sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Cães ficam azuis após contato com resíduos químicos em rio na Índia


Cães de rua estão adquirindo uma pelagem azulada na área de Taloja, em Mumbai, na Índia. O fenômeno é causado pelo contato com resíduos químicos despejados em um rio no qual os animais costumam entrar em busca de água e comida.

Segundo o jornal indiano “Hindustan Times”, o rio Kasadi recebem tanto lixo industrial sem qualquer tipo de tratamento que seus níveis de poluição estão atualmente 13 vezes acima do limite considerado seguro para seres vivos.

A região onde os cães vivem tem cerca de mil indústrias, ainda de acordo com o jornal, entre companhias farmacêuticas, de alimentos e engenharia. Mais de 75 mil pessoas trabalham no local.

No sábado (12), um grupo de proteção animal fotografou pelo menos cinco cães diferentes cuja pelagem está claramente azulada. Um deles, anteriormente todo branco, mostra os sinais mais visíveis.

De acordo com guias de controle de poluição, as águas de um rio que tenha mais de 3 miligramas por litro de demanda bioquímica de oxigênio (BOD, na sigla em inglês) são impróprias para consumo humano, e acima de 6 mg/l peixes já não sobrevivem. Um teste realizado pela Corporação Municipal Navi Mumbai constatou que a BOD do rio Kasadi chegou a 80 ml/l. 


(Fonte: G1)

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Eclipse total vai obscurecer o Sol em faixa de terra dos EUA; veja 5 curiosidades


Na próxima segunda-feira (21), os moradores de uma faixa de terra dos Estados Unidos poderão observar um fenômeno pouco frequente na Terra: um eclipse solar total. Ele ocorre quando a lua passa entre o sol e o nosso planeta, causando uma sombra e bloqueando os raios de luz. Serão 2 minutos e 40 segundos de completa escuridão.

No Brasil, o fenômeno poderá ser visto de forma parcial. Quanto mais ao norte estiver o observador, maior será a intensidade. No topo do país, a escuridão deve chegar a 50%. Veja o infográfico para entender o eclipse desta segunda: 


O G1 mostra, então, 5 curiosidades sobre o fenômeno para ir "aquecendo": 

As informações são da Nasa.
 
1. Qual foi o primeiro eclipse registrado?
 
Os historiadores acreditam que os dois astrólogos chineses Hsi e Ho observaram um eclipse total em 22 de outubro de 2134 a.C, mas não conseguiram prever que aconteceria. Em 3 de maio de 1375 a. C., os babilônios conseguiram adiantar que a escuridão estava para ocorrer e observar mais "preparados" -- os primeiros registros assustavam os habitantes, que achavam que era um indício do fim do mundo. 

2. Como posso fotografar um eclipse solar?
 
Você precisará comprar um filtro para evitar que os raios danifiquem a câmera. O ideal é esperar que o sol seja totalmente coberto pela lua, assim não é necessário proteger o equipamento. Vale lembrar que é importante não olhar diretamente para o sol -- os raios também podem machucar os olhos e causar problemas à visão. 

3. Os animais mudam o comportamento durante o evento?
 
A Nasa disse que recebeu muitos relatos de animais agindo diferente durante os eventos, especialmente os pássaros. De acordo com a agência, os bichos são surpreendidos pela totalidade da escuridão e acabam reagindo, muitas vezes se escondendo. 

4. Quando será o próximo eclipse solar total no Brasil?
 
Em 30 de abril de 2041. São 24 anos! O fenômeno é realmente raro. 

5. A temperatura cai durante o fenômeno?
 
Sim. Pode ser igual à queda de temperatura notada entre o período da tarde e a noite nos dias normais. Como o tempo total deste eclipse do dia 21 de agosto é curto, a temperatura não deve cair muito. 



G1

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Oito dicas simples que ajudam seus filhos a praticarem a sustentabilidade


Parte importante da educação, cidadania e o respeito com o meio ambiente precisam começar em casa. A ajuda dos pais em conversas com seus filhos sobre o que é o consumo e seus efeitos, ensiná-los temas como descarte do lixo, explicar-lhes o que é e como funciona a reciclagem são iniciativas que ajudam as crianças a construir melhor entendimento sobre questões ambientais e desdobrá-lo em atitude e comportamento sustentáveis. De maneira complementar a essa educação ambiental doméstica, importa a ajuda da escola e seus professores, algo fundamental. Existem instituições de ensino que se diferenciam pela apresentação dos conceitos e práticas da sustentabilidade para crianças já em seus primeiros anos na escola, algo que vale à pena pesquisar na escolha do espaço que lhes ajudará a formar aqueles, que tanto ouvimos falar, sobre as tais gerações futuras.

Voltando para casa, há diversas formas de desenvolver o tema com a molecada, e a criatividade não precisa de limites. Sugerimos algumas iniciativas legais que podem ser um bom começo.
Curta aqui dicas sobre como ajudar seus filhos a cultivarem uma visão mais ecológica e sustentável do mundo e suas relações:

1) Árvores

Uma forma de aproximar a criança à natureza é conversar sobre o que são as árvores, sua importância simbólica e prática, seus ciclos e ensiná-la a plantar uma. Aproveite para fazê-lo da forma mais descontraída possível. Acompanharem juntos o crescimento dela pode ser uma experiência das mais especiais.

2) Interruptores de luz com desenho de super-herói

Uma das melhores maneiras de se conservar energia em casa é desligando as luzes que não estejam sendo usadas, aquela lâmpada ligada onde não há ninguém a ser iluminado. E isso serve para todos os cômodos da casa, desde salas, quartos até banheiros e áreas de serviço. O ato de apagar a luzes é mais fácil para o adulto lembrar, mas para as crianças isso é parecido com memorizar a tabela periódica dos elementos ou a tabuada. Por isso, que tal um interruptor com o desenho do super-herói ou personagem favorito das crianças, para incentivá-las a apagar a luz. Aproveite para dizer que o Batman, por exemplo, está de olho para que apaguem as luzes.

3) Transforme o tempo de banho em uma corrida

Se você conseguir encurtar o tempo de banho em sua casa por apenas um ou dois minutos, você vai economizar até 150 litros de água por mês. Para ajudar a acelerar o tempo de banho da criançada, aproveite para cronometrar o tempo deles no chuveiro e ofereça recompensas pequenas caso ele consiga bater o tempo estipulado ou se fizer um tempo melhor do que o último banho. Só que na regra da brincadeira precisa ficar claro que não vale pular a parte da higiene pessoal por causa de um prêmio. Se por acaso seu filho gostar de assistir ou praticar esportes que envolvem corrida, aproxime essa paixão ao cotidiano.

4) Bilhete perto da torneira do banheiro

Outra maneira de se conservar água é fechar a torneira do banheiro quando não a está usando. Certifique-se que seus filhos estão fechando a torneira enquanto escovam seus dentes. Vale lembrar que isso serve também para os adultos, quando estão fazendo a barba, passando fio dental ou qualquer outra higiene pessoal. Os mais velhos precisam dar o exemplo para os mais jovens seguirem. Coloque então um pequeno bilhete, por escrito, perto da sua torneira para refrescar sua memória e a dos seus filhos.

5) Brigada dos carregadores

Se suas crianças possuem seus próprios celulares ou quaisquer outros aparelhos, provavelmente elas também possuem um monte de carregadores. Mesmo quando não estão conectados a algum desses aparelhos, os carregadores continuam a consumir eletricidade, por isso é melhor desconectá-los quando não estiverem em uso. Se por acaso encontrar dificuldades na prática dessa regra, a associação descontraída da suspensão de alguma regalia por curto período de tempo associada a cada carregador encontrado plugado na tomada pode ser uma alternativa legal. E isso pode servir também para vídeo-games, TVs, aparelhos de som, etc.

6) Coloque as crianças no comando da reciclagem

Para mudança dos hábitos dos seus filhos, em qualquer assunto, que tal colocá-los no comando das ações? Atribua à molecada o controle da reciclagem, pois assim entenderão sua importância e darão mais valor à separação do lixo doméstico.

7) Dia de limpeza

Escolher um dia da semana como sendo o dia de limpar a casa. Chame seus filhos para ajudar retirando o que é lixo. Isso serve tanto para casa como na escola, em que um grupo de alunos interessados se junte para limpar a escola pegando lixo da própria e de suas calçadas mais próximas. Fazer um mutirão de limpeza, explicando a necessidade da coleta e destinação adequadas dos resíduos e os impactos no caso de não fazê-lo adequadamente.

8) Reaproveitando a água da chuva

Mostre as crianças que a água da chuva pode ser reaproveitada. Basta a criança colocar um balde fora da casa com uma pedra dentro, para não tombar, e esperar a chuva. Quando parar é só pegar esse balde e usar essa água para molhar as plantas que estão dentro de casa ou mesmo nos sanitários. Isso fica mais fácil de ser feito se você morar em uma casa, mas se morar em apartamento basta descer no térreo.

Jogos online ecológicos

Além dessas dicas, existem maneiras de interagir com as crianças transmitindo a mensagem de responsabilidade sócio-ambiental associada à brincadeira. Para essa nova geração, que surge imersa nos meios digitais existem diversos jogos que fazem com que a criança teste seus conhecimentos sobre meio ambiente e sustentabilidade, como criar um vilarejo mais sustentável ou um personagem que precisa plantar árvores e enfrentar lenhadores que querem desmatar. Ou ainda um jogo um pouco mais elaborado onde o usuário tem contato com as políticas ambientais e soluções em sustentabilidade para o planeta. Aproveite para incentivar seus filhos a jogar esses tipos de jogos e realizar “quizzes” sobre o assunto.

(Via eCycle)

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

9 retrocessos ambientais do governo Michel Temer


Pautas complexas referentes ao meio ambiente, que interessam principalmente ao setor dos agronegócios e estavam há tempos sendo negociadas no Congresso, têm passado com facilidade na gestão de Michel Temer (PMDB).

Fragilizado, o governo precisa do apoio dos parlamentares para aprovar reformas e, principalmente, nesta quarta-feira, dia 2, barrar a denúncia contra o presidente, que é o primeiro no exercício do mandato a ser acusado de ter cometido um crime comum (corrupção passiva).

Neste contexto, aprovações a projetos de interesse da bancada ruralista, uma das mais poderosas na Câmara, passaram a ser usadas como moeda de troca pelo Planalto.

Catraca Livre conversou com três ONGs que acompanham de perto essas discussões em Brasília e levantaram nove pontos em que o governo Temer contribuiu com o retrocesso ao tema ambiental, colocando em risco conquistas obtidas desde os anos 90. Eis os pontos destacados por Mario Mantovani, da SOS Mata Atlântica, Márcio Astrini, do Greenpeace, e Nathália Helena Medeiros Santos, do WWF:

1. Anistia a grileiros

O presidente assinou medida provisória que aumenta a anistia a donos de terras ocupadas ilegalmente na Amazônia. Com a MP, a área total do lote que poderá ser legalizada aumentou de 1.500 para 2.500 hectares (o equivalente a 2.500 campos de futebol, portanto, grandes proprietários). Quem ocupou terras ilegalmente até 2011 poderá ser beneficiado, em vez do prazo anterior, que era 2004. A lei facilita a regularização de proprietários que agiram de má-fé, dizem os ambientalistas, já que não há corte de avaliação (se houve desmatamento ilegal, ou algum outro crime para a ocupação da área, não há restrição.

2. Agrotóxicos

Projetos em discussão na Câmara preveem facilitar o registro de produtos de forma quase compulsória, flexibilizar o registro de novas substâncias (mesmo que tenham sido reprovadas em outros países), retirando a avaliação dos impactos na saúde, por meio da Anvisa, e no meio ambiente como determinantes para aprovação. Até mesmo o termo "agrotóxico" pode deixar de ser usado, passando a ser “defensivo fitossanitário”, uma forma de maquiar o potencial danoso à saúde das pessoas e também ao ambiente que esses produtos podem causar. O governo estuda até assinar uma medida provisória para regular o assunto, o que impediria os debates necessários para se avaliar as propostas.

3 . Código Florestal

A bancada ruralista tenta flexibilizar o Código, para, entre outros motivos, "acabar com a função social da terra", segundo Mantovani. Há duas dificuldades principais para a aplicação da lei, segundo os ambientalistas: agronegócio pede a ampliação do prazo para ao Cadastro Ambiental Rural (que reúne informações de todas as propriedades) e também para o prazo estipulado para a recuperação da terra, e o governo pode ceder.

5. Desmatamento

A tendência de queda do desmatamento no Brasil sofreu alteração e, em 2016, houve um aumento de 58%, segundo estudo da SOS Mata Atlântica e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Os resultados ruins fizeram com que a Noruega, maior financiadora do Fundo Amazônia, decidisse cortar pela metade os valores de investimentos previstos para a proteção ambiental da área neste ano.

6. Licenciamento ambiental

Três projetos de lei buscam tirar o controle do licenciamento ambiental para grandes produtores (de qualquer atividade agrícola, pecuária ou de silvicultura), permitir a flexibilização do licenciamento por Estados (o que pode gerar uma corrida de flexibilização para que os Estados atraiam mais investimentos), enfraquecer os órgãos de licenciamento (Funai, Fundação Cultural Palmares, ligados à proteção do patrimônio cultural/histórico e de gestão de unidades de conservação) e, também, o sistema de responsabilidade civil ambiental.

7. Redução das áreas protegidas

Somando duas medidas provisórias em pauta no Congresso, ficarão desprotegidos mais de 1 milhão de hectares
de Unidades de Conservação a Amazônia, no Estado do Pará, em uma área já marcada por conflitos fundiários,
avanço do desmatamento e crimes como corte ilegal de madeira, garimpos clandestinos e
grilagem de terras públicas. Além da Amazônia, todas as UCs são atingidas, incluindo a mata Atlântica, que, por estar mais próxima às cidades, está mais exposta.

8. Terras indígenas

Um projeto de lei e uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) ameaçam terras indígenas já demarcadas, ao permitir a exploração de recursos e a mineração nas áreas, além de inviabilizar novas demarcações .

9. Vendas de terras para estrangeiros

Propostas preveem que terras públicas sejam liberadas para estrangeiros, um tema complexo que envolve assuntos ligados à segurança nacional, no caso de áreas próximos às fronteiras. Além disso, essa autorização pode provocar um aumento do preço da terra, o aumento do desmatamento, especulação imobiliária, pressão para a expansão da fronteira agrícola em áreas de proteção/conservação, entre outros pontos.

 
Catraca Livre

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Mistério das águas escuras nas Cataratas do Niágara é desvendado


Quando as águas das famosas Cataratas do Niágara, na fronteira entre os Estados Unidos e o Canadá, apareceram escuras e fedidas, no último sábado, visitantes ficaram em alerta. O temor era de que se tratasse de um vazamento de óleo. 

Nesta segunda-feira (31), porém, o mistério foi desvendado.
A mancha escura malcheirosa foi causada por resíduos produzidos pelos filtros de carvão que são usados para limpar a água. 

Esses resíduos foram despejados na água durante trabalhos de manutenção no sábado, segundo autoridades americanas.

A Niagara Falls Water Board (NFWB), administradora do local, pediu desculpas pelo alarme causado entre moradores e turistas. 

Em comunicado, a administradora disse que a "água tingida" era resultado de "mudanças rotineiras, necessárias e de curto prazo feitas no processo de tratamento dos resíduos" na planta da NFWB perto da cidade americana de Buffalo. 


"A água escurecida continha alguns sólidos acumulados e resíduos de carbono, dentro dos limites permitidos. Não havia ali nenhum tipo de óleo ou solvente orgânico", agregou o comunicado. "O odor infeliz limitou-se ao cheiro normal de descarga de água de esgoto." 

Autoridades dizem que a planta de tratamento tinha autorização para liberar os resíduos na água.
Um dos primeiros a notar o escurecimento das águas foi Pat Proctor, vice-presidente da Rainbow Air, que realiza tours de helicóptero sobre as cataratas. 

Ele afirmou que os resíduos escuros continuaram nas águas por diversas horas no sábado, até se dissiparem.
"Eu só rezava para que não fosse um vazamento de óleo", disse Proctor à BBC. "(A mancha) se espalhou por meia milha (800 metros), parecia muito ameaçadora e tinha um cheiro horrível." 

Em geral, descargas desse tipo não ocorrem durante as temporadas altas no turismo (caso do fim de semana passado), queixou-se.


G1

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Luminárias de papel inspiradas em animais aquáticos que vão te encantar


Um estúdio de design holandês está produzindo maravilhosas luminárias tendo como inspiração as profundezas da vida aquática. Com variedade de tons de papel, é feito um cuidadoso trabalho manual cujo resultado é incrível.

Batizado de VasiliLights, o estúdio é formado pelo casal Lidiya Koloyarskaya e Vasili Popow. Eles são especializados em trabalhos do tipo “faça você mesmo”, criam as peças, fazem belas fotografias para valorizar tudo que foi feito e vendem em lojas online.

As peças do tema “animais aquáticos” são tão bonitas que mais parecem obras de arte. São diversas criações, usando papel, fáceis de montar, semelhante à técnica de origami.










Ciclo Vivo

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Aprenda a fazer xampu natural com babosa e óleos essenciais


Os xampus industrializados possuem uma infinidade de substâncias que, para um consumidor comum, são indecifráveis. É bem difícil saber qual a função de cada uma delas – apesar de haver muitos movimentos que hoje divulgam os malefícios de alguns componentes. Em contrapartida, há uma série de receitas caseiras na internet como alternativa e compartilhamos hoje a dica ensinada pelo Clube do Cabelo e Cia.

Ingredientes:

– 1 barra (100g) de sabão de Castela

O termo sabão de Castela é um nome genérico dado ao sabão originado de fontes de  óleos  vegetais (oposto  ao  tradicional  sebo).  A  fonte  oleosa  mais  comum  e tradicional usada para fabricar o sabão de Castela é o azeite de oliva, mas outros óleos ganham em popularidade, como o óleo de jojoba. O sabão de Castela é suave para  a  pele  e  o  couro  cabeludo.  Ele  pode  ser  encontrado  em  lojas  de  produtos naturais ou em lojas de artigos importados e algumas marcas apresentam versões com diferentes essências. Tem em líquido e em barra, sendo o barra mais fácil de achar.

– Água (sem cloro) – 200ml

Você pode obter água sem cloro deixando a água da torneira descansar por 1 a 3 dias, ou comprar água destilada.

– Gel da folha da babosa (aloe vera) – 60ml (ou 20 ml de extrato glicólico)
– Glicerina Bi-destilada – 5ml (opcional)

A glicerina  Bi-destilada  tem a propriedade  de  absorver umidade e  alto  poder  umectante  em  diversos  produtos  cosméticos.  Possui propriedades emolientes e hidratantes, podendo ser utilizada em xampus, sabonetes líquidos, condicionadores, cremes e loções hidratantes.

– Ácido cítrico em pó (2 g)

Ele reduz o Ph e também serve como conservante

– Óleo vegetal (semente de uva, jojoba, etc.) 15ml (opcional)
– Óleo essencial de sua preferência – 30 gotas

Isto irá adicionar a fragrância, e também potencializar o tratamento que você quer para  o  seu  shampoo.  Por  exemplo,  o  de  alecrim ajuda a aliviar problemas específicos, como cabelos secos, danificados e com caspa.

– Óleo essencial de Melaleuca (Tea Tree) – 25 gotas

Bactericida, germicida e fungicida. Ele é um conservante natural, que pode preservar o produto por até 6 meses.

Como fazer:

Corte o sabão em tirinhas, ou passe num ralador – quanto mais finas as tiras, mais rápido irá dissolver. Em uma panela inox ou esmaltada ou de vidro (não serve de alumínio), esquente a água desmineralizada, e quando começar a ferver, desligue o fogo.

Junte a essa mistura o ácido cítrico até dissolver, depois coloque o sabão e mexa até que ele se dissolva por completo, e então deixe esfriar. Quando  estiver  morno,  adicione  o restante dos ingredientes  e  misture  bem.  Com  o  auxílio  de  um  funil,  despeje  o  xampu  na  garrafinha  de  vidro  ou plástico para o armazenamento. Garrafas escuras protegem melhor da luz.  Agite  bem  o  frasco  sempre  antes  de  usar  o  shampoo, para  que  os  óleos  se misturem.


Redação Ciclo Vivo 


terça-feira, 18 de julho de 2017

Pesticidas à base de nicotina são nocivos a abelhas, diz estudo


Usados na agricultura, agrotóxicos neonicotinoides podem ser responsáveis pelo declínio da população de abelhas na natureza. Sugestão vem de abrangente pesquisa de campo realizada em três países e publicada na "Science". À base de nicotina, os pesticidas neonicotinoides são prejudiciais à reprodução e à vida das abelhas, afirmou um abrangente estudo publicado nesta quinta-feira (29/06) na revista científica Science. A população desses insetos polinizadores vem diminuindo de forma preocupante nos últimos anos. 

A pesquisa de campo, anunciada como a mais extensiva sobre o tema, foi realizada em uma área total de 2 mil hectares, englobando três países europeus: Reino Unido, Hungria e Alemanha. A intenção era estabelecer os impactos dos pesticidas no "mundo real", e não em simulações em laboratório. 

Os cientistas expuseram um grupo de abelhas a campos tratados com os neonicotinoides e um outro grupo a campos livres de pesticidas, e então seguiram esses insetos ao longo de um ano – da primavera de 2015 ao mesmo período do ano seguinte. 

Na Hungria e no Reino Unido, a taxa de sobrevivência dos animais expostos ao agrotóxico foi alarmante, afirmou o estudo. Em território húngaro, por exemplo, o número de colônias sobreviventes foi 24% menor nos campos tratados com pesticidas do que nos não tratados. 

Na Alemanha, curiosamente, os neonicotinoides não apresentaram efeitos tão nocivos. Segundo os pesquisadores, isso pode ter acontecido porque as abelhas no país são mais saudáveis, há menos doenças que afetam suas colônias, além de sua nutrição ser mais abrangente. 

O cientista Richard Pywell, um dos autores do estudo, afirmou que apenas 10% da dieta das abelhas alemãs corresponde às plantas tratadas com os pesticidas, enquanto na Hungria e no Reino Unido essa taxa ultrapassa 50%, o que explica por que elas acabam sendo mais afetadas. 

"Após esse novo estudo, continuar afirmando que o uso de neonicotinoides na agricultura não prejudica as abelhas já não é mais uma posição sustentável", opinou, à agência de notícias Reuters, o biólogo David Goulson, da Universidade de Sussex, no Reino Unido. Ele não participou do estudo. 

A pesquisa foi financiada pela empresas Bayer, da Alemanha, e Syngenta, da Suíça, ambas fabricantes do pesticida à base de nicotina. Segundo os cientistas, as companhias não tiveram qualquer influência nos resultados publicados na Science nesta quinta-feira. 

Há mais de uma década, as populações de abelhas têm apresentado um alarmante declínio, levando a ciência a incansáveis estudos para descobrir os motivos. A queda dessas espécies é preocupante devido à função de polinização que elas exercem, muito necessária para o cultivo de alimentos, por exemplo. 

G1

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Brasil lidera ranking de ativistas ambientais assassinados em 2016


O Brasil é o país mais perigoso para os defensores do meio ambiente, tendo registrado 25% do total de assassinatos de ativistas ocorridos no mundo em 2016, de acordo com um relatório da Global Witness divulgado nesta quinta-feira (13). 


Pelo menos 200 ativistas ambientais, um número recorde, foram mortos em todo o mundo no ano passado, 60% deles na América Latina, segundo o relatório. 

O balanço, o dobro do registrado dois anos antes, é o mais elevado desde que a organização começou a contabilizar os assassinatos de ambientalistas, em 2002. 

Este é o reflexo de uma onda de violência, em que "as empresas mineradoras, madeireiras, hidroelétricas e agrícolas passam por cima das pessoas e do meio ambiente em sua busca por lucro", lamenta a organização.
Em 2016, os assassinatos de ativistas ambientais também se espalharam geograficamente, atingindo 24 países, contra 16 em 2015. 

Brasil, Colômbia e Filipinas são responsáveis ​​por mais da metade das mortes, seguidos por Índia, Honduras, Nicarágua, República Democrática do Congo e Bangladesh. 

"A luta implacável pela riqueza natural da Amazônia torna o Brasil, mais uma vez, o país mais letal do mundo", com 49 assassinatos em um ano, alerta o relatório. 

Já Honduras continua a ser o país mais perigoso em número de assassinatos per capita na última década.
De acordo com a ONG, 60% dos assassinatos ocorreram em países da América Latina, e 40% das vítimas eram membros de grupos indígenas. 

"A luta para proteger o planeta se intensifica rapidamente e o custo pode ser quantificado em vidas humanas", lamenta Ben Leather, da Global Witness, citado no relatório. 

"Mais pessoas em mais países estão ficando sem opção senão tomar uma posição contra o roubo de suas terras ou a destruição de seu meio ambiente", acrescentou. 

Um terço dos 100 assassinatos que foram atribuídos a setores industriais específicos estavam vinculados a operações de mineração e petróleo. 

As mortes vinculadas a empresas madeireiras aumentaram de 15 a 23 em um ano, e foram registrados 23 assassinatos relacionados com projetos do agronegócio.

Recorde histórico na Colômbia

No caso da Colômbia, o número de assassinatos atingiu um máximo histórico de 37, que a Global Witness atribui às consequências inesperadas do processo de paz. 

As áreas que até agora estavam sob controle da guerrilha se tornaram alvo "da cobiça de companhias extrativistas e de paramilitares", segundo o relatório. 

O relatório também cita o depoimento de Jakeline Romero, uma líder indígena colombiana ameaçada por protestar contra El Cerrejón, uma das maiores minas do mundo a céu aberto. 

"Te ameaçam para que você se cale. Não posso me calar", diz esta ativista que luta contra a mina, propriedade das mineradoras suíça Xstrata, britânica Anglo American e australiana BHP Billiton. 

Proteger os parques naturais — onde os caçadores furtivos matam elefantes e recuperam suas presas — também é uma atividade perigosa, como demonstram os nove assassinatos de 2016 na República Democrática do Congo. 

A maior parte da violência está localizada em países tropicais, onde a falta de regulação dos setores minerador e madeireiro facilita a poluição da água, o confisco de terras e o deslocamento de povos indígenas. 

A corrupção e o abuso de autoridade também levam às vezes os representantes da lei a agirem contra os ativistas do seu próprio país em vez de protegê-los, segundo a Global Witness. A consequência é que policiais e soldados foram identificados como suspeitos em ao menos 43 assassinatos em 2016. 

"O assassinato é o resultado extremo de uma tática que consiste em silenciar os ativistas, incluindo ameaças de morte, prisões, abusos sexuais, sequestros e ataques legais agressivos", indica a ONG. 

O relatório de 60 páginas reúne depoimentos de ativistas que sofreram intimidação e violência por protestar contra o que consideram um saque das suas terras. 

"Realizamos 87 marchas, exigindo que eles respeitem nossos direitos, e não tivemos resposta. Como resposta, só recebemos balas", diz Francisca Ramírez, nicaraguense de 39 anos que se opõe ao projeto do canal para conectar os oceanos Atlântico e Pacífico. 

Em 2016, 11 defensores do meio ambiente foram assassinados na Nicarágua, o que a transforma no país mais perigoso do mundo em número de mortes per capita nesse ano.

G1 Natureza 

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Aprenda a fazer xampu sólido de babosa


Todos sabem ou já ouviram falar das propriedades benéficas da babosa para cabelo. Se não é o seu caso, uma pesquisa rápida pela internet te ajudará a entender do que estamos falando. Pois bem, este ingrediente é a base para uma receita caseira de sabonete do site Cura pela Natureza. Com ele, você poderá lavar seus cabelos, deixando-os limpos, bem fortes e sem uso de substâncias tóxicas que os cosméticos comuns possuem.

Ingredientes

1 folha de babosa
1 folha de confrei ou alecrim (fresco)
Meio quilo de sabão de glicerina
2 colheres (sopa) de suco de limão
150 ml de água mineral ou filtrada
2 colheres (sopa) de óleo de amêndoa doce

Modo de preparo

Bata no liquidificador a água, a babosa e o confrei (ou o alecrim). Em seguida, coloque a mistura em banho-maria e acrescente a glicerina, mais o limão e o óleo de amêndoa.

Quando estiver bem derretido, despeje numa fôrma retangular, deixe endurecer e corte em pequenos retângulos (rende mais de um sabonete). Enrole em filme transparente e embale a gosto.

Modo de usar

Passe na cabeça e deixe penetrar suavemente. Espere agir de 15 a 20 minutos e retire enxaguando bem os cabelos. Faça isso de uma a três vezes por semana.

Os ingredientes podem ser encontradas em lojas de produtos naturais ou até mesmo em lojas pela internet. Preste atenção se você não tem alergia a algum dos ingredientes da fórmula e, se possível, faça um teste em uma mecha de cabelo na primeira vez.

Se não é sua praia desenvolver os próprios cosméticos e produtos de higiene, saiba que já há muitas opções no mercado mais saudáveis e naturais, inclusive de xampus em barra. O importante é, aos poucos, ir substituindo químicos nocivos por soluções menos agressivas ao meio ambiente e, é claro, à saúde.


CicloVivo

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Transição Agroecológica: site ensina a migrar para cultura orgânica


O site Transição Agroecológica foi desenvolvido para orientar os produtores que estão em processo ou desejam iniciar a transição agroecológica. A mudança torna a produção orgânica em um período de até cinco anos.

O produtor passa a contar com todas as informações sobre as boas práticas exigidas durante o processo da transição. Entre as necessidades estão: conservação do solo e o controle da erosão; aumento da utilização de materiais orgânicos; manejo ecológico de pragas e doenças; adequação ambiental da propriedade e correta destinação de dejetos e resíduos sólidos.

O site ainda disponibiliza informações para o produtor emitir o certificado de Transição Agroecológica. “O certificado é uma importante ferramenta para o reconhecimento dos agricultores que buscam se adaptar às práticas, assim como proporciona segurança aos consumidores e aos estabelecimentos comerciais sobre os produtos que estão adquirindo”, destacou o titular da Codeagro, José Valverde Machado Filho.

Os produtores em transição agroecológica também podem se cadastrar no site. O registro amplia a visibilidade dos produtores que já aderiram ao processo e facilita a consulta pelos compradores.

O site foi lançado pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro). Também participaram do desenvolvimento da página a Secretaria do Meio Ambiente, a Associação de Agricultura Orgânica (AAO) e o Instituto Kairós. 

Ciclo Vivo

sábado, 3 de junho de 2017

Saiba como fazer compostagem doméstica para gerar renda


No início do mês, a Sociedade Ecológica Amigos de Embu (SEAE), no município de Embu das Artes (SP), realizou uma oficina de compostagem doméstica, que teve como principal objetivo ensinar a prática da reutilização de resíduos vegetais do uso cotidiano em uma composteira com minhocas. A partir deste processo, pode ser obtido o biofertilizante (chorume) líquido, que serão usados para enriquecer o solo de hortas, jardins ou ainda serem comercializados. 

Embora uma produção doméstica seja em baixa escala, o húmus de minhoca é muito valorizado, o que faz com que vendas, mesmo que esporádicas, sejam alternativas para ajudar a fortalecer a renda familiar.

A oficina se dividiu em teoria e prática. Na primeira, o palestrante abordou o solo, a formação das rochas e suas etapas até a decomposição e compostagem natural. Reflexões sobre o homem enquanto ser, sua relação com o meio ambiente a que pertence, o uso e o desperdício de recursos naturais, também foram provocadas.

Na segunda parte, o público acompanhou com atenção a explicação da montagem estrutural e depois montou a sua própria composteira para utilizar em casa.

Como funciona

O método escolhido utiliza a vegetação seca para cobrir os restos de alimentos que serão utilizados, o que evita odores e insetos indesejados. Enquanto isso, as minhocas (californianas, vermelhas) consomem a matéria orgânica em decomposição, que resulta no adubo.

O sistema requer utensílios simples, como três caixas de plástico, uma tampa, um suporte para colocar em baixo das caixas, uma torneira, um pacote com minhocas, um pacote com composto sólido e matéria vegetal seca (serragem, folha, palha ou grama) e extrato de neem (repelente natural).

Na oficina, como parte das reflexões sobre reciclagem, as caixas plásticas foram substituídas por baldes de margarina, recolhidos pela SEAE em padarias.

No geral, as caixas devem ser sobrepostas, formando uma torre de três andares. A de baixo, onde instala-se a torneira, exerce a função coletora do biofertilizante. As duas de cima funcionam como digestoras, por onde as minhocas circularão e se alimentarão para concluir o trabalho.

O tempo médio para encher as duas caixas de cima é de 30 dias. Já a caixa de baixo, por conter líquido derivado da decomposição, o ideal é retirar o conteúdo semanalmente. Diluído em água pode adubar raízes ou folhas de qualquer espécie. Pode ser usado na mesma hora ou armazenado por até três meses. A estrutura precisa ficar em local seco e arejado, longe do sol e da chuva.

A oficina se dividiu em teoria e prática. Na primeira, o palestrante abordou o solo, a formação das rochas e suas etapas até a decomposição e compostagem natural. Reflexões sobre o homem enquanto ser, sua relação com o meio ambiente a que pertence, o uso e o desperdício de recursos naturais, também foram provocadas.


Ciclo Vivo

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pesquisadora brasileira cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria


Pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto avançam e busca plástico 100% biodegradável e competitivo com o plástico comum. O resultado inicial é animador. Os testes, que reúne na fórmula resíduos agroindustriais, resultaram em um produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras, que se degrada em no máximo 120 dias.

A química Bianca Chieregato Maniglia desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum. E o fato do novo material ser totalmente desenvolvido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença. Ao mesmo tempo, recicla resíduos e é biodegradável.

A matéria-prima é oriunda de material produzido com fontes renováveis e, por isso, não se esgotam. Outra novidade é que a substância pode ser cultivada em qualquer lugar do mundo. Ao contrário, o plástico comum é feito do petróleo.

Bianca Maniglia adiciona outras qualidades ao produto: matéria- prima barata, que não compete com o mercado alimentício e ainda “contém composição interessante com a presença de ativos antioxidantes”.
Essa fórmula com compostos antioxidantes pode ser ainda mais interessante no desenvolvimento de “embalagens ativas”. Embalagem que interage com o produto, capaz de melhorar a qualidade de armazenamento para acondicionamento de frutas e legumes frescos.

Os estudos confirmam caminho certo para a obtenção de um plástico, ou pelo menos um filme plástico, totalmente biodegradável.

Agora, busca-se aplicação de aditivos como a palha de soja tratada, outro resíduo agroindustrial, para melhorar as propriedades destes filmes. A meta é o ganho de maior resistência mecânica e menor capacidade de absorver e reter água.


Ciclo Vivo

Dinamarca tem cerveja feita com cevada fertilizada com urina humana


Uma cervejaria dinamarquesa está usando 50 mil litros de urina reciclada de um festival de música para produzir cerveja. 

A cerveja se chama "Pisner", um trocadilho que combina o estilo de cerveja "pilsner" com uma gíria local para xixi. 

A cerveja produzida não contém xixi humano, mas é feita a partir de cevada plantada em campos fertilizados com urina humana, em vez de esterco ou adubo industrializado.
 
"A razão pela qual fizemos essa cerveja é porque somos uma cervejaria artesanal e, há cerca de 4 anos, nos tornamos orgânicos, então todas as nossas cervejas são orgânicas hoje. Pensamos que seria uma grande ideia fazer uma cerveja reciclável", disse Henrik Vang, executivo-chefe da cervejaria Norrebro Bryghus, explicando o conceito de "beercycling". 

Usar urina humana como fertilizante nessa escala é uma novidade, segundo o Conselho de Agricultura e Alimentos da Dinamarca. 

"O gosto é realmente bom. É fresca e densa ao mesmo tempo, é uma boa cerveja", disse Birden Eldahl, um dos provadores da cerveja. 

Os 50 mil litros de urina coletados no festival resultaram em cevada suficiente para fazer cerca de 60 mil garrafas de cerveja. 

G1
 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

O fenômeno da coluna de luz violeta flagrado pela 1ª vez nos céus do Canadá


Um grupo de cientistas amadores fãs de auroras boreais descobriu um novo fenômeno atmosférico nos céus do norte do Canadá. 

Eric Donovan, professor da Universidade de Calgary, identificou a coluna de luz violeta em uma série de fotos compartilhadas no Facebook. A princípio, foi definido como um arco de prótons. Mas Donovan descartou a hipótese ao avaliar que não seria possível ver isso a olho nu. 

Diante do mistério, Donovan e seus colegas recorreram a um conjunto de satélites da Agência Espacial Europeia (ESA na sigla em inglês) que estuda o campo magnético da Terra para obter mais informações. 

Assim, descobriram que a coluna de luz é uma corrente de gás que flui em grande velocidade nas partes mais elevadas da atmosfera terrestre. 

Uma luz chamada Steve

 

Cientistas analisaram o fenômeno usando satélites localizados a uma altitude de 300 km e notaram que o ar dentro da coluna era 3.000ºC mais quente e circulava a uma velocidade 600 vezes maior do que o ar do entorno. 

Pouco se sabe, além disso, sobre a enorme linha de luz violeta. Acredita-se que não seja uma aurora boreal, porque não resulta da característica interação de partículas solares com o campo magnético da Terra. 

O novo fenômeno foi batizado de "Steve", em referência à animação Os Sem-Floresta (2006), em que os personagens usam esse nome para falar de uma criatura que nunca tinham visto antes.

"É um fenômeno natural lindo, observado primeiro por cientistas amadores e que despertou o interesse de cientistas profissionais", destaca Roger Haagmans, pesquisador da ESA. 

"No final das contas, é bastante comum, mas que ainda não o havíamos notado. Isso só foi possível graças a uma soma de esforços." 


G1

sábado, 29 de abril de 2017

Centenas de bilhões de lixo plástico estão indo parar no Ártico


Apesar de pouco povoada, a região do Ártico enfrenta uma onda de infortúnios induzidos pelos humanos ultimamente. Além de estar sendo remodelado devido ao aquecimento do planeta, ele agora também está cheio de lixo plástico.

O lixo plástico é uma ameaça crescente para os oceanos ao redor do planeta. De acordo com um novo estudo, o Ártico não só compartilha esse problema global, mas também funciona como um “beco sem saída” para detritos flutuantes marinhos à deriva pelo Atlântico Norte.

Segundo os autores de um novo estudo publicado pela revista Science Advances, cerca de 300 bilhões de pedaços de detritos plásticos estão girando em torno dos oceanos do Oceano Ártico e dos mares da Groenlândia atualmente. A maioria destes são microplásticos, do tamanho de grãos de arroz, que podem ser especialmente ruins para a vida selvagem.

O estudo revelou que a maior parte do plástico no ártico chega através da corrente do golfo. Segundo os pesquisadores, existem “concentrações bastante altas” nos mares de Barents e Groenlândia. “Há um transporte contínuo de lixo flutuante do Atlântico Norte e os mares da Groenlândia e Barents agem como um beco sem saída para este fluxo contínuo de plástico”, explica o autor principal Andrés Cózar, biólogo da Universidade de Cádiz, na Espanha.


Para esclarecer isso, Cózar e seus colegas fizeram uma viagem de cinco meses ao redor do Oceano Ártico, criando um mapa de detritos plásticos flutuantes. Eles também usaram dados de mais de 17.000 boias com rastreamento por satélite, que flutuaram na superfície do oceano para ajudá-los a traçar o fluxo de plástico do Ártico encalhados pelas correntes oceânicas.

“O Ártico é um dos ecossistemas mais primitivos que ainda temos, e ao mesmo tempo, é provavelmente o ecossistema mais ameaçado pela mudança climática e pelo derretimento do gelo do mar. Qualquer pressão extra sobre os animais no Ártico, gerada a partir de lixo plástico ou por outra poluição, pode ser desastrosa”, diz o coautor do estudo, Erik van Sebille, oceanógrafo e cientista climático do Imperial College de Londres.

De acordo com um estudo de 2015, aproximadamente 9 milhões de toneladas por ano de plástico entram nos oceanos da Terra, matando e fazendo adoecer a vida selvagem de diversas maneiras. Redes de pesca descartadas sufocam golfinhos e baleias, por exemplo, enquanto sacolas plásticas entopem os sistemas digestivos de tartarugas marinhas com fome de água-viva. Além disso, ao contrário de outros detritos biodegradáveis, o plástico não se desintegra facilmente na água do mar, principalmente quando transformado em microplásticos menores e menores. Estes representam uma ameaça ecológica ainda mais perigosa, formando manchas tóxicas que parecem alimentos para aves marinhas, peixes entre outros animais marinhos.
Para os pesquisadores, o próximo passo é traduzir isso em como melhorar a reciclagem de plástico em terra. “Uma vez que o plástico está no oceano, fica muito difuso, muito pequeno e muito misturado com algas para filtra-lo facilmente para fora. A prevenção é a melhor cura”, conclui Sebille.


Notícia oferecida pela ONE2030.

sábado, 15 de abril de 2017

Como plantar tomate orgânico em casa


O  tomate  é  um  alimento  típico  do  Continente Americano,  tendo  como  origem  a  região  atual  do  México  e  espalhando-se  pelo resto  do  continente  com  o  passar  do  tempo.  Após  se  consolidar  como  um alimento comum para todas as tribos, despertou o interesse dos colonizadores e então foi levado para a Europa no século XVI.

Atualmente,  o tomate  é  um  alimento  presente  na  maior  parte  das  cozinhas  do mundo,  seja  para  dar  um  sabor  diferenciado  aos  molhos  ou  até  mesmo  para fazer  parte  dos  pratos  principais.  A  versatilidade  da  fruta  faz  com  que  ela  seja um  alimento  essencial  em  todos  os  lares, até porque é  possível  encontrar tomates  de  vários  tipos,  como  o  tomate  salada  longa  vida,  o  tomate redondo, tomate caqui, tomate cereja, entre outros.

Hoje,  o  tomate  que  é  adquirido  em  mercados  convencionais  possui pouco menos da metade dos nutrientes presentes em um tomate de 30 anos atrás, isso se  dá  pelos  métodos  de  agricultura  de  massa  e  pelo  uso  exacerbado  de  agrotóxicos  e  insumos  agrícolas.  Uma  forma  de  combater  tal  dificuldade  é  optar  pelo consumo  de  tomates  orgânicos,  ou  até  mesmo  realizar  o  plantio  domiciliar  de pequenos pés de tomate. Quer saber como plantar essa iguaria em casa?

Espaço


Os   tomates   podem   ser   plantados   em   pequenos   vasos   e   canteiros,   não necessitando  de  grandes  áreas  para  que  a  planta  se  desenvolva  com saúde  e vigor.  No  caso  de  plantação  em  pequenas  hortas,  é  possível  produzir  tomates maiores  e  em  grandes  quantidades,  mas  para  isso  é  preciso  estar  atento  a algumas orientações básicas de como plantar tomate orgânico.

Clima

O  tomate  é  um  alimento  com  origem  em  áreas  quentes,  portanto  não  suporta temperaturas muito frias. A temperatura ideal para cultivar o tomate é entre 20°C a 26°C, a partir dos 15°C já é possível cultivar tomateiros e obter belos frutos e a  temperatura  máxima  não  deve  ultrapassar  dos  35°C.  Em  regiões  que  não atendem  esses  requisitos  térmicos  o  tomate  pode  ser  cultivado  em  estufas.  No caso do produtor urbano, é possível utilizar pequenos vasos, mantê-los na região interna de suas casas e até mesmo construir pequenas estufas, para que o mal tempo não aflija a planta e nem prejudiquem seu desenvolvimento.

Luminosidade

Com relação à incidência de luz, o tomateiro requer um pouco mais de atenção. É  preciso  que  a  planta  seja  exposta  à  alta  luminosidade  e  receba  luz  solar  de maneira direta por no mínimo seis horas todos os dias.

Solo

Para  plantações  em  larga  escala,  recomenda-se  cuidar  do  solo pelo  menos  cinco meses  antes  da  implantação  da  cultura e  que  estas  áreas  não  tenham recebido plantas da família Solanaceae, como batata, jiló, pimentas, pimentão e berinjela. O solo  ideal  para  plantar  tomates  deve  possuir  pH  entre  5,5  a  7,  com boa  drenagem. A  camada  superficial  do  solo  deve  estar  sempre  bem  irrigada  e não  deve  ficar  encharcado  para  evitar  a  proliferação  de  doenças  e  demais pragas.  Um  solo  fértil  faz toda a diferença no desenvolvimento da planta.

Irrigação

Os tomateiros  devem  estar  sempre  bem  irrigados,  no  entanto  a  irrigação em demasia prejudica o desenvolvimento da planta. A irrigação programada   pode   ser   uma boa  alternativa  para  quem  não  consegue  monitorar  a  plantação  em  tempo integral. Como o tomateiro ficará sempre exposto à luz solar, a taxa de evaporação  do  solo  e  de  transpiração  da  água  é  alta   e  o  tomateiro  exige  irrigação constante.

Plantio


Na hora de plantar os tomates é preciso muita atenção por parte do produtor. É recomendado realizar pequenas mudas do tomateiro antes de colocá-lo no solo. Em uma sementeira, coloque de duas a cinco sementes em cada buraco, com cerca de 1cm de profundidade. Caso opte por tomates menores ou do tipo anão, faça o plantio diretamente no vaso ou na jardineira escolhida, nessa situação não há necessidade de transplantio.

Transplante de muda

As mudas estarão prontas  para  o  transplante  quando  estiverem  com  aproximadamente  4 folhas consolidadas  e  após  o  fortalecimento  dos  pequenos  tomateiros  é  necessário transplantar as mudas. O espaçamento irá variar de acordo com a variedade de tomate, sendo que o espaçamento mínimo recomendado entre cada planta é de 50 cm, podendo chegar até 1,6 m. No caso de plantas anãs ou de tomate cereja o espaçamento de 30 cm é suficiente.

Tratos culturais

É possível que conforme os tomateiros cresçam suas folhagens fiquem irregulares  e  as  plantas  comecem  a  perder  seu  vigor.  Nesse  caso,  utiliza-se  a  técnica de Tutoramento, onde estacas são colocadas para que a planta tenha uma orientação  de  crescimento.  Com  isso,  basta  podar  os  galhos  que  estiverem atrapalhando o desenvolvimento e liberar espaço para que ramos novos e saudáveis cresçam no lugar.

Colheita

O período de colheita irá variar de acordo com o tipo de tomate plantado e com sua  forma  de  desenvolvimento.  Tomates  com  crescimento  regular  do  tipo determinado,  que  crescem  em  moitas  e  dão  frutos  em  menos  tempo,  poderão ser  colhidos  entre  7  e  8  semanas.  Já  os  tomates  maiores,  com  crescimento  do tipo indeterminado podem demorar entre 10 e 16 semanas para amadurecerem. A  colheita  dependerá  do  destino  do  tomate.  Caso  o  tomate  seja  revendido  para regiões próximas, é importante colhê-lo já maduro, com uma quantidade maior de   nutrientes.   Mas   caso   o   tomate   precise   percorrer   longas   distâncias, recomenda-se colher o tomate no começo do amadurecimento para que ele não estrague até chegar ao consumidor final.

Por que aprender como plantar tomate orgânico?

Em caso de doenças ou enfraquecimento dos tomateiros, basta buscar métodos orgânicos  de  manutenção,  como  por  exemplo,  adicionar  matéria  orgânica  ao solo  para  que  a  planta  esteja  sempre  bem  nutrida.  Ao  erradicar  o  uso  de produtos químicos você terá uma planta muito mais saudável e nutritiva, estará consumindo saúde e não afetará o meio ambiente. A  forma  orgânica  de  agricultura,  além  de  poder  ser  reproduzida  em  pequenos ambientes,  é  mais  acessível  e  garante  a  aproximação  entre  consumidor  e  seu alimento,    vínculo    esse    indispensável    em    uma    sociedade    de    alimentos industrializados  e  quimicamente  alterados.  Opte  pelo  consumo  orgânico  e descubra uma relação de equilíbrio e gratidão com o meio ambiente. Agora que aprendeu como plantar tomate orgânico, é sua vez de botar a mão na massa e começar a plantar o seu tomate orgânico na sua casa ou propriedade rural.

Ciclo Vivo