações musculares. Então, coma uma xícara dessa fruta ou tome um copo de seu suco.
Suco verde: Pesquisas recentes apontam que um composto presente nas folhas verdes ajuda a aumentar a eficiência muscular. Em um liquidificador, bata uma xícara de espinafre, 250 ml de leite desnatado e ½ xícara de frutas. Com essa bebida sua recuperação será mais rápida

Jornal do Brasil

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Cresce preocupação dos brasileiros com o meio ambiente, mostra pesquisa


Aproximadamente 13% dos brasileiros dizem ter preocupação com o meio ambiente, segundo pesquisa divulgada hoje (6) pelo Ministério do Meio Ambiente. O percentual é mais do que o dobro do registrado há seis anos (6%).
De acordo com o levantamento, o meio ambiente está em sexto lugar na lista de preocupações dos brasileiros, ficando atrás de saúde/hospitais (81%), violência/criminalidade (65%), desemprego (34%), educação (32%) e políticos (23%). Há seis anos, o meio ambiente aparecia na 12ª colocação, à frente apenas de reforma agrária e dívida externa. Em 1992, ano da primeira pesquisa, o tema era sequer citado.
"Isso é resultado de um maior acesso à informação. Mas o meio ambiente também é visto como problema, e não como uma oportunidade", disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
O principal problema ambiental citado pelos brasileiros é, desde a primeira pesquisa, o desmatamento de florestas (neste ano, com 67%). Outros principais problemas são a poluição de rios e lagoas (47%), a poluição do ar (36%), o aumento do volume do lixo (28%), o desperdício de água (10%), a camada de ozônio (9%) e mudanças do clima (6%).
Também são citados como problemas: extinção de animais/plantas (6%), falta de saneamento (3%), poluição por fertilizantes (3%), consumo exagerado de sacolas plásticas (3%) e falta de conscientização ambiental da população (2%).
A pesquisa mostrou, no entanto, que as belezas naturais são o principal motivo de orgulho para os brasileiros. Aproximadamente 28% das pessoas dizem que o meio ambiente brasileiro é motivo de orgulho, à frente do desenvolvimento econômico (22%), das características da população (20%), do pacifismo (13%), da cultura (6%) e da qualidade de vida (1%).

Agência Brasil

Perdas da biodiversidade mundial chegam a níveis alarmantes, diz Geo-5


As taxas de perda da biodiversidade mundial chegaram a níveis alarmantes nas últimas décadas, segundo conclusão do 5º Panorama do Meio Ambiente Global (Geo-5), divulgado hoje (6) na sede do Itamaraty, centro do Rio de Janeiro.
Segundo o estudo, 20% das espécies de vertebrados estão ameaçadas e 38% dos recifes de corais sofreram redução desde 1980. O Geo-5 também divulgou que mais de 30% da superfície terrestre são usados para produção agrícola e alguns habitats naturais sofreram reduções de mais de 20% nos últimos trinta anos.
De acordo com o secretário de Políticas Públicas e Programas de Pesquisa de Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação à Pesquisa, Carlos Nobre, os números apontam que o mundo está muito próximo de encontrar situações em que as perdas da biodiversidade e recursos naturais serão irreversíveis. “Ainda não chegamos lá, mas as ações são urgentes, pois já passamos do ponto de alcançarmos o futuro que queremos em alguns aspectos”.
Ainda de acordo com Nobre, a pesquisa reforça a necessidade de quebrar a inércia política das últimas duas décadas. “O relatório também mostra inúmeros bons exemplos, inclusive vários do Brasil. A grande questão política agora é ampliar esses exemplos em grande escala para que se tornem a econômica futura”, disse.
Exemplos de sucesso foram identificados em vários países pelo relatório, como a adoção de mecanismos de pagamentos por serviços ecossistêmicos no Vietnã, políticas no Brasil para diminuir o desmatamento na Amazônia, a reabilitação de pastagens na Síria e gestão melhorada de recursos hídricos no Iêmen, entre outros.
“Precisamos de 7 bilhões de indivíduos agindo juntos: governos, empresas e, acima de tudo, cooperação entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento, pois há problemas que não podem ser resolvidos pelas nações individualmente”, declarou o diretor executivo do Pnuma, Achim Steiner.
O relatório Geo-5 faz uma avaliação do estado do meio ambiente e das tendências ambientais globais e envolveu mais de 600 especialistas do mundo todo durante três anos de estudos. O relatório completo pode ser encontrado no site do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Agência Brasil

Ex-presidente do Ibama critica pacote ambiental do governo


Se o governo tivesse anunciado recursos para melhorar a gestão e implementação das unidades de conservação (UCs) que já existem no país teria feito um pacote ambiental mais a altura de um Dia do Meio Ambiente. A opinião é da engenheira agrônoma Maria Tereza Pádua, que integra a comissão de Parques Nacionais da União Mundial para a Conservação da Natureza (UICN).
“O que a presidenta Dilma podia fazer é anunciar que, em vez de usar US$ 4 bilhões ou US$ 5 bilhões em uma hidrelétrica, vai usar esse dinheiro no sistema de conservação. Isso solucionaria os principais problemas das unidades de conservação do país”, avaliou.
Maria Tereza, que foi presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), durante a Conferência sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, a Rio92, disse que as medidas anunciadas ontem (5), pela presidenta Dilma Rousseff, consolidam “um pacote tímido para o país que está recebendo a Rio+20”.
A engenheira alerta que o governo continua repetindo “o erro eterno de não implementar essas áreas. Inclui a criação em decreto e no campo nada acontece. Ficam ali, dois fiscais brigando, sem que exista gestão da área e sem regularização”.
O resultado dessa prática, segundo ela, é a manutenção do discurso de que o Brasil tem muitas áreas protegidas. As estimativas são que 60% do território brasileiro estão em áreas protegidas, enquanto a engenheira garante que a porcentagem não passa dos 10%, sendo que “dois terços não estão implantados”.
“Muitas reservas extrativistas são [áreas de] reforma agrária e não unidades de conservação. O governo criou áreas de preservação ambiental (APAs) gigantescas em tudo quanto é lugar. Quando soma isso, parece que o Brasil tem demais. E, na prática, a verdade é outra.”
Pelas contas da ex-presidente do Ibama, os problemas de má gestão e má implementação das UCs não têm limites territoriais. Durante o anúncio do pacote ambiental, o governo disse estar próximo de cumprir a meta de proteção de 30% do território da Amazônia. Na avaliação de Maria Tereza Pádua, que também foi diretora de parques nacionais por 14 anos, o problema é que “todas as unidades, com exceção de umas dez bem implementadas na região, estão jogadas para as cucuias. O que são esses 30%? reservas extrativistas? áreas de proteção ambiental [APA]?”, questionou.
Segundo ela, a APA de cerca de 6 milhões de hectares na Ilha de Marajó não alterou as atividades na região. “Toda a Mata Atlântica e o Cerrado são reservas da biosfera. O que isso mudou em São Paulo ou em Minas Gerais?”, criticou. Maria Tereza lembra que o bioma Mata Atlântica hoje possui cerca de 7% de sua área original bastante degradada. Da Caatinga, sobraram 11% e, do Cerrado, restaram 40% da área original “em péssimo estado”.


Agência Brasil

Rio terá festival de iluminação urbana sustentável


O Rio de Janeiro vai sediar pela primeira vez no país o festival de iluminação urbana Luz na Cidade, que formará um trajeto luminoso entre a Praça Tiradentes e a Lapa, no centro histórico. O evento, que já percorreu 67 cidades do mundo, ocorre nos dias 18 e 29 de junho. A iniciativa tem apoio da Prefeitura e da Eletrobras, como parte das comemorações dos 50 anos da empresa.
Segundo o secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos, Carlos Roberto Osório, a iniciativa visa a implementar uma iluminação cênica sustentável, de alto padrão e baixo consumo de energia, valorizando monumentos arquitetônicos e históricos.
Serão utilizadas lâmpadas que consomem um nível reduzido de energia e custos mais baixos. Além disso, serão utilizados produtos reciclados, diminuindo a poluição.
“É um festival que irá reunir os maiores designers de luz do mundo, cada um fazendo um monumento, serão 15 no total. O festival será realizado em junho, coincidindo com a Rio+20, uma vez que trata-se de uma iluminação moderna e sustentável”, acrescentou o secretário.
O projeto terá a participação de renomados artistas nacionais e internacionais, especialmente os franceses. A inspiração do festival é a Festa da Luz, de Lyon, na França, cujos curadores estarão presentes no festival carioca.
 
Agência Brasil

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Geografia - Vestibular


1 (UNICAMP) Importantes transformações produtivas e na forma de organização do trabalho têm ocorrido nas últimas décadas em todo o mundo e também no Brasil. Assinale a alternativa correta.

a) Em todo o mundo vêm sendo observadas mudanças em relação ao assalariamento e ao desemprego, como a precarização das relações de trabalho para desoneração da produção, e o crescimento da informalidade.
b) Acordos e tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, tratam da questão do trabalho escravo e proíbem a escravidão por dívida, razão pela qual esse tipo de trabalho forçado não é registrado no país desde 1888.
c) Considerando a oferta de trabalho no Brasil, observa-se uma mudança de tendência, com a diminuição de oferta de emprego no setor primário e terciário, e efetivo aumento da oferta de emprego no setor secundário da economia.
d) Uma característica marcante das relações de trabalho na etapa atual do modo de produção é a maior organização sindical. 

2 (UECE) Trata-se de um domínio natural com características tropicais úmidas, com processos de intemperismo químico em rochas cristalinas, com relevos fortemente dissecados em morros, colinas e cristas, e com a ocorrência de processos erosivos acelerados motivados por desmatamentos desordenados. A área com tais características corresponde ao domínio de

a) terras baixas florestadas equatoriais.
b) áreas mamelonares tropicais-atlânticas florestadas.
c) chapadões tropicais interiores com cerrados e florestas galerias.
d) planaltos subtropicais com araucárias.
c) terras roxas

3 (CEFET-MG) Sobre a matriz de transportes brasileira, afirma-se:

I - Há uma concentração de ferrovias na região Centro-Oeste devido à ampliação dos investimentos internacionais.
II - O incremento estatal na infra-estrutura aérea possibilitará um escoamento significativo da exportação dos produtos agrícolas.
III - A preferência pelas ferrovias em detrimento da navegação de cabotagem, deve-se à sua maior capacidade de carga.
IV - A modalidade rodoviária apresenta um percentual de utilização superior às demais tipologias.
V - A expansão da rede dutoviária, a partir do final do século XX, efetivou-se em consonância com o processo de diversificação da matriz energética brasileira.

Estão corretas apenas as afirmativas

a) I e II.
b) I e III.
c) II e IV.
d) III e V.
e) IV e V.


Geografia - 2012


1 (UNEAL) O conceito de Desenvolvimento Sustentável parte do princípio de que

a) para sustentar o consumo da população mundial, a destruição do meio ambiente deveria ser contida nos países pobres.
b) o atendimento às necessidades básicas das populações, no presente, não deve comprometer os padrões de vida das gerações futuras.
c) o padrão básico de vida populacional tem esgotado os recursos naturais e a alternativa seria rever o modo de viver nas grandes cidades.
d) o desenvolvimento industrial deve diminuir, adaptando um novo modo de vida às gerações atuais e otimizando o uso de produtos artesanais.
e) a diminuição da retirada de recursos naturais renováveis e não renováveis buscam estabelecer novas formas de convívio com o meio agropecuário.

2 (UESPI) Na Geografia Econômica vem sendo empregada, com certa freqüência, a expressão “Desenvolvimento Sustentável”.

Com relação a esse tema, assinale a única alternativa incorreta. O Desenvolvimento Sustentável:
a) é o desenvolvimento capaz de suprir as necessidades da geração atual sem comprometer a capacidade de atender às necessidades de gerações futuras.
b) para ser alcançado, necessita de um planejamento e do reconhecimento de que os recursos naturais são infinitos, mas a população cresce em progressão geométrica.
c) propõe qualidade em vez de quantidade, pela redução de matérias-primas e de produtos e pela defesa da reutilização e da reciclagem.
d) busca conciliar desenvolvimento econômico com a preservação ambiental e, também, promover o fim da pobreza.
e) objetiva a satisfação das necessidades básicas da população e a solidariedade para com as gerações futuras.

3 (UEC) As recentes projeções sobre o crescimento global da economia apontam para um cenário de redução em 2011 e 2012. O FMI também alerta que a estabilidade da economia mundial pode ser ameaçada

a) pelo agravamento da crise da dívida na economia europeia.
b) pela redução dos gastos públicos nos países do MERCOSUL.
c) pelo impacto econômico da super safra de soja e milho nos EUA em 2011.
d) pela redução da dívida nas economias americana e japonesa.
e) NDR

domingo, 3 de junho de 2012

Consumo responsável


A população mundial gasta o equivalente a 30 trilhões de dólares em produtos e serviços por ano, de acordo com a Ong ambientalista Worldwatch Institute.
Neste mundo capitalista e globalizado, a má distribuição de renda gera uma imensa desigualdade em relação ao consumo. A partir dos gastos com bens e serviços, as 500 milhões de pessoas mais ricas do mundo são responsáveis pela emissão de cerca de 50% dos gases que intensificam as Mudanças Climáticas. Os três bilhões mais pobres emitem apenas 6% do total. A ONU afirma que cerca de 1 bilhão de habitantes do Planeta passam fome. O filósofo Luiz Felipe Pondé nos ajuda a refletir sobre consumo, consumismo e impactos ambientais.
“O consumo está diretamente ligado ao desejo. E o desejo me parece uma estrutura básica do ser humano. Não tem como eliminar o desejo, porque ele é o próprio motor da vida. Escolas antigas gregas, eles colocavam o desejo como um problema: tem que controlar o desejo, se não você não consegue controlar a si mesmo. Já da Grécia para cá muitos filósofos como Aristóteles apontam que para você desenvolver o caráter, as virtudes, você tem que domar o desejo”.
Gino Giacomini Filho, professor da USP e autor de "Meio Ambiente e Consumismo" traz o conceito de Consumerismo, que seria uma resposta do próprio consumidor e de algumas instituições ao consumo baseado na propaganda enganosa e no desrespeito à direitos básicos. No Brasil ele está ligado ao surgimento do Procon nos anos 70.
“Como o consumerismo se relaciona com o Meio Ambiente ou como um consumo mais responsável afeta o Meio Ambiente? Vamos dizer que o consumidor quer é qualidade de vida. Não adianta ele ter um guarda sol que funciona bem, ter um filtro solar eficiente se a praia é poluída. Não adianta ter um carro bonito, uma casa bonita, se a água que ele tá consumindo é escassa ou está contaminada. Da mesma forma que não adiante ter uma educação de alta qualidade se o entorno dele está comprometido com barulho, com poluição, porque isso vai se reverter em doenças depois de uma certa idade" conclui.
O consumo responsável envolve a compra de produtos que foram fabricados sem explorar seres humanos ou animais e tentando minimizar os impactos sobre o meio ambiente. A compra acontece quando há uma necessidade real. Nada daquela história de 'ah, eu tô estressado ou tô triste e vou fazer umas comprinhas para espairecer".
“Uma coisa é entender o consumo como: eu quero consumir um carro novo a cada ano. Outra coisa é entender consumo como parte da necessidade natural do ser humano. Eu não sei até que ponto facilita a conversa se a gente entender que beber água é consumir água, que comprar roupa é consumir roupa. Consumo quase que degenera na idéia de consumismo: você já não sabe mais quais são as necessidades naturais ou o que não é mas vira. E aí entra o tema do consumo contemporâneo. Ter uma escola para o filho não é consumo. Mas como a ser à medida em que a escola se transforma num bem que não basta ter escola. 

Autor:
Editora-chefe:Vera Diegoli.Reportagem: Cláudia Tavares. Edição de Texto: Mylene Parisi. Pauta:Marici Arruda.

Greve dos professores das universidades federais já atinge 48 instituições


A greve das instituições federais de ensino já atinge 46 universidades federais e mais dois institutos de ensino tecnológico, segundo levantamento do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes).
A principal reivindicação dos docentes é a revisão do plano de carreiras. O sindicato defende que o atual modelo não permite uma evolução satisfatória do professor ao longo da profissão. A greve já dura mais de 15 dias.
No ano passado, o governo fechou um acordo com a categoria. Ele previa a revisão do plano de carreiras para 2013, além de um aumento de 4%, a partir de março, e a incorporação de gratificações. Os dois últimos pontos já foram concedidos, mas o novo plano continua pendente.
Na última semana, o comando de greve tinha uma reunião de negociação marcada no Ministério do Planejamento, mas o encontro foi adiado pelo próprio governo. O sindicato diz que não recebeu nenhuma justificativa para o cancelamento da reunião. O ministério informou, por meio da assessoria de imprensa, que o encontro foi apenas adiado por razões de "agenda" e será remarcado.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, fez um apelo para que os professores retomem suas atividades e justificou o atraso nas negociações por causa da morte, em janeiro, do secretário executivo do Ministério do Planejamento, Duvanier Costa, que era responsável pela negociação salarial de todo o serviço público federal.

Agência Brasil

Endividamento de consumidores e “financeirização da pobreza” preocupam especialistas


A alternativa escolhida pelo governo de estimular o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) por meio do consumo pode trazer consequências preocupantes, alertam especialistas.
Para a socióloga Cláudia Sciré, autora do livro Consumo Popular, Fluxos Globais, o que está ocorrendo é uma “financeirização da pobreza” e não a efetiva ascensão de uma nova classe média ou nova classe C, como apontam série de estudos lançados nos últimos anos pelos economistas Marcelo Néri (Fundação Getulio Vargas) e Ricardo Paes e Barros (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República).
“É preciso prestar mais atenção nesse processo de financeirização da pobreza”, recomenda Cláudia, destacando que é necessário “olhar para mais itens”. “Eles deixaram de ser pobres? O acesso a bens culturais e à educação [de qualidade] continua muito difícil. O consumo sozinho não pode ser parâmetro”, critica, questionando a sustentabilidade da ascensão e o endividamento das camadas da população que tiveram aumento de renda e consumo na última década. “A gente não sabe o que vai acontecer de fato.”
A incerteza sobre a capacidade de endividamento e da eficácia do estímulo ao consumo também preocupa o economista Fábio Giambiagi, um dos autores do livro Além da Euforia - Riscos no Plano Econômico. “Apesar de os juros estarem caindo, esse endividamento nos outros países se dá com juros muito inferiores aos brasileiros. De tal forma que o mesmo endividamento tende a gerar, aqui no Brasil, um comprometimento da renda com o pagamento maior que nos outros países.”
Giambiagi pondera sobre a decisão do Ministério da Fazenda de estimular o consumo (por meio de isenção de impostos, como no caso do carro popular) para melhorar o Produto Interno Bruto (PIB) do país. “Esse pacote recente do governo aponta no sentido de estimular o consumo no sentido de melhorar o PIB este ano. A gente entende pela lógica do curto prazo. Mas, para o médio e longo prazo, o conselho seria aumentar os canais de investimento público e privado”.
A mesma receita foi utilizada de forma eficaz pelo governo, em 2009, para minimizar o impacto da crise financeira internacional que tevê o ápice em setembro de 2008. Além do resultado macroeconômico, o aumento do consumo entre as camadas mais populares “reconfigurou as hierarquias dentro da família”, disse Cláudia Sciré se referindo à diminuição e até inversão da submissão nas relações entre marido e mulher e também entre pais e filhos. “Esses [os filhos] começam a trabalhar e passam a ter maior autonomia perante as decisões de consumo. A mesma coisa ocorre entre mulher e marido, quando ocorre de ele estar com o nome sujo”, exemplificou.
Apesar dos efeitos econômicos e sociais positivos, a socióloga lembra que o acesso ao crédito pode ter consequências indesejadas na vida dos emergentes. “De uma hora para a outra as pessoas passam a lidar com uma série de mecanismos financeirizados que são muito complicados até para quem já está acostumado”, avalia.
“As pessoas às vezes se confundem, até porque o crédito oferecido é duas ou três vezes maior do que a renda. As pessoas acabam se endividando e a vida delas passa a ser gerida e pautada por esses prazos do mercado por essas dívidas que elas vão assumindo. Isso tem consequências graves como não conseguir visualizar um horizonte de possibilidades para além do mês seguinte”, alerta a socióloga.
Na opinião de Fábio Giambiagi, a “combinação zodiacal” que favorecia a manutenção do crescimento por meio mercado interno – que agora tende a crescer menos – mudou. O economista associa as dificuldades de perda do ritmo com a composição do endividamento das famílias brasileiras. “A grande diferença de endividamento do Brasil e dos outros países está associado ao componente habitação. A minha impressão é que seria desaconselhável estimular novos processos de endividamento que fossem além do ponto que a gente está”.

Agência Brasil

sábado, 2 de junho de 2012

PIB brasileiro tem baixo crescimento no primeiro trimestre do ano


A economia brasileira ficou praticamente estagnada no começo de 2012. O resultado do Produto Interno Bruto, divulgado nesta sexta-feira (1º) pelo IBGE, mostra um crescimento muito tímido entre janeiro e março, mas com alguns setores que surpreenderam.
Devagar, quase parando. A economia girou em um ritmo mais lento e o PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, teve aumento de apenas 0,2% entre janeiro e março. Já na comparação com o mesmo período de 2011, a alta é um pouco maior: 0,8 %. Mesmo assim, ficamos na lanterna entre os Brics, grupo de cinco países emergentes.
O setor que mais encolheu foi a agropecuária (-7,3%). O mau tempo prejudicou algumas lavouras importantes. As importações cresceram mais do que as exportações e isso também atrapalhou o resultado do PIB.
A surpresa boa veio da indústria, que teve crescimento de 1,7%, A explicação é que as fábricas conseguiram aumentar suas receitas, apesar de terem reduzido a produção nesses meses.
Outra contribuição veio dos gastos do governo, que aumentaram (1,5%). O setor de serviços, que inclui telefonia e o comércio, por exemplo, também cresceu (0,6%), graças ao bolso dos consumidores.
O brasileiro ajuda a movimentar a economia, e não é pouco. Segundo o IBGE, o consumo das famílias cresce desde 2003 e representa 60% do PIB.
Só que o apetite para gastar ficou menor. O consumo está crescendo em um ritmo mais lento. Já foi de mais de 6% e hoje é metade disso.
“O mercado de trabalho está bem, ainda sim a inadimplência subiu, as pessoas estão mais reticentes de pegar dinheiro emprestado ou porque estão devendo e não estão conseguindo pagar ou porque têm risco de entrar nessa situação”, explica o economista da FGV Armando Castelar.
Para ele, é preciso mais do que medidas de incentivo ao consumo para estimular a economia.
“Acho que o que o Brasil precisa agora é mudar um pouco o seu modelo, cuidar de coisas que ficaram esquecidas, como o investimento em infraestrutura e crescer mais com base nessas áreas do que tentar realmente continuar estimulando o consumo naquele ritmo muito forte que a gente tinha antes”, acrescenta.
O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse que o PIB do primeiro trimestre confirma que a recuperação da atividade econômica tem sido bastante gradual e que o consumo das famílias continua sendo o principal suporte neste período de crise internacional. Para ele, o ritmo da atividade econômica vai se intensificar ao longo de 2012.
 
G1

Enem: inscrições seguem abertas com quase 2 milhões de inscritos em cinco dias


As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) seguem abertas até 15 de junho, exclusivamente pela internet. Até as 19h de ontem (1°), 1.966.270 estudantes se inscreveram para participar da prova. A expectativa do Ministério da Educação (MEC) é que as inscrições superam 2 milhões neste fim de semana.
O exame será aplicado nos dias 3 e 4 de novembro. No ano passado, cerca de 6 milhões se inscreveram no Enem e pouco mais de 5 milhões pagaram a taxa, confirmando a participação.
A região com maior número de inscritos para o Enem 2012, conforme o último balanço, é o Sudeste (730 mil). Na sequência aparecem o Nordeste (650 mil), Sul (230 mil) e Centro-Oeste e Norte (177 mil cada uma).
Desde 2009, o Enem ganhou mais importância porque passou a ser usado por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. A prova também é pré-requisito para quem quer participar de programas de acesso ao ensino superior, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Ciência sem Fronteiras. 

Agência Brasil

CNA espera recuperação das perdas da safra somente em 2013


A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) informou hoje (1º) que os resultados negativos do Produto Interno Bruto (PIB) da agropecuária no primeiro trimestre do ano, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), podem ser amenizados pela perspectiva de bom desempenho na segunda safra de grãos, que começa a ser colhida este mês.
Apesar de acreditar em um resultado melhor, no restante do ano, do que a retração de 7,3% do PIB do setor, divulgada hoje, a CNA disse em nota técnica que as perdas da safra devem ser recuperadas apenas em 2013, impedindo a repetição do desempenho positivo registrado em 2011. “As perdas de safra somente poderão ser recuperadas no próximo ano e este é um dos fatores que contribui para a desaceleração em 2012”.
A entidade citou o exemplo da previsão para a segunda safra de milho, estimada em 30,1 milhões de toneladas, volume 40,5% maior do que o produzido na safrinha 2011.
A queda do PIB do setor agropecuário se deu, em grande parte, devido as perdas da produção de grãos e fibras, que têm a colheita iniciada no primeiro trimestre, causadas pela estiagem prolongada na Região Sul e o excesso de chuvas em outras regiões. A produção de soja, cultura mais afetada, caiu 11,5%, saindo de 75,3 milhões de toneladas colhidas na safra 2010/11 para 66,6 milhões de toneladas no ciclo atual.
 
 Agência Brasil

Novo Código Florestal virou um Código Agrário, diz Marina Silva


A aprovação do novo Código Florestal, mesmo com os vetos da presidenta Dilma Rousseff, significa, para a ex-senadora e ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, a revogação de “mais de 20 anos de esforço de regulação e governança ambiental” no país. “Temos um Código Florestal que não é mais florestal, é um Código Agrário. O que está sendo avaliado é uma caixa de Pandora [caixa que, na mitologia grega, continha todos os males do mundo], com todas as maldades”, criticou.
Marina participou hoje (1º) de seminário sobre energia limpa, na Coordenação de Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ), que antecede a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que ocorre de 13 a 22 de junho no Rio. A ex-senadora definiu o veto da presidenta Dilma Rousseff ao Código Florestal como “periférico e insuficiente”.
Os pontos negativos mais importantes do novo Código Florestal são, na opinião da ex-ministra do Meio Ambiente, a manutenção da anistia para os desmatadores e a redução da proteção das áreas que deveriam ser preservadas, como manguezais, nascentes e margens dos rios. “Permaneceu o projeto do Senado, com agravamentos”, disse.
Marina ressaltou que o antigo Código Florestal tinha ajustes que haviam sido propostos para corrigir algumas situações de entendimento entre ambientalistas, produtores e governo. Ela citou, como exemplo, o cultivo de parreiras, macieiras e dos cafezais. Por serem culturas de ciclo longo e lenhosas, deveriam ficar aonde estão. “Quando nós concordamos com esse arranjo, eles disseram: então, também podem a pecuária, a agricultura de modo geral e o plantio de espécies exóticas e foi isso que ficou no texto do Senado”.
Marina disse que, nesse caso, uma transigência correta para atualizar o código sofre a colocação “de uma agenda do século passado, que é aumentar a produção pelo uso predatório dos recursos naturais”. Ela disse que não é justo o que está sendo feito com as florestas brasileiras. “Estão transferindo o passivo da agricultura para as florestas”.
A ex-ministra denunciou ainda a existência no Brasil de 120 milhões de hectares com uma pecuária improdutiva, que produz uma cabeça de gado por hectare, quando na Argentina são produzidas três cabeças por hectare. Ela acredita que se o país aumentar a eficiência para produzir mais, apoiado pelas tecnologias hoje disponíveis, seriam liberados cerca de 17 milhões de hectares para outros usos.
Outro problema, segundo Marina, é que o país produz um emprego a cada 400 hectares, quando existem tecnologias que permitem produzir um emprego a cada 80 hectares. “Estão transferindo a ineficiência do setor para as florestas. A biodiversidade, os recursos hídricos e a sociedade, de modo geral, estão pagando o preço por não serem enfrentados os gargalos da agricultura”.
Marina também criticou a postura contrária do governo brasileiro à criação de uma agência mundial ambiental em substituição ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), orgão de funcionamento semelhante à Organização Mundial da Saúde (OMS), por exemplo. “O que se quer, disse, é ficar no mesmo lugar. No lugar da inércia”.
Em comparação a 1992, quando ocorreu a Conferência da ONU para o Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio92), Marina avaliou que o cenário hoje é melhor, do ponto de vista da sociedade. “Nós estamos com retrocesso do ponto de vista do governo”. Ela mostrou-se, entretanto, otimista, no sentido de que esses retrocessos podem ser corrigidos e deixou claro que não tem atitude de oposição em relação à presidenta Dilma. “Espero que os rumos sejam corrigidos por quem tem o poder de corrigir, que é o próprio governo. A esperança não é a última que morre. É aquela que não deve morrer”.

Agência Brasil

sexta-feira, 1 de junho de 2012

A falácia da recomposição de APP e Reserva Legal


Os ruralistas parecem ter um argumento forte quanto à recomposição de Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais: fica muito caro! E pode ficar mesmo. O reflorestamento até de exóticas e de florestas homogêneas pode custar desde 2 mil reais até muito mais por hectare. O reflorestamento com essências nativas, se bem feito, fica ainda mais difícil e caro. Mas o “x” da questão é que pode custar nada ou quase nada.

O primeiro reflorestamento com essências nativas de que se tem notícia e registro no Brasil foi executado ainda na época do segundo império. Foi na Floresta da Tijuca, no Rio de Janeiro. A ação foi coordenada pelo major Gomes Archer, a partir de 1861, com o objetivo de garantir água limpa para a cidade. Archer trabalhou 13 anos plantando cerca de 100.000 mudas de espécies eminentemente da Mata Atlântica, substituindo plantações de café e cana de açúcar que haviam se estabelecido no local. Continuou seu trabalho o barão de Escragnolle e o resultado é a magnífica floresta do hoje Parque Nacional da Tijuca.

Há inúmeros outros exemplos de reflorestamento executados no país, quer seja por empresas privadas ou públicas, por agências governamentais ou por ONGs. Só para dar um exemplo, a Companhia Energética de São Paulo (CESP) chegou a reflorestar 700 hectares por ano exclusivamente com essências nativas da Mata Atlântica. Mas, como disse, os exemplos abundam.

Contudo o que nos interessa agora é mostrar que a floresta pode retornar sem custos, justamente para retirar o argumento falacioso de que os proprietários rurais não têm como reflorestar ou recompor as Áreas de Preservação Permanentes (APPs) e as Reservas Legais.

Na maioria das vezes nada é preciso ser feito para recompor uma floresta. Um dos melhores exemplos está no Parque Nacional do Iguaçu. Os 12.000 hectares que foram ocupados por agricultura dentro dos limites do Parque Nacional do Iguaçu, hoje, pouco mais de duas décadas depois, se transformaram em uma floresta que se confunde com aquelas que não foram mexidas dentro do mesmo Parque. Já contei esta história aqui, mas preciso repeti-la neste momento. Entre várias, nenhuma ameaça ao Parque Nacional do Iguaçu foi tão séria como a ocupação desses 12.000 hectares da sua extensão por mais de 400 famílias há mais de 30 anos.

Mas, essa experiência foi repetida mil e uma vezes. Qualquer fazendeiro ou agricultor, qualquer agrônomo, qualquer técnico rural, qualquer pessoa que entenda algo da natureza, sabe que a proteção de uma área desmatada costuma bastar para recuperar a vegetação. Quiçá lentamente se o solo for pobre e maltratado, ou rapidamente se as condições são normais. Sem custos, sem esforço, sem assombrar os agricultores mais pobres.

Se houver gado, basta fazer cercas. Já sei, elas são caras... Mas nesse caso, mesmo sem o reflorestamento seriam igualmente necessárias. Outro risco é o de queimadas, exigindo aceiros, porém, na maioria das vezes nem isso é necessário. Para casos extremos, há ainda programas de incentivos para a recuperação de APPs de pequenos proprietários. É o exemplo do Projeto Oasis da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza ou de prefeituras que apoiam esse tipo de ação.

Quanto às Reservas Legais, ao contrário do que falam deputados ruralistas, elas podem ser compensadas em unidades de conservação, computadas em outras propriedades que possuem vegetação natural ou ser negociadas como resgates de carbono com países desenvolvidos que precisam reduzir sua pegada ecológica.

Entretanto, não tenho ouvido ou lido das autoridades responsáveis que a regeneração natural é boa, barata e eficaz na grande maioria, senão em todos os casos. Esconder esse fato foi parte da estratégia dos poderosos para fazer passar a nefasta reforma do Código Florestal. Mas agora ela está aprovada... Para que, então, continuar mentindo sobre uma informação tão útil quanto simples?

O Eco

Municípios da Baixada Fluminense lançam consórcio para reaproveitamento de resíduos da construção civil


Prefeitos de seis municípios da Baixada Fluminense lançaram hoje (31) o consórcio do Plano Regional de Gestão dos Resíduos Sólidos da Construção Civil. O consórcio, que será coordenado pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), tem por objetivo uma nova destinação para o reaproveitamento de resíduos produzidos pelas empresas da construção civil instaladas nas cidades de Belford Roxo, Duque de Caxias, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu e São João de Meriti.
Para o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, as prefeituras avançam em conjunto em busca de uma solução para o lixo produzido na Baixada Fluminense. “Muitos problemas hoje são resolvidos pelos municípios, como no caso dos licenciamentos. Essa união transforma problema em solução e resíduo em material reciclado, o que vai aliviar o orçamento dessas prefeituras”, disse.
O secretário do Meio Ambiente do município de Duque de Caxias, Samuel Maia, informou que o convênio pretende acabar com os entulhos que são jogados na maioria das vezes em locais próximos a córregos, margens de rios, entre outras áreas impróprias para o despejo de resíduos decorrentes da construção civil na Baixada Fluminense.
"Numa gestão integrada com seis municípios estaremos contribuindo não só para o meio ambiente, mas para uma gestão melhor da cidade e da Baixada Fluminense, onde esses entulhos também serão utilizados em obras públicas”, ressaltou.

Agência Brasil