sexta-feira, 28 de junho de 2013

Apenas 7,5% da Caatinga está protegida


A Caatinga é considerada por especialistas o bioma brasileiro mais sensível à interferência humana e às mudanças climáticas globais. Apesar disso, apenas 7,5% de seu território está protegido em Unidades de Conservação (UCs) e apenas 1,4% dessas reservas são áreas de proteção integral.

O alerta foi feito pelo biólogo Bráulio Almeida Santos, do Centro de Ciências Exatas e da Natureza da Universidade Federal da Paraíba (CCEN/UFPB), durante o quinto encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA Educação, organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP no dia 20 de junho.

“A região Nordeste tem 364 reservas registradas no Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC). Apenas 113 (ou 31%) têm como objetivo proteger a Caatinga, embora esse bioma seja predominante em todo o semiárido brasileiro. É uma contradição que precisa ser revertida”, afirmou Santos.

Ainda segundo o levantamento feito pelo biólogo, quase metade das 113 UCs são particulares e apenas 9% têm plano de manejo. Na avaliação de Santos, a situação reflete a ideia errônea, porém disseminada durante muito tempo, de que a Caatinga seja um bioma pobre, homogêneo e no qual não há “quase nada a ser preservado”.

“A Caatinga sempre foi o patinho feio dos biomas brasileiros. Em primeiro lugar, vem a preocupação com a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado. A imagem da Caatinga é a do solo rachado e a do gado morrendo de sede, mas é a região semiárida com a maior biodiversidade do mundo”, afirmou Santos.

As espécies da Caatinga, no entanto, ainda são pouco conhecidas. Cerca de 41% do bioma nunca foi amostrado. Até o momento, segundo dados do Ministério do Meio Ambiente, foram descritas na região 932 espécies de plantas, 241 de peixes, 79 de anfíbios, 177 de répteis, 591 de aves, 178 de mamíferos e 221 de abelhas. No caso da flora, mais de 30% das espécies descritas são endêmicas, ou seja, não ocorrem em nenhuma outra região do mundo.

O índice de endemismo chega a 57% no caso dos peixes, 37% no caso de lagartos, 12% dos anfíbios e 7% das aves, segundo dados apresentados por Adrian Antonio Garda, do Centro de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (CB/UFRN), durante o evento.

“O número de espécies descritas pode parecer pequeno quando você compara com os outros biomas brasileiros. Mas estamos comparando com biomas do país de maior biodiversidade do mundo e em condições climáticas completamente diferentes. Quando você compara com as regiões desérticas mais bem estudadas da América, a Caatinga apresenta bem mais do que o dobro do número de espécies e com altos níveis de endemismo. Isso apesar de mais de 40% do bioma nunca ter sido inventariado”, disse Garda.

Na avaliação de Santos, falta massa crítica dentro das universidades e de institutos de pesquisa locais para ampliar esse conhecimento e difundi-lo entre e os formuladores de políticas públicas. “É preciso levar as informações ao gestor. A falta de vontade política e de lideranças comprometidas com o uso racional da Caatinga é um dos obstáculos para conservação desse bioma”, avaliou.

Também é preciso derrubar o mito de que a Caatinga esteja pouco alterada, defendeu Santos. Estima-se que tenha sobrado apenas 54% do bioma. Os estados que mais desmataram foram Bahia, Ceará, Piauí e Pernambuco.

“Mas, ao contrário do que acontece no caso da Mata Atlântica, não sabemos com precisão o que já se perdeu do bioma e como estão distribuídos os fragmentos restantes. Do ponto de vista da conservação, é fundamental saber se são muitos fragmentos pequenos ou poucos fragmentos grandes para pensar em como reconectar as paisagens”, disse.

Reverter a perda de hábitat na Caatinga, no entanto, não é tarefa simples, explicou Santos. A escassez de água na região dificulta a fotossíntese e faz com que o bioma apresente uma resiliência muito pequena à interferência humana.

Ameaças

O principal fator de degradação da Caatinga hoje é, segundo Santos, o desmatamento praticado para obtenção de lenha e de carvão vegetal. Cerca de um terço da lenha cortada é para uso residencial. A maior parte do carvão vai para siderúrgicas e para os polos de gesso e cerâmica do Nordeste.

O biólogo também citou como ameaças o uso indiscriminado de fogo em práticas agropecuárias, a introdução de frutas exóticas à região e as criações extensivas de caprinos, ovinos e bovinos.

“Não estou defendendo que se deixe de criar bode ou se pare de usar lenha. Isso é parte da economia e da cultura local. Mas é preciso ordenar o uso dos recursos, fazê-lo de forma racional. Caso contrário, a consequência será a desertificação”, defendeu Santos.

Outra importante ameaça, por mais contraditório que pareça, é o uso excessivo de água para irrigação agrícola. “Na Caatinga, naturalmente, chove pouco e o solo é compacto e duro. Em vez de a água ser rapidamente absorvida e conduzida para o lençol freático, ela se acumula e traz os sais e os nutrientes existentes no solo para a superfície. Quando a água evapora, ocorre a salinização do solo, o que compromete a vegetação e a agricultura”, explicou Santos.
De acordo com o pesquisador, já existem na região núcleos de desertificação – áreas com alto grau de degradação ambiental onde o solo está exposto e exibe alto grau de erosão, há pouca diversidade biológica e pouca cobertura vegetal.

“O polígono de maior risco de desertificação no Brasil está no Nordeste. Por já ser naturalmente uma região semiárida, a Caatinga é o bioma mais ameaçado pelas mudanças climáticas. À medida que o planeta esquenta, o déficit hídrico, que já é grande, tende a crescer”, alertou.

Ainda durante o quinto encontro do Ciclo de Conferências 2013 do BIOTA Educação, Luciano Paganucci, do departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Feira de Santana (DCBio/UEFS), apresentou um panorama sobre a flora da Caatinga, falando sobre sua origem, evolução e as respostas adaptativas desenvolvidas para lidar com a falta d’água.

Organizado pelo Programa BIOTA-FAPESP, o Ciclo de Conferências 2013 tem o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento do ensino de ciência. O próximo encontro será em 22 de agosto, quando estará em pauta o “Bioma Amazônia”.

Em 24 de outubro, o tema será “Ambientes Marinhos e Costeiros”. Finalizando o ciclo, em 21 de novembro, o tema será “Biodiversidade em Ambientes Antrópicos – Urbanos e Rurais”.


Agência FAPESP 

Ministério do Meio Ambiente oferece cursos à distância


O Ministério do Meio Ambiente (MMA) promoverá dez cursos a distância com o intuito de ampliar o direito ao meio ambiente saudável, por meio do compartilhamento de informações com a sociedade e da formação de gestores e educadores ambientais pelo país. A meta é capacitar 10 mil pessoas até o final do ano.

Os cursos são organizados pela Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC), em parceria com a Secretaria de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano (SRHU), a Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável (SEDR) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). “A proposta é de utilizar a educação a distância como um instrumento que contribua com a implantação das políticas públicas do MMA”, destaca o diretor do Departamento de Educação Ambiental (DEA) Nilo Diniz.

Os cursos abordarão temas como a IV Conferência Nacional de Meio Ambiente; Formação de Agentes e Educadores Ambientais na Agricultura familiar; Educação Ambiental e Comunicação Social para a gestão de Resíduos Sólidos; Crianças e o Consumo Sustentável; Estilos de Vida Sustentáveis; Sustentabilidade na Administração Pública e Igualdade de Gênero e Desenvolvimento Sustentável.

O primeiro curso que está em andamento é o de capacitação para a conferência. Mais de 800 pessoas já estão fazendo o curso. Interessados podem se inscrever aqui.

MAIS OPORTUNIDADES

Em julho, será ofertado o curso Programa Nacional de Capacitação de Gestores - Água, uma parceria do Departamento de Gestão Estratégica (Sisnama) do MMA com a Agência Nacional de Águas (ANA). O objetivo é disseminar conhecimentos e capacitar gestores, servidores ambientais e membros de comitês de bacias hidrográficas.

Três cursos também oferecidos pela ANA estão na reta final, suas inscrições encerram no dia 27 de junho. No total, são oferecidas duas mil vagas para as seguintes capacitações gratuitas: Comitê de Bacia: o que é e o que faz (900 vagas), Comitês de Bacias: Práticas e Procedimentos (900 vagas) e Codificação de Bacias Hidrográficas pelo Método de Otto Pfafstetter (200 vagas). Para se inscrever, acesse aqui. Os três cursos contam com uma carga de 20 horas e têm início marcado para 1º de julho

Revista Ecologico

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Cerca de 40 mil manifestantes marcham em direção ao Mineirão


Cerca de 40 mil pessoas participam das manifestações em Belo Horizonte, segundo a Polícia Militar de Minas Gerais. A maioria do grupo segue, em clima pacífico, pela Avenida Antônio Carlos, em direção ao Mineirão, estádio onde a seleção brasileira de futebol irá enfrentar o Uruguai às 16h pela semifinal da Copa das Confederações. A passeata foi iniciada na Praça Sete e imediações, de onde saíram aproximadamente 15 mil pessoas e o número de participantes foi aumentando.

Organizados, principalmente, por meio das redes sociais, os manifestantes utilizam cartazes e faixas para protestarem contra os gastos relativos à Copa, a corrupção e para cobrar mais transparência na administração pública. O protesto conta, também, com a participação de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), que cobram a aceleração no processo de reforma agrária.

A PM informou que aumentou o efetivo em mais 2 mil homens, totalizando 5.567 policiais nas ruas. Até o momento, oito pessoas foram presas por estarem com armas brancas, bolas de gude ou pedras. Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Márcio Martins Sant´Ana, disse que confia no bom-senso dos manifestantes, que devem evitar tumultos e envolvimento em depredações e badernas. Ele alertou ainda para as barreiras que foram instaladas na Avenida Abrahão Caram, na esquina da Avenida Antônio Carlos, limite que não pode ser ultrapassado no acesso ao estádio.

O trânsito foi interrompido preventivamente em diversas vias da região. A prefeitura de Belo Horizonte decretou feriado municipal nesta quarta-feira.

Agência Brasil

domingo, 23 de junho de 2013

Cientistas descobrem espécies de abelhas ladras de colmeia


O ritual é o mesmo em todas as colmeias. As abelhas operárias saem em busca de néctar e pólen, alimentos indispensáveis para a sobrevivência do inseto. Além disso, precisam vigiar, limpar e cuidar das larvas, enquanto os zangões têm a missão de acasalar com a abelha-rainha para garantir a reprodução da espécie. Já a mãe de todas as abelhas é exclusivamente responsável por essa reprodução.

Esse era o funcionamento normal no habitat das abelhas até a descoberta de cinco novas espécies que invadem e parasitam colmeias alheias, durante a saída das verdadeiras donas da colônia em busca de alimentos. Identificadas em Cabo Verde, um conjunto de ilhas na África, as invasoras, também chamadas de abelhas ladras, entram nas colmeias e depositam seus ovos para que suas larvas se alimentem dos nutrientes coletados.

As espécies têm tamanhos entre 3,2 e 5 milímetros de comprimento e quatro delas pertencem ao mesmo gênero e são pretas com listras brancas. Thyreus denolii, Thyreus batelkai, Thyreus schwarzi, Thyreus aistleitneri e Chiasmognathus batelkai deixam os ovos nas colmeias alheias, que eclodem antes mesmo dos ovos das hospedeiras. Assim, as larvas colocadas destroem o que já estava na colmeia e aproveitam as reservas de néctar.

O estudo

Embora haja um interesse por espécies de abelhas de arquipélagos, ao longo de 150 anos foram feitas apenas dez pesquisas na região de Cabo Verde. Atualmente, há mais investimentos para estudos que proporcionem maior difusão da informação sobre a fauna do lugar. A pesquisa sobre as novas espécies de abelhas foi realizada em conjunto por pesquisadores da Universidade de Kansas, nos EUA, e da Universidade Charles, em Praga, na República Tcheca, e publicada em agosto do ano passado. A pretensão dos cientistas, agora, é explorar a biodiversidade das abelhas afetadas pelas invasoras para ter uma ideia melhor sobre as espécies encontradas na região.

Revisto Ecológico

Britânico inventa chocolate de água que não engorda


Difícil encontrar quem não goste de chocolate. Um dos companheiros preferidos das mulheres, ele acaba de ficar melhor: um britânico de 25 anos, o matemático Aneesh Popat, disse ter inventado um chocolate que não engorda, The Chocolatier, que ele chama de ganache de água.

Feito da mistura do cacau com água, sem adição de manteiga ou ovo, a trufa teria menos calorias do que um chocolate tradicional. Uma trufa do Chocolatier tem em média de 40 a 45% menos calorias do que uma trufa convencional, variando entre 43 e 47 calorias, contra a média de 78 calorias dos bombons que se encontram no mercado.

The Chocolatier vem nos sabores cola, menta com morango, chai e torta de maçã.

Em seu site oficial, Popat afirma que já comeu todo tipo de chocolate que existe, e seu amor pela iguaria o levou a aplicar seus conhecimentos matemáticos na criação de uma combinação única de sabores com precisão e criatividade. “É a resposta às preces de todos os ‘chocaholics’.”

Jornal do Brasil

Pesquisa brasileira revela impacto do efeito estufa na agricultura


Um dos principais produtos vendidos pelo Brasil no exterior, a carne bovina, que coloca o país no topo mundial dos fornecedores desse alimento, pode ser afetada pelo gradativo aumento da presença de dióxido de carbono na atmosfera. Os primeiros resultados de um estudo que faz parte do projeto Climapest da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) sobre o impacto do efeito estufa na agricultura apontam para modificações na qualidade da pastagem do gado.

O estudo será apresentado no encontro sobre o impacto do efeito estufa Greenhouse Gases & Animal Agriculture Conference, que começa hoje (23) e vai até o dia 26 de junho, em Dublin, na Irlanda.

Com base na quantidade presumível de dióxido de carbono no meio ambiente daqui a 30 anos, pesquisadores brasileiros do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP) criaram um ambiente com alto teor desse gás e constataram que, nessas condições, a gramínea brachiaria, mais utilizada na alimentação do gado no país, cresce com mais força, porém, com menos nutrientes.

“Com mais fibras indigeríveis, em vez de se ter mais produção de carne – porque o boi vai ter mais pasto para comer, nós poderemos ter um problema porque a queda na qualidade dessa comida levará o pecuarista a ter de investir mais”, ponderou o coordenador da pesquisa, Adibe Luiz Abdalla, professor do Cena.

Os trabalhos foram desenvolvidos em um campo experimental da Embrapa, em Jaguariúna, na região de Campinas, a cerca de 125 quilômetros da capital paulista. Nesse local foi criado um ambiente que se prevê como realidade no ano de 2040. Nele foram instalados 12 círculos de 10 metros quadrados nos quais foi injetado dióxido de carbono que ampliou a quantidade encontrada atualmente na atmosfera de algo em torno de 370 a 390 para cerca de 590 a 600 partes por milhão (ppm).

O gás carbônico tem o papel de auxiliar no desenvolvimento das plantas por meio da fotossíntese. O professor Adibe estima que com mais fotossíntese haverá um aumento da biomassa. “Esse aumento da produção de biomassa no caso de forragens é interessante porque vai produzir mais e mais capim, só que esse capim pelas informações que a gente está obtendo até agora é de pior qualidade, tem mais fibra, mais componentes indigeríveis”, explicou ele.

Isso poderia comprometer, igualmente, supõe o pesquisador, outras culturas como as de algodão, arroz, feijão, milho e trigo. Mas, segundo ele, ainda não se sabe ao certo o real impacto do efeito estufa sobre essas culturas.

Agência Brasil

sábado, 22 de junho de 2013

Pólen da Mata Atlântica pode ajudar a prever impacto climático, diz estudo


Pesquisadores das universidades de São Paulo (USP) e de Edimburgo, na Escócia, estudam mais de 140 tipos de pólen de árvores e ervas preservados em sedimentos do fundo de lagos da Mata Atlântica para entender o impacto que as mudanças climáticas do passado tiveram no ambiente.

Eles também querem analisar o que pode vir a ocorrer com a flora da região.

O estudo sugere que, nos últimos 7 mil anos, a região da Mata Atlântica em Linhares, no Espírito Santo, passou a ter verões cada vez mais chuvosos e invernos mais secos, o que tem levado à mudanças nos tipos de planta encontrados nessa região.

Os cientistas chegaram a esta hipótese ao estudar gêneros de pólen que podem sobreviver por milhares de anos.

As mudanças no regime do verão podem ter ocorrido por uma alteração no eixo de rotação da Terra, que acontece a cada 20 mil anos e afeta o clima do planeta, sugerem os pesquisadores. Isso resultou no desenvolvimento de um microlima específico na Mata Atlântica, o que pode ter criado um "refúgio" de floresta antiga, aponta o estudo.

"As descobertas ajudam a explicar a presença de muitas espécies raras na área estudada e poderiam ajudar a prever como as florestas vão mudar no futuro", afirma a instituição de ensino escocesa, em nota oficial.

Os antigos grãos de pólen "nos permitem revelar os segredos do passado e poderiam nos ajudar a prever como esta região vital [próxima a Linhares] vai reagir no futuro. Nosso estudo mostra como as plantas reagiram às mudanças nas condições e eu espero que agora possamos montar uma defesa para a maior proteção destes ecossistemas preciosos", disse o pesquisador Álvaro Buso Júnior, da Universidade de Edimburgo, em entrevista à instituição.

G1 Ciência

Americana de 18 anos cria bateria que recarrega em 20 segundos


A tecnologia é importante porque pode abrir caminho para a fabricação de celulares com baterias recarregáveis rapidamente, evitando um dos maiores transtornos em relação a esses aparelhos na atualidade.
Além de recarregar em segundos, o sistema de armazenamento de Eesha Khare pode manter uma grande quantidade de energia num pequeno espaço e conservar essa energia por um longo período.

A invenção rendeu a Eesha o prêmio de US$ 50 mil (cerca de R$ 100 mil) da Fundação para Jovens Cientistas na Feira Internacional de Ciência e Engenharia da Intel, realizada nos Estados Unidos.

Durabilidade

O sistema tem uma durabilidade de 10 mil ciclos de carga e recarga, mais do que baterias normais conseguem suportar.

"A bateria do meu celular sempre morre", disse Eesha a emissora de TV americana NBC, sobre a fonte de inspiração para a sua invenção.

Ela explicou que foi justamente a evolução dos celulares a fizeram se interessar pela nanoquímica.

Até agora a tecnologia só foi testada para acender uma lâmpada de LED, mas Aashe quer agora adaptá-la para uso em celulares e outros aparelhos portáteis.

Outra possível aplicação futura seria em veículos elétricos, nos quais a tecnologia garantiria a eles mais autonomia entre reabastecimentos.

BBC

Mudanças climáticas impulsionaram avanços humanos, diz estudo


Arqueólogos já tinham notado há muito tempo que a complexidade evidenciada pelos grupos humanos era intermitente, sem um padrão regular de evolução. As causas dessa dinâmica, no entanto, têm sido alvo de debates na academia.

Análises de sedimentos marinhos sugerem uma relação próxima entre as mudanças no comportamento humano e as alterações climáticas no sul do continente africano.

A pesquisa, conduzida por especialistas britânicos, suíços e espanhóis, foi publicada no periódico científico Nature Communications

A equipe obteve um registro da variabilidade climática dos últimos 100 mil anos por meio da análise de sedimentos marinhos na costa sul-africana.

Martin Ziegler, da Universidade de Cardiff, no Reino Unido, comparou as mudanças em duas partes do mundo.

"Desobrimos que a África do Sul experimentou rápidas transições climáticas rumo a condições mais úmidas na mesma época em que o hemisfério Norte registrou condições de frio extremo", diz.

"Quando comparamos a época desses fluxos repentinos de umidade com os dados arqueológicos, encontramos coincidências memoráveis. A ocorrência de diversas indústrias (de ferramentas) aparentemente coincide intimamente com o início dos períodos de mais chuvas", avalia Ian Hall, também da Universidade de Cardiff.

"Da mesma maneira, a interrupção da fabricação de ferramentas parece coincidir com a transição para condições climáticas de maior seca", complementa.

No hemisfério Norte, as intensas ondas de frio são relacionadas a uma mudança no fluxo de água quente do oceano Atlântico para as latitudes mais altas.

Já no sul da África, a resposta foi o inverso. Em vez de mais frio, houve um aumento de chuvas associado a uma mudança do cinturão de monções mais para o sul.

Mais estudos

Os registros arqueológicos no sul da África são vitais para compreender o desenvolvimento do comportamento moderno nos humanos, porque eles contêm ainda as evidências mais antigas para simbolismos e adereços pessoais.

"Impulsos (de desenvolvimento) no sul da África motivados pelo clima foram provavelmente fundamentais para a origem de elementos-chave do comportamento moderno na África, e para a subsequente dispersão do Homo sapiens de sua terra natal ancestral", dizem os cientistas em seu artigo. 

Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, também participou da pesquisa. Ele destaca os resultados do trabalho mas diz que mais estudos são necessários.

"A qualidade dos dados do sul da África nos permitiu fazer essas correlações entre o clima e as mudanças comportamentais. Mas precisamos de mais dados de comparação de outras áreas antes de afirmar que essa região foi unicamente importante para o desenvolvimento da cultura humana moderna", diz.

BBC Brasil

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Obama lança em breve plano climático que terá prioridade nos EUA


Uma nova agenda climática que será lançada em breve pelo presidente dos EUA, Barack Obama, terá como alvo as emissões de carbonos provenientes do setor energético do país. As informações foram divulgadas nesta semana por Heather Zichal, assistente do presidente para assuntos de energia e mudança climática.

Segundo ele, o pacote lançado por Obama conterá medidas que farão do tema mudança climática uma das prioridades do segundo mandato do presidente norte-americano.

Com isso, o governo pretende ampliar os padrões de eficiência energética para eletrodomésticos, acelerar o desenvolvimento de energia limpa no setor público e utilizar a Lei do Ar Limpo para combater emissões de gases de efeito estufa nos setores de energia e público.

A Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), trabalha para finalizar os padrões de emissões de carbonos para novas usinas e, em seguida, espera-se que o órgão lide com regulamentos para os complexos já em operação no país.

Relatório feito por cientistas e empresários

A agência de notícias Reuters publicou reportagem nesta semana onde aponta que pistas das medidas climáticas poderiam ser encontradas em um relatório entregue ao presidente em março e que foi elaborado por uma equipe de cientistas e líderes empresariais.

O documento definiu um conjunto de medidas que seriam assumidas por diferentes agências do governo, incluindo mais investimentos em pesquisas e no desenvolvimento de tecnologias voltadas à captura de carbono da atmosfera.

O grupo teria recomendado o abandono do uso do carvão e a regulação das usinas, a liberação de incentivos para a produção de energia limpa, além de reconhecer que a produção de gás de xisto deve desempenhar um papel importante na redução das emissões de carbono no curto e médio prazo.

Pede também a criação de regulamentações para diminuir a perda de metano e garantir a segurança da água. As sugestões incluem ainda o desenvolvimento de planos para reformular a infraestrutura dos EUA, tornando os sistemas de transporte, energia e água mais resistentes a condições meteorológicas extremas, além de criar uma comissão central para supervisionar os esforços nacionais de preparação.

Promessa

Nesta semana, Obama prometeu que os Estados Unidos se empenharão mais na luta contra a mudança climática durante um discurso feito no Portal de Brandenburgo, em Berlim, na Alemanha. "Sabemos que devemos fazer mais e faremos mais", declarou Obama em seu discurso em pleno centro da capital alemã. "Nossa geração deve avançar em um pacto mundial para lutar contra a mudança climática antes que seja tarde demais", acrescentou.

"Com uma classe média mundial que consome cada dia mais energia, isso tem de ser, de agora em diante, mais um esforço de todas as nações e não de apenas algumas delas", declarou. "Porque a triste alternativa afeta todas as nações: tempestades mais severas, mais fome e inundações, mais ondas de refugiados, litorais que desaparecem, oceanos que aumentam em volume", acrescentou.

Avanço histórico

Os Estados Unidos têm histórico de embate com outros países quando se trata de políticas climáticas. Exemplo é a não participação do Protocolo de Kyoto, único instrumento legal em vigor que tem o intuito de frear a elevação da temperatura global.

Criado em 1997, ele obriga nações desenvolvidas a reduzir suas emissões em 5,2%, entre 2008 e 2012, em relação aos níveis de 1990. O tratado não compreende os Estados Unidos, um dos principais poluidores, e não obriga a ações imediatas de países em desenvolvimento, como China, Índia e Brasil

No entanto, os EUA concordaram em assumir responsabilidades para reduzir suas emissões no novo plano global que está em discussão e que deve ser lançado em 2015. Porém, a nova regra, que valerá para todos os países, deve entrar em vigência apenas em 2020.

O prazo é criticado por ambientalistas e cientistas, pois consideram que deve ocorrer uma redução nas emissões de gases-estufa a partir de agora e de forma urgente para reduzir os impactos da mudança climática no mundo.

G1 Natureza


Brasileiros têm coragem de dizer o que os britânicos não tiveram, diz 'Guardian'


Uma análise publicada nesta sexta-feira (21) no jornal britânico 'Guardian' elogia os protestos no Brasil, afirmando que os brasileiros estão dizendo o que os britânicos não tiveram coragem de dizer no ano passado, durante a realização das Olimpíadas em Londres.

O texto, assinado por Simon Jenkins, diz que os protestos brasileiros, que têm como um dos alvos os altos gastos com Copa do Mundo e as Olimpíadas no país, são autênticos ao repercutir o sentimento de que as pessoas não querem esse tipo de 'extravagância'.

'A extravagância de 9 bilhões de libras (Olimpíadas em Londres) não era necessária para abrigar um show internacional de atletismo. O Rio de Janeiro não somente tem uma extravagância, mas duas'.

'Então parabéns aos brasileiros por terem dito o que os britânicos ano passado não tiveram coragem de dizer: basta', diz o artigo, acrescentando que a Copa do Mundo e as Olimpíadas são eventos televisivos que poderiam ser realizados com menos gastos.

'Dilúvio de promessas'

'Todo mundo sabe que o 'dilúvio de promessas' que as nações sede recebem sobre legado é uma bobagem', diz o 'Guardian'.

O artigo também critica a realização de outros eventos que envolvem grandes somas de dinheiro, como o G8 e o G20.

'O G8 esta semana na Irlanda do Norte foi inútil', diz o artigo. 'Uma noite e dois dias em um lago irlandês sombrio custou 60 milhões de libras ao contribuinte e o recrutamento de mil policiais por delegação. Eles não poderiam ter usado Skype?', indaga o autor.

O texto qualifica a realização do G20, em 2012, como um 'carnaval obcecado por segurança'.

'A reunião de 2012 em Toronto gastou, em dois dias, US$ 1 bilhão em segurança. Não fez nada pelos pobres e devastou a economia local por um ano', diz.

O autor critica o fato de que o avanço da tecnologia nos últimos anos não ter sido suficiente para substituir a necessidade por eventos presenciais, alimentados pelo desejo dos líderes mundiais de receberem seus colegas, numa demonstração de poder.

G1

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Vírus mortal que atinge suínos se espalha por 13 estados dos EUA


Um vírus mortal que atinge suínos e nunca havia sido visto na América do Norte está se espalhando rapidamente pelos EUA e provando ser mais difícil de controlar do que se acreditava anteriormente.

O micro-organismo já se espalhou por 13 estados, com mais de 100 casos positivos até o momento, desde que foi diagnosticado no país em maio, disse o especialista em saúde de suínos Montserrat Torremorell, da Universidade de Minnesota.

Embora o vírus não tenha tendência de matar os porcos mais velhos, a mortalidade entre os animais jovens infectados nas fazendas e abatedouros americanos é de cerca de 50%, e pode chegar a 100%, dizem veterinários e cientistas que estudam o surto.

A cepa do vírus, conhecido como Vírus Suíno de Diarreia Epidêmica (PEDV, na sigla em inglês), é 99,4% similar a estruturas genéticas do vírus que atingiu rebanhos chineses no ano passado, segundo os pesquisadores. Após o primeiro diagnóstico na China, em 2010, o vírus se espalhou pelo sul da China e matou mais de 1 milhão de leitões, segundo órgãos oficiais e publicações especializadas.

O PEDV não apresenta nenhum risco à saúde dos humanos ou de outros animais. A carne dos suínos infectados é segura para o consumo humano, segundo autoridades federais e economistas pecuários.

Nenhuma ligação direta foi encontrada entre o surto nos EUA e casos previamente identificados na Ásia e na Europa, disseram os cientistas.

A indústria de carne suína dos EUA tinha esperanças de que a propagação do vírus seria lenta – ou pelo menos se estabilizaria – com a chegada do verão e o aumento das temperaturas. No entanto, o diretor executivo da Associação Americana de Veterinários de Suínos, Tom Burkgren, disse que o PEDV provou ser muito mais tolerante ao calor que uma doença mais comum, como a gastroenterite transmissível.

G1

Pesticidas reduziram diversidade de espécies de invertebrados, diz estudo


A concentração de pesticidas usados em todo o mundo pode estar diminuindo a diversidade de animais invertebrados, segundo um estudo feito por cientistas franceses, alemães e australianos. Os resultados encontrados pela equipe, liderada por Mikhail Beketov, do Centro de Pesquisa Ambiental de Leipzig, na Alemanha, foram publicados na edição de segunda-feira (17) da revista americana "Proceedings of the Natural Academy of Sciences" (PNAS).

A crise de biodiversidade, um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta atualmente, instigou os autores a fazer uma pesquisa detalhada sobre os danos provocados pelos defensivos agrícolas.

Para isso, os pesquisadores compararam a rica biodiversidade em grupos caracterizados por três diferentes níveis de contaminação: não contaminados, ligeiramente contaminados e altamente contaminados.

Na Europa, foram encontradas diferenças significativas nas famílias e na riqueza de espécies nessas três categorias de contaminação.

Já na Austrália, os autores identificaram uma diferença considerável nas famílias de invertebrados das três categorias. O declínio na riqueza taxonômica entre as categorias dos não contaminados e dos altamente contaminados variou de uma diminuição no nível de espécies de 42% na Europa a uma diminuição no nível de famílias de 27% na Austrália.

Os cientistas descobriram que as perdas globais na diversidade taxonômica ocorreram principalmente pela perda de espécies vulneráveis ​​a pesticidas, e os efeitos na Europa foram detectados em concentrações que são consideradas de proteção ambiental, de acordo com as normas em vigor.

Os autores sugerem que o uso de pesticidas pode ser um importante fator de perda de biodiversidade e que as normas regulatórias vigentes podem não ser suficientes para proteger a biodiversidade regional dos invertebrados.

G1 Natureza

Objeto luminoso e barulho chamam a atenção de moradores em Lagoinha


Mistério no ar: um objeto luminoso no céu e um forte barulho despertaram na noite de terça-feira (18) a atenção e a curiosidade de moradores de Lagoinha, no interior de São Paulo. Esse foi o assunto mais comentado pela manhã desta quarta-feira (19) na rádio da cidade. As informações que chegaram por telefone não se referiam apenas sobre a cidade, mas de toda a região.

No fim da noite de terça-feira (18), o conselheiro tutelar Leandro Coelho estava na praça com os amigos quando avistou algo diferente no céu. "Apareceu uma luz no céu e parecia uma coisa que estava caindo. Depois de cinco minutos escutamos um barulho, um estrondo e outras pessoas viram um clarão", disse.
A notícia se espalhou de boca em boca e todo mundo agora quer desvendar o mistério. O universitário Diogo Carvalho estava na casa dele mexendo no computador quando ouviu um som incomum. "Eu ouvi um estrondo, um barulho muito diferente, atípico, que a gente não costuma ver aqui, junto com o tremor. Começou a tremer tudo, tremeu janela, tremeu porta", contou.

Ele acessou a rede social na tentativa de descobrir o que teria ocorrido e viu um vídeo de um outro internauta que mostra um objeto luminoso no céu, seguido por um rastro parecido com fumaça. Na página foram deixados vários comentários de pessoas que também teriam visto o tal fenômeno.

Moradores do Vale do Paraíba e também de outras regiões do estado, além do Rio de Janeiro, compartilharam informações uns com os outros, mas ainda permanece o mistério. "Me parece um meteoro pelo vídeo que assisti. Se for esse meteoro, ele caiu aqui por perto, então agora resta saber onde realmente ele caiu pra gente encontrar e ver o que aconteceu", disse Diogo. Para Leandro, o mistério continua. "Uns falam que era disco voador, que era cometa, mas o que é a gente não sabe", opina.

Othon Winter, pesquisador de astronomia da faculdade de engenharia de Guaratinguetá, analisou as imagens da internet. Segundo ele, o vídeo mostra uma bola com uma cauda – características de um corpo atravessando a atmosfera. Segundo ele, o objeto pode ser natural como um pequeno asteroide ou artificial, como um satélite abandonado. O atrito entre esse corpo e a atmosfera pode causar o efeito luminoso. Segundo ele, isso é frequente, mas muitas vezes não são observados pois caem em regiões pouco habitadas.

Já a astrofísica do Instituto Nacional de Pesquisas Nacionais (Inpe), Claudia Vilega, também assistiu ao vídeo e disse que trata-se de um meteorito do sistema solar, que em algum momento, se encontra com a terra. A especialista também informou que a queda de meteoritos pequenos é muito comum, mas nesse caso, não era tão pequeno e por isso pôde ser visto por muitas pessoas.

G1 SP

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Ministério promove debate pra celebrar Dia Mundial de Combate à Desertificação


O Ministério do Meio Ambiente (MMA) comemorou hoje (17) o Dia Mundial de Combate à Desertificação, com um evento para debater políticas de combate ao problema, além da mitigação de efeitos da seca e a convivência com a semiaridez. Com o tema Convivência com a Semiaridez: Seca e Água, os debates terminam amanhã.

Para o secretário executivo do MMA, Francisco Gaetani, a agenda da desertificação é de cuidados e de preservação. “É uma agenda que depende do conhecimento científico, ecológico e tecnológico. Grande parte das causas da desertificação é por parte da ação do homem, uma ação predatória, que não valoriza os nossos principais ativos”.

A abertura do evento contou com o lançamento do livro Apoio a Iniciativas Locais de Combate à Desertificação, pelo Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (Iica). Para Stelliany Symlon, consultora técnica do Iica em recursos naturais e adaptação às mudanças climáticas, o livro “é um compilado de projetos que preveem o combate à desertificação com 22 iniciativas e ações financiadas pela Agência Alemã de Cooperação Técnica (GIZ) e pelo MMA”.

Para comemorar o dia, além dos debates da 3ª Reunião Extraordinária da Comissão Nacional de Combate à Desertificação (CNCD), foi montada uma exposição com fotos, produtos artesanais e alimentos (doces e queijos), produzidos em locais de convivência com a semiaridez. A exposição está no auditório do Ministério do Meio Ambiente (na SEPN 505 Norte), em Brasília.

Agência Brasil

Equador investiga água de rios no Brasil, Peru e na Colômbia


Um grupo de especialistas do Ministério do Meio Ambiente do Equador recolheu amostras de água dos rios do Brasil, da Colômbia e do Peru para analisar. O objetivo é investigar a contaminação causada pelo vazamento de 11.480 barris de petróleo na área da selva amazônica, em decorrência do rompimento de um oleoduto, em 31 de maio. Pelas informações oficiais, o rompimento do oleoduto foi causado por um deslizamento de terra na área de El Reventador, na região de Sucumbíos, afetando a tubulação do Sistema de Oleoduto Transecuatoriano (Sote) e provocando o vazamento.

Os especialistas também sobrevoaram a área para avaliar o tamanho da mancha causada pelo vazamento de petróleo. Foram avaliados os rios Napo (no Peru) e Amazonas (no Brasil) e os afluentes nas regiões de Iquitos (no Peru), Leticia (na Colômbia) e Tabatinga (no Brasil).

As amostras serão analisadas em centros de investigação científica, segundo informações divulgadas pelo ministério e avaliadas pela empresa Oil Spill Response, contratada pela Petroecuador para limpar as áreas atingidas. O objetivo é determinar os procedimentos e métodos para atuar na região.

O Equador pertence à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Em 2012, explorou uma média diária de 504 mil barris de petróleo, dos quais foram exportados 70%.

Agência Brasil

domingo, 16 de junho de 2013

Cachoeira do Roncador recebe projeto de desenvolvimento sustentável; População da região sugere prioridades


Um plano de ação com projetos produtivos voltados ao desenvolvimento sustentável da região da Cachoeira do Roncador, nos municípios de Bananeiras e Borborema, no Brejo paraibano, foi lançado nessa sexta-feira (14), em evento realizado com a participação de prefeitos, técnicos e agricultores familiares ali residentes. Toda articulação da iniciativa foi feita pelo Governo do Estado, por meio da Emater, e outros parceiros.

O plano começou a ser discutido há dois meses e depois de três encontros com os moradores da região e lideranças políticas dos municípios a serem beneficiados, houve a primeira apresentação na quinta-feira (13), na sede da Associação Comunitária de Gamelas, base das demandas priorizadas pelos agricultores familiares. Na conclusão da apresentação, sexta-feira (14), em Caruatá, ficou decidido que 10 ações serão empreendidas visando mudar o situação econômica e social das comunidades rurais.

Entre as prioridades sugeridas, estão a construção de um poço artesiano comunitário, um quebra-molas e um muro. Nas áreas escolares, pedem uma quadra de esporte e academia destinada a crianças, jovens, adultos e idosos, aquisição de transporte escolar e disponibilidade de uma ambulância para atendimento de urgências. Afora isso, também pleiteiam assistência técnica para a atividade da pecuária de pequenos animais (avicultura, suinocultura e apicultura) e o cultivo da banana, que tem grande potencial na região.

A solenidade de apresentação do plano de ação contou com a participação do comitê da Área de Preservação Ambiental (APA) do Roncador, composto pelo poder público e sociedade civil representado por diversas instituições, como Sudema, Emater, Emepa, UFPB, Aesa, Cagepa, Polícia Florestal, Prefeituras de Borborema, Bananeiras e Pirpirituba, Sebrae, associações e sindicatos rurais, conselhos municipais e outros parceiros como Assembleia Legislativa da Paraíba, Cendac e PBTur.

Depois de feita a apresentação, foi entregue uma cópia do projeto para os prefeitos dos três municípios. Em nome de todos, o prefeito de Bananeiras, Douglas Lucena, destacou a importância da iniciativa por entender que, das potencialidades da Cachoeira do Roncador, partem outras ações para toda a região.

O diretor técnico da Emater, Erasmo Lucena, também presente ao evento, falou sobre o trabalho coordenado pela equipe técnica, tendo à frente Hermano Araújo e Ivonalda Dantas. O diretor administrativo da empresa, Francionildo de Araújo (Peninha), compareceu ao evento, lembrando o incentivo do presidente Geovanni Medeiros para a realização deste projeto.

O coordenador do Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), Arnaldo Júnior, e a representante da Sudema, Ane Falcão participaram do lançamento do projeto, que contou, ainda, com integrantes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, cada um falando sobre o papel que desempenharão no plano de ação.

A definição das prioridades teve a participação de agricultores familiares beneficiários, as prefeituras municipais com suas secretarias, Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável (CMDRS), UFPB, Emater, igreja e associações rurais.

A Comunidade de Caruatá, em Borborema, localizada na APA, será contemplada com a construção de um poço artesiano e cisterna, posto de saúde, passagem molhada e sinalização da área, mata-burro e melhoria das estradas. Também apoio ao turismo rural, priorizando a construção de uma pousada como projeto de desenvolvimento comunitário, policiamento em tempo integral na APA do Roncador, e por fim, um centro de atividades múltiplas para funcionamento de associação comunitária, museu histórico, sede de recepção de turismo e ambiente para formação de jovens e adultos.

O diagnóstico da região foi elaborado por técnicos da Emater em cinco reuniões entre abril e junho deste ano. As metodologias utilizadas constituíram-se em mapas da comunidade e matrizes da produção e comercialização local, identificando-se os parceiros responsáveis pela execução coletiva do plano de ação. As duas comunidades foram contempladas com planos para serem desenvolvidos durante um ano, quando serão reavaliadas e repactuadas com a comunidade e os parceiros.

As ações estão em consonância com a legislação ambiental da APA, instituída pelo Decreto Estadual 27204 de janeiro de 2006, em conformidade com o Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC). No entorno da Cachoeira do Roncador tem área de 6.113 hectares com vegetação de Mata Atlântica, relevo irregular com serras e vales, ideal para o turismo rural. 

Secom PB

Duas novas espécies de aranhas minúsculas são descobertas na China


Cientistas descobriram duas novas espécies de aranhas muito pequenas, com tamanho aproximado de um grão de areia, debaixo de folhas em uma região de floresta na China.

Os animais, das espécies Trogloneta yuensis e Mysmena wawuensis, foram descritos no periódico científico "Zookeys" no final de maio.

A descoberta foi feita por pesquisadores da Universidade de Sichuan e da Academia Chinesa de Ciências em Pequim, ambas as instituições localizadas na China.

Entre as características das aranhas destaca-se o abdômen arredondado e grande em comparação com o cefalotórax (junção do tórax e cabeça), principalmente nas fêmeas, de acordo com os cientistas.


A espécie Mysmena wawuensis tem o corpo escuro, com pequenas pintas amarelas e patas douradas. O corpo do macho é menor que o da fêmea - ele mede, em média, 0,6 milímetros.

Já a outra espécie, Trogloneta yuensis, possui um padrão de cor que é quase o inverso: seu corpo é amarelado, com um grande abdômen, coberto com manchas e pintas pretas.

Os animais foram descobertos graças à suas pequenas teias, de acordo com os pesquisadores.

G1 Natureza

Praga destrói lavouras de soja, milho e algodão por todo o Brasil


Uma lagarta que cresce rapidamente, multiplica-se com velocidade e se alimenta de maneira voraz.

No oeste da Bahia, em uma região de cerrado que engloba municípios como Barreiras, São Desidério e Luiz Eduardo Magalhães, as terras são de grandes planícies, com centenas de fazendas modernas, mecanizadas, que cultivam de tudo.

O algodão é um dos principais produtos. As lavouras se espalham por 147 propriedades e 260 mil hectares.
Todas as áreas já foram invadidas pela nova praga, caso da fazenda Santo Inácio, que fica no município de São Desidério. Uma propriedade típica do oeste baiano, tocada por agricultores que vieram do Sul do Brasil.  Marcelo Kappes e o pai, Lauri, cultivam 1,2 mil hectares de algodão e atravessam um momento de crise.

Marcelo mostra de perto o estrago nas lavouras da família. Segundo ele, as primeiras lagartas apareceram no ano passado, mas foi só foi este ano que o ataque se tornou mais crítico. 

Marcelo conta que se alimentando do botão floral, a planta não desenvolve as flores e sem flores, não forma o algodão.

A lagarta também pode comer outras brotações do algodoeiro ou ainda perfurar o fruto em uma fase mais avançada. De uma forma ou de outra, o ataque reduz a produtividade das lavouras, às vezes, de maneira violenta.

O problema se repete em todo o oeste da Bahia, mas a intensidade dos ataques varia bastante de uma fazenda para outra. Nas contas da Associação Baiana dos Produtores de Algodão, a helicoverpa deve provocar, nesta safra, uma queda na produção de cerca de 15%.

Além de atacar o algodão, a lagarta também tem provocado estragos em outras culturas do oeste baiano, como milho, soja, feijão e sorgo. Segundo as associações de produtores, os prejuízos na região já passam de R$ 1 bilhão.

Na Esalq, Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, que pertence a Universidade de São Paulo, trabalham alguns dos principais pesquisadores do Brasil no ramo do controle de pragas.

Celso Omoto é entomologista, especialista em insetos, e explica que o gênero helicoverpa é tido como extremamente prejudicial a nossa agricultura. "A helicoverpa armígera foi identificada recentemente no Brasil e esse relato foi comprovado pelos pesquisadores da Embrapa e da Universidade Federal de Goiás", diz.

Um dos comportamentos que fazem da lagarta uma praga tão perigosa é justamente a capacidade de se alimentar de tudo o que é tipo de lavoura.

Técnicos e autoridades não sabem ao certo quando a praga entrou no Brasil, muito menos como e porque isso ocorreu. A helicoverpa armígera pode ter vindo com mudas ou plantas importadas, pode ter migrado naturalmente e há quem acredite em uma ação criminosa contra a agricultura brasileira.

O certo é que já há registros da lagarta em estados como Bahia, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, São Paulo, Piauí e Maranhão, Tocantins, Paraná e Rio Grande do Sul. Em alguns lugares, a espécie já foi identificada por cientistas, em outros ainda falta a confirmação oficial.

G1

sábado, 15 de junho de 2013

Uzbequistão e Cazaquistão apelam à ONU por 'guerra da água'


Os presidentes do Uzbequistão e do Cazaquistão apelaram nesta sexta-feira (14) à arbitragem das Nações Unidas sobre projetos de usinas hidrelétricas dos dois países, que provocam regularmente conflitos e despertam temores de uma "guerra da água" na Ásia Central.

Os uzbeques e os cazaques dependem dos vizinhos Tadjiquistão e Quirguistão, duas ex-repúblicas soviéticas pobres da Ásia Central, para se abastecer de água.

No centro do conflito estão dois projetos gigantescos de usinas hidrelétricas, concebidos há várias décadas, ainda na era soviética, suspensos depois da queda da URSS, mas que foram retomados após alguns anos.
Desta forma, o Tadjiquistão, que enfrenta a cada inverno severas quedas de energia que impõem um racionamento drástico na capital Duchambe, iniciou após alguns anos a construção da barragem de Rogun, no rio Vakhsh, abandonada nos anos 1990 devido a uma guerra civil.

Com altura projetada de 335 metros, se for concluída, a obra será a maior do tipo no mundo.

O Quirguistão, por sua vez, quer construir outra barragem concebida na época da União Soviética, a de Kambarata-1 sobre o rio Naryn, com 275 metros de altitude.

Essas duas obras são muito mal vistas pelo vizinho Uzbequistão, que teme consequências para sua indústria algodoeira, dependente da irrigação, assim como um impacto negativo em seu meio ambiente.
Tachkent, além disso, adverte para os riscos sismológicos à região.

"Precisamos nos convencer de que nada ameace nosso meio ambiente e que Uzbequistão e Cazaquistão recebam os mesmos volumes de água que recebem atualmente", declarou o presidente uzbeque, Islam Karimov, depois de ter pedido um parecer das Nações Unidas sobre as possíveis consequências destes dois projetos, em acordo com os países beneficiados pelo rio.

"Nós queremos enviar uma mensagem amistosa a nossos vizinhos: que nós devemos solucionar estes problemas sozinhos", afirmou o presidente cazaque Nursultan Nazarbayev, em visita ao Uzbequistão.

G1

Cientistas descobrem nova espécie de peixe em mar de ilha do Caribe


Cientistas do Instituto Smithsonian, dos EUA, descobriram uma nova espécie de peixe nos corais próximos à ilha de Curaçao, no Caribe, enquanto realizavam um projeto para colher dados para uma pesquisa sobre os efeitos das mudanças climáticas na região, informam jornais e sites de notícias internacionais.

Batizado de Haptoclinus dropi, o peixe é pequeno e colorido, segundo a agência de notícias Associated Press. O animal foi descoberto a aproximadamente 160 metros de profundidade enquanto cientistas usavam equipamento submarino para explorar o mar.

O peixe mede cerca de 2,5 centímetros e tem barbatanas iridescentes. Seu corpo tem tons alaranjados e brancos, de acordo com o site canadense de notícias "Global News".

"[A descoberta] é apenas a ponta do iceberg. Essa exploração que estamos fazendo é fundamental", disse a pesquisadora Carole Balwdin ao site de notícias, referindo-se à possibilidade de haver novas espécies na região.

Carole ressaltou que a equipe de pesquisa coletou de 25 a 30 peixes e invertebrados que podem ser novas espécies. A previsão é de voltar à Curaçao em agosto para coletar mais espécimes, mês em que também será completado um ano do início do monitoramento dos efeitos das mudanças climáticas na região, diz a Associated Press.

O projeto sobre mudanças climáticas está coletando dados sobre temperatura e biodiversidade marinha próximo à ilha caribenha e começou em agosto de 2012, segundo a agência.

G1 Natureza

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Glaciares da Antártica derretem mais rápido nas bases, diz estudo da Nasa


A base de plataformas glaciares que ficam na borda da Antártica, e tem contato direto com a água do mar, é a região que mais perde gelo devido à elevação da temperatura dos oceanos. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (14) por um estudo publicado na edição impressa da revista "Science" e realizado pela agência espacial americana (Nasa).

A pesquisa revelou que o derretimento na base desses grandes blocos respondeu por 55% da perda total de massa dessas formações de gelo. Os dados foram medidos entre 2003 e 2008 e o volume percebido é muito mais importante do que o previamente calculado.

Determinar como essas plataformas glaciares derretem ajudará os glaciologistas e outros cientistas a melhorar suas previsões sobre a resposta da massa glaciar antártica ao aquecimento do oceano e sobre sua contribuição para a elevação do nível dos oceanos.

Os pesquisadores estudaram as taxas de derretimento destas massas de gelo, que são prolongamentos das geleiras flutuantes no oceano e que cobrem uma superfície de 1,5 milhão de km².

A Antártica contém, em média, 60% das reservas de água doce do planeta nestas plataformas, espécies de barreiras de gelo, reduzindo o escorregamento das geleiras para o oceano.

Segundo a investigação, este estudo refinará os modelos sobre a circulação oceânica, ao fornecer uma estimativa melhor do volume de água doce procedente do derretimento destas plataformas de gelo na zona costeira da Antártica.

Os cientistas reconstituíram o acúmulo de gelo e a espessura com satélites e aviões, assim como as mudanças na elevação destas plataformas e a velocidade de deslocamento. Eles conseguiram, ainda, determinar com qual velocidade derreteram e compará-las com a formação de icebergs.

"O ponto de vista tradicional sobre a perda da massa de gelo da Antártica é que ela ocorre quase totalmente da ruptura de um iceberg", explicou Eric Rignot, do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, em Pasadena (Califórnia, oeste), principal autor deste trabalho.

"Nosso estudo mostra que o derretimento da base das plataformas de gelo no entorno da Antártica contribui de forma muito mais importante", afirmou Rignot.

G1 Natureza

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Oficinas trazem experiência dos EUA para tratamento de resíduos sólidos


As cidades de Itanhaém, Guarujá , Ubatuba e São Paulo recebem, a partir de amanhã (12), oficinas sobre alternativas no tratamento de resíduos sólidos ministradas pelo coordenador do Programa Resíduo Zero, da prefeitura de São Francisco (EUA), Kevin Drew. Gestores públicos e membros da sociedade civil poderão conhecer o trabalho desenvolvido na cidade norte-americana, que atinge um índice de 80% na recuperação de resíduos. O resultado é possível com o uso da biodigestão para tratamento dos resíduos orgânicos combinado com a reciclagem dos materiais secos (papel, metal, vidro e plástico).

As oficinas são oferecidas pelo projeto Litoral Sustentável, uma iniciativa do Instituto Pólis com patrocínio da Petrobras. A ideia é que os municípios aprofundem o conhecimento sobre as tecnologias para o tratamento do lixo orgânico, em especial pela biodigestão. Esse tipo de resíduo representa, em média, 60% do total gerado no Brasil. São materiais com alto potencial de recuperação, com soluções ambientalmente adequadas e custos inferiores aos dos aterros sanitários e incineradores.

O Litoral Sustentável tem como objetivo construir uma agenda do desenvolvimento sustentável em 13 municípios do litoral norte e da Baixada Santista. Para isso, foi elaborado em 2011 e 2012 um diagnóstico urbano que apontou as potencialidades e fragilidades em relação à economia, habitação, infraestrutura e mobilidade na região. Também foram analisadas no trabalho a situação das unidades de conservação e a legislação relativa ao ordenamento territorial.

Agência Brasil

domingo, 9 de junho de 2013

Turismo e poluição ameaçam Parque de Areia Vermelha


O Parque Estadual Marinho de Areia Vermelha se tornou um dos mais importantes roteiros turísticos de quem visita a Paraíba. A beleza de Areia Vermelha deixa os visitantes encantados. O passeio de barco até o local, durante a alta temporada, custa em torno de R$30 por pessoa. É um negócio lucrativo para os operadores de turismo da capital, sem dúvida. Aos finais de semana, quando a maré permite, Areia Vermelha fica lotada.

Mas tudo pode ter uma consequência drástica. Uma pesquisa coordenada pelo professor Tarcísio Cordeiro, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), mostrou que as comunidades dos recifes de Areia Vermelha estão bastante comprometidas e se a situação não for revertida, é possível que o bioma de corais deixe de existir em Areia Vermelha. “Tendo em vista o impactos já identificados, é provável que o Parque nunca mais venha a ter a diversidade e produtividade semelhantes àquelas de uma condição original”, disse o professor na pesquisa.

A degradação ambiental de Areia Vermelha é consequência, segundo os pesquisadores, de impactos de caráter global e local. Enquanto os turistas desfrutam da beleza do local, o Parque vai sendo degradado, em um sofrimento silencioso, porém rápido e preocupante. Segundo Cordeiro, há dois fatores que contribuem para o problema.

O primeiro deles é consequência de impactos naturais, como por exemplo, as tempestades. O segundo fator compreende o impacto causado pela poluição, pesca excessiva e também pela forma como o turismo é conduzido no local. Quando se somam, esses fatores têm uma combinação explosiva, que culmina na fragilidade do Parque de Areia Vermelha, considerado um dos principais destinos turísticos do Estado.

A pesquisa constatou dois fenômenos preocupantes, cujas consequências são desastrosas: água turva e com temperatura excessiva. De acordo com Cordeiro, duas coletas foram realizadas em Areia Vermelha, sendo uma durante a estação seca e outra na chuvosa. Antes de se estender mais sobre o resultado, cabe dizer que águas aquecidas acima do normal é considerado um fator de estresse. Os corais precisam de água com boa transparência e aquecida, mas nada de excessos.

Voltando à pesquisa, o professor afirmou que foi observado o branqueamento em massa, em decorrência do aumento da temperatura. Segundo ele, houve variação entre 30 e pouco mais de 31ºC na estação seca , e de 28 a 29º C durante o período de chuvas. O problema acontece, portanto, porque parte considerável das espécies de corais tem pouca tolerância a altas temperaturas. “Já foi provado em experimentos de laboratório que o aumento da temperatura provoca branqueamento e até a morte, dependendo do quanto a temperatura subiu e de quanto é a exposição”, afirmou.

Sobre os impactos locais, o professor disse que “todo cidadão deveria pensar no excesso de carbono na atmosfera”. Os recifes, ele explicou, são a primeira defesa contra ressacas e tempestades. Quando os corais são afetados, essa proteção fica fragilizada, e o reflexo será a maior erosão costeira. Dentre as contribuições ambientais dos corais, é possível citar: proteção costeira, produção de alimentos, turismo e conservação da biodiversidade.

Jornal da Paraíba

Promotora barra crime ambiental em empreendimento apoiado pelo Governo


A bucólica Bananeiras se tornou, nos últimos anos, uma referência no setor turístico e imobiliário da Paraíba. Gente de toda Paraíba e até de outros Estados passou a investir na cidade. Mas, com o boom do progresso também emergiu a avidez capitalista, que pode rapidamente destruir as belezas que tanto atraíram turistas e investidores.

Relatório recente da promotora Miriam Pereira Vasconcelos, curadora do Meio Ambiente, chama a atenção para um crime ambiental que se comete na cidade. Sob o pretexto da construção de um shopping que, na verdade, é um conjunto habitacional com uma galeria comercial, os responsáveis estão destruindo um morro inteiro, um grave prejuízo ambiental.

A promotora alerta para “grave infração administrativa (uma vez que tem apoio da Prefeitura) e, quiçá, até mesmo, crime ambiental” o desmanche de “área de relevante interesse ambiental, mais precisamente, na Estrada que liga a cidade de Bananeiras à de Solânea”. O desmanche do morro está sendo executado pela LTL Construções e Incorporações.


O empreendimento, o condomínio vertical Alto Serra e o Shopping da Serra estão sendo iniciados, conforme apurou a promotora, sem a existência de um Estudo de Impacto Ambiental e, ainda, “sem que o Município tenha concedido licenciamento ambiental a tal empreendimento”. Dai porque pede providências da Prefeitura.

O mais grave, no entanto, vem no final: pelo que se comenta em Bananeiras, o empreendimento está sendo tocado com apoio disfarçado do Governo do Estado, sob o pretexto de que irá promover o desenvolvimento de Bananeiras. Mas, se vê que este não é o entendimento da promotora Miriam Vasconcelos.

Jornal da Paraíba

sábado, 8 de junho de 2013

Capital da Paraíba adotará limitador de decibéis contra poluição sonora


O principal problema ambiental registrado pela Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) é a poluição sonora, segundo Edilton Nóbrega, secretário da Semam. Para combater um problema tratado como crônico na capital paraibana, a Semam deve adquirir um aparelho limitador de decibéis que será instalado em ambientes com alta intensidade de barulho, como casas de shows, bares e restaurantes.

Edilton Nóbrega explica que o aparelho impede que o volume ultrapasse o limite de decibéis determinado pela Semam, evitando que o volume seja aumento pelo dono do estabelecimento após a notificação dos agentes da Semam. “O nosso maior problema era quando os agentes iam até o local, indicavam o limite que só era respeitado enquanto a Semam estava no local. Quandos agentes iam embora, o limite de decibéis voltava a ser desobedecido. Com este aparelho, isto não será possível”, comenta.

O secretário explica que o aparelho já foi aprovado pelo prefeito Luciano Cartaxo, mas ainda não existe uma data exata de quando passará a ser usado pela prefeitura de João Pessoa. A princípio o aparelho será custeado pelo proprietário do estabelecimento, como parte do custo do isolamento acústico exigido pela prefeitura.

O aparelho foi desenvolvido no Brasil e já é utilizado em Porto Seguro, na Bahia. O desenvolvedor do limitador de decibéis, Geovaldo Miranda, ressalta que o dispositivo trouxe resultados positivos às cidades que o adotaram. “Havia um problema parecido com o da orla de João Pessoa, na orla de Porto Seguro. E após adotar o limitador, o problema foi resolvido na maioria dos casos”, garante. O aparelho pode ser instalado em qualquer equipamento sonoro profissional, semi-profissionais e doméstico.

G1 Paraíba

Centenas de peixes aparecem mortos em rio da Paraíba


Centenas de peixes foram encontrados mortos neste sábado (8) nas águas do Rio Sanhauá, no bairro do Baralho, em Bayeux, Grande João Pessoa. De acordo com alguns pescadores, alguns peixes ainda estavam vivos, tentando sobreviver. O ambientalista Fernando Yplá disse não ter dúvidas de que a mortandade teve como causa a ação de alguma indústria próximo à área onde os peixes foram encontrados mortos. Entre as espécies, estava o bagre, bastante resistente à poluição, segundo o ambientalista.

Fernando Yplá afirmou que ficou “desolado” com o que viu. “É simplesmente algo que deprime. São centenas, milhares de peixes mortos. Não tenho dúvida de que o que provocou toda essa mortandade foi a ação de alguma indústria próximo a esse local”, afirmou.

Alguns pescadores relataram que, no início da tarde deste sábado, alguns peixes ainda lutavam para sobreviver. “Nós temos que acrescentar que não é apenas um prejuízo econômico para essa população que depende muito da pesca para sobreviver, mas sobretudo ambiental”, disse o ambientalista, que enfatizou que o lixo depositado no rio pela população ribeirinha também contribuiu para a morte dos peixes.

“É preciso que haja uma ação de conscientização urgentemente. Ação que se concretize, que envolva todos os agentes políticos e sociais. Não podemos aceitar situação como essa. Com certeza, se fosse apenas o lixo depositado pela população, os peixes não teriam morrido. Os peixes morreram por conta de agentes químicos, que precisam de uma análise para se chegar à indústria responsável por essa tragédia ambiental”, afirmou Fernando Yplá.

Os pescadores afirmaram que muitos dos peixes que morreram por conta da poluição a correnteza do rio já tinha levado quando da chegada do ambientalista ao local.

“Uma situação dessas nos deixa tão perplexos, tão tristes que não é exagero afirmar que chegamos ao ponto de desacreditar da raça humana, de perguntar pelo menos para onde estamos indo”, finalizou.

A reportagem tentou entrar em contato com o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) na Paraíba, mas as ligações não foram atendidas. A Superintendência do Meio Ambiente (Sudema) também não atendeu às ligações.

 G1 PB

Cerca de 1,3 bilhão de tonelada de comida é perdida ou desperdiçada no mundo, diz ONU


Com toneladas de produtos comestíveis desperdiçados a cada ano, diversas lideranças das Nações Unidas emitiram um chamado no Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta quarta-feira (5), exortando todos a ajudar a reduzir a perda massiva e desperdício inerente nos sistemas alimentares atuais.

“Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, exorto todas as partes da cadeia alimentar global para assumir a responsabilidade pelos sistemas alimentares ambientalmente sustentáveis e socialmente justos”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em sua mensagem para a data.

Atualmente, pelo menos um terço de todos os alimentos produzidos não consegue sair das fazendas para as mesas de refeição. “Isso é tudo uma afronta a quem tem fome, mas também representa um custo ambiental enorme em termos de energia, terra e água”, disse Ban, observando que nos países em desenvolvimento, pragas, instalações inadequadas de armazenamento e cadeias de fornecimento ineficientes são os principais contribuintes para a perda de alimentos.



O secretário-geral ressaltou a campanha “Pensar. Comer. Conservar – Diga Não ao Desperdício”, lançada pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e parceiros do setor público e privado. O objetivo é aumentar a conscientização global e mostrar soluções relevantes para os países desenvolvidos e em desenvolvimento em relação ao desperdício de comida.

De acordo com o relatório “Reduzindo a perda e desperdício de comida”, o mundo vai precisar de cerca de 60% mais calorias dos alimentos em 2050 em comparação a 2006, se a demanda mundial continuar em seu ritmo atual.

O estudo foi lançado também nesta quarta-feira para coincidir com a data em prol do meio ambiente e foi produzido pelo Instituto de Recursos Mundiais e o PNUMA, baseando-se numa pesquisa da FAO. O relatório afirmou que uma em cada quatro calorias produzidas pelo sistema agrícola global está sendo perdida ou desperdiçada.


“É um fato preocupante que, no século 21, perto de 25% de todas as calorias associadas com o crescimento e produção de alimentos é perdida ou desperdiçada no trajeto entre o cultivo e a mesa de refeição – comida que poderia alimentar os famintos, comida que exigiu energia, água e solos em um mundo de crescente escassez de recursos naturais e de preocupações ambientais como as alterações climáticas”, disse Achim Steiner, diretor executivo do PNUMA.

O país-sede neste ano para as celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente é a Mongólia, uma das economias que mais crescem no mundo e que se direciona a uma transição para uma economia verde e para uma civilização preocupada com as questões ambientais. “Não é um grande desperdiçador de alimentos, mas a vida nômade e tradicional de muitos dos seus habitantes tem algumas respostas antigas para o desafio moderno da perda de alimentos”, disse Steiner.

ONU