quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Planta com alto teor de proteína é estudada em universidade brasileira


Uma pesquisa desenvolvida no Câmpus Pato Branco, da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), avaliou as propriedades antioxidantes das folhas da planta Moringa oleifera. Os compostos antioxidantes podem retardar o envelhecimento das células, auxiliando na prevenção de algumas doenças. Outro destaque é para seu alto teor de proteico.

O estudo iniciado em 2015 pela professora Tatiane Oldoni analisou o extrato produzido a partir das folhas da planta indiana, com o objetivo de avaliar sua capacidade antioxidante in vitro e identificar os compostos químicos responsáveis por esta ação. Há relação científica comprovada entre a atividade antioxidante e a anticâncer.

Além do potencial antioxidante, a Moringa oleifera é uma fonte nutricional expressiva. “Existem alguns estudos que sugerem que esta planta é muito rica nutricionalmente por conta dos elevados teores de proteína”, comenta Tatiane.

Segundo a reportagem do G1, estudos científicos indicam que ela pode ter 35% de proteína depois de desidratada, quase o mesmo que a carne. O plantio é de fácil manuseio e baixo custo, podendo ser cultivada em casa.

A intenção é viabilizar futuramente produtos que sejam gerados a partir desta pesquisa. “Seguiremos desenvolvendo outras etapas da análise que serão essenciais para resultados mais robustos e esclarecedores sobre as potencialidades e aplicações da planta”, completa a professora. 

Ciclo Vivo

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Site ajuda agricultor na escolha de árvores nativas da Mata Atlântica


Uma ferramenta que auxilia o agricultor a escolher árvores nativas para inserção em sua propriedade, de acordo com sua condição de relevo e solo. Esse é o Sistema de suporte à inserção de árvores na agricultura da Mata Atlântica. Resultado de 12 anos de estudos em fragmentos florestais, em Cachoeiras de Macacu, no Rio de Janeiro, o site alia o conhecimento científico dos pesquisadores ao tradicional dos agricultores locais. “Existe uma mística de que agricultores não gostam de árvores ou que não sabem conviver com espécies arbóreas, e isso não é verdade. Precisamos efetivamente acreditar no apego que eles têm às espécies arbóreas como também no conhecimento que eles possuem”, explica a idealizadora do site, Mariella Uzeda, pesquisadora da Embrapa Agrobiologia (RJ).

A intenção é que o produtor consiga aliar o plantio de árvores nativas ao incremento de renda. Por isso, o estudo contempla espécies com potencial madeireiro, alimentício, melífero e ainda aquelas que contribuem para enriquecer a biodiversidade e as que contribuem para a fertilidade do solo. “Esperamos atender à demanda de muitos agricultores familiares de plantar árvores para diferentes fins lucrativos e que possam dar às propriedades maior poder de resposta a eventuais pragas, também aumentando a quantidade de polinizadores. Isso é muito importante em processos de transição agroecológica, em sistemas produtivos mais sustentáveis e mais amigáveis à biodiversidade”, acrescenta a pesquisadora.

Os pesquisadores sistematizaram as informações da pesquisa, criando um site de fácil acesso e entendimento pelo agricultor. Para chegar às espécies mais indicadas para a região, o sistema começa solicitando a condição de drenagem da área, ou seja, se tem uma boa drenagem ou se é suscetível a alagamentos. Em seguida, pergunta se o relevo é plano ou levemente ondulado, para depois pedir o tipo de solo. Por fim, com base nessas informações, a ferramenta fornece ao agricultor cinco listas de espécies de árvores: madeireiras, alimentícias, melíferas, bioatrativas e para fertilização do solo. Cada espécie apresenta uma ficha com informações que vão desde o seu nome popular a algumas características, como sua utilidade e distribuição geográfica.

Principais finalidades das espécies:

O sistema foi elaborado com base nas características ambientais e de ocorrência de espécies do assentamento São José da Boa Morte, em Cachoeiras de Macacu (RJ), onde são desenvolvidas pesquisas pela Embrapa. No entanto, ainda que seja fundamentado em um conteúdo referente à Bacia Guapi-Macacu, no Estado do Rio de Janeiro, o site traz informações das espécies e suas respectivas áreas de ocorrência, podendo ser referência para inserção de árvores em outras regiões do bioma. “Uma vez que se tenha um solo parecido com os ali descritos, dentro da área de ocorrência da espécie, é possível utilizá-la sem nenhum problema”, enfatiza Uzêda.
 

Embrapa

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A AGÊNCIA DO SEBRAE ARARUNA PROMOVERÁ O INOVA CURIMATAÚ 2017



 Evento voltado para Empresários e Empreendimentos Locais


O Inova Curimatáu 2017 é um evento de inovação para os empreendimentos da Microrregião do Curimatáu e tem como objetivo expor o potencial produtivo dos negócios e estimular o desenvolvimento da região. Tem como tema: Inovando com Estratégia e Gestão. O evento é promovido pela Agência do SEBRAE Araruna, que tem a frente a gerente Heloisa Mirelli Diniz. 


O Inova Curimataú acontecerá em quatro cidades, iniciando no município de Picuí no dia 20 de Setembro. Depois será a vez de Araruna no dia 27, já na cidade Cuité acontecerá no dia 18 de outubro e finaliza no município de Solânea no dia 25 de outubro. 

Inova Curimataú 2017 atende diferentes áreas de atuação, como: comércio, varejo, serviço e indústria. Um público formado por homens e mulheres de todas as classes sociais, especialmente empresários como Microempreendedor Individual – MEI, Microempresa – ME e Empresa de Pequeno Porte. 

O evento contará com palestras, cases de sucesso e inovação, sorteios de brindes e finalizará com um jantar empresarial. Maiores informações na Agência do SEBRAE Araruna no telefone (83) 3373-1272 ou com os Agentes de Desenvolvimento de cada município.



quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Marca transforma poluente de jeans em água potável e tijolos


Todos sabem que a indústria têxtil é responsável por uma quantidade absurda de poluição. Da produção ao pós-venda de roupas, muitos resíduos são gerados. Na contramão desta prática, têm surgido diversas marcas sustentáveis, mostrando que é possível ter o compromisso ambiental como premissa. Uma destas empresas que têm se destacado é a marca norte-americana Everlane.

Para começar, a marca exibe aos clientes o custo da hora de trabalho dos costureiros, os preços dos materiais, processos de fabricação e entrega. Por meio de infográficos, ela mostra que o slogan “Transparência Radical” não é conversa furada.

Outro ponto que chamou atenção dos consumidores é a qualidade das peças. Tanto que há cerca de um ano a marca lançou um modelo de sapatos que já na primeira semana criou uma lista de espera com mais de seis mil pessoas. E uma vez que a indústria da moda está entre as mais poluidoras do mundo, é importante que ao menos os produtos tenham qualidade para serem duráveis.


Entre tantos desafios deste mercado, a marca está focando em algo essencial para produzir Jeans: o Denim. A fabricação deste tecido de algodão é extremamente poluidora, pois contamina a água e, quando não tratada, vai parar nos rios e oceanos. Por isso, a Everlane teve que procurar muito até encontrar a fabricante Saitex, localizada no Vietnã, que é comprometida com a sustentabilidade.

A fábrica possui painéis solares, captação de água da chuva e tecnologias que reduzem os poluentes da produção de denim. Além disso, usa cerca de mil litros de água para produzir um jeans (o que já é muito melhor do que os 11 mil litros praticados normalmente) e ainda tem a meta de reduzir em 30% nos próximos anos.

Mas, talvez o ponto mais interessante de todos são as máquinas que filtram a água contaminada tornando-a potável. Deste processo, sobra um subproduto grosso que combinado com cimento transformam-se em tijolos. Achou pouco? Estes tijolos ainda são usados para fazer casas para pessoas com necessidade.

“Foi difícil encontrar um proprietário comprometido com a fabricação limpa. A maioria dos proprietários de fábrica mantêm o padrão mínimo. Mas Sanjiv Bahl (fundador da fábrica), que é budista, acredita em deixar o mundo como um lugar melhor do que é”, afirmou Michael Preysman, fundador e CEO da Everlane, ao site Fast Company. A marca ainda desenhou peças que prometem sobreviver às tendências da moda.

O próximo passo é criar jeans cuja necessidade de lavagem seja menor. Neste ponto, a empresa pode se inspirar na Levis.

Redação CicloVivo

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Cientistas criam bactéria 'ciborgue' que gera combustível verde a partir da luz do sol


Cientistas criaram micro-organismos cobertos por semicondutores que, assim como as plantas, podem gerar energia a partir da luz do sol, dióxido de carbono e água, mas de forma muito mais eficiente. 

As bactérias "ciborgues" produzem ácido acético, que pode ser transformado em combustível e em plástico.
Durante testes realizados em laboratório, a bactéria se provou muito mais eficiente em absorver energia do sol do que as plantas. 

O estudo foi apresentado em um encontro da Sociedade Americana de Química (ACS, na sigla em inglês) em Washington, nos Estados Unidos. 

Há muitos anos cientistas vinham tentando replicar artificialmente a fotossíntese.

Ciborgues

Na natureza, a clorofila é a chave para esse processo, ajudando as plantas a converter gás carbônico e água, usando a energia solar, em oxigênio e glicose. 

Mas cientistas dizem que esse processo, embora funcione, é relativamente ineficiente.
Isso tem representado um grande problema para a maioria dos sistemas artificiais desenvolvidos até agora. O experimento busca aprimorar essa eficiência ao equipar a bactéria com "painéis solares". 

Depois de estudarem a antiga literatura sobre a microbiologia, pesquisadores perceberam que algumas bactérias têm uma defesa natural contra cádmio, mercúrio ou chumbo, o que permite a esses micro-organismos transformar metais pesados em um sulfureto, caracterizado por um minúsculo semicondutor cristalino em suas superfícies. 

"É ridiculamente simples, aproveitamos uma habilidade natural dessas bactérias que nunca foi examinada através das lentes dos microscópios", diz Kelsey Sakimoto, da Universidade de Harvard, em Massachusetts, nos Estados Unidos. 

"Nós as cultivamos e introduzimos uma pequena quantidade de cádmio, e organicamente essas bactérias produzem cristais de sulfeto de cádmio que então se aglomeram no topo de seus corpos", acrescenta.
"Você as cultiva em um líquido e adiciona pequenas gotas de solução de cádmio. Após alguns dias, aparecem esses organismos fotossintéticos", explica Sakimoto. 

"É tudo muito simples, é como uma alquimia."

Essas bactérias "encorpadas" produzem ácido acético, essencialmente vinagre, a partir do gás carbônico, água e luz. A eficiência do processo é de 80%, quatro vezes maior do que o nível de painéis solares comerciais e mais do que seis vezes o nível da clorofila. 

Luz solar

Sakimoto diz acreditar que essas bactérias podem ser mais eficientes do que outras iniciativas de gerar combustível verde a partir de fontes biológicas. 

Atualmente, outras técnicas de fotossíntese artificial exigem eletrodos sólidos e caros.
Já o processo que usa a bactéria "ciborgue" só exige vasos grandes cheios de líquido expostos ao sol - a partir daí, as bactérias se autorreplicam e se autorregeneram. 

Trata-se, portanto, de uma tecnologia de baixo resíduo e que deve gerar mais resultados em áreas rurais ou em países em desenvolvimento. 

As pesquisas foram realizadas na Universidade da Califórnia em Berkeley, no laboratório de Peidong Yang.

"O objetivo da pesquisa no meu laboratório é essencialmente "superalimentar" bactérias não fotossintéticas ao fornecer a elas energia na forma de elétrons de semicondutores, como sulfureto de cádmio, que absorvem a luz de forma mais eficiente", diz Yang. 

"Agora estamos buscando absorvedores de luz mais benignos do que o sulfureto de cádmio para fornecer à bactéria a energia que vem da luz", acrescenta. 

Os pesquisadores dizem acreditar que o processo, embora constitua um passo novo e importante, pode não ser a tecnologia que prevalecerá. 

"Há tantos sistemas surgindo e realmente só começamos a explorar as diferentes formas de combinar química e biologia", explica Sakimoto. 

"Há uma possibilidade real de que há alguma tecnologia que vai surgir e melhorar nosso sistema", conclui. 

G1 Saúde

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Cães ficam azuis após contato com resíduos químicos em rio na Índia


Cães de rua estão adquirindo uma pelagem azulada na área de Taloja, em Mumbai, na Índia. O fenômeno é causado pelo contato com resíduos químicos despejados em um rio no qual os animais costumam entrar em busca de água e comida.

Segundo o jornal indiano “Hindustan Times”, o rio Kasadi recebem tanto lixo industrial sem qualquer tipo de tratamento que seus níveis de poluição estão atualmente 13 vezes acima do limite considerado seguro para seres vivos.

A região onde os cães vivem tem cerca de mil indústrias, ainda de acordo com o jornal, entre companhias farmacêuticas, de alimentos e engenharia. Mais de 75 mil pessoas trabalham no local.

No sábado (12), um grupo de proteção animal fotografou pelo menos cinco cães diferentes cuja pelagem está claramente azulada. Um deles, anteriormente todo branco, mostra os sinais mais visíveis.

De acordo com guias de controle de poluição, as águas de um rio que tenha mais de 3 miligramas por litro de demanda bioquímica de oxigênio (BOD, na sigla em inglês) são impróprias para consumo humano, e acima de 6 mg/l peixes já não sobrevivem. Um teste realizado pela Corporação Municipal Navi Mumbai constatou que a BOD do rio Kasadi chegou a 80 ml/l. 


(Fonte: G1)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Eclipse total vai obscurecer o Sol em faixa de terra dos EUA; veja 5 curiosidades


Na próxima segunda-feira (21), os moradores de uma faixa de terra dos Estados Unidos poderão observar um fenômeno pouco frequente na Terra: um eclipse solar total. Ele ocorre quando a lua passa entre o sol e o nosso planeta, causando uma sombra e bloqueando os raios de luz. Serão 2 minutos e 40 segundos de completa escuridão.

No Brasil, o fenômeno poderá ser visto de forma parcial. Quanto mais ao norte estiver o observador, maior será a intensidade. No topo do país, a escuridão deve chegar a 50%. Veja o infográfico para entender o eclipse desta segunda: 


O G1 mostra, então, 5 curiosidades sobre o fenômeno para ir "aquecendo": 

As informações são da Nasa.
 
1. Qual foi o primeiro eclipse registrado?
 
Os historiadores acreditam que os dois astrólogos chineses Hsi e Ho observaram um eclipse total em 22 de outubro de 2134 a.C, mas não conseguiram prever que aconteceria. Em 3 de maio de 1375 a. C., os babilônios conseguiram adiantar que a escuridão estava para ocorrer e observar mais "preparados" -- os primeiros registros assustavam os habitantes, que achavam que era um indício do fim do mundo. 

2. Como posso fotografar um eclipse solar?
 
Você precisará comprar um filtro para evitar que os raios danifiquem a câmera. O ideal é esperar que o sol seja totalmente coberto pela lua, assim não é necessário proteger o equipamento. Vale lembrar que é importante não olhar diretamente para o sol -- os raios também podem machucar os olhos e causar problemas à visão. 

3. Os animais mudam o comportamento durante o evento?
 
A Nasa disse que recebeu muitos relatos de animais agindo diferente durante os eventos, especialmente os pássaros. De acordo com a agência, os bichos são surpreendidos pela totalidade da escuridão e acabam reagindo, muitas vezes se escondendo. 

4. Quando será o próximo eclipse solar total no Brasil?
 
Em 30 de abril de 2041. São 24 anos! O fenômeno é realmente raro. 

5. A temperatura cai durante o fenômeno?
 
Sim. Pode ser igual à queda de temperatura notada entre o período da tarde e a noite nos dias normais. Como o tempo total deste eclipse do dia 21 de agosto é curto, a temperatura não deve cair muito. 



G1

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Oito dicas simples que ajudam seus filhos a praticarem a sustentabilidade


Parte importante da educação, cidadania e o respeito com o meio ambiente precisam começar em casa. A ajuda dos pais em conversas com seus filhos sobre o que é o consumo e seus efeitos, ensiná-los temas como descarte do lixo, explicar-lhes o que é e como funciona a reciclagem são iniciativas que ajudam as crianças a construir melhor entendimento sobre questões ambientais e desdobrá-lo em atitude e comportamento sustentáveis. De maneira complementar a essa educação ambiental doméstica, importa a ajuda da escola e seus professores, algo fundamental. Existem instituições de ensino que se diferenciam pela apresentação dos conceitos e práticas da sustentabilidade para crianças já em seus primeiros anos na escola, algo que vale à pena pesquisar na escolha do espaço que lhes ajudará a formar aqueles, que tanto ouvimos falar, sobre as tais gerações futuras.

Voltando para casa, há diversas formas de desenvolver o tema com a molecada, e a criatividade não precisa de limites. Sugerimos algumas iniciativas legais que podem ser um bom começo.
Curta aqui dicas sobre como ajudar seus filhos a cultivarem uma visão mais ecológica e sustentável do mundo e suas relações:

1) Árvores

Uma forma de aproximar a criança à natureza é conversar sobre o que são as árvores, sua importância simbólica e prática, seus ciclos e ensiná-la a plantar uma. Aproveite para fazê-lo da forma mais descontraída possível. Acompanharem juntos o crescimento dela pode ser uma experiência das mais especiais.

2) Interruptores de luz com desenho de super-herói

Uma das melhores maneiras de se conservar energia em casa é desligando as luzes que não estejam sendo usadas, aquela lâmpada ligada onde não há ninguém a ser iluminado. E isso serve para todos os cômodos da casa, desde salas, quartos até banheiros e áreas de serviço. O ato de apagar a luzes é mais fácil para o adulto lembrar, mas para as crianças isso é parecido com memorizar a tabela periódica dos elementos ou a tabuada. Por isso, que tal um interruptor com o desenho do super-herói ou personagem favorito das crianças, para incentivá-las a apagar a luz. Aproveite para dizer que o Batman, por exemplo, está de olho para que apaguem as luzes.

3) Transforme o tempo de banho em uma corrida

Se você conseguir encurtar o tempo de banho em sua casa por apenas um ou dois minutos, você vai economizar até 150 litros de água por mês. Para ajudar a acelerar o tempo de banho da criançada, aproveite para cronometrar o tempo deles no chuveiro e ofereça recompensas pequenas caso ele consiga bater o tempo estipulado ou se fizer um tempo melhor do que o último banho. Só que na regra da brincadeira precisa ficar claro que não vale pular a parte da higiene pessoal por causa de um prêmio. Se por acaso seu filho gostar de assistir ou praticar esportes que envolvem corrida, aproxime essa paixão ao cotidiano.

4) Bilhete perto da torneira do banheiro

Outra maneira de se conservar água é fechar a torneira do banheiro quando não a está usando. Certifique-se que seus filhos estão fechando a torneira enquanto escovam seus dentes. Vale lembrar que isso serve também para os adultos, quando estão fazendo a barba, passando fio dental ou qualquer outra higiene pessoal. Os mais velhos precisam dar o exemplo para os mais jovens seguirem. Coloque então um pequeno bilhete, por escrito, perto da sua torneira para refrescar sua memória e a dos seus filhos.

5) Brigada dos carregadores

Se suas crianças possuem seus próprios celulares ou quaisquer outros aparelhos, provavelmente elas também possuem um monte de carregadores. Mesmo quando não estão conectados a algum desses aparelhos, os carregadores continuam a consumir eletricidade, por isso é melhor desconectá-los quando não estiverem em uso. Se por acaso encontrar dificuldades na prática dessa regra, a associação descontraída da suspensão de alguma regalia por curto período de tempo associada a cada carregador encontrado plugado na tomada pode ser uma alternativa legal. E isso pode servir também para vídeo-games, TVs, aparelhos de som, etc.

6) Coloque as crianças no comando da reciclagem

Para mudança dos hábitos dos seus filhos, em qualquer assunto, que tal colocá-los no comando das ações? Atribua à molecada o controle da reciclagem, pois assim entenderão sua importância e darão mais valor à separação do lixo doméstico.

7) Dia de limpeza

Escolher um dia da semana como sendo o dia de limpar a casa. Chame seus filhos para ajudar retirando o que é lixo. Isso serve tanto para casa como na escola, em que um grupo de alunos interessados se junte para limpar a escola pegando lixo da própria e de suas calçadas mais próximas. Fazer um mutirão de limpeza, explicando a necessidade da coleta e destinação adequadas dos resíduos e os impactos no caso de não fazê-lo adequadamente.

8) Reaproveitando a água da chuva

Mostre as crianças que a água da chuva pode ser reaproveitada. Basta a criança colocar um balde fora da casa com uma pedra dentro, para não tombar, e esperar a chuva. Quando parar é só pegar esse balde e usar essa água para molhar as plantas que estão dentro de casa ou mesmo nos sanitários. Isso fica mais fácil de ser feito se você morar em uma casa, mas se morar em apartamento basta descer no térreo.

Jogos online ecológicos

Além dessas dicas, existem maneiras de interagir com as crianças transmitindo a mensagem de responsabilidade sócio-ambiental associada à brincadeira. Para essa nova geração, que surge imersa nos meios digitais existem diversos jogos que fazem com que a criança teste seus conhecimentos sobre meio ambiente e sustentabilidade, como criar um vilarejo mais sustentável ou um personagem que precisa plantar árvores e enfrentar lenhadores que querem desmatar. Ou ainda um jogo um pouco mais elaborado onde o usuário tem contato com as políticas ambientais e soluções em sustentabilidade para o planeta. Aproveite para incentivar seus filhos a jogar esses tipos de jogos e realizar “quizzes” sobre o assunto.

(Via eCycle)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

9 retrocessos ambientais do governo Michel Temer


Pautas complexas referentes ao meio ambiente, que interessam principalmente ao setor dos agronegócios e estavam há tempos sendo negociadas no Congresso, têm passado com facilidade na gestão de Michel Temer (PMDB).

Fragilizado, o governo precisa do apoio dos parlamentares para aprovar reformas e, principalmente, nesta quarta-feira, dia 2, barrar a denúncia contra o presidente, que é o primeiro no exercício do mandato a ser acusado de ter cometido um crime comum (corrupção passiva).

Neste contexto, aprovações a projetos de interesse da bancada ruralista, uma das mais poderosas na Câmara, passaram a ser usadas como moeda de troca pelo Planalto.

Catraca Livre conversou com três ONGs que acompanham de perto essas discussões em Brasília e levantaram nove pontos em que o governo Temer contribuiu com o retrocesso ao tema ambiental, colocando em risco conquistas obtidas desde os anos 90. Eis os pontos destacados por Mario Mantovani, da SOS Mata Atlântica, Márcio Astrini, do Greenpeace, e Nathália Helena Medeiros Santos, do WWF:

1. Anistia a grileiros

O presidente assinou medida provisória que aumenta a anistia a donos de terras ocupadas ilegalmente na Amazônia. Com a MP, a área total do lote que poderá ser legalizada aumentou de 1.500 para 2.500 hectares (o equivalente a 2.500 campos de futebol, portanto, grandes proprietários). Quem ocupou terras ilegalmente até 2011 poderá ser beneficiado, em vez do prazo anterior, que era 2004. A lei facilita a regularização de proprietários que agiram de má-fé, dizem os ambientalistas, já que não há corte de avaliação (se houve desmatamento ilegal, ou algum outro crime para a ocupação da área, não há restrição.

2. Agrotóxicos

Projetos em discussão na Câmara preveem facilitar o registro de produtos de forma quase compulsória, flexibilizar o registro de novas substâncias (mesmo que tenham sido reprovadas em outros países), retirando a avaliação dos impactos na saúde, por meio da Anvisa, e no meio ambiente como determinantes para aprovação. Até mesmo o termo "agrotóxico" pode deixar de ser usado, passando a ser “defensivo fitossanitário”, uma forma de maquiar o potencial danoso à saúde das pessoas e também ao ambiente que esses produtos podem causar. O governo estuda até assinar uma medida provisória para regular o assunto, o que impediria os debates necessários para se avaliar as propostas.

3 . Código Florestal

A bancada ruralista tenta flexibilizar o Código, para, entre outros motivos, "acabar com a função social da terra", segundo Mantovani. Há duas dificuldades principais para a aplicação da lei, segundo os ambientalistas: agronegócio pede a ampliação do prazo para ao Cadastro Ambiental Rural (que reúne informações de todas as propriedades) e também para o prazo estipulado para a recuperação da terra, e o governo pode ceder.

5. Desmatamento

A tendência de queda do desmatamento no Brasil sofreu alteração e, em 2016, houve um aumento de 58%, segundo estudo da SOS Mata Atlântica e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os resultados ruins fizeram com que a Noruega, maior financiadora do Fundo Amazônia, decidisse cortar pela metade os valores de investimentos previstos para a proteção ambiental da área neste ano.

6. Licenciamento ambiental

Três projetos de lei buscam tirar o controle do licenciamento ambiental para grandes produtores (de qualquer atividade agrícola, pecuária ou de silvicultura), permitir a flexibilização do licenciamento por Estados (o que pode gerar uma corrida de flexibilização para que os Estados atraiam mais investimentos), enfraquecer os órgãos de licenciamento (Funai, Fundação Cultural Palmares, ligados à proteção do patrimônio cultural/histórico e de gestão de unidades de conservação) e, também, o sistema de responsabilidade civil ambiental.

7. Redução das áreas protegidas

Somando duas medidas provisórias em pauta no Congresso, ficarão desprotegidos mais de 1 milhão de hectares
de Unidades de Conservação a Amazônia, no Estado do Pará, em uma área já marcada por conflitos fundiários,
avanço do desmatamento e crimes como corte ilegal de madeira, garimpos clandestinos e
grilagem de terras públicas. Além da Amazônia, todas as UCs são atingidas, incluindo a mata Atlântica, que, por estar mais próxima às cidades, está mais exposta.

8. Terras indígenas

Um projeto de lei e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ameaçam terras indígenas já demarcadas, ao permitir a exploração de recursos e a mineração nas áreas, além de inviabilizar novas demarcações .

9. Vendas de terras para estrangeiros

Propostas preveem que terras públicas sejam liberadas para estrangeiros, um tema complexo que envolve assuntos ligados à segurança nacional, no caso de áreas próximos às fronteiras. Além disso, essa autorização pode provocar um aumento do preço da terra, o aumento do desmatamento, especulação imobiliária, pressão para a expansão da fronteira agrícola em áreas de proteção/conservação, entre outros pontos.

 
Catraca Livre

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Mistério das águas escuras nas Cataratas do Niágara é desvendado


Quando as águas das famosas Cataratas do Niágara, na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, apareceram escuras e fedidas, no último sábado, visitantes ficaram em alerta. O temor era de que se tratasse de um vazamento de óleo. 

Nesta segunda-feira (31), porém, o mistério foi desvendado.
A mancha escura malcheirosa foi causada por resíduos produzidos pelos filtros de carvão que são usados para limpar a água. 

Esses resíduos foram despejados na água durante trabalhos de manutenção no sábado, segundo autoridades americanas.

A Niagara Falls Water Board (NFWB), administradora do local, pediu desculpas pelo alarme causado entre moradores e turistas. 

Em comunicado, a administradora disse que a "água tingida" era resultado de "mudanças rotineiras, necessárias e de curto prazo feitas no processo de tratamento dos resíduos" na planta da NFWB perto da cidade americana de Buffalo. 


"A água escurecida continha alguns sólidos acumulados e resíduos de carbono, dentro dos limites permitidos. Não havia ali nenhum tipo de óleo ou solvente orgânico", agregou o comunicado. "O odor infeliz limitou-se ao cheiro normal de descarga de água de esgoto." 

Autoridades dizem que a planta de tratamento tinha autorização para liberar os resíduos na água.
Um dos primeiros a notar o escurecimento das águas foi Pat Proctor, vice-presidente da Rainbow Air, que realiza tours de helicóptero sobre as cataratas. 

Ele afirmou que os resíduos escuros continuaram nas águas por diversas horas no sábado, até se dissiparem.
"Eu só rezava para que não fosse um vazamento de óleo", disse Proctor à BBC. "(A mancha) se espalhou por meia milha (800 metros), parecia muito ameaçadora e tinha um cheiro horrível." 

Em geral, descargas desse tipo não ocorrem durante as temporadas altas no turismo (caso do fim de semana passado), queixou-se.


G1

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Luminárias de papel inspiradas em animais aquáticos que vão te encantar


Um estúdio de design holandês está produzindo maravilhosas luminárias tendo como inspiração as profundezas da vida aquática. Com variedade de tons de papel, é feito um cuidadoso trabalho manual cujo resultado é incrível.

Batizado de VasiliLights, o estúdio é formado pelo casal Lidiya Koloyarskaya e Vasili Popow. Eles são especializados em trabalhos do tipo “faça você mesmo”, criam as peças, fazem belas fotografias para valorizar tudo que foi feito e vendem em lojas online.

As peças do tema “animais aquáticos” são tão bonitas que mais parecem obras de arte. São diversas criações, usando papel, fáceis de montar, semelhante à técnica de origami.










Ciclo Vivo

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Aprenda a fazer xampu natural com babosa e óleos essenciais


Os xampus industrializados possuem uma infinidade de substâncias que, para um consumidor comum, são indecifráveis. É bem difícil saber qual a função de cada uma delas – apesar de haver muitos movimentos que hoje divulgam os malefícios de alguns componentes. Em contrapartida, há uma série de receitas caseiras na internet como alternativa e compartilhamos hoje a dica ensinada pelo Clube do Cabelo e Cia.

Ingredientes:

– 1 barra (100g) de sabão de Castela

O termo sabão de Castela é um nome genérico dado ao sabão originado de fontes de  óleos  vegetais (oposto  ao  tradicional  sebo).  A  fonte  oleosa  mais  comum  e tradicional usada para fabricar o sabão de Castela é o azeite de oliva, mas outros óleos ganham em popularidade, como o óleo de jojoba. O sabão de Castela é suave para  a  pele  e  o  couro  cabeludo.  Ele  pode  ser  encontrado  em  lojas  de  produtos naturais ou em lojas de artigos importados e algumas marcas apresentam versões com diferentes essências. Tem em líquido e em barra, sendo o barra mais fácil de achar.

– Água (sem cloro) – 200ml

Você pode obter água sem cloro deixando a água da torneira descansar por 1 a 3 dias, ou comprar água destilada.

– Gel da folha da babosa (aloe vera) – 60ml (ou 20 ml de extrato glicólico)
– Glicerina Bi-destilada – 5ml (opcional)

A glicerina  Bi-destilada  tem a propriedade  de  absorver umidade e  alto  poder  umectante  em  diversos  produtos  cosméticos.  Possui propriedades emolientes e hidratantes, podendo ser utilizada em xampus, sabonetes líquidos, condicionadores, cremes e loções hidratantes.

– Ácido cítrico em pó (2 g)

Ele reduz o Ph e também serve como conservante

– Óleo vegetal (semente de uva, jojoba, etc.) 15ml (opcional)
– Óleo essencial de sua preferência – 30 gotas

Isto irá adicionar a fragrância, e também potencializar o tratamento que você quer para  o  seu  shampoo.  Por  exemplo,  o  de  alecrim ajuda a aliviar problemas específicos, como cabelos secos, danificados e com caspa.

– Óleo essencial de Melaleuca (Tea Tree) – 25 gotas

Bactericida, germicida e fungicida. Ele é um conservante natural, que pode preservar o produto por até 6 meses.

Como fazer:

Corte o sabão em tirinhas, ou passe num ralador – quanto mais finas as tiras, mais rápido irá dissolver. Em uma panela inox ou esmaltada ou de vidro (não serve de alumínio), esquente a água desmineralizada, e quando começar a ferver, desligue o fogo.

Junte a essa mistura o ácido cítrico até dissolver, depois coloque o sabão e mexa até que ele se dissolva por completo, e então deixe esfriar. Quando  estiver  morno,  adicione  o restante dos ingredientes  e  misture  bem.  Com  o  auxílio  de  um  funil,  despeje  o  xampu  na  garrafinha  de  vidro  ou plástico para o armazenamento. Garrafas escuras protegem melhor da luz.  Agite  bem  o  frasco  sempre  antes  de  usar  o  shampoo, para  que  os  óleos  se misturem.


Redação Ciclo Vivo 


terça-feira, 18 de julho de 2017

Pesticidas à base de nicotina são nocivos a abelhas, diz estudo


Usados na agricultura, agrotóxicos neonicotinoides podem ser responsáveis pelo declínio da população de abelhas na natureza. Sugestão vem de abrangente pesquisa de campo realizada em três países e publicada na "Science". À base de nicotina, os pesticidas neonicotinoides são prejudiciais à reprodução e à vida das abelhas, afirmou um abrangente estudo publicado nesta quinta-feira (29/06) na revista científica Science. A população desses insetos polinizadores vem diminuindo de forma preocupante nos últimos anos. 

A pesquisa de campo, anunciada como a mais extensiva sobre o tema, foi realizada em uma área total de 2 mil hectares, englobando três países europeus: Reino Unido, Hungria e Alemanha. A intenção era estabelecer os impactos dos pesticidas no "mundo real", e não em simulações em laboratório. 

Os cientistas expuseram um grupo de abelhas a campos tratados com os neonicotinoides e um outro grupo a campos livres de pesticidas, e então seguiram esses insetos ao longo de um ano – da primavera de 2015 ao mesmo período do ano seguinte. 

Na Hungria e no Reino Unido, a taxa de sobrevivência dos animais expostos ao agrotóxico foi alarmante, afirmou o estudo. Em território húngaro, por exemplo, o número de colônias sobreviventes foi 24% menor nos campos tratados com pesticidas do que nos não tratados. 

Na Alemanha, curiosamente, os neonicotinoides não apresentaram efeitos tão nocivos. Segundo os pesquisadores, isso pode ter acontecido porque as abelhas no país são mais saudáveis, há menos doenças que afetam suas colônias, além de sua nutrição ser mais abrangente. 

O cientista Richard Pywell, um dos autores do estudo, afirmou que apenas 10% da dieta das abelhas alemãs corresponde às plantas tratadas com os pesticidas, enquanto na Hungria e no Reino Unido essa taxa ultrapassa 50%, o que explica por que elas acabam sendo mais afetadas. 

"Após esse novo estudo, continuar afirmando que o uso de neonicotinoides na agricultura não prejudica as abelhas já não é mais uma posição sustentável", opinou, à agência de notícias Reuters, o biólogo David Goulson, da Universidade de Sussex, no Reino Unido. Ele não participou do estudo. 

A pesquisa foi financiada pela empresas Bayer, da Alemanha, e Syngenta, da Suíça, ambas fabricantes do pesticida à base de nicotina. Segundo os cientistas, as companhias não tiveram qualquer influência nos resultados publicados na Science nesta quinta-feira. 

Há mais de uma década, as populações de abelhas têm apresentado um alarmante declínio, levando a ciência a incansáveis estudos para descobrir os motivos. A queda dessas espécies é preocupante devido à função de polinização que elas exercem, muito necessária para o cultivo de alimentos, por exemplo. 

G1