sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mudança do clima afetaria 10% da população global em 2100, diz estudo


Mais de 10% da população mundial poderá ser seriamente afetada em 2100 pelas consequências das mudanças climáticas, de acordo com um estudo internacional publicado nesta segunda-feira (1) pela revista da Academia Americana de Ciências, a “PNAS”.

A investigação científica identificou os principais locais afetados pelo aquecimento global em todo o mundo a partir da medição de aspectos fundamentais da vida humana -- como a cultura, o acesso à agua, ecossistemas ou a saúde. Quanto mais prejuízo nesses setores, maior o impacto da mudança climática.

O cenário utilizado pelos cientistas leva em conta a não redução das emissões de gases de efeito estufa e uma a temperatura de cerca de 4 ºC maior em relação ao período entre 1980 e 2010.

Amazônia em risco

Segundo o estudo, o sul da Amazônia registrou a maioria dos locais severamente impactados. A previsão indica mudanças importantes nas condições de acesso à água potável, à agricultura e risco aos ecossistemas. A segunda região mais afetada é o sul da Europa, devido a uma maior dificuldade de acesso a recursos hídricos e prejuízo na colheita.

Outros “pontos quentes” do mundo estariam na América Central e em regiões tropicais da África e partes da Etiópia. Algumas partes do sul da Ásia também sofreriam devido ao prejuízo na agricultura, além de dificuldades de acesso à água potável.

Os dados foram levantados por uma equipe de cientistas do Instituto de pesquisa sobre o clima de Potsdam, na Alemanha. “As consequências da mudança climática em diferentes aspectos cruciais podem interagir entre si e multiplicar a pressão gerada nos habitats das populações em regiões afetadas”, disse Franziska Piontek.

O estudo é o primeiro a identificar pontos específicos do impacto da mudança climática, baseando-se em simulações computacionais, tanto para as alterações do clima quanto para seus impactos atuais.

De acordo com a pesquisa, os efeitos começam a ser sentidos quando for registrado aumento da temperatura em 3 ºC em relação à média registrada no período entre 1980 e 2010.

G1 Natureza

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