sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Energia eólica: país chegará a 2015 com 8 gigawatts de capacidade instalada


O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, estimou que o parque eólico do país chegará a 8 gigawats (GW) de capacidade instalada de geração de energia até 2015. Segundo ele, o Brasil, que hoje ocupa a vigésima posição no mundo entre os países que produzem energia a partir dos ventos, com uma capacidade instalada de 2 GW, no próximo ano já estará entre os dez países.
O presidente da EPE (a empresa responsável pelo planejamento energético brasileiro) participou hoje (29) da cerimônia de abertura do Brasil Windpower 2012, maior evento sobre energia eólica da América Latina, e que ocorre até sexta-feira (31), na capital fluminense.
“As perspectivas do setor de energia eólica no país são muito boas. Ela tem tido um crescimento muito expressivo no Brasil. E a boa notícia é que o consumidor não tem que pagar nada a mais por isso, uma vez que o preço da energia eólica hoje, no país, caiu a um terço do que era a três ou quatro anos atrás - e já é bastante competitivo em relação às outras fontes”.
Tolmasquim também ressaltou o crescimento da indústria de aerogeradores no país. “Hoje nós já temos 11 empresas instaladas no país, algumas das quais já atendendo aos critérios de conteúdo nacional estabelecido pelo BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social]. Ou seja, produzindo com mais de 60% de conteúdo nacional em seus equipamentos - o que é positivo porque gera emprego no país”.

Jornal do Brasil

Brasil tem 193.946.886 habitantes, diz IBGE


O Brasil tem 193.946.886 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da União. 

Segundo o IBGE, s estado mais populoso é São Paulo, com 41.901.219 habitantes. Em seguida vêm Minas Gerais, com 19.855.332, Rio de Janeiro, com 16.231.365 e Bahia, com 14.175.341 moradores.

Já o estado menos populoso é Roraima, com 469.524 habitantes.
A estimativa foi feita com base na elaborada em 2011 e também no Censo Demográfico de 2010. Como os dados do Censo 2010 ainda não foram totalmente computados, não foi possível atualizar o Sistema de Projeções da População do Brasil, que atualmente tem dados de 2008. Ele será atualizado no próximo ano, com dados de referência para 2013.

Jornal do Brasil

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Relatora da ONU diz que agricultura gasta maioria da água com supérfluos


A relatora especial das Nações Unidas para o Direito Humano à Água e ao Saneamento Básico, Catarina de Albuquerque, afirmou que o mundo precisa refletir na forma como tem gastado água. Segundo a relatora, 70% do recurso usado na agricultura são empregados na produção de alimentos, que ela considera supérfluos.
"A água que é utilizada para a agricultura não é toda para realizar o direito humano à alimentação. Aliás, 70% da água utilizada na agricultura é para produzir alimentos de luxo. Alimentos desnecessários, supérfluos para a realização ao direito à alimentação", enfatizou.
"É a carne que vem do Brasil ou as mangas que vêm da Argentina, os ananases da Costa Rica, as laranjas de Israel ou os tomates do Marrocos. São as t-shirts de algodão que vêm da Índia etc. Nós também temos que pensar como estamos gastando água", acrescentou.
A relatora ao Direito à Água e ao Saneamento contou à Rádio ONU que irá aproveitar sua participação na Semana Mundial da Água, em Estocolmo, para advogar por mais obras de infraestrutura para o saneamento básico.
Em março de 2013, Catarina de Albuquerque deve realizar uma viagem oficial ao Brasil. Será a primeira visita dela no cargo, como relatora especial, a um país de língua portuguesa.
 
Jornal do Brasil

China seria a maior esperança de retorno do homem à Lua, diz jornal


Mais de 40 anos depois da chegada do homem à Lua, episódio protagonizado pelo comandante da Apollo 11 Neil Armstrong, que morreu no último sábado aos 82 anos, as perspectivas de um retorno da Nasa nos próximos anos são baixas, diferente do que se imaginava há três anos. Atualmente, a China é a única nação que fala sério a respeito de missões tripuladas à Lua. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Enquanto os Estados Unidos, após terem cancelado planos de retomar explorações lunares, pretendem acelerar o desenvolvimento de um substituto dos ônibus espaciais e baratear o custo de manutenção dos atuais programas, a agência estatal de notícias chinesa afirmou que o país tem planos de pousar sua primeira sonda na Lua em 2013. 

Planejado longe dos olhos da mídia, o programa espacial chinês pretende construir um superfoguete com capacidade para impulsionar uma espaçonave tripulada na direção da Lua. A futura visita, porém, não deve acontecer em menos de uma década.

Jornal do Brasil

domingo, 26 de agosto de 2012

Uso de agrotóxicos traz problemas ambientais e já causou até um crime


Na Chapada do Apodi, no Ceará, os lotes do perímetro irrigado são pequenos, tem de quatro a 12 hectares. Milho verde é colhido praticamente o ano inteiro, por isso, tem plantio quase todo dia. A semente tem a cor avermelhada porque já vem tratada com veneno, mas antes do plantio, ainda recebe o reforço de um inseticida.
O técnico agrícola José Erivânio foi contratado especialmente para lidar com os agrotóxicos e garante que trabalha sempre usando o equipamento de produção individual, o epi.
Em outra propriedade, Luís Carlos Castro produz semente de milho, sorgo e feijão. Ele toca 200 hectares de terra em parceria com outros agricultores e afirma que controlar pragas e doenças é fundamental para o sucesso do negócio.
No caso da ferrugem, o controle é feito com aplicação de fungicidas. Os produtos vão direto para o pulverizador e as embalagens vazias passam pela tríplice lavagem. A água residual também vai para o pulverizador. Os frascos de veneno são inutilizados imediatamente e o trator usado na pulverização tem cabine pressurizada para reduzir o risco de contaminação do condutor. O equipamento, conta Luís, custou cerca de R$ 340 mil.
Uma área construída especialmente para lidar com veneno, abriga o depósito de agrotóxicos, todos com receituário agronômico, conforme determina a legislação. A estrutura ainda conta com uma sala para guardar embalagens vazias, uma para o tratamento de sementes, lavanderia para lavar os equipamentos e banheiro químico para o banho depois do serviço. A água do chuveiro e do tanque vai para uma fossa química equipada com carvão ativado. O custo ficou em torno de R$ 50 mil.

G1

sábado, 25 de agosto de 2012

Fim de semana decisivo para acordo entre servidores e o governo


O fim de semana é decisivo para os servidores públicos federais e o governo negociarem o fim das greves. Estão previstas 20 reuniões neste fim de semana. O governo colocou o dia de amanhã como a data limite para negociação. O percentual de 15,8% de aumento salarial é o mesmo oferecido a diversas categorias. Segundo o Planejamento, as negociações ocorrem com cerca de 30 sindicatos.
Faltando menos de uma semana para 31 de agosto, prazo limite para o envio do Orçamento ao Congresso Nacional, que deve conter a previsão de gastos com a folha de pagamento para 2013, o governo fechou acordo com apenas duas categorias. As mais de 180 rodadas de negociações entre servidores federais públicos e governo, que ocorrem desde março para negociar reajustes salariais, seguem sem definição.
Até o momento, só as negociações com a área da educação, segmento considerado estratégico e prioritário pelo governo, foram resolvidas. Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições de Ensino Superior (Proifes), que representa a minoria dos docentes federais, e a Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), representante dos técnicos administrativos universitários, aceitaram a proposta do governo.
Segundo o secretário de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, as negociações se encerram no domingo (26). Na segunda e terça-feira, os representantes do governo vão receber os sindicalistas apenas para assinatura de acordos.
O índice oferecido as demais categorias devem impactar em cerca de R$ 11,85 bilhões a folha de pagamento nos próximos três anos. Para os professores universitários, a proposta acordada foi de reajustes que variam entre 25% e 40%, nos próximos três anos, e redução do número de níveis de carreira de 17 para 13. A oferta terá custo de R$ 4,2 bilhões para a folha de pagamento.
No caso, dos servidores administrativos das universidades, o impacto do reajuste será de R$ 2,9 bilhões. O acordo prevê além do reajuste “parâmetro”, incentivos à titulação. Todas as propostas feitas pelo governo se aceitas, devem onerar em R$ 18,95 os gastos com pessoal no período de três anos. As ofertas prevêem reajustes de 15,8%, fracionados até 2015.
Mendonça destacou que o índice oferecido aos servidores é o teto que o governo pode chegar. “A oferta já foi feita e esse é o parâmetro dado. É um impacto que pode ser absorvível nos próximos três anos, mas do que isso não podemos dar”, disse. Mesmo tendo assinado com apenas com duas entidades sindicais, o secretário segue otimista. “Estamos finalizando o processo de negociação, várias categorias sinalizaram que vão aceitar a proposta do governo. Esperamos fechar com todas”, acrescentou.
O Planejamento estima que a greve atinja a cerca de 80 mil servidores públicos federais. Em contrapartida, os sindicatos calculam que cerca de 350 mil funcionários paralisaram as atividades. Enquanto acordos entre entidades sindicais e governo não são fechados, servidores de várias categorias seguem em greve.
Entre os funcionários que estão com as atividades paralisadas estão Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Arquivo Nacional, da Receita Federal, dos ministérios da Saúde, do Planejamento, do Meio Ambiente e da Justiça, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal entre outros.

Jornal do Brasil

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Justiça manda suspender licenças ambientais para hidrelétricas no Pantanal


A Justiça Federal determinou que não sejam mais emitidas licenças ambientais para usinas hidrelétricas na Bacia do Alto Paraguai, que abrange os estados de Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. A decisão liminar atende a um pedido dos ministérios públicos Federal (MPF) e Estadual (MPE) em Mato Grosso do Sul, que apresentará uma ação civil pública na 1ª Vara Federal em Coxim (MS) para suspender a instalação de 126 empreendimentos hidrelétricos no entorno do Pantanal.
A decisão judicial determina que os órgãos ambientais licenciadores suspendam todos os processos de licenciamento ambiental em curso e não concedam novas licenças até que a Avaliação Ambiental Estratégica de toda a bacia seja feita. Os empreendimentos hidrelétricos já em funcionamento continuarão operando, mas suas licenças não podem ser renovadas.
Segundo a decisão judicial, existe “prova inequívoca” de que os empreendimentos estão sendo instalados sem a observância das normas protetivas básicas, que inclui o prévio estudo de impacto ambiental em toda a Bacia do Alto Paraguai.


Agência Brasil

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Planeta 'engolido' por estrela alimenta hipóteses sobre possível fim da Terra


Astrônomos encontraram evidências de um planeta que teria sido 'devorado' por sua estrela, dando fôlego a hipóteses sobre qual poderia ser o destino da Terra dentro de bilhões de anos.
A equipe descobriu indícios de um planeta que teria sido 'engolido' ao fazer uma análise sobre a composição química da estrela hospedeira.
Eles também acreditam que um planeta sobrevivente que ainda gira em torno dessa estrela poderia ter sido lançado a uma órbita incomum pela destruição do planeta vizinho.
Os detalhes do estudo estão na publicação científica 'Astrophysical Journal Letters'.
A equipe, formada por americanos, poloneses e espanhóis fez a descoberta quando estava estudando a estrela BD 48 740 - que é um de uma classe estelar conhecida como gigantes vermelhas.
As observações foram feitas com o telescópio Hobby Eberly, no Observatório McDonald, no Texas.

Concentração de lítio

O aumento das temperaturas próximas aos núcleos das gigantes vermelhas faz com que essas estrelas se expandam, destruindo planetas próximos.
'Um destino semelhante pode aguardar os planetas do nosso sistema solar, quando o Sol se tornar uma gigante vermelha e se expandir em direção à órbita da Terra, dentro de cerca de cinco bilhões de anos', disseo professor Alexander Wolszczan, da Pennsylvania State University, nos EUA, co-autor do estudo.
A primeira evidência de que um planeta teria sido 'engolido' pela estrela foi encontrada na composição química peculiar do astro.
A BD 48 740 continha uma quantidade anormalmente elevada de lítio, um material raro criado principalmente durante o Big Bang, há 14 bilhões de anos.
O lítio é facilmente destruído no interior das estrelas, por isso é incomum encontrar esse material em altas concentrações em uma estrela antiga.
'Além do Big Bang, há poucas situações identificadas por especialistas nas quais o lítio pode ser sintetizado em uma estrela', explica Wolszczan.
'No caso da BD 48 740, é provável que o processo de produção de lítio tenha sido desatado depois que uma massa do tamanho de um planeta foi engolida pela estrela, em um processo que levou ao aquecimento do astro.'

Órbita incomum

A segunda evidência identificada pelos astrônomos está relacionada a um planeta recém-descoberto que estaria desenvolvendo uma órbita elíptica em torno da estrela gigante vermelha.
Esse planeta tem pelo menos 1,6 vez a massa de Júpiter. Segundo Andrzej Niedzielski, co-autor do estudo da Nicolaus Copernicus University em Torun, na Polônia, órbitas com tal configuração não são comuns nos sistemas planetários formados em torno de estrelas antigas.
'Na verdade, a órbita desse planeta em torno da BD 48 740 é a mais elíptica já detectada até agora', disse Niedzielski.
Como as interações gravitacionais entre planetas são em geral responsáveis por órbitas incomuns como essa, os astrônomos suspeitam que a incorporação da massa do planeta 'engolido' à estrela poderia ter dado a esse outro planeta uma sobrecarga de energia que o lançou em uma órbita pouco comum.
'Flagrar um planeta quando ele está sendo devorado por uma estrela é improvável por causa da rapidez com a qual esse processo ocorre', explicou Eva Villaver da Universidade Autônoma de Madri, na Espanha, uma das integrantes da equipe de pesquisadores. 'Mas a ocorrência de tal colisão pode ser deduzida a partir das alterações químicas que ela provoca na estrela.'
'A órbita muito alongada do planeta recém-descoberto girando em torno dessa estrela gigante vermelha e a sua alta concentração de lítio são exatamente os tipos de evidências da destruição de um planeta.'

G1

Manifestação Unitária dos Povos dos Campos, das Águas e das Florestas prepara protesto hoje em Brasília


Trabalhadores reunidos no movimento denominado Manifestação Unitária dos Povos dos Campos, das Águas e das Florestas prepara para hoje (22) dois protestos – um em frente ao Congresso Nacional e outro na Praça dos Três Poderes, em frente ao Palácio do Planalto. Pelos cálculos do movimento e da Polícia Militar, cerca de 5 mil pessoas caminham em direção à Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
A coordenadora-geral do movimento e vice-presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Agricultura (Contag), Alessandra Lunas, disse à Agência Brasil que o objetivo é sensibilizar as autoridades e mostrar que há um descontentamento geral no campo em relação às políticas públicas adotadas no país.
“O nosso objetivo é dialogar com o governo e a sociedade, mostrando a nossa unidade, e que há um descontentamento geral”, disse Alessandra Lunas. “É necessário colocar na agenda política a reforma agrária integral, que inclui a adoção de políticas públicas de sustentabilidade”, acrescentou.
 
Desde o dia 20, os trabalhadores estão reunidos em Brasília, no Parque da Cidade. Participam do evento representantes de povos indígenas, comunidades tradicionais, assentados da reforma agrária, agricultores familiares extrativistas, povos da floresta, pescadores artesanais, quilombolas e ainda trabalhadores assalariados.
Para os líderes do movimento, os focos da manifestação se baseiam no debate sobre a unidade nos movimentos agrários em torno da agenda comum na luta pela terra, a busca por alternativas contra as ameaças de destruição social, cultural e física dos camponeses e a celebração do cinquentenário do 1º Congresso Camponês, de caráter nacional, ocorrido em Belo Horizonte (Minas Gerais), em 1961.

Agência Brasil

Pelo menos 11 mil servidores em greve devem ter o ponto cortado, afirma o governo


O salário de 11.495 servidores públicos, a ser depositado no início do próximo mês, sofrerá reduções de acordo com o número de dias que eles não compareceram ao trabalho em razão da greve. Segundo informações do Ministério do Planejamento, o corte diz respeito à folha de pagamento que abrange o período de 20 de julho a 20 de agosto, e cujo depósito é realizado em 1º de setembro.
De acordo com estimativa do Planejamento, há entre 70 mil e 80 mil servidores paralisados - contingente que corresponde a 15% da quantidade de funcionários na ativa. A assessoria de comunicação do órgão informou que o corte de ponto atinge aqueles que não estão amparados por decisões judiciais ou cujas liminares assegurando o pagamento do salário foram cassadas.
A Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Condsef) afirma que a quantidade de funcionários públicos em greve supera 300 mil pessoas, número que não é confirmado pelo governo federal.

Esse é o governo do  PT (Quem diria)

Agência Brasil

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Geopolítica da China


1. A China, desde meados dos anos setenta, tem passado por grandes transformações sociais e econômicas. Todas as alternativas apresentam características da China atual, EXCETO

a) A China permanece oficialmente socialista, e o Partido Comunista continua a exercer o controle do poder no país.
b) A propriedade do Estado continua marcante apesar da expansão dos setores cooperativista e privado.
c) Os ramos vitais da indústria, os bancos, as ferrovias, as telecomunicações e o setor energético continuam sendo controlados pelo Estado.
d) O setor agrícola permanece intocável e não foi afetado pelas medidas de modernização da economia de mercado.
e) O sistema econômico continua planificado e centralizado, embora este último aspecto tenda a ser descaracterizado.


2. Entre as formas de agricultura intensiva, destaca-se a RIZICULTURA INUNDADA, atividade típica:

a) os vales inferiores dos grandes rios da China, do litoral indiano e do vale do Ganges.
b) dos vales dos rios africanos, dos planaltos mexicanos e das planícies do sul do Brasil.
c) das planícies européias, das regiões de clima mediterrâneo e das encostas montanhosas da Turquia.
d) da Tailândia, da maior parte das planícies do Oriente Médio e da Malásia.
e) das regiões temperadas, onde os invernos rigorosos não interrompem a vida vegetativa e a produção é maior.
 

3. Alimentar mais de um bilhão de pessoas é um dos grandes problemas da China, cujos principais produtos agrícolas são o trigo e o arroz. Sobre o grande problema da China, é INCORRETO afirmar que:

a) o trigo é cultivado ao norte, onde as terras são muito férteis devido ao solo de "loess", o que possibilita a associação com o cultivo da soja, da batata e do milho.
b) no sul, o arroz - com a maior produção e consumo do mundo - é cultivado associado ao trigo.
c) na área do cultivo do arroz, principalmente nos vales fluviais do Huang-Ho e Yang-Tsé, estão as maiores densidades demográficas do globo.
d) o principal problema, nas áreas de cultivo do arroz e do trigo, é a reduzida participação da população chinesa no campo.
e) a agricultura chinesa tem registrado progressos técnicos para suplantar os problemas de ordem física, como por exemplo, a retificação dos rios.


4. O retorno de Hong Kong ao controle da China, em julho de 1997, provocou uma polêmica sobre o futuro daquela ex-colônia britânica. Contudo, até o presente, sobre o relacionamento entre China e Hong Kong pode-se afirmar que as(os):

a) pressões políticas da Inglaterra sobre Hong Kong, atualmente, demonstram o interesse britânico de reaver o controle da antiga colônia.
b) atividades econômicas exercidas em Hong Kong, com base na economia de mercado, são incompatíveis com o atual projeto nacional da China.
c) práticas políticas dos representantes de Hong Kong sempre buscaram conduzir, aos poucos, a economia da colônia para o socialismo.
d) fluxos econômicos e financeiros entre os dois territórios cresceram na última década, revelando a progressiva aproximação entre ambos.
e) conflitos são intensos entre residentes de Hong Kong e aqueles das províncias chinesas vizinhas, pois a maioria da população de Hong Kong não é chinesa.



TRF1 determina paralisação das obras de Belo Monte


O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) determinou a paralisação das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A decisão foi tomada após o tribunal identificar ilegalidade em duas etapas do processo de autorização da obra, uma no Supremo Tribunal Federal (STF) e outra no Congresso Nacional. Caso a empresa Norte Energia não cumpra a determinação, terá de pagar multa diária de R$ 500 mil.
A decisão foi tomada pela 5ª Turma do TRF1, em embargo de declaração apresentado pelo Ministério Público Federal no Pará (MPF/PA). Os procuradores da República haviam entrado, anteriormente, com uma ação civil pública (ACP) pedindo a suspensão da obra, mas o pedido fora recusado. A Norte Energia informou à Agência Brasil que só vai se manifestar nos autos sobre a decisão.
“Na decisão anterior, o desembargador Fagundes de Deus partiu de premissa equivocada, de que STF tinha declarado a constitucionalidade do empreendimento. Só que esse julgamento não foi feito. O que houve foi uma decisão monocrática da [então presidenta] ministra Ellen Gracie, de atender pedido de liminar da AGU [Advocacia-Geral da União], quando a matéria só poderia ter declarada sua constitucionalidade se aprovada por dois terços da composição plenária da suprema corte”, disse à Agência Brasil o relator do embargo de declaração no TRF1, desembargador Souza Prudente.
Segundo ele, houve vícios também na forma como o Congresso Nacional tratou da questão. “A legislação determina realização prévia anterior à decisão pelo Congresso Nacional, e o que houve foi uma oitiva posterior [à autorização da obra]”, explicou o desembargador.
“O Congresso Nacional fez caricatura e agiu como se estivesse em uma ditadura, colocando o carro na frente dos bois. Com isso acabou tomando uma decisão antes mesmo de ter acesso aos estudos técnicos –  feitos por equipe multidisciplinar, apontando previamente os impactos ambientais da obra –  necessários à tomada de decisão”, argumentou o desembargador.

Agência Brasil

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Cerrado tem 22 mil focos de incêndio


O Cerrado brasileiro lidera o ranking de biomas com maior número de focos de incêndio registrados de janeiro a julho deste ano. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), mais de 22 mil focos foram mapeados.
O número chega perto do total de queimadas registrados no Brasil no mesmo período de 2011. Ano passado, foram identificadas 23,6 mil queimadas em todo em todo o país.
A Amazônia fica em segundo lugar no ranking de queimadas deste ano, com 9,2 mil focos de incêndio, seguida pelas regiões de Mata Atlântica (3,4 mil) e Caatinga (3,2 mil).
O Maranhão foi o estado onde ocorreu o maior número de focos de incêndio, chegando a um total de 7,4 mil. Mato Grosso é o segundo com maior volume de queimadas, com 6,8 mil casos, seguido pelo Tocantins (4,3 mil), o Piauí (4 mil) e a Bahia (3,3 mil).
Representantes de órgãos responsáveis pelo combate e monitoramento de queimadas, como o próprio Inpe e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), alertaram no início do ano sobre o risco de ocorrência de maior número de incêndios florestais.
Mesmo tendo a ação do homem como a principal origem das queimadas, é a combinação da falta de chuva, clima seco e temperatura alta que amplia o problema. 

Agência Brasil

Lei ‘fecha o cerco’ para prefeitos e candidatos que não tratarem de lixo


Com a proximidade das eleições municipais, discussões sobre coleta seletiva, destino do lixo, reciclagem e consumo consciente figuram entre os temas centrais dos debates entre candidatos, mas, muitas vezes, nada sai do papel. O que pouco se sabe, porém, é que até 2014 promessas não deverão ser apenas isso: daqui a dois anos todos os lixões a céu aberto deverão ser transformados em aterro sanitário. O depósito de resíduos sólidos nesses locais deve ficar restrito a objetos e rejeitos que não tenham mais utilidade.
Com isso, será penalizado o administrador público que deposite em aterros os rejeitos que ainda possam ser reutilizados – seja para compostagem, no caso de lixo orgânico, seja de reciclagem, no caso de materiais de composição reutilizável. Prefeitos e candidatos, portanto, terão o “cerco fechado” com a obrigatoriedade do destino correto. E quanto aos cidadãos e às empresas, corresponsáveis pela questão, restam a prática e a consciência de consumo.
“Um dos dramas do Brasil é que quase todos os aterros sanitários acabaram como lixões. Quase todos por descontinuidade, por desconhecimento ou mesmo por contradições. A maior parte desses locais que poderia ser utilizado de maneira correta do destino do lixo, não fazem”, afirma o secretário de Recursos Hídricos e Ambiente Urbano do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Pedro Wilson Guimarães.
A Lei 12.305, conhecida como Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada em 2010, traça objetivos e números para que todos os municípios se adaptem a uma outra gestão de resíduos, diferente desta que se aplica atualmente. De um lado está o poder público, oferecendo serviços suficientes de coleta e destino corretos dos resíduos, além de aplicar e trabalhar o tema da consciência ambiental e de consumo. E, de outro, os cidadãos, participantes e favorecidos de toda a mudança de política ambiental, de saúde e de tantos outros temas que se relacionam com a questão.
2 de agosto foi o último dia para que estados e municípios interessados em investimentos do governo federal na área de resíduos sólidos entregassem ao Ministério do Meio Ambiente um plano de gestão para resíduos sólidos. Havia a possibilidade também de que as prefeituras que fazem parte de consórcios intermunicipais pudessem, em conjunto, elaborar um plano de gestão de resíduos sólidos. Segundo o ministério, 488 municípios receberam recursos federais para a elaboração de seus planos.
Segundo o secretário Pedro Wilson, um dos melhores caminhos para o cumprimento da lei que entrará em vigor em 2014 é que os municípios se integrem para a utilização dos aterros sanitários. “Cada município pode procurar outro próximo e fazer uma parceria regional. A solução agora é não estar sozinho”, disse.
“Somando os municípios que acessaram recursos da União e outras iniciativas independentes que nos foram informadas, a estimativa é de que cerca de 50% da população brasileira reside em municípios que estão elaborando ou executando seus planos”, destacou a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Estanislau Maria, coordenador do Instituto Akatu para o Consumo Consciente, aposta no sucesso da aplicação da nova lei. Para ele, o Plano Nacional de Resíduos Sólidos é “ideal e sofisticado, mas, para isso, não pode ter um tempo de adaptação infinito”. “A aplicação dessas condições propostas pela lei significa gasto público. Mas se o prefeito apresentar um bom plano, ele dividirá as responsabilidades, e isso significa que vai gastar menos com lixo”, acredita Maria.
“Essa lei é o início do fechamento do cerco para candidatos e prefeitos que não colaboram com a questão. Agora já não é mais de decisão deles. É lei”, acrescenta. Em 2010, o país gerou 60,8 milhões de toneladas de resíduos sólidos – 6,8% a mais que em 2009. Sendo que mais de 40% dessa quantidade vão parar em lixões ou aterros controlados, de acordo com o Centro Multidisciplinar de Estudos em Resíduos Sólidos (CeRSOL) da Universidade de São Paulo (USP).

A consciência e o consumo

O coordenador do Instituto Akatu faz um apelo a todos os envolvidos na cadeia dos resíduos sólidos ao afirmar que o consumo consciente ainda é um dos fatores principais do problema no Brasil. “O consumo e a geração de resíduos estão interligados. A gente precisa de uma educação formal em qualquer nível de governo. Para o consumidor, para as empresas e para os governos reduzirem resíduos, a primeira coisa que deve ser feita é o planejamento do consumo. O consumo, na verdade, é um encadeamento de etapas, é um processo que começa do planejamento de compras e passa pelo desperdício”, pontua.
Nina Orlow, integrante do grupo de trabalho sobre meio ambiente da Rede Nossa São Paulo, acredita que a questão dos resíduos sólidos deve ser indissociável ao consumo. “Não queremos simplesmente tratar do lixo para que ele vá direto para um lugar mais adequado, mas fazer campanhas desde a produção, o consumo, o descarte correto e as possibilidades que esse material oferece”, disse.
Para Nina, um planejamento integrado facilitará a minimização dos gastos de cada município, contudo, deve estar atrelado à realidade local. “Não adianta soluções importadas e pontuais, quando a nossa realidade requer outra abordagem. Para isso, é preciso desenvolver um trabalho que identifique os desafios locais e, ao mesmo tempo, a viabilidade econômica”, afirmou.

A polêmica da incineração

Quando se trata de destino correto para os resíduos sólidos, a discussão sobre processos incineratórios inevitavelmente vira polêmica. Os movimentos de cooperativas de catadores de material reciclável são contrários à incineração, que é a queima do lixo para obtenção de gás ou adubo, argumentando que as queimadas retiram materiais que poderiam ser recolhidos pelos catadores e reaproveitados nos processos de reciclagem. Para Nina Orlow, a incineração deve ser “a última das alternativas, depois de esgotadas todas as outras”, considera. Nina acredita que com a incineração as pessoas terão a falsa de ideia de que não precisarão mais reduzir o consumo.
Pedro Wilson, do MMA, no entanto, é um dos defensores da produção de energia a partir do gás obtido na incineração. “Na Europa eles estão dando preferência para gerar energia, por conta da crise. Mas no Brasil podemos também trabalhar para geração de energia com incineração dos resídios sólidos ou trabalhando a ideia de produção de gas com a biomassa obtida”, conclui.

Redebrasilatual

Pequenos municípios terão R$ 5 milhões para projetos de reutilização de água


Municípios com até 50 mil habitantes, segundo o Censo 2010, poderão enviar propostas até 30 de novembro para o edital de seleção de projetos para reutilização de água. Os projetos serão financiados com aproximadamente R$ 5 milhões da Agência Nacional das Águas (ANA), vinculada ao Ministério do Meio Ambiente. As propostas deverão ser apresentadas pelo Sistema de Convênios do Governo Federal (Siconv).
O reaproveitamento ou reuso da água é o processo pelo qual a água, tratada ou não, é reutilizada para o mesmo ou outro fim, como na aquicultura ou irrigação de parques e jardins. Essa reutilização pode ser direta ou indireta, decorrente de ações planejadas ou não.
Os recursos serão transferidos por meio de contratos de repasse para os municípios selecionados. Serão financiados projetos de criação de sistema de reuso de água integrado ao sistema de tratamento de esgoto, que opera com eficiência satisfatória ou com baixa eficiência e, ainda, atua em pequenas cidades que não têm tratamento de esgoto. A proposta deverá indicar a destinação da água tratada. As pequenas cidades já deverão ter água encanada e coleta de esgoto.
Segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, 89% dos municípios com até 50 mil habitantes, onde vive 33,55% da população brasileira, joga as águas utilizadas em casas e indústrias em riacho, rios ou diretamente no mar. Segundo a ANA, o edital vai estimular esses municípios a adotarem tecnologias para tratamento de esgotos e reuso da água, uma vez que o tratamento e a destinação de água em pequenas cidades não atraem o setor privado, pela baixa rentabilidade e alto risco de operação.
Os sistemas de reutilização da água também deverão ser facilmente aplicáveis, de baixo custo de implantação, operação, manutenção e monitoramento. As ações deverão ser realizadas preferencialmente até 36 meses após a assinatura do contrato entre ANA e a instituição selecionada. Será exigido dos municípios também o investimento de no mínimo 2% e no máximo 4% do valor liberado pelo governo federal.

Processo de seleção

O processo de seleção será dividido em três fases. A primeira terá caráter eliminatório, e serão habilitados municípios que provarem ter a posse do terreno onde será implantada a estação de reuso da água; propostas adequadas e capacidade de pagar a contra partida.
Na 2ª fase, etapa que é classificatória, as propostas serão avaliadas em relação a cinco critérios: porcentagem de reuso de água prevista na proposta; porcentagem atual de tratamento do esgoto gerado; porcentagem atual de tratamento do esgoto coletado; situação do município quanto à oferta e demanda de recursos hídricos; necessidade de racionamento, por deficiência de disponibilidade de água. Na 3ª fase, ocorre a classificação e seleção dos projetos.

Portal Brasil

Governo Federal bloqueia 12 mil benefícios do Bolsa Família na Paraíba


Um total de 12.461 beneficiários do Bolsa Família, na Paraíba, estão com o recurso bloqueado desde julho por não terem cumprido a frequência escolar mínima exigida pelo programa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), as famílias têm até 31 de agosto para apresentar recurso e regularizar a frequência – conseguindo assim o desbloqueio do benefício. A orientação do MDS é, ainda, que as famílias procurem o gestor responsável pelo programa em cada município, para que ele realize o envio desses dados.
Do total de famílias afetadas pela medida, 9.774 tiveram o recurso bloqueado de forma integral, enquanto outras 2.687 famílias tiveram o corte apenas no dinheiro vinculado aos jovens e adolescentes entre 16 e 17 anos.
Isso porque, segundo o MDS, quando a falta de assiduidade às aulas é de crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos, o recurso (que tem valor distribuído por pessoa) é retido por completo.
Essa faixa etária precisa ter um percentual mínimo de frequência de 85%. Já em se tratando dos adolescente de 16 e 17 anos a assiduidade exigida é de 75% e quando o percentual não é atingido só o valor remetido a eles é bloqueado e não o benefício de toda a família.
Ainda de acordo com o MDS, atualmente 560.671 estudantes estão inscritos no Bolsa Família na Paraíba. Além dos beneficiários que já tiveram o recurso suspenso, o órgão alertou que 16.287 estão sem a informação correta sobre a escola, que deveria estar registrada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal e no Sistema Presença do Ministério da Educação (MEC).
Esses beneficiários tem até dezembro para procurar a gestão do programa de transferência de renda no município em que moram e identificar a instituição. Caso isso não seja feito, eles podem sofrer as penalidades que vão desde advertência ao cancelamento do benefício.
Segundo o secretário-executivo da Federação das Associações de Municípios da Paraíba (Famup), Anderson Urtiga, a entidade tem orientado os gestores locais a buscarem os beneficiários com irregularidades. No entanto, muitos moram em áreas afastadas da cidade, o que estaria dificultando o trabalho dos gestores.
“As famílias, que são de baixa renda, muitas vezes recebem o cartão do programa e não se interessam mais em obedecer as contrapartidas. As campanhas são feitas pela assistência social local, mas as famílias também precisam se conscientizar. Esse é um problema que atinge o Brasil inteiro e não só a Paraíba”, comentou o secretário-executivo da Famup.

G1PB

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Geografia - vestibular


1. O despejo de dejetos de esgotos domésticos e industriais vem causando sérios problemas aos rios brasileiros. Esses poluentes são ricos em substâncias que contribuem para a eutrofização de ecossistemas, que é um enriquecimento da água por nutrientes, o que provoca um grande crescimento bacteriano e, por fim, pode promover escassez de oxigênio. Uma maneira de evitar a diminuição da concentração de oxigênio no ambiente é:

A) Aquecer as águas dos rios para aumentar a velocidade de decomposição dos dejetos.
B) Retirar do esgoto os materiais ricos em nutrientes para diminuir a sua concentração nos rios.
C) Adicionar bactérias anaeróbicas às águas dos rios para que elas sobrevivam mesmo sem o oxigênio.
D) Substituir produtos não degradáveis por biodegradáveis para que as bactérias possam utilizar os nutrientes.
E) Aumentar a solubilidade dos dejetos no esgoto para que os nutrientes fiquem mais acessíveis às bactérias.

2. As cidades industrializadas produzem grandes proporções de gases como o CO2, o principal gás causador do efeito estufa. Isso ocorre por causa da quantidade de combustíveis fósseis queimados, principalmente no transporte, mas também em caldeiras industriais. Além disso, nessas cidades concentram-se as maiores áreas com solos asfaltados e concretados, o que aumenta a retenção de calor, formando o que se conhece por “ilhas de calor”. Tal fenômeno ocorre porque esses materias absorvem o calor e o devolvem para o ar sob a forma de radiação térmica. Em áreas urbanas, devido à atuação conjunta do efeito estufa e das “ilhas de calor”, espera-se que o consumo de energia elétrica

A) diminua devido à utilização de caldeiras por indústrias metalúrgicas.
B) aumente devido ao bloqueio da luz do sol pelos gases do efeito estufa.
C) diminua devido à não necessidade de aquecer a água utilizada em indústrias.
D) aumente devido à necessidade de maior refrigeração de indústrias e residências.
E) diminua devido à grande quantidade de radiação térmica reutilizada.

3. (UESPI) O conceito de globalização reúne um conjunto vasto de prescrições ancoradas no consenso hegemônico conhecido por “Consenso de Washington”. Sobre esse assunto, assinale a alternativa incorreta. 

a) O Consenso de Washington foi subscrito pelos Estados Centrais do sistema mundial.
b) Esse consenso hegemônico elaborou prescrições acerca do futuro da economia mundial.
c) As políticas de desenvolvimento compõem um dos pilares do consenso de Washington.
d) O papel do Estado na economia está inscrito no receituário desse consenso hegemônico.
e) Esse consenso foi elaborado pelos Estados periféricos do sistema mundial, no início da década de 1970, na Inglaterra.


sábado, 4 de agosto de 2012

Cartografia


1. (IFPE) Um professor do Curso de Licenciatura em Geografia do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) entregou aos seus alunos um mapa feito na escala 1:1.000.000 cuja distância em linha reta entre duas cidades é de 5 cm. O professor pergunta: qual a distância real, em km, entre as cidades?
a) 10
b) 20
c) 50
d) 500
e) 5.000

2. (UNIOESTE) Em um mapa, a distância entre duas cidades e de 3,1cm. Sabendo-se que a escala do mapa e de 1: 500.000, assinale a alternativa que indica corretamente, em linha reta, a distancia real (em km) entre as cidades.

a) 150 km.
b) 15,5 km.
c) 155 km.
d) 155,5 km.
e) 15,0 km.

3. (UFRO) Sobre aspectos cartográficos, assinale a afirmativa correta.

a) As elevações do relevo são representadas por linhas isobáricas que ligam pontos ou cotas de igual altitude em intervalos iguais.
b) O elemento que estabelece a relação ou a proporção entre a dimensão real de um lugar e sua representação no mapa é denominado escala.
c) Uma escala pequena (1/2.000 ou 1/10.000) é utilizada para os mapas de áreas urbanas, uma escala grande (1/1.000.000 ou 1/50.000.000) para os de áreas de estados, países, continentes ou mesmo o mapa-múndi.
d) Os mapas temáticos tratam de temas específicos como relevo, clima, solo, hidrografia, sem abordar temas econômicos, políticos e sociais.
e) Uma escala gráfica é representada sob a forma de uma razão (1:50.000) ou de uma proporção (1/50.000), uma numérica se expressa por meio de uma linha reta graduada. 

4. (UFRGS)  Um geógrafo precisa representar uma porção da superfície terrestre de 10 km de largura por 20 km de comprimento numa folha de papel de 22 cm por 44 cm. Qual escala permite representar de forma adequada e legível essa superfície numa folha dessas dimensões? 

a) 1:10.000. 
b) 1:25.000. 
c) 1:50.000. 
d) 1:250.000. 
e) 1:500.000. 



Estudo: trepadeiras em prédios são melhor solução ambiental


Enquanto novas tecnologias não surgem, cobrir as paredes da "selva de pedra" com verde pode diminuir os níveis de poluição em grandes cidades com mais êxito do que se pensava. Pesquisadores na Inglaterra concluíram que o uso de muros verdes nos chamados vales urbanos - vários prédios altos alinhados nos dois lados de uma mesma rua -, formando verdadeiros corredores de vegetação vertical em movimentadas avenidas, pode reduzir os poluentes do local em até 30%.
O novo estudo das universidades de Birmingham e Lancaster contradiz a percepção anterior de que a melhoria ficaria em apenas 1 ou 2% e aponta que a medida pode ser mais eficaz do que árvores ou telhados verdes. Por meio de simulação em um programa de computador, os cientistas combinaram o que já sabiam sobre o modo que o ar circula nas cidades e como a vegetação o purifica.
O passo à frente, explica o professor de ciência atmosférica Rob MacKenzie, da Universidade de Birmingham, foi o reconhecimento de que o ar leva maior tempo circulando dentro dos vales urbanos, onde a poluição é gerada pelos carros e fica mais concentrada. Por isso, as paredes vivas seriam mais indicadas neste caso do que os telhados verdes.
"Como o vento sopra no topo dos edifícios, o ar na rua circula lentamente entre eles, dando voltas. Se a vegetação estiver dentro dos vales urbanos, a remoção será mais eficiente. Quanto mais poluição houver no local, mais rapidamente é absorvida pela vegetação. É como a agua que drena para fora da banheira mais rápido no início, quando cheia, do que no final, quando está quase vazia", compara o coautor do estudo.
Plantas limpam o ar ao remover dióxido de nitrogênio e material particulado - partículas poluentes que se mantêm suspensas na atmosfera devido ao seu pequeno tamanho -, ambos prejudiciais à saúde. A poluição é capaz de provocar doenças cardíacas, câncer de pulmão e asma, entre outras, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que seja a causa de mais de 2 milhões de mortes por ano.

Trepadeiras ao invés de tecnologia

O novo dado sobre a eficiência dos muros verdes em vales urbanos surge em um momento que as pesquisas científicas precisam avançar para desenvolver tecnologia mais eficiente no combate ao problema.
"Você pensa que, comprando um novo veículo, teria menos poluição do que um carro que está na rua há cinco anos. Mas parece que não temos tido os benefícios que esperávamos, porque as soluções tecnológicas ainda não estão funcionando da maneira que se espera. Por isso, estão olhando para alternativas como muros verdes e supressores de pó (substâncias que funcionam como um adesivo e evita a circulação de partículas poluentes)", aponta Gary Fuller, especialista em medição da qualidade do ar no grupo de pesquisas ambientais do King's College, em Londres.
Preocupados com o problema, órgãos municipais no Reino Unido têm adotado aos poucos a medida, mas ainda longe de formar corredores verdes, como os cientistas de Birmingham e Lancaster sugerem. Segunda maior cidade da Inglaterra, Birmingham conta desde 2010 com um muro vivo temporário, junto a uma parte dos tapumes ao redor da construção da nova biblioteca no centro da cidade.
Já a Transport for London, órgão responsável pelo transporte público da capital britânica, instalou em julho seu segundo muro verde especialmente para aplacar a poluição próximo à estação de metrô Blackfriars, com 15 diferentes variedades de plantas em 120 m², e planeja contemplar no futuro mais locais com altos níveis de PM10, como é chamado o material particulado que pode ser inalado por humanos. Pesquisadores do conceituado Imperial College analisam a mudança na qualidade do ar nesses pontos e se certas espécies funcionam melhores como "filtros" do que outras, mas os resultados ainda não foram divulgados.

Críticas

A ideia de que o verde limpa não é nova, mas, nos últimos anos, estudos apontaram que árvores podem agravar o problema. Ao formar um túnel em uma rua com grande movimento de carros, os galhos "prendem" os poluentes no local - por isso, os muros verdes seriam mais indicados. Apesar disso, a alternativa sofre críticas. "Quanto realmente se precisa para ter algum tipo de impacto? Todo o ar deve estar em contato com a vegetação. Os melhores efeitos dos muros verdes se espera que sejam muito locais", questiona Fuller.
Para MacKenzie, 10% de cobertura não fará diferença, mas com 50% se consegue um resultado notável. Os estudiosos ainda sugerem o uso de "green billboards" (outdoors, como os de publicidade, com vegetação) e garantem que a solução não precisa ter custo elevado - outra crítica recorrente aos muros verdes. Apesar de empresas oferecerem paredes hi-tech, com hidroponia, MacKenzie exemplifica que uma trepadeira como a hera, plantada diretamente no solo, é uma versão muito mais barata.
Mesmo com índices de poluição semelhantes, conforme a OMS, o que funciona em Londres pode não funcionar em São Paulo, alerta Fuller. Além de o clima ser distinto, a frota de carros brasileira utiliza etanol, não usado na Europa. Mas a receita para o controle da poluição nas grandes cidades inclui atacar a origem do problema, ressaltam os especialistas ouvidos pelo Terra.
"Minha visão para uma cidade limpa é que se tenha muito mais plantas dividindo o espaço conosco e bem menos ênfase em carros. Se você combinar isso, será o melhor", defende o professor de ciência atmosférica da Universidade de Birmingham.

Jornal do Brasil

Brasil vai produzir vacina que protege contra quatro doenças


Brasil  vai produzir vacina tetraviral que protege contra quatro doenças de uma única vez - contra sarampo, caxumba, rubéola e varicela (catapora). O acordo que prevê a produção da vacina será assinado amanhã (4), no Rio de Janeiro, e prevê a transferência de tecnologia do laboratório público Biomanguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), para o laboratório privado GlaxoSmithKline.
Segundo o Ministério da Saúde, a partir de 2013, a vacina tetraviral fará parte do calendário de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS).
O ministro Alexandre Padilha disse hoje (3), durante aula inaugural de um curso de medicina na zona leste de São Paulo, que o acordo garante o acesso  a medicamentos e vacinas sem depender de outros países. “Podemos tomar como exemplo a pandemia do vírus [Influenza] H1N1, quando a vacina não era produzida no país e não foram feitas doses em quantidade adequada”, justificou o ministro, que irá participar da assinatura do acordo no Auditório Museu da Vida, na sede da Fiocruz.
O ministro destacou que a empresa possui interesse em produzir o medicamento no Brasil por causa do tamanho do mercado consumidor nacional. “Produzir aqui significa distribuir para milhões de pessoas. Atualmente, temos 34 projetos que são parcerias com empresas”, explicou.
No evento, Padilha comentou a tendência de queda das mortes provocadas pela influenza A (H1N1) - gripe suína na Região Sul.“A medida que avançamos no inverno, vai diminuindo a circulação do vírus da gripe. Mas isso não significa que devemos reduzir a vigilância, sobretudo, quanto ao uso do oseltamivir [medicamento de nome comercial Tamiflu]. Umas das razões para a diminuição do número de óbitos foi porque o uso começou a ser mais precoce”, reforçou.

Jornal do Brasil

Greve dos professores continua e não há perspectiva de volta ao trabalho


Em greve há 80 dias, os professores das universidades e dos institutos federais de ensino superior continuam sem perspectiva de volta às aulas. O Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef) recusaram-se a firmar acordo com o governo e mantêm a paralisação.
Na sexta-feira (3), a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta do governo, que prevê reajustes de 25% a 40% até 2015 e diminuição do número de níveis de carreira de 17 para 13. O fechamento do acordo significou o fim das negociações por parte do governo.
Com a aceitação da oferta governamental pelo Proifes, ficou mais evidente o racha na base sindical. Para a presidenta da Andes-SN, Marinalva Oliveira, o governo não foi coerente. “Para nossa indignação, entre quatro entidades, só uma manifestou ter aceitado, e o governo anunciou que as negociações estavam encerradas, de maneira unilateral, suspendeu qualquer tentativa de acordo”, afirmou.
O coordenador-geral do Sinasefe, Gutemberg Almeida, também discorda da proposta apresentada e classificou de “intransigente” a atitude do governo ao encerrar as negociações. “O governo assinou o acordo com uma entidade que não representa a maioria dos docentes. O governo ignora a categoria. Não estamos de acordo com essa postura”, disse Almeida.
Dados do Andes-SN e do Sinasefe indicam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica. O Proifes representa sete universidades federais e um instituto técnico. No entanto, cada entidade tem autonomia para decidir pela continuidade da greve, independentemente de acordo firmado. A expectativa da entidade é realizar assembleias na próxima semana, para decidir se os professores voltam ao trabalho.
Segundo a secretária adjunta de Relações do Trabalho do Ministério do Planejamento, Marcela Tapajós, ainda é cedo para falar em novas propostas, caso a greve continue. “Vamos monitorar os próximos dias muito atentamente. Qualquer avaliação é prematura agora, mas não queremos subestimar a situação”, disse Marcela.

Agência Brasil

Cientistas receberão recursos a fundo perdido para levar sustentabilidade à Amazônia


Nos próximos dias serão anunciadas regras que pretendem atrair a comunidade científica para a Amazônia. A aposta do governo federal é financiar projetos de ciência e inovação tecnológia, a fundo perdido, para levar soluções sustentáveis para a região e mudar a lógica econômica, ainda associada ao desmatamento.
Os editais ainda não estão concluídos. Encarregado de acompanhar o desenho dos financiamentos, o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação, Carlos Nobre, adiantou à Agência Brasil, que “algumas propostas são voltadas para potenciais já reconhecidos da região, que passarão a ter mais conhecimento agregado e investimento, enquanto outras buscam soluções inovadoras”.
Em meio à expectativa sobre os temas contemplados no financiamento federal, uma aposta é que seja incluída a valoração dos serviços ambientais. O assunto vem sendo levantado tanto pelo governo quanto por organizações ambientais que defendem uma nova métrica para medir o desenvolvimento e crescimento do país, em substituição ao PIB (Produto Interno Bruto, soma de todos os bens e serviços produzidos no país), incluindo indicadores ambientais na conta.
“Para que entrem no cálculo de mensuração da economia, precisamos entender o que são esses serviços, inclusive como o ciclo de carbono interage no aquecimento global”, antecipou Nobre.
O estímulo a cientistas e pesquisadores soma pelo menos R$ 100 milhões, já previamente aprovados pelo Comitê Orientador do Fundo da Amazônia, com aporte do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
“Esse dinheiro será usado para apoiar ações em sete grandes áreas [na Amazônia], que apontam o que precisa ser feito na região para mudar o paradigma do desenvolvimento”, explicou o secretário. Segundo ele, o volume de recursos pode ainda ser ampliado até a publicação dos editais.
Os detalhes dos editais estão sendo concluídos pela Financiadora de Estudos e Projetos [Finep] e ainda não têm data prevista para publicação.

Agência Brasil

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Greve de universidades federais vai continuar, diz Andes-SN


Após 78 dias de greve, estudantes das universidades federais do país continuam sem perspectiva de volta às aulas. Segundo a presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Marinalva Oliveira, a expectativa da categoria é “fortalecer a greve” e continuar “insistindo nas negociações”. “Nós acreditamos que ninguém vai voltar a trabalhar”, disse.
“Quem interrompeu o processo de negociação foi o governo e não nós. Foi uma decisão unilateral. A partir daí, nós manifestamos a decisão de fortalecer a greve. A decisão de toda a categoria é continuar o processo de negociação”, disse Marinalva. Representantes dos professores universitários federais vão solicitar audiência com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e do Planejamento, Miriam Belchior, para tentar flexibilizar a proposta.
Das quatro entidades que representam os docentes federais de ensino superior, três se recusaram a firmar acordo com o governo. Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta, que prevê reajustes de 25% a 40% e redução do número de níveis de carreira de 17 para 13.
No entanto, a federação representa apenas sete universidades. Destas, uma não aderiu à greve. Das seis restantes, apenas uma, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo, aceitou a oferta do governo. As demais seguem em paralisação.
“O governo quando veio com a proposta dele, em nada considerou a proposta colocada pelo Andes-SN. Nós trabalhamos com reestruturação de carreira. Queremos o mesmo percentual de aumento entre os níveis (5%), progressão de carreira segundo critérios de titulação, por tempo de serviço e desempenho que sejam definidos em cada instituição e não como o governo propõe, definido posteriormente. É como se você tivesse assinando um cheque em branco para tua progressão”, disse Marinalva.
Os representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) também não concordaram com a nova oferta. Dados do Andes-SN e do Sinasefe apontam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica.

Agência Brasil

Termina hoje prazo para municípios apresentarem planos de gestão de resíduos sólidos


   A partir de hoje (2), mais de 90% dos municípios brasileiros correm o risco de ficar sem a ajuda dos recursos federais para investir em qualquer forma de manejo de resíduos sólidos. Isso porque termina o prazo para que as prefeituras apresentem ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) seus planos de gestão de resíduos sólidos. A Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, há dois anos, prevê que o município que não apresentar o documento dentro do prazo previsto fica impedido de ter acesso aos recursos.
  Oficialmente, o ministério reconhece que 488 municípios concluíram o Plano de Gestão de Resíduos Sólidos. O dado equivale ao número de administrações municipais e estaduais que tomaram os recursos disponibilizados pela pasta ambiental para financiar a elaboração e execução desse planejamento local.
  “Disponibilizamos um financiamento, por meio da Caixa Econômica Federal, no valor total de R$ 42 milhões”, disse a ministra Izabella Teixeira. Segundo ela, além dos municípios que acessaram o recurso, o MMA obteve informações de outras cidades que concluíram seus planos. “A Associação de Municípios do Estado do Amazonas, que reúne 62 cidades, elaborou 55 planos municipais. dos 60 e poucos”, completou.
Como os municípios não são obrigados a entregar o plano para os órgãos do governo, o ministério começou hoje a levantar com as associações municipais e a Caixa o volume de planos apresentados. Para o diretor de Ambiente Urbano do MMA, Silvano Silvério, a expectativa é que 50% das cidades tenham concluído o documento, apesar do dado oficial de participação indicar menos de 10% dos municípios.

Agência Brasil

Registro de queimadas no país este ano é 61% maior do que em 2011


O registro de focos de incêndio no Brasil aumentou 61% de janeiro até hoje (3), em comparação com o mesmo período do ano passado, quando houve 20,2 mil ocorrências. Pelas imagens captadas por satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), desde janeiro até hoje (3), foram identificadas 32,6 mil ocorrências no país.
A população do estado de Mato Grosso é a que tem sentido os maiores efeitos das queimadas, com o registro de mais de 6 mil ocorrências. No Maranhão, o número de focos de incêndio chega a 5,6 mil. Os casos no Piauí, na Bahia e no Tocantis mantêm-se em torno de 3 mil ocorrências mapeadas pelos 11 satélites do instituto.
O coordenador do Monitoramento de Queimadas do Inpe, Alberto Setzer, explicou que, este ano, as condições climáticas estão mais propícias aos incêndios, diferentemente de 2011, cujo cenário foi mais úmido. No ano passado, o monitoramento de incêndios revelou um decréscimo de 56% das ocorrências em relação aos registros de 2010.
“O ano passado foi chuvoso. Mas, normalmente, neste período do ano, algumas regiões do Brasil Central ficam até três meses sem chuva e isso favorece a propagação do fogo. Algumas regiões de Mato Grosso e do Tocantins já estão há 30 dias sem chuvas”, explicou Setzer.
Apesar do clima seco, com temperaturas acima dos 30 graus Celsius e a baixa umidade [abaixo de 40%], o pesquisador do Inpe revela que praticamente todos os casos são provocados pela ação do humana. “Na seca, não tem ocorrência de raio que poderia começar o incêndio. A origem não é o clima. O problema é que, com a seca, as pessoas começam a colocar fogo”, disse.
Apesar de confirmar a lógica de que quanto maior a estiagem, maior o número de focos de incêndio detectados, Stezer acredita que o fator econômico exerce também forte influência. Em um primeiro cenário, há a influência da economia sobre a atividade agrícola. Quando o mercado acelera o ritmo, com produtos como a soja sendo vendidos a preços considerados atrativos, os produtores sentem-se estimulados a aumentar as fronteiras agrícolas. E essa ação é feita basicamente a partir de queimadas.
Outra situação em que o fator econômico exerce influência é a realidade agrícola de São Paulo, onde, por exemplo, são queimados, anualmente, 20 mil quilômetros quadrados nas áreas rurais para colheita manual da cana-de-açúcar. “É um processo que está sendo mecanizado, mas ainda 50% dos cultivares são colhidos manualmente, o que exige o uso do fogo”, disse o pesquisador.
Setzer acrescenta a falta de fiscalização como fator responsável pelo aumento das queimadas no país. “As leis são boas e está tudo bom no papel, mas, na realidade, há milhares de focos e ninguém está monitorando.” Para ele, a receita para inverter a situação das queimadas nesta época do ano é uma “dobradinha educação-fiscalização. A única forma de prevenir [os incêndios] é as pessoas não usarem o fogo. A origem do fogo é claríssima. Não há dúvida que é a ação humana”.
Do total de focos identificados pelo Inpe, 55,5% estão concentrados nas regiões do bioma Cerrado, onde há registros, desde janeiro até hoje, de 18,1 mil ocorrências, seguidas pelas regiões do bioma Amazônia, onde estão concentrados 21,5% dos focos de incêndio, ou seja, pouco mais de 7 mil ocorrências.

Agência Brasil

Proximidade do Dia dos Pais pode ter influenciado na liberação de vendas de operadoras de telefonia


A proximidade do Dia dos Pais, quando costuma aumentar a venda de celulares, pode ter influenciado a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a liberar a comercialização de chips e modems pelas empresas de telefonia. O fato de a liberação ter ocorrido sem que nenhuma medida prática tenha sido tomada em favor do consumidor reforça essa possibilidade, diz a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (ProTeste).
“Basta observar a conversa que estamos tendo agora: em diversos momentos o sinal está falhando”, disse, em meio à entrevista concedida por celular à Agência Brasil, a coordenadora Institucional da ProTeste, Maria Inês Dolci. “Para o consumidor, nada mudou porque o problema é sistêmico. As empresas não têm como melhorar sinal e qualidade do serviço em prazo tão curto, nem como fazer investimentos para solucionar os problemas denunciados, em especial os relativos a falhas do sinal.”
Segundo ela, a Anatel “demorou demais” para punir as operadoras. “E depois, em apenas 11 dias, voltou a liberar as vendas, mesmo com um quadro com tantas reclamações não atendidas e problemas não solucionados”, afirmou.
“Um ponto que nos chama muito a atenção é a liberação das vendas em data próxima ao Dia dos Pais, data que representa uma grande oportunidade de vendas para as operadoras. A Anatel perdeu a oportunidade de aproveitar a data. Mantendo a proibição, puniria de forma mais efetiva as empresas e mostraria que, de fato, atua em prol do consumidor”, disse Maria Inês.
Ela critica o fato de ter bastado às empresas apresentar um plano de investimentos futuros para ter suas vendas liberadas. “Este era o momento ideal de obrigá-las a melhorar de imediato a qualidade dos serviços e do atendimento. É com ações desse tipo [que resultam na diminuição, ainda que momentânea, dos lucros das empresas] que se pode aumentar, nas operadoras, o interesse pela melhora dos serviços”, afirmou. “Com isso, os problemas verificados e não solucionados não deixaram de ocorrer. Ou seja, os consumidores continuarão a ter problemas.”
De acordo com o superintendente de Serviços Privados da Anatel, Bruno Ramos, serão necessários seis meses para que os usuários de telefone celular percebam melhoria nos serviços de transmissão de voz e dados.
Com 11 anos de existência, a organização não governamental ProTeste tem, segundo Maria Inês, 250 mil pessoas físicas associadas. A entidade integra o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, grupo que é formado por Procons, Defensoria Pública, Ministério Público e entidades civis de defesa do consumidor.

Agência Brasil

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Música alta pode afetar memória e aprendizagem, diz estudo


Agora, cientistas da Argentina mostraram que a reclamação dos progenitores não é pura chateação: através de um experimento com ratos, eles descobriram que o som alto pode afetar a memória e os mecanismos de aprendizagem de animais em desenvolvimento.
O trabalho, publicado na revista Brain Research, foi realizado utilizando camundongos com idade entre 15 e 30 dias, o que corresponde a uma faixa etária entre 6 a 22 anos nos humanos.
"Nós usamos ratos pois eles têm um sistema nervoso semelhante aos seres humanos", disse à BBC Mundo Laura Guelman, coordenadora do projeto e pesquisadora do Centro de Estudos Farmacológico e Botânico (Cefybo) da Universidade de Buenos Aires (UBA).
Os pesquisadores expuseram os animais a intensidades de ruído entre 95 e 97 decibéis (dB) mais altos do que o patamar considerado seguro (70-80 dB), porém abaixo da intensidade de som que produz, por exemplo, um show de música (110 dB).
Concluído o experimento, eles descobriram que, depois de duas horas de exposição, os ratos sofreram danos irreversíveis nas células cerebrais.
Segundo os pesquisadores, foram identificadas anormalidades na área do hipocampo, uma região associada com os processos de memória e aprendizagem.
"Tal evidência sugere que o mesmo poderia ocorrer em humanos em desenvolvimento, embora seja difícil de provar, porque não podemos expor as crianças a este tipo de experiência", disse Guelman.

Danos

Já era sabido que a exposição ao som alto pode causar deficiência auditiva, cardiovascular e do sistema endócrino (além de stress e irritabilidade), mas Guelman afirmou que é a primeira vez que tais alterações morfológicas são detectadas no cérebro.
"Pode-se supor a partir dessa descoberta que os níveis de ruído a que as crianças são expostas nas "baladas" ou ouvir música alta com fones de ouvido podem levar a déficits de memória e cuidados de longa duração", disse Maria Zorrilla Zubilete, professora e pesquisadora da Faculdade de Medicina da UBA.
Uma das curiosidades relevadas pelo estudo é que, para as crianças, uma única exposição a ruídos altos pode ser mais prejudicial do que uma exposição prolongada.
Durante a experiência, dois grupos de ratos foram analisados: o primeiro foi exposto uma única vez a duas horas de ruído e o segundo recebeu o mesmo estímulo, mas uma vez por dia durante duas semanas.
Após 15 dias, os ratos que tinham sido submetidos a uma única exposição no início da experiência mostraram sinais de danos mais contundentes.
Os cientistas atribuíram tal fato à chamada "plasticidade neural" existente durante os anos de desenvolvimento, quando o sistema nervoso ainda está em formação.
"É possível que os estímulos do cérebro já não tenham tempo para reparar tais ferimentos", disse Guelman.

Conclusões precipitadas

Embora o estudo cause preocupação em um cenário em que cada vez mais crianças ouvem música em alto volume através de dispositivos digitais e vídeo games, Guelman alerta para conclusões precipitadas.
"O som que usamos para o experimento foi o ruído branco, um sinal que contém todas as freqüências de som, e é percebido como se fosse o barulho de uma TV mal sintonizada", disse ela.
"Mas a música que muitas das crianças ouvem contém apenas algumas freqüências, e ainda não sei exatamente o que causou o dano", acrescentou.
O próximo trabalho desses cientistas é determinar o "mecanismo molecular" pelo qual o ruído afeta as células do hipocampo.
"Nós não sabemos se o dano é gerado diretamente pelas vibrações sonoras ou o som ativa neurotransmissores que causam o problema", diz Guelman.
Depois de entender esse mecanismo, os peritos tentarão desenvolver drogas que podem prevenir lesões.
Enquanto isso, cientistas argentinos acreditam que este estudo deve servir como um alerta para evitar a exposição das crianças a sons altos.
Com a descoberta, os professores, que já se queixam de como as novas tecnologias podem distrair os alunos, têm agora um novo argumento para proibir os gadgets em sala de aula.

BBC BRASIL

O que comeremos em 20 anos?


Projeções de especialistas indicam que o aumento populacional, dos preços dos alimentos e a limitação na disponibilidade de recursos vão mudar os hábitos alimentares humanos nas próximas décadas.

Alguns analistas calculam que o preço dos alimentos pode dobrar nos próximos cinco a sete anos, tornando itens hoje comuns, como carne, em artigo de luxo.

Insetos

O governo holandês já investiu um milhão de euros em pesquisa sobre como inserir carne de insetos nas dietas de seus cidadãos e preparar leis para regulamentar sua criação.
Insetos fornecem tanto valor nutricional quanto carne de mamíferos, mas custam e poluem muito menos. Cerca de 1, 4 mil espécies poderiam ser consumidas pelo homem, compondo salsichas ou hambúrgueres.
Boa parte da humanidade já come insetos, especialmente na Ásia e África. Mas os mercados ocidentais devem resistir à ideia e vão ser necessárias grandes campanha de marketing para tornar aceitável ideia de incluir insetos como gafanhotos, formigas e lagartas no cardápio.

Uso de som

Já é bem conhecida a influência que aparência e cheiro podem ter sobre o que comemos, mas uma área em expansão que pode render descobertas interessantes é a dos estudos sobre o efeito do som sobre o paladar.
Um estudo da Universidade de Oxford descobriu que é possível ajustar o gosto der determinados alimentos através da música que se ouve ao fundo.
A música pode, por exemplo, fazer uma comida parecer mais doce do que ela é. Esse recurso pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar.
Outro exemplo: Sons graves de instrumentos de sopro de metal (como saxofones ou tubas) acentuariam o gosto amargo de alimentos.
Empresas podem passar a recomendar listas de músicas para melhorar a "experiência" do consumo de seus produtos.

Carne de laboratório

Cientistas holandeses criaram carne em laboratório usando células-tronco de vaca e esperam desenvolver o primeiro "hambúrguer de proveta" até o fim de 2012.
A produção de carne artificial poderia trazer grandes benefícios ao meio ambiente, pela redução no número de cabeças de gado - grandes emissores de CO2 - e nas áreas de floresta desmatada para a criação de pastos. A carne de laboratório poderia ser manipulada para ter níveis bem mais saudáveis de gordura e nutrientes.
Os pesquisadores holandeses dizem que a meta é fazer a carne in vitro ter o mesmo gosto que a tradicional - coisa que ainda está longe de ter.

Algas

Elas podem alimentar homens e animais, oferecer uma alternativa em graves crises alimentícias e ainda abrem mão do gasto de terra ou água potável para seu cultivo.
Cientistas ainda apontam para o potencial de algas como fontes de biocombustíveis - o que reduziria a dependência dos combustíveis fósseis.
Alguns especialistas preveem que fazendas de algas poderiam se tornar a mais promissora forma de agricultura intensiva.
Elas já existem em países asiáticos como o Japão.
Como os insetos, elas poderiam ser introduzidas em nossas dietas sem que soubéssemos. Cientistas na Grã-Bretanha estudam a substituição de sal marinho por algas em pães e outros alimentos industrializados.
Grãos têm um forte sabor, mas com baixo índice de sal, sendo portanto, mais saudáveis.